Kiss Goodnight

25 Fraca. Eu sou muito fraca.


Notas iniciais
OLAAA, MAIS UM CAPP!!!!
Eu gostei muito desse cap hehehe, espero que eu não ofenda ninguém colocando uns amassos entre os dois.
mas então, só relembrando que reviews são meu combustível! quanto mais, melhor hehe
beijossssss

Já se passaram alguns dias desde que eu cheguei aqui em Cambridge. Harry me explicou o que ele estava fazendo aqui, e seria uma surpresa ótima se nós ainda estivéssemos namorando... Eu resolvi que não vou ficar fazendo nada pra atrapalhar o relacionamento de Zayn e Evelyn. Se eles querem se comer, se comam longe de mim. Vou fazer o que Erin me pediu: abrir meu coração e minha mente, parar de viver no passado. O que rolou, rolou.

Estava deitada em minha cama, como de costume, jogando Temple Run no iPad. A porta da varanda estava aberta, deixando o vento entrar e bagunçar meus cabelos. Já estava entardecendo, o sol se escondia atrás das altas arvores que tem no jardim de Cambridge, que mais parece uma floresta.

Senti uma estranha movimentação de baixo da minha varanda, que não é tão alta, como se estivessem pisando em folhas secas, fui até lá pra checar o que estava acontecendo. Antes de chegar à porta fui surpreendida por um Zayn pulando o parapeito.

- Eu tinha que saber se era verdade. – Ele disse se ajeitando depois de estar por completo na varanda.

- O que? – Perguntei confusa.

- Se era mesmo você naquele dia. – Ele disse e eu fiquei sem palavras. – Eu custei pra acreditar, só consegui quando Evelyn disse que te viu caminhando hoje de manhã. – Ah, então ele acredita nela? Ótimo.

- Pois é, aqui estou eu. – Por fora eu estava envergonhada, mas por dentro estava morrendo por causa do que ele acabara de dizer. Não é ciúme!

- Eu nunca te imaginei aqui... Pensei que você tivesse me deixado pra sempre. – WTF?????? Ele quer me deixar maluca?

- Zayn... – Supliquei.

- Por favor, não diz nada. – Ele sussurrou e a nossa proximidade foi ficando perigosa. Ele tentou me beijar, mas eu virei o rosto, o que chamou sua atenção para o meu pescoço.

Ali começaram as caricias. Eu estava com aquela agonia dentro de mim, eu precisava liberar aquilo tudo, precisava de ar. Estava usando todas as minhas forças pra não deixar que aquilo acontecesse, mas foi tudo em vão quando ele colocou as mãos na minha cintura. Senti meu corpo inteiro amolecer.

Ele continuou com os beijos no pescoço, me deixando cada vez mais impotente. Sua mão acariciava minha cintura, e de vez em quando apertava um pouquinho. Ele resolveu me empurrar completamente pra dentro do quarto, fechando a porta e fechando as cortinas em seguida.

- Zayn... – Eu sussurrei como se estivesse morrendo. Implorando pra que ele não continuasse com aquilo.

- Shhh. – Ele disse enquanto grudava nossas testas. Eu mal conseguia ficar de olhos abertos, e quando conseguia, minha visão ia direto para sua boca, que estava tão carnuda, vermelha e convidativa.

Perdi completamente todos os sentidos quando ele tocou nossos lábios, e aprofundou mais o beijo pedindo passagem com a língua, e eu concedi. Fraca. Eu sou muito fraca. Sua língua quente parecia estar dançando com a minha, tudo tão certo, tão bom, tão perfeito.

Ele apertava com vontade minha cintura e eu não hesitei em puxar seus cabelos curtos da nuca. O beijo calmo começou a se tornar intenso, não contive alguns suspiros e percebia que ele sorria quando eu fazia isso.

Zayn cambaleou um pouco me segurando enquanto andava, quando percebi, ele já estava em cima de mim, na minha cama. Cena perfeita pro começo da diversão. Sua língua ainda brincava com a minha, com muito mais intensidade. Suas mãos deslizaram da minha cintura indo parar direto na minha coxa, que estava só com um pequeno short. Ele apertou sem dó, me fazendo soltar mais um suspiro, dessa vez mais parecido com um gemido. Eu estava fora de mim, fazendo tudo que poucos minutos atrás eu disse que não faria.

Ele subiu sua mão, mas dessa vez indo parar de baixo do meu moletom. Elas deslizavam pela minha barriga que subia e descia devido a minha respiração ofegante. Tirei sua camisa com uma certa urgência, revelando aquele corpo escultural. Passei minhas unhas compridas por suas costas, deixando pequenos arranhões e arrancando suspiros dele também. Nós estávamos tão próximos que conseguia sentir seu membro pulsar. E ele deveria estar me sentindo completamente exitada e louca por ele.

