Notas iniciais
Esse capítulo foi mais de pensamentos e essas coisas, sem muito diálogo! Bem, espero que gostem *como sempre* hahaha

“GAB”

Já era terça feira e eu estava no aeroporto pronta para voltar pro Brasil, as meninas estavam animadas e ao mesmo tempo tentando me animar, querendo ou não, Nova York mudou a minha vida e eu sabia que aquilo seria difícil esquecer, quem eu quero enganar? Pensei sozinha, sorrindo para o meu copo de café.

- Brasil aqui vamos nós! – disse Liv empurrando o seu carrinho de bagagem para dentro da sala de embarque. – amiga, eu sei que é difícil eu falar disso, mas, você ainda vai no show dos meninos amanhã?

- Não sei, vocês vão? – eu tinha até esquecido que compramos ingressos pro show, bem, antes dessa minha viagem eu era fã deles né? Na verdade ainda sou, mas uma fã diferente agora.

- Vamos – disse Liv olhando para a irmã e piscando – Você sabe que essa é minha última chance com o Liam, se não der eu desisto.

- E eu tenho que ir pra acompanhar, vamos comigo Gab, se não vou acabar sozinha.

- Vou pensar ok? Vou pensar!

Elas não falaram mais nada e eu também não, me sentei na janela do avião e fiquei vendo aquele monte de prédios minúsculos abaixo de mim, pensando em como aquela cidade tinha me mudado, tinha me feito feliz em um dia e triste no outro, em como foi bom e em como foi ruim de ter acabado, aquele lugar nunca mais seria o mesmo, não para mim.

Comecei a pensar no Harry e em como eu ainda o queria, em como eu pensava nele todos os dias e todos os momentos, era embaraçoso pelo simples fato de eu não querer pensar, mas sem querer me pegar lembrando daquele sorriso, daquela risada, das lágrimas... eu ainda não acreditava que tinha feito ele chorar, isso chegava a ser engraçado. Fechei os olhos e encostei a cabeça na poltrona do avião.

- Eu não amo você – sussurrei abafado, aprendi quando criança que falar em voz alta nos faz realmente esquecer – só quero me convencer, de que não te amo, chega.

- flashbacks on-

Sai do quarto uma hora depois de Harry partir, fui com as meninas em direção ao restaurante, elas estavam me mimando, me querendo fazer comer e me divertir, me contaram piadas, mas elas eram tão ruins que eu ria sem querer. Chegando ao saguão do hotel dei de cara com Niall e Louis que me olhavam inquietos com olhares pesados e tristes, dei um sorriso de canto para eles e me virei para as meninas.

- Não posso, eles estão aqui, deixa eu voltar.

- Não, vamos jantar, passe por eles como se não os conhecesse, se assim for melhor! – disse Lana pegando no meu braço e caminhando comigo, agora de frente e com um falso sorriso no rosto.

Ao passar pelo lado deles ouvi alguns “ela esta tão linda” “Harry, você derrubou refrigerante em mim” aquilo me fez dar risada, uma risada alta, mas logo me senti uma idiota rindo pelo fato de ouvir o Harry dizendo aquilo, e outra pessoa falando do desastre provocado por mim. Chegando na porta do restaurante senti uma mão pegando na minha, olhei rapidamente e era o Zayn.

- Oi, Gab... bem o Harry te mandou isso! Tchau. – ele saiu antes mesmo que eu pudesse responder, olhei para o papel e comecei a ler.

“Lembre-se, eu nunca vou desistir. Por favor, não se esqueça de nós...”

Dei um sorriso de lado, como se eu estivesse no controle, e olhei para a direção deles, Harry estava parado encostado em uma pilastra olhando para mim, com o mesmo olhar triste e pesado de antes, um olhar que dizia, gritava e que me fez arrepiar. Eu sei o que aquele olhar triste queria dizer: a gente se encontra.

-flashbacks off-

Virei os olhos novamente para a janela e logo os fechei, o melhor que eu tinha a fazer era dormir.

“FIM GAB”

“HARRY”

Eu e os meninos estávamos indo para o Brasil, na sala de embarque ouvíamos os gritos das fãs que estavam no saguão do aeroporto, mas a única coisa que eu conseguia pensar era que eu estava indo para o país da minha pequena, da única que me deixou nesse estado deplorável que eu estava. Confesso que Harry Styles não para, e sim eu fiquei com várias garotas nesses últimos 4 dias, mas nenhuma me fez sentir o que eu senti com a Gab, fiquei com medo de estar apaixonado por aquela cabeça dura, fiquei com medo de não esquecer ela nunca e aquilo me deixava no mínimo nervoso.

- Você vai atrás dela no Brasil? – disse Louis chegando perto de mim, ele me conhecia melhor do que qualquer pessoa no mundo, as vezes eu achava que ele morava dentro de mim, porque ele conhecia meus sentimentos melhor que eu mesmo.

- Não sei – dei de ombros e virei o olhar para outro lugar, eu não queria encara-lo – o que você acha?

- Acho que você deve seguir seu coração e não seus instintos de cachorro – ele deu risada e eu logo comecei a rir também, como ele podia fazer piadas em momentos tão sérios como esse?

- Seu idiota. Eu vou fazer o que for melhor para mim... e pra ela também.

- Bem pensado!

Começamos a conversar sobre coisas aleatórias e logo Liam estava com a gente também, ficamos rindo e conversando sobre nada, tentando mudar de assunto daquelas coisas que me deixavam para baixo. Entramos no avião e eu me direcionei para a poltrona da janela, eu amava ficar ali era como se um mundo estivesse aos meus pés e eu amava ver as nuvens fofinhas e vazias, me senti como uma nuvem pensando por esse lado, eu era fofo segundo algumas pessoas mas eu era tão vazio por dentro, eu nunca soube amar, nunca quis amar na verdade e eu tinha um dom, se é que posso chamar assim, de machucar as pessoas, de afasta-las de mim por nada ou as vezes por tudo.

