Kiss Me Again
25 My Sunshine
“LIAM”
Fomos convencidos de sairmos das Bahamas naquela noite pela a nossa família que ligava a todo instante atordoados com as notícias em telejornais, sites, revistas, nossa produção veio rapidamente ao nosso encontro e como já tínhamos passagens e tudo estava certo resolvemos sim ir embora, aquele lugar só nos trouxe tristeza, só nos trouxe males o melhor mesmo era isso irmos embora para sempre e nunca mais voltarmos.
- Eu não vou – disse Harry sentando na cama e cruzando os braços fazendo biquinho, confesso que apesar de ser uma cena ridícula chegou a ser fofa.
- Como assim? Você não quer sair desse inferno? – disse Zayn atordoado com aquela decisão de Harry.
- Não sem a Gab, o que nós somos? Ratos? Ela nos salvou todas essas vezes, cuidou da gente, matou POR NÓS e a gente simplesmente da as costas pra ela quando ela mais precisa? Quando ela esta no hospital agonizando por NOSSA culpa?
- Harry a família dela já esta aqui, a policia também acha mais viável irmos embora, assim que ela sair daqui vocês se encontram, mas para de drama. – eu disse com o tanto de sensatez que eu tinha, bem, ao menos o resto dela.
- EU NÃO VOU!! – ele dessa vez gritou e saiu do quarto.
- Desculpa Liam, mas o Harry ta certo.
- Zayn você não vai começar também! Eu sei que ele esta certo, eu sei tudo o que a Gab fez pela gente, mas ela esta bem com a família dela, e a gente? Vamos ficar aqui expostos por mais quanto tempo?
- Todos aqueles caras estão mortos e o que sobrou foi preso, não estamos correndo perigo algum.
- Quem sabe, pensamos isso da outra vez e olha no que deu!
Zayn balançou a cabeça negativamente e saiu do quarto não tão nervoso quanto Harry mas pisando pesadamente como tal. Eu só queria minha casa, meus pais, minhas irmãs, queria me ver livre daquele pesadelo e só indo pra casa eu me sentiria bem. Pensei em tudo o que a Gab fez e realmente fui injusto pensando mais em mim do que nela, que agora estava no hospital, ela estava bem Harry foi exagerado ao dizer que ela estava agonizando. Peguei minha carteira e meu celular e sai do quarto e ir pro hospital, local que virou nossa segunda casa desde o dia anterior.
Chegando lá encontrei Niall com uma expressão distante mas serena e Fernanda chorando, eu não os via faziam quase 3 semanas e eu só quis correr e abraçar o meu amigo, que saudades eu sentia dele. Assim que cheguei mais perto fui acertado por um tapa ardido no rosto me fazendo recuar e colocar a mão no local atingido instantaneamente.
- Fernanda calma – ouvi Niall dizer enquanto eu piscava pesadamente sentindo uma dor estranha.
- CALMA? A CULPA É DESSE IDIOTA, NA VERDADE CADÊ O HARRY A CULPA É DELE TAMBÉM E DO ZAYN. MINHA AMIGA PODIA TER MORRIDO E O QUE VOCÊ FEZ? NADA!
- O que você queria que eu fizesse garota? Eu e os meninos também quase morremos e se não fosse a Gab isso teria acontecido ela cuidou da gente ela fez coisas que nenhum de nós faríamos, você deveria controlar sua namorada Niall.
- Sério? Eu sei de tudo o que ela fez.. ela podia estar fora dessa se não tivesse encontrado vocês.
- Como se eu estivesse amando estar em um hospital, ter sido sequestrado, apanhado em minhas férias e ainda mais vendo a minha amiga, por que sim a Gabriela não é só sua amiga, num quarto de hospital. Se eu soubesse que isso tudo iria acontecer pode apostar que eu nem teria vindo pra esse maldito país. – falei mais alto do que devia chamando a atenção de mais umas quatro pessoas que estavam na sala.
- Fernanda chega, ele não teve culpa, chega. – Niall disse abraçando-a e sentando com ela na poltrona mais próxima.