- Heather! Cheguei! – Era Erin, que acabava de voltar de mais uma de suas tardes com Liam. Paramos tudo imediatamente.

- Veste sua camisa! Rápido! – Eu sussurrei para que Erin não ouvisse.

- É só fingir que você não esta aqui. Por favor. – Ele disse com a voz rouca, e beijando meu pescoço.

- Não! – Aumentei um pouco o tom de voz e o empurrei. – Anda logo, ela deve estar vindo pra cá!

Ele fez uma cara de irritado, mas mesmo assim me deu um selinho demorado antes de abrir cortinas e a porta, pulando a varanda em seguida.

Tentei recuperar meu fôlego e ajeitar um pouco a bagunça que nós fizemos. Meu Deus, não acredito que me deixai levar desse jeito! Erin entrou no quarto em seguida.

- Porque não respondeu? – Ela disse.

- Porque eu estava jogando, não esta vendo! – Disse apontando pro iPad.

- Aham, sei. Você tava jogando ou tava dentro do jogo? Tá toda descabelada, e respirando ofegante... – Ela parou de falar e pensou um pouco. – Espera ai, tinha alguém aqui? Ahhhhh, sua safada! Pode ir me contando tudo tim tim por tim tim! – Ela disse se sentando na minha cama.

- Do que você esta falando? Tá maluca? – Eu disse fazendo um coque no meu cabelo tentando disfarçar.

- Já que você diz... Vou preparar alguma coisa pra gente comer. – Ela disse e saiu do quarto. – Mas eu não acreditei! – Gritou.

Merda! Ela iria ficar me enchendo o saco por causa disso.

Resolvi tomar um banho gelado pra tentar acabar com aquele calor que eu estava sentindo. Fiquei de baixo da água gelada por um bom tempo, assim que sai pude sentir o cheiro do macarrão que só Erin sabe fazer. Comi rápido e fui me deitar.

Fiquei pensando em tudo que aconteceu e acabei adormecendo. Acordei com o barulho de alguém batendo no vidro da porta da minha varanda. Olhei no relógio que marcava 2 horas da manhã. Me levantei e fui até lá.

Zayn estava encostado no parapeito, virado para mim, com as mãos no bolso e um olhar sapeca.

- O que você está fazendo aqui? – Perguntei fechando a porta da varanda para que Erin não pudesse ouvir nada.

- Quero terminar o que começamos. – Ele disse sorrindo maliciosamente e se aproximando de mim.

- Não Zayn. – Disse firme.

- O que? – Ele disse com uma cara confusa.

- É isso que você ouviu. Não posso deixar que aquilo aconteça de novo. Foi um erro. Me desculpa, mas você tem sua namorada, e não sei o que você veio fazer aqui hoje a tarde. – Continuei falando firme, mas por dentro eu estava como um passarinho que vai voar pela primeira vez. Morrendo de medo do que iria acontecer.

- Mas não é dela que eu gosto. Eu gosto de você. Sempre gostei. – Ele disse tentando se aproximar outra vez, mas eu coloquei minha mão em seu peito pedindo pra que ele parasse. Seu peito extremamente musculoso.

- Mas agora você está com ela, e não ira magoá-la. Dói muito. – Eu disse tirando a mão de seu peito. – Por favor, não faça isso de novo. Foi um erro. – Repeti a minha frase, mas dessa vez com os olhos cheios.

- Você não pode fazer isso. Por favor.– Ele também tinha lágrimas nos olhos.

- Posso, e estou fazendo. Não jogue tudo que vocês construíram por minha causa. Siga em frente. Sem mim. – Meus olhos não suportavam mais e acabaram liberando as lágrimas, que desciam quentes na minha bochecha gelada.

- Eu sei que você não quer isso! Você me amava! Cadê seus sentimentos? – Ele disse aumentando o tom de voz.

- Eu acho... Acho que... Que nós nos precipitamos, muito. – Eu disse secando minhas lágrimas e tentando parecer forte.

- Se você realmente acha isso, quem sou eu pra contrariar? – Ele disse e se posicionou pra pular da varanda.

“Não vá, por favor.” — Eu gritava isso dentro de mim.

- Eu sei que você não quer isso. – Ele lia meus pensamentos agora?

Zayn pulou e foi andando em direção ao prédio masculino, com a cabeça abaixada.

Pronto. Acabou.