Kiss Goodnight
28 Você quer me deixar louco!
Notas iniciais
então, boa leitura e deixem reviews!!!!!
Passaram-se três dias depois da minha discussão com Zayn. Eu não queria vê-lo nem pintado de ouro! Não foi nem um pouco necessário o que ele fez, mas ainda teríamos um trabalho para ser apresentado, e eu quero muito tirar uma nota boa. O prazo de entrega está chegando, e ainda não fizemos nada.
– Zayn, a gente tem que fazer o trabalho. – Disse seca, ficando parada em sua frente enquanto ele desenhava alguma coisa. Ele não esperava a minha chegada, e fechou o caderno com força, deixando-o cair. Estávamos no intervalo das aulas, no pátio. O dia não estava tão frio, o céu estava nublado, como se fosse chover e ventava muito. Eu tentei pegar o caderno que havia caído, mas ele não deixou.
– Eu sei. No meu apartamento hoje, seis horas. – Ele disse meio atordoado por causa do caderno. Não entendi o porquê, mas dei as costas e sai andando em direção à sala de aula.
(...)
Seis horas, eu estava caminhando para o prédio masculino. O vento forte parecia cortar meu rosto em mil pedacinhos. O céu se fechou e começou a cair uma chuva absurda, lembrei que quando a pessoa corre na chuva, ela se molha menos. Não sei de onde eu tirei isso, talvez de alguma revista, então continuei andando.
Cheguei à porta de seu apartamento igual a um pinto molhado. Meu moletom estava pesado de tanta água. Eu deveria ter corrido, provavelmente me molharia menos.
– Você está tremendo! – Zayn disse quando abriu a porta e me encontrou naquele estado. Sorri sem mostrar os dentes. Ele me deixou na sala e foi até seu quarto. Voltou com uma toalha e uma camisa dobrada. – Se seca e coloca essa roupa. Pode ir ao meu quarto. – Ele disse. Se eu não estivesse tão irritada e chateada com ele, aquele momento teria sido fofo.
Fui até seu quarto, me impressionei, não era nada muito organizado, mas com certeza melhor que o quarto de Colton. A cama estava feita, só um pouco amassada, algumas roupas jogadas numa cadeira e alguns copos ao lado de seu computador. Fiquei no canto do quarto e comecei a tirar minha roupa para me secar.
Zayn’s POV
Heather chegou completamente molhada no meu apartamento. Eu não queria parecer rude, então dei algumas coisas pra ela se ajeitar. Fiquei um tempo esperando ela voltar pra sala, mas a demora me deixou na curiosidade pra ver o que ela estava fazendo.
A porta estava encostada, eu tomei todo o cuidado do mundo pra não ser pego. A empurrei um pouco e vi Heather no canto do meu quarto, virada para a parede. Ela estava sem blusa e com o sutiã enrolado na toalha que estava em suas mãos, provavelmente tentando seca-lo. Suas costas estavam tão convidativas, sua cintura extremamente fina estava gritando “venha Zayn, me aperte!”, eu queria abraça-la e passar minhas mãos por tudo aquilo. Afastei meus pensamentos eróticos e voltei pra sala, tentando fazer o maior silêncio absoluto.
Estava sentado mexendo no meu celular quando ela apareceu. Estava com as suas roupas dobradas e segurando sua bota. Ela estava tão linda com a minha blusa, ficava um pouco grande, mas pra mim, estava perfeita.
Eu estava me odiando por ter brigado com ela alguns dias atrás. Mas suas palavras me machucaram muito. Tudo bem que eu também disse muita coisa errada, mas... Sei lá.
Heather’s POV
Começamos a fazer o trabalho. Zayn não estava mais tão seco, talvez por dó de mim, que provavelmente vou pegar uma baita gripe, mas não olhava em meus olhos um segundo. Estávamos sentados no meio da sala, anotando várias coisas e o trabalho estava fluindo bastante.
Me assustei com um barulho muito alto, e depois: escuridão. A chuva estava tão forte que algum raio deve ter caído e queimado o gerador de energia. Só se ouvia o barulho das pessoas no corredor.
“Alunos e professores, tivemos um problema no gerador de energia e que logo será resolvido. Evitem ficar nos corredores e permaneçam onde estão. Obrigada”.
Uma voz conhecida veio dos auto falantes instalados no corredor. A gritaria logo foi parando e foi dando espaço ao barulho da chuva, que continuava muito forte.
– Zayn? – Perguntei querendo saber onde ele estava.
– Tá tudo bem? – A voz dele não estava mais próxima a minha.
