Kiss Me Again
22 Keep Safe Or...
Notas iniciais
“HARRY”
Acordei pela manhã e fiquei deitado na cama por alguns minutos, tudo o que tinha acontecido passava na minha cabeça como em um filme, eu estava a salvo, mas eu ainda estava com medo. Percebi que Liam não estava no quarto e logo fiquei assustado, mas assim que peguei meu celular vi uma mensagem dizendo que ele e Zayn foram fazer o reconhecimento do “chefe” da gangue, decidi ir no quarto de Gab, confesso que não falava com ela a algum tempo e que pra protege-la não fiquei muito próximo dela.
Bati na porta mas ela não abriu, bati mais umas 4 vezes e comecei a ouvir passos vindos em direção a porta, sorri instantaneamente, como se eu estivesse feliz com essa situação, ela abriu a porta e logo se virou, correndo de volta pra cama e deitando, cobrindo a cabeça.
- É você Harry.
- O que você tem?
- Nada! Só estou cansada.
- Aham, Gabriela, eu te conheço. Pouco. Eu sei, mas conheço.
- Harry, não é nada. – ela disse se levantando e olhando pra mim, com os olhos vermelhos de quem estava chorando a muito tempo, com um olhar perdido que em junção com o seu rosto fino e delicado dava um ar de medo. – eu estou apenas, cansada.
- Queria muito acreditar – ela me deu um olhar sério e eu logo sorri – desculpa. Bom, estive pensando que tal almoçarmos juntos? Faz tanto tempo que não nos vemos, bem, sem estarmos com problemas. – rimos do que eu disse.
- Não to muito afim de sair do quarto.
- Podemos almoçar aqui? – ela apenas assentiu a cabeça e logo me deu o telefone do hotel para eu fazer o pedido, escolhemos as coisas e ficamos conversando até a comida chegar, ela ainda estava perdida, triste e assustada. Ela estava me escondendo algo mas ela não iria me contar, eu teria de descobrir sozinho. – eu estava com saudades de você. – dei um abraço nela e afundei meu rosto em seu pescoço.
- Eu também Harry, eu também.
“FIM HARRY”
“ZAYN”
Eu e Liam fomos resolver algumas coisas com os nossos passaportes e assim decidimos sair cedo para não sermos vistos na rua, seria um pouco difícil não nos reconhecerem mas nós estávamos fazendo o possível. Liam estava assustado parecia não querer andar na rua, a feição dele era horrível e ao mesmo tempo engraçada. Ri baixinho quando ele percebeu que eu estava o observando.
- Que foi? Qual a graça?
- Você esta com uma cara terrível.
- Imaginei que fosse isso. Estou cansado de andar como um fugitivo.
- Melhor assim para nos protegermos Liam. – ele apenas deu de ombros e voltou os olhos para a sua janela no carro e eu continuei olhando para a frente, me perdi no meio do horizonte que era repleto de carros e pessoas rindo mais a frente próximas a uma ponte que dava uma vista incrível para o mar. – quando será que isso vai acabar?
- Já acabou Zayn, já acabou! – Liam disse sorrindo e me deu um abraço.
Entramos na embaixada inglesa e logo fomos bem recebidos e nosso objetivo estava completo, graças a Deus amanhã eu já estaria em casa com os meus amigos, longe de perigo. Conseguimos que autorizassem a ida de Gab com a gente para lá por precaução e assim que ela chegasse na Inglaterra entraria em um avião para o Brasil. Estávamos indo em direção ao carro prontos para voltar ao hotel quando Liam parou bruscamente de andar fazendo dois seguranças trombarem nele, ele estava com o rosto perdido e pálido.
- O que foi Liam? – eu disse calmo olhando para ele e passando a mão em seu ombro.
- Eles. Estão. Aqui.
- eles quem? – essa foi a vez do segurança falar, meu coração acelerou e eu senti como se ele fosse rasgar minha pele e sair pulando por ai com vida própria, os sequestradores estavam ali? Mas como Liam sabia?
