Kiss
6 Capítulo 6
Notas iniciais
Beth estava em duvida se o dia dos namorados fez a cidade ficar mais bonita ou se eram os seus olhos que estavam transbordando amor, as horas com os amigos no Breadstix organizando os últimos preparativos para a noite passaram voando, eles passavam o som quando a noite começou a cair em Lima, não ia demorar muito para os primeiros chegarem.
Como metade das mesas reservadas o bar estava a perto para os solteiros, deprimidos e solitários, e no bar praticamente só tinham homens, não foi difícil reconhecer uma silhueta diferente, Beth foi se aproximando lentamente ate que teve certeza que era Carmen que estava com a taca de vinho na mão.
– Carmen!? — Disse Beth.
– Beth!? — Disse surpresa — O que estava fazendo aqui?
– Eu!? Eu... eu vou tocar pra minha família — Confessou com o seu sorriso bobo.
Carmen não pode deixar de achar graça no jeito tímido e bobo, e Beth lançou um
olhar atento, como se esperasse que ela dissesse alguma coisa, mas ela continuou
calada.
– Ta esperando alguém, posso me sentar? — Perguntou Beth.
– Claro, Beth — Respondeu a professora.
– Você parece triste — Falou Beth em um tom interessado.
– Estou sozinha no dia dos namorados — Lamentou.
– Não acho que seja isso.
Carmen virou o corpo para Beth, com uma expressão desafiadora e interessada.
– E por que você acha que não? — Perguntou.
– Você não parece esse tipo de garota — Disse Beth, se virando e ficando de costas
para o bar.
– Continue — Indagou Carmen.
– Você tem uma alma... — Enquanto Beth procurava a palavras, não deixou de reparar
em como a professora estava sentada — aventureira, o dia de São Valentim não é tao
importante, tem outra coisa.
– Garota esperta — Falou impressionada.
Beth sorrio convencida, e se virou para encarar a Carmen de frente.
– Posso saber? — Perguntou.
– É aniversário na minha avo — Respondeu.
– Mas isso é algo bom, não é? — Disse Beth fazendo sua cara fofa.
– É, mas ela me odeia, desde que eu me assumi — Respondeu.
– E seus pais?
– Morreram, pouco antes do meu aniversário de 15 anos — Disse Carmen tomando um
cole de vinho.
– Desculpa.
– Tudo bem — Disse sorrindo, mas dava pra sentir a triste em sua voz.
Beth não disse nada, mas Carmen continuou ao reparar no interesse da garota.
– Depois da faculdade eu me assumi, e como minha avo não gosto, vendi a casa do
meus pais em Washington D.C, comprei uma aqui, e to aqui faz um ano, mais ou
menos — Disse Carmen — E a sua historia?
– Eu não tenho historia — Respondeu triste — A única coisa interessante que eu tenho
pra falar é da minha família.
– Logo vai ter — Disse sorrindo acarinhando o ombro da garota.
O barulho da porta abrindo chamou atencao de Beth, Brittany entrou seguida de
Santana com Artie, eles olharam em volta e como reconheceram Lexie e Ethan foram
ate eles que apontaram Beth.
– Quer saber uma coisa que eu gosto muito na minha família? — Perguntou Beth.
– Fala — Respondeu.
– A minha madrasta é Santana Lopez — Beth se levantou da cadeira muito rápido, o
que fez Carmen a seguir com o olhar, ela sorrio vendo a cena de Beth sorridente
abracando a família.
Beth puxou Santana para o bar enquanto Brittany e Artie foram conversar com Lexie
e Ethan.
– A mãe vai demorar? — Perguntou a garota quando chegou no bar.
– Eu não sei, tive uma discussão com ela ontem, fui falar com a Brit, quando voltei
ela estava dormindo, quando acordei ja tinha saído — Indagou Santana.
– Por que a discussão? — Perguntou.
– Ela quer ter um filho — Respondeu Santana.
– Isso é ótimo — Disse Beth sorrindo, ate reparar que Santana não parecia feliz — Você
não quer?
– Ela quer sim — Respondeu Brittany que vinha logo atrás — Só ta com medo. Mas
quando uma mini Santana nascer ela vai mudar de ideia.
– Não sou eu que vai engravidar — Respondeu Santana seca.
– Isso não impede de você doar o ovulo — Falou Brittany.
– É — Disse Beth animada — E meu pai pode doar o sêmen.