- Desculpa Liam – ela sussurrou entre soluços e deu um sorriso tímido que eu retribui sem humor nenhum. – onde estão os outros?
- Como assim? Achei que eles já estivessem aqui.. eles saíram do hotel a uns 40 minutos.
- Ai meu Deus do céu – ouvi Harry dizer entrando na sala e soltando o ar – já veio nos buscar papai?
- Pare de ironizar! – eu disse e ele riu junto com Zayn. Depois de todos se comprimentarem e conversarmos um pouco, o médico de Gab apareceu com uma moça parecida com a Gab porém mais velha, devia ser a mãe dela e um rapaz que eu não sei quem era.
- Qual de vocês é o Harry? – o médico disse sério e a mulher deu um sorrisinho sem humor e sentimento nenhum de canto. Harry apenas deu um passo a frente eu senti a pressão que estava no ar e assim que ele fez menção de “sou eu” o médico o indicou a sala dele, e assim Harry a moça e o rapaz entraram. – Vocês se quiserem podem ir vê-la, mas ela se medicou a pouco, tentem não acordá-la.
- Ok – Zayn disse sendo o primeiro a andar e ir em direção ao quarto de Gab, fomos todos atrás, eu estava com vontade de vê-la e ao mesmo tempo com medo.
“FIM LIAM”
“HARRY”
Entrei na sala do médico que era clara e tinha um ar triste mas de esperança, engraçado as duas coisas se fundirem, parecia o coração de alguém. Nos apresentamos e eu conheci a mãe e o irmão de Gab que não fizeram muita questão de serem simpáticos comigo, pudera eu não merecia simpatia olha como a vida deles deu uma volta do nada.
- Bom Harry, a Gabriela desmaiou na noite anterior assim que você saiu do quarto dela, e ela passou o resto da noite chamando seu nome – dei um sorriso que não consegui segurar, ela pensava em mim até dormindo que linda – não é para você ficar feliz, ela disse hoje para uma das enfermeiras que quer que você vá embora, e nunca mais fale com ela. Eu autorizei que o resto dos amigos dela fossem ao quarto, ela não esta acordada, mas ela não te quer aqui.
- E eu também não – a mulher cortou o médico e deu um sorriso sinico pra mim – você só faz a minha menina sofrer, vai embora e não olhe pra trás, sua história com ela acabou.
Senti meus olhos marejarem na hora, eu não sabia o que fazer, senti também a presença de três seres desconhecidos me fitando e me queimando só de olhar. Senti como se um mundo estivesse desmoronando, agora que tudo daria certo? Que eu estava certo do que queria do que sentia? Justo agora, pensei no que a Gab falou pra tal enfermeira, não podia ser verdade.
- QUERO FALAR COM ESSA ENFERMEIRA AGORA – eu levantei da cadeira gritando e indo em direção a porta.
- Não é o turno dela, certo doutor? – o irmão de Gab disse me olhando e logo rindo.
- Eu espero o tempo que for! Vocês não querem que eu tenha contato com a Gabriela eu sei, mas saibam a culpa não foi minha, acidentalmente a gente se encontrou eu nunca imaginei que ela iria na mesma boate, que eu depois de tanto tempo. Eu sei que fiz a sua menina sofrer senhora, mas saiba que eu estou disposto a inverter isso, eu nunca quis fazer nada com ela, a maioria das coisas foram mau entendidos, na verdade, todas foram mau entendidos, eu nunca a trai, nunca realmente apostei que ficaria com ela e não vou deixa-la só porque vocês querem. Já sofri bastante essas ultimas semanas e eu percebi que posso sim sobreviver.
- Pare de ser abusado, seu ridículo idiota – a mulher se levantou e me olhou dentro dos olhos, suas íris estavam mortas com dor estampadas nelas. – como ousa dizer que estou mentindo?
- Só acredito falando com a enfermeira ou com a Gab.
- Você nunca mais vai falar com a minha irmã, ela não merece sofrer mais por você.
- Dane-se. – sai da sala ouvindo mais xingamentos vindos em mim andei até o corredor onde era o quarto dela e dei de cara com os meus amigos e a Fernanda, os olhei rapidamente e eles abaixaram a cabeça como se estivessem tristes. – Cadê a Gab?