- Os sequestradores, eu tenho certeza que os vi. – ele apontou para o carro vermelho que estava ao lado do nosso carro e logo 3 seguranças correram para lá, e em menos de 2 minutos eles voltaram dizendo que não havia ninguém ali e que o Liam deveria estar atordoado e em choque com toda aquela situação que era normal. Senti meu corpo se acalmar, só de imaginar que aqueles homens estavam próximos da gente eu sentia vontade de chorar. – eu tenho certeza. – Liam sussurrou enquanto andávamos na direção do nosso carro e ele olhava para o carro vermelho, fixamente, obcessivamente se assim posso dizer.
O carro ganhou movimento e logo que estávamos saindo do prédio quase que o motorista atropelou uma senhora que logo sorriu quando ele a ajudou a se levantar, eu Liam e os outros dois seguranças saímos do carro correndo para ver como ela estava. Logo ela deu um papel para Liam e sorriu acenando e saindo de perto, entramos no carro enquanto ele lia o papel, ele abriu a boca e arregalou os olhos ficando horrorizado como se uma coisa muito ruim estava acontecendo.
- O que é isso Liam? – eu disse tentando manter a calma, mas ele simplesmente não respondeu. Arranquei o papel de suas mãos e o li pausadamente umas 3 vezes para ver se aquilo era mesmo real.
“Estamos mais perto do que vocês imaginam, cuidado.”
De novo senti como se meu coração fosse sair pela boca e o Liam me olhou com a mesma aflição, eu queria correr, fugir estar seguro, quando esse pesadelo iria acabar? Eu tinha medo da resposta, tinha medo de só acabar quando um de nós estivéssemos mortos.
“FIM ZAYN”
“GAB”
Harry passou o dia todo comigo e eu me diverti, consegui esquecer os problemas e aquele bilhete por um tempo, eu me sentia bem ao lado de Harry, nós passamos por coisas juntos e ele sempre tentou me proteger, eu sabia que se alguém entrasse no meu quarto ele me defenderia. Que pensamento idiota Gabriela, tem 4 seguranças aqui no corredor, porque raios iriam conseguir entrar no meu quarto?
- Princesa, vou pro quarto dormir, acho que o Zayn já deve estar chegando e eu estou exausto.
- Tudo bem. Se cuida, por favor, se cuida.
- Fica calma, esta tudo bem, acabou.
- Talvez. – deixei escapar e ele me olhou assustado mas logo sorriu e me deu um beijo na testa ele saiu do quarto e lá estava eu, sozinha de novo, com os meus medos, com vontade de chorar, com medo de tudo. Eu precisava de ajuda. Eu precisava de um abraço. Zayn não chegava e eu estava sufocada naquele quarto, senti um lado meu dizer “fique aqui, não saia, se mantenha segura” e o outro dizia “pare de ser covarde é só uma voltinha” fiquei com o segundo pensamento, calcei meu tênis, amarrei meu cabelo em um coque frouxo e sai do quarto, dois seguranças fizeram menção de me seguir mas eu pedi para que eles não o fizessem, dizendo que eu precisava ficar sozinha, eles não aceitaram muito bem, mas logo eu estava longe deles, eu sabia que eles me seguiriam, mas longe por favor fiquem longe.
Cheguei ao saguão do hotel que estava uma bagunça, pessoas andando de um lado para o outro, crianças correndo e rindo, vida, um local normal sem tristeza um local feliz. Me enfiei no meio de alguns adolescentes assim que vi os seguranças atrás de mim e logo que os perdi de vista sorri satisfeita. Me deparei com uma porta que estava entre aberta e logo entrei nela, meu mal é esse, sempre fui muito curiosa. Agora eu estava em um local escuro ao ar livre e sem ninguém por perto, ótimo, eu precisava de gente comigo ver movimentação, voltei para a porta, trancada, como assim? Estava aberta a segundos atrás... senti meu corpo tremer e logo comecei a bater na porta com força como eu sou irresponsável.