– Não — Disse Santana inda seca — Já basta de Puck na minha vida.
Brittany e Beth caíram na gargalhada com a frase de Santana, que não negou um sorriso para alegrar a noite.
– Gente desculpa, Carmen? — Disse Beth para chamar a atencao da professora que
parecia entretida com o vinho — Essas são Santana e Brittany.
– Carmen — Se apresentou estendendo a mão.
– Prazer — Disseram.
Quando a porta abriu novamente, foi a vez de Quinn, Puck, Sam e Mercedes, e
Santana não conteve a ansiedade e foi logo ate Quinn, Beth ficou observando a
conversa, Carmen viu a expressão de Beth mudar assim que sua mãe abracou
Santana e a beijou, e ela ainda as observava quando colocou sua mão na coxa de
Carmen, que se assustou com a intimidade da garota e como o toque inapropriado
foi sem querer não deu importância. — Eu vou cartar, depois eu volto — Disse a garota
sem olhar para a professora enquanto se levantava sorridente.
Beth subiu no palco acompanhada de Lexie e Ethan, Beth e Lexie foram para os
vocais, uma com a guitarra e outra com o baixo enquanto Ethan foi mais atrás com
sua bateria.
– Beth, calma ainda ta faltando gente — Disse Puck.
– Solta o som, que não falta mais — Disse Kurt, na porta acompanhado de Rachel,
Blaine, Tina e Mike.
– The Police, pra vocês — Disse Beth animada — Every Breath You Take.
Alguns dançavam outros cantarolavam, mas Quinn e Puck estavam mudos de tanto
orgulho, pela filha talentosa.
E entre uma frase e outar da musica, Beth cruzava seu olhar com Carmen, que
parecia estar apreciando o show. E a pausa que teve entre uma musica e outra só foi
o tempo de trocar a guitarra e o contrabaixo pelos violões, que foram perfeitos para
Ho Hey — The Lumineers. E a tônica ficou por conta de Ethan, enquanto Beth e Lexei
passeavam entre as mesas. já a próxima musica ficou por conta de Sam que logo já
tinha todos cantando com ele, My Girl — The Temptations que foi responsável pelo
momento mais fofo, com todos dançando juntos seguindo os passos de Brittany e
Mike.
– Já vai? — Perguntou Beth, já do lado de fora enquanto via a professora tentando
entrar no carro.
– Ta na minha hora — Respondeu.
– Você bebeu, e agora vai dirigir? — Perguntou Beth sem acreditar no que via.
– Eu to bem — Disse Carmen seca.
– Eu levo você — Ofereceu-se Beth.
– É melhor não — Respondeu — Você foi muito fofa hoje.
– A minha mãe já sofreu um acidente de carro, ela quase não pode voltar a andar —
Disse Beth — E meu pai falo que você esta no ponto que não pensa no que faz de
bêbada, então eu penso por você.
– Nossa, que animador — Indagou Carmen — Então eu vou andando.
– Qual é? — Disse Beth, jogando as bracos pra cima e andando ate Carmen.
– Para, você não é tonta — Respondeu a professora seria.
– Fala — Disse Beth seca.
– Como você mesma disse eu não to pensando, então é melhor eu não enfrentar
essa tensão sexual que tem entre nos — Falou — Droga eu falei isso alto.
Beth ficou parada olhando a professora se afastar, ate que ela entrou no carro e foi
atrás.
– Volta pra sua família — Disse Carmen.
– Não posso, sou altruísta de mais pra isso — Respondeu Beth.
Beth seguiu Carmen ate sua casa, e por causa da garoa que caia aquela noite
chegou em casa molhada e espirando.
– Eu sei um remédio pra isso — Gritou Beth do carro, que fez Carmen cair quando foi
respondeu — Droga.
Beth correu para ajudar, e acabou levando Carmen ate o apartamento, preparou o
chá que sua mãe sempre fazia quando estava doente, o apartamento era pequeno e
bagunçado, com livros amarelados por toda parte e cheirava a cafe, o silencio e o
olhar fixo estavam deixando Beth meio nervosa. Carmen largou o chá na mesa foi ate
o radio, estava tocando Oasis, lentamente a professora foi se aproximando de Beth,
e de repente sem pensar as duas já estavam aos beijos, arrancando suas pecas de
roupa, esbarando nas coisas, quando finalmente encontraram o lugar certo, na quela noite a única luz que tinha no quarto vinha da lua, e ela foi mais que o suficiente.
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