- Ali, melhor você falar com ela. – Fernanda disse me dando apoio e sorrindo – eu vou distrair minha tia.
Entrei no quarto e Gab estava olhando fixamente para a televisão, assim que viu a porta se fechar ela me olhou e sorriu como eu nunca tinha visto, um sorriso tão vivo, limpo, feliz, calmo. Me aproximei da cama mas não muito e fiquei a olhando, eu ainda precisava saber o que realmente aconteceu.
- Minha mãe já fez o escândalo do dia? – ela disse rindo e eu logo ri junto não aguentando, assenti com a cabeça e ela abaixou o olhar – Harry é tudo bem... mentira. Mas você deve saber, eu nunca falaria pra você se afastar, você sabe que me sinto segura com você por perto, eu quero sim que você volte pra casa e esteja a salvo, mas isso não quer dizer que eu te odeie.
- Talvez sua mãe esteja certa, eu só te fiz sofrer desde a primeira vez que te vi.
- Talvez. Mas já ouviu aquilo que apesar de todas as lágrimas sempre vamos nos lembrar dos sorrisos? Sou assim, não adianta. Ontem eu vi você entrar no meu quarto mas eu não queria te ver chorando por isso fingi que estava dormindo. Eu fui dormir pensando em você dizendo “Espero que você saiba” por isso eu acho que te chamei a noite. Não sei. Talvez seja mesmo isso.
- Espero que sim. – sorri abertamente e me sentei na cama, estávamos bem podíamos conversar tranquilamente. – bem e você sabe?
- Não! Passou tanta coisa pela a minha cabeça, tanta Harry, mas não sei. Se for sobre a menina do rio de janeiro, daquela vez eu sei Liam me contou que ela te agarrou – ela disse rindo – acho que nem eu resistiria se fosse homem ela era linda.
- Você é bem mais linda. Me impressiono com a sua lerdeza as vezes, como você não sabe? Mulheres tem um ar tão Sherlock Holmes quanto a isso.
- Quanto a isso o que? Eu não sou boa nessas coisas! E ah, obrigada por me chamar de lerda. Bobinho.
- Bobinho? Sou bem maior que você garota.
- Ok! Bobão. – rimos juntos daquela idiotice toda e ela ficou com vergonha de ter falado isso.
- Sua sorte é que eu gosto muito de você pra aturar esses apelidos.
- Gosta mesmo? – ela sorriu e corou rapidamente – duvido muito.
- Gosto. Na verdade, eu gosto de tudo em você, desde o jeito como o seu cabelo fica bagunçado com o vento e logo esta arrumado como se nada tivesse acontecido, gosto de como você tem vários sorrisos, um pra quando esta feliz um triste, um com vergonha mas o meu preferido é esse – apontei pra ela e ela me olhou assustada e logo sorriu – sim esse mesmo é o meu preferido, o jeito como você sorri pra mim, parece até que sou a única pessoa no mundo eu me sinto tão, especial. Gosto também de como seus olhos brilham quando você vê pessoas brincando e felizes, quando você solta vários “awn” vendo crianças se sujando de sorvete. E ainda mais quando você se torna uma grande idiota contando piadas e fazendo palhaçada com tudo. E minha última descoberta é que eu gosto de te sentir perto de mim, gosto de te fazer sentir que esta protegida comigo aconteça o que acontecer, gosto de poder te abraçar quando você esta triste, de poder encontrar seus olhos e te acalmar só com um sorriso e de te ter como uma luz do sol sempre que te vejo.
- Harry, porque você esta me dizendo essas coisas?
- Não esperava ouvir isso e sim ao menos um, obrigada Harry eu também gosto de tudo isso em você ou até um cala boca Harry convencido. – sorri tristemente e senti a mão dela pegar na minha me fazendo olhar para ela. Lágrimas estavam nos seus olhos e tenho certeza que tinham algumas nos meus também. – Eu te amo Gabriela! Por isso eu estou te dizendo essas coisas, só por isso.
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