– Tá sim. Onde você está?
– Na cozinha, pegando velas. – Ele disse e ascendeu um isqueiro. – Aqui. – Ficou com o isqueiro perto de seu rosto para que eu pudesse saber onde ele estava.
Andei até lá e comecei a ajuda-lo com as velas. Espalhamo-las pela sala, onde estávamos fazendo o trabalho. Se nós não estivéssemos brigados, o lugar estaria muito romântico.
– Vou beber água. Já volto. – Disse me levantando.
– Quer alguma vela? – Ele perguntou.
– Não precisa, já conheço o caminho.
Andei até a cozinha apalpando as paredes, já que a escuridão era total. Cheguei até o balcão e peguei um copo, andei em direção à geladeira e achei a garrafa de água. Fiquei apoiada de costas pra pia enquanto bebia. Me virei para deixar o copo na pia, e quando me virei de volta, esbarrei em Zayn, que estava perigosamente próximo de mim.
– Me desculpa. – Disse sem graça. Tentei andar para o lado, mas ele me prendeu mais contra a pia. – Zayn...
– Shh. Me perdoa? Me perdoa por eu ter sido tão idiota com você, por ter te falado aquelas coisas estúpidas sem nem pensar, me perdoa por não ter feito nada certo em relação a nós. – Ele sussurrava enquanto colou nossas testas.
– Não. – Eu disse e percebi que sua respiração parou por um segundo. Ele ia falar alguma coisa, mas eu o interrompi. – Shh. Só se você me perdoar. – Ele suspirou aliviado, como se estivesse tirando um peso enorme de suas costas. Senti um sorriso se formar em seu rosto.
– Então eu te desculpo. – Ele disse colando nossas testas novamente.
– Não. Você tem que me perdoar. – Dei ênfase na palavra.
– Ok, eu te perdoo. – Ele disse dando a mesma ênfase.
– Então eu também te perdoo. – Eu disse já sorrindo igual a uma boba.
Senti sua mão gelada fazer carinho em minha bochecha. Não contive uma lágrima que se formou em meus olhos e acabou parando em seu dedo. Zayn sentiu seu dedo ficar molhado e me abraçou. O melhor abraço do mundo.
– Porque tá chorando? – Ele perguntou enquanto sussurrava perto do meu ouvido.
– Eu não tenho palavras... – Disse engasgando um pouco.
– Não é necessário falar nada quando se quer fazer isso. – Ele disse e me beijou.
Suas mãos pararam na minha cintura, e ficavam passeando por ela, para cima e para baixo, como uma dança. Eu coloquei minhas mãos em seu ombro e o alisei, deslizando em seguida até sua nuca. Ele me beijava com calma, como se estivesse realmente se desculpando comigo. O ar se fez necessário e nos separamos. Mesmo com a pouca luminosidade, eu conseguia ver seus olhos, que estavam calmos e cheios de ternura. Ele piscou lentamente e voltou a me olhar, mas dessa vez seu olhar ela malicioso, até demais.
Ele selou nossos lábios outra vez. Sua língua estava mais ágil. E as caricias em minha cintura passaram pra leves apertos. Eu entrei na onda e puxei os cabelos curtos de sua nuca. Ele pareceu gostar disse e me empurrou com força contra a pia, colocando uma de suas pernas entre as minhas. Eu estava conseguindo sentir seus batimentos devido a nossa proximidade.
O ar se fez necessário mais uma vez, mas ele não deixou de me beijar. Agora seus beijos quentes eram no meu pescoço. Ele deixou leves chupões no local, me fazendo suspirar de prazer.
– Você quer me deixar louco! – Ele sussurrou sem fôlego.
Ele passou as mãos para minha coxa e apertou sem dó. Soltei mais um suspiro, que mais pareceu um gemido. Zayn fez alguma coisa que coseguiu me colocar sentada na pia da cozinha. Sem entender nada, eu só continuei o beijando.
Suas mãos passeavam pela minha coxa que estava descoberta, devido ao short curto que eu estava usando. Ele começou a brincar com a barra da sua blusa que eu estava vestindo, querendo subi-la. Eu não aguentei a enrrolação dele e a tirei as pressas, ficando apenas de sutiã. Ele se afastou um pouco pra me olhar, e eu fiquei totalmente sem graça. Voltamos a nos beijar e eu puxei a blusa dele pra cima, jogando-a no chão. Alisei aquelas costas tão macias e comecei a passar minhas unhas nela, fazendo ele se arrepiar.