Deitei a cabeça na poltrona e comecei a pensar, onde está você agora? Onde está sua risada que me fazia sorrir? Sua voz suave que me deixava bobo? Onde está a nossa pequena vida de quase-amor a dois? Será que agora você está em um lugar com o cara que te fez me esquecer? Ou está apenas assim como eu, pensando em como tudo seria melhor com você ao meu lado?

- Chega de pensar nisso.

- O que foi Harry?

- Nada Niall – eu disse rindo e logo ele riu – Você sabe que eu gosto de falar sozinho para me auto curar de certas coisas.

- Sabe, uma vez eu li que os estúpidos escutam o coração, por que você por um momento na sua vida não se torna estúpido? Seila, corre atrás desse sentimento. Não sei porque eu to falando isso, nem precisa olhar assim para mim, afinal não sou tão experiente nessas coisas como você.

- Tudo bem, afinal você me disse a coisa mais sensata até agora! – eu sorri de lado e o abracei. Logo anunciaram que nós estávamos em solo brasileiro, sai do avião e logo vi uma placa.

“Welcome To Brazil” – aquilo me fez arrepiar, eu estava no mesmo lugar que ela, talvez, não sei se ela já tinha voltado. Fizemos escala Rio/SP por isso ficamos na sala de desembarque até podermos embarcar no outro avião e irmos em direção ao local do nosso primeiro show no Brasil, eu estava cansado de ficar naquela sala e decidi andar pelo aeroporto, não tinham muitas fãs lá dentro porque a segurança as proibiu de entrar e claro demos um horário falso para as pessoas, assim ninguém saberia nosso verdadeiro voo.

Fui até a loja de souvenires do aeroporto e fiquei olhando aquelas coisas maravilhosas que tinham, fotos, pequenos desenhos, gravuras camisetas, era tudo muito lindo, na verdade o Rio de Janeiro era lindo, aquelas coisas eram apenas lembranças, peguei algumas coisas e fui até o caixa, quando ouvi uma voz, uma voz conhecida e logo uma risada... era a risada da Gab, eu tinha certeza. Corri para a porta da loja e vi três meninas andando um pouco mais para frente de mim, no meio estava uma loira e eu tinha certeza, era a minha pequena.

- moço o senhor tem que pagar por essas coisas. – disse a vendedora/caixa da loja olhei para ela com ódio corri peguei o dinheiro que eu tinha no bolso e joguei para ela, correndo para a porta.

- FICA COM O TROCO – eu gritei, grande gorjeta ela tinha ganho, minha compra não tinha dado nem 10 dólares e eu dei uma nota de 50 libras, mas valia a pena. Corri até perto da porta do aeroporto local de onde eu não poderia passar. – GABRIELA – eu gritei com uma mão para cima, vi que ela me olhou e deu um sorriso mas logo uma multidão de pessoas vieram para cima de mim, fãs, seguranças e claro que fui arrastado para o lado oposto dela, perdi, como sempre.

“FIM HARRY”

“GAB”

Cochilei o resto da viagem e logo senti uma mão leve me cutucando anunciando que havíamos chegado, descemos do avião e as meninas estavam fazendo planos de quem íamos visitar primeiro e eu apenas queria a minha casa, a minha cama, minhas coisas, eu sentia falta do meu cantinho.

- BEM VINDAS DE VOLTA AO RIO DE JANEIRO – disse Liv correndo para dentro do aeroporto que nem criança, ela tinha uns momentos muito mãe, séria e malvada, mas quando ela decidia ser infantil ela conseguia.

- Sua idiota – disse Lana correndo atrás dela e logo eu fui atrás também, rindo que nem idiota, na verdade eu estava gargalhando. – É tão bom te ver assim.

- Como assim? – eu disse parando de rir e sorrindo de lado.

- Sorrindo, sendo você, feliz sem pensar naquele... enfim.

- Eu estou bem, vocês sabem ué – dei de ombros e fomos em direção a porta de saída, aquele lugar estava lotado, tinham milhares de meninas na porta logo o segurança disse “deixem as moças passarem” e as meninas abriram passagem, agradeci com um sorriso e ele acenou. Comecei a olhar aquelas meninas, algumas gritando, outras apenas sorrindo e muitas chorando, olhei a camiseta de uma e estava escrito bem grande “1D” era a camiseta oficial da turnê passada que teve aqui, meu corpo todo tremeu. – Os meni...

- GABRIELA – antes que eu terminasse de falar ouvi uma voz rouca, gritando meu nome no meio da multidão olhei para trás automaticamente e vi Harry com uma mão levantada se empenhando em ser visto por mim, dei um sorriso automático foi como se eu estivesse feliz em ve-lo, sem mentiras eu realmente estava, mas antes que eu pudesse fazer alto fui empurrada para fora da multidão e logo estava perto do táxi, e eu já tinha perdido ele de vista.

- Meu Deus o que foi isso? – Liv foi a primeira a falar.

- Não sei, estou tentando entender ainda também. – eu disse confusa – ele ainda lembra de mim.

- E se enfiou no meio das fãs pra te chamar – disse Lana sorrindo animada.

- Cala a boca! – eu disse sorrindo de lado e logo ficando séria – não quero saber dele, chega.

Tudo o que eu vi hoje e tudo o que me fez sorrir hoje foram aqueles olhos, aqueles olhos que diziam tudo uma vida inteira de alguém que eu não sabia nada.