- HEY, TEM GENTE AQUI ABRE A PORTA HEY! – eu gritava e batia na porta totalmente em vão, me lembrei como aquele saguão estava uma loucura eles nunca me ouviriam. Assim que senti lágrimas passarem pelo meu rosto encostei a cabeça na porta e ouvi alguém pigarrear, não quis olhar para trás era coisa da minha imaginação. – não tem ninguém aqui Gabriela, ninguém. – mais uma vez ouvi alguém tossir e quando eu tive coragem olhei para trás. Era ele, ali comigo naquele lugar escuro, só tínhamos nós dois e mais ninguém, eu estava ferrada.
- Olá, Gabriela. Bom te ver novamente, pelo menos para mim – ele riu ironicamente e logo ficou sério – não achei que nos veríamos tão rápido assim, achei que teria de terminar meu trabalho na Inglaterra amanhã a noite. Mas chega de falar de mim, como você esta? – ele ia se aproximando de mim cada vez mais com passos leves e decididos, como eu queria que alguém abrisse a porta, meu corpo estava totalmente preso a ela, eu estava colada nela, eu precisava sair dali, minha respiração não saia. – Não vai me responder? Saiba que isso esta me irritando.
- O que você faz aqui? – falei calma e trêmula, com lágrimas que escorriam dos meus olhos sem que eu percebesse.
- Vim terminar o que VOCÊ começou! Nada disso estaria acontecendo se não fosse você.
- Como assim? – agora ele estava com o rosto grudado no meu, sua respiração quente batia em minha pele fria e aquilo chegava a me dar arrepios.
- Você matou a única pessoa que me importava nesse mundo, se esqueceu? Quer que eu refresque sua memória? – senti alguma coisa passando pela a minha cintura e subindo se esfregando em minha barriga e logo estava em meu pescoço, era uma arma.
- Não, por favor, não me mate.
- Por que você acha que eu não faria isso? Só porque você esta implorando? – ele riu maleficamente e se afastou de mim, se virando de costas e caminhando para o outro lado, me virei para a porta e a tentei abrir de novo. – Saiba que a porta só abre por fora meu amor, estamos presos aqui até que alguém lembre desse velho jardim desativado. – pensei o porque de um hotel tão famoso ter um jardim desativado. Eu queria sair dali eu queria gritar, eu queria voltar a ficar sozinha no meu quarto.
Fiquei alguns minutos o encarando de costas, encostada na porta, tentando reestabilizar minha respiração, tentando voltar ao normal, quando do nada uma força e coragem bateram em mim.
- Peter... – eu disse e ele se virou me olhando – me desculpa, eu não queria mata-lo, na verdade nunca tinha usado uma arma, e... – comecei a chorar de novo e fui caminhando até ele – eu só queria proteger o meu amigo, me perdoa.
- Não adianta, meu perdão não vai trazê-lo de volta. – eu parei de andar quando ele disse aquilo, me senti um nada como se eu não pudesse mais fazer nada, eu acabei com a vida dele, mesmo ela não sendo tão feliz eu tirei a vida do pai dele. – Saiba que eu não te matei porque não quis, mas na verdade eu quero ver a cara dos seus amiguinhos com você caindo na frente deles, vamos ver se valeu mesmo a pena você matar alguém por aquele idiota. – ele estava se aproximando mais e mais de mim, até que ele me abraçou e começou a passar suas mãos em meus cabelos.
- Eu sinto muito, mas se isso que você quer, me mate agora, deixe os meninos fora disso por favor.
- NUNCA! – ele riu e se aproximou de mim – isso só esta começando lembra? Ainda preciso me decidir, tiros, facadas, como eu deveria te matar...
Ouvi um barulho logo atrás de mim e me virei na hora, era uma mulher com uniforme do hotel, ela fez um sinal de negação com a cabeça e eu logo corri chorando, eu precisava sair de lá, eu precisava sumir, eu não queria ficar ali, ele... corri para o elevador e subi pro meu quarto a primeira coisa que eu fiz foi deitar e me esconder o máximo possível, quando esse pesadelo vai acabar.
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