Zayn me tirou da pia e me puxou para seu colo. Passei minhas pernas em volta de seu quadril e ele caminhou até o quarto. Sentei-me na cama e ele foi se deitando em cima de mim aos poucos. Ele já estava completamente em cima de mim quando se levantou rapidamente.
– Espera um segundo. – Ele disse saindo do quarto e eu fiquei com aquela cara de incógnita sem entender nada.
Uns segundos depois ele voltou com algumas velas em um prato. Que romântico.
– Gostou? – Ele perguntou subindo em cima de mim novamente.
– Muito. – Eu respondi sorrindo. Voltamos a nos beijar e eu me lembrei de uma coisa que precisava ser dita. – Zayn... Espera um pouco.
– O que foi? – Ele disse já querendo voltar a me beijar, mas eu coloquei minha mão em seu peito, pedindo pra que ele parasse.
– É que... Sabe... Eu... Eu nunca... Eu sou... – Disse envergonhada. Estava com medo da reação dele ao saber que eu ainda era virgem.
– Nunca o que? – Ele perguntou sem entender.
– Eu sou virgem. – Disse de uma vez. Ele parou um segundo pra talvez tentar entender a situação.
– E? – Perguntou sorrindo.
– Nada, eu só queria te avisar... Sei lá, sabe... – Eu disse e ele voltou a me beijar.
– Sabe, to me sentindo especial. – Ele disse enquanto beijava meu pescoço. Eu apenas sorri e pensei “sim, você é muito especial”.
Os beijos dele foram descendo, parando bem nos meus seios, que ainda estavam cobertos. Eu arqueei minhas costas para que ele pudesse tirar o sutiã. Suas mãos apertaram meus seios com vontade, e eu soltei um gemido quando ele começou a distribuir beijos sobre eles. Sua língua trabalhava com vontade, me arrancando vários suspiros.
Ele desceu os beijos para minha barriga, me deixando mais arrepiada. Eu inverti nossas posições, ficando por cima dele. Puxei sua bermuda para baixo, que revelou uma boxer azul marinho bem volumosa. Comecei a distribuir beijos por todo seu corpo. Parando bem no elástico de sua boxer. Segurei o elástico e vi ele me lançar um olhar bem safado. Eliminei todas as roupas de Zayn e tenho que comentar que a imagem era maravilhosa. Ele voltou a ficar em cima de mim outra vez, e tirou meu short e minha calcinha de uma vez só.
Ele me beijou com intensidade outra vez e se virou para a mesa de cabeceira, abriu a gaveta e tirou uma camisinha de lá dentro. Olhei pra ele com um sorriso malicioso balançando a cabeça negativamente, e só deu ombros e colocou a camisinha.
Zayn me deu uma ultima olhada e sorriu. Logo em seguida se posicionou em cima de mim e eu o senti penetrar. A sensação é um pouco dolorida no começo, mas foi ficando prazerosa a cada investida que ele dava. Seus movimentos foram ficando mais rápidos, me fazendo gemer cada vez mais alto. Eu tentava conte-los, mas não conseguia. Ele também gemia na mesma intensidade que eu, me deixando arrepiada com aquela voz rouca.
O suor em sua testa fez seus cabelos ficarem grudados, deixando-o mais sexy (se possível). Mudamos as posições, e eu estava por cima agora. Ele segurava minha coxa com vontade e investia nos movimentos cada vez mais rápidos, me deixando completamente louca.
Chegamos ao limite juntos e eu me deitei ao seu lado. Ele se levantou para ir ao banheiro esse livrar da camisinha e quando voltou, eu coloquei minha cabeça em seu peito e puxei um lençol pra nos cobrir. Sua respiração ainda estava ofegante, e a minha também. Ele começou a alisar meus cabelos e eu percebi que estava completamente esgotada. Olhei para cima, pra enxergar seu rosto e ele estava me olhando sorrindo. Não pude evitar um sorriso também.
– Foi perfeito. – Ele disse baixinho e me deu um selinho demorado. Eu apenas sorri e afundei minha cabeça mais em seu peito.
Ele resolveu mudar as nossas posições na cama e ficamos deitados em conchinha.
– Eu gosto mais assim. – Ele disse enquanto fazia desenhos na minha coxa.
– Eu também. – Disse e coloquei minha mão em cima da sua.
Ficamos em silencio uns segundos, retomando energias. Estava quase adormecendo quando ouço-o sussurrar.
– Eu te amo tanto.
– Eu te amo mais, acredite. – Sussurrei também e lhe dei um beijo de boa noite. Percebi que as velas já haviam se queimado por completo. Fechei meus olhos e adormeci.
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