Kings and Queens

1 Prólogo - Magnolia McReady


Notas iniciais
Aqui é apenas uma ligeira apresentação e explicação de algumas breves coisas. O título por si só, é sugestivo.

Ela não se conteve, tentou puxar o braço quando fora puxada e ambos aparataram dali. A jovem moça não demorou a perceber que encontravam-se na masmorra da Mansão dos Malfoy. Era o antigo abrigo deles. Mesmo notando o corte na pele do braço, Magnolia urrou de ódio e segurou sua varinha firme. Não queria ter saído das ruínas de Hogwarts, queria ter lutado pela vingança daquele que caíra. O Lorde estava morto.

Rodrick Gust a tirara de lá no exato momento em que todos os fracos fugiram. Muitos estavam mortos, como Bellatrix Lestrange, a fiel escudeira dele. Magnolia gritou:

— Como se atreve, verme?

— Íamos morrer, não percebe? Eles destruíram Voldermort. – Rodrick encostou-se na pilastra.

— Covarde, você é um Covarde. – Ela mantinha a varinha em posição estratégica.

— Eu só queria salvar você, estúpida. Entramos aqui juntos, não queria que te matassem naquele lugar. – Ele falou com a voz alta.

— Me salvar? Eu sei empunhar uma varinha. Entramos aqui com um propósito, o de seguir os ideais de um mestre. Você o deixou e o traiu, e consequentemente me fez cometer a mesma transgressão. Bem me disseram na Corvinal: Nunca se junte a outros ideais de outras pessoas. Como pude me aproximar de você, Serpente. – Ela colocou parte do cabelo para trás.

Rodrick e Magnolia eram juniores nas Artes Negras, alistando-se pouco depois do término de Hogwarts. Não pertenciam a mesma casa, porém partilhavam da ideia de Voldemort. Ao concluir, ambos alistaram-se no intuito de prosseguir com suas vidas, a partir dos conceitos impostos pelo Lorde das Trevas. Poderiam ser considerados amigos, no entanto a garota sempre colocara a si própria acima dele e de todos.

— Não, Mag. Eu que não deveria ter misturado meu sangue puro com o seu mestiço. – Ele cuspiu as palavras.

— Não ouse nunca mais mencionar isso, Sujeito Covarde. – Ela apontou a varinha. – Crucio!

Num movimento com o braço no ar, ele fez um arco com a varinha a defender-se. Rodrick pulara para trás. Aquilo o tinha surpreendido:

— Vai atacar os semelhantes, Mag? – Perguntou.

— Para você, é Magnolia. – Ela mirou outra vez. – Crucio.

E o duelo começara no local fétido. Em meios aos feitiços de ataque da mulher de cabelos escuros, Rodrick defendia habilidosamente. Magnolia gira a varinha com mais raiva a cada barreira produzida elo homem.

— Estupefaça. – O feitiço acertara Magnolia em cheio e fizera bater contra a parede atrás de si. – Magnolia, não obrigue-me a fazer o que eu não quero.

A mulher caiu no chão e ficou deitada imóvel. Ela sentira a dor do choque, porém nada mais a fazia transbordar, do que aquele ódio que sentia. O ódio da traição indireta ao seu mestre. Segura a varinha de maneira mais fraca, ainda assim, mantendo ela firme. A visão que ela dava à Rodrick era de estar desacordada, e foi assim que permaneceu nos seguintes instantes. O homem aproximou-se da mulher e agachou-se, pondo os fios emaranhados de seu cabelo entre os seus dedos.

— Desculpe pelo ataque, mas odeio ferir os meus. – Ele falou ajudando-a a se levantar.

Ela logo espertou e resolveu fazer o jogo dele.

— Tudo bem, releve meu deslize descompensado. – Magnolia tentou por uma expressão de arrependimento na face.

Após se recompor do pequeno duelo, os dois indivíduos caminharam para a saída, que aparentemente estava aberta.

— Não pretendo voltar neste lugar, odeio. – Rodrick disse referindo-se à Mansão dos Malfoy.

— Família Traidora. Fugiram no último momento, vi quando Lúcio e sua companhia correram.

Magnolia subia as escadas de maneira mais lenta, enquanto o outro tinha passos acelerados. Em momento algum ela tirara a varinha da mão esquerda, deixava ela na mesma posição.

— Podemos ir para a casa dos meus parentes em Estocolmo. Vai ser um lugar para refúgio total por um tempo, Mag. – Ele dizia sem nem olhar para trás. – Acho que podemos finalmente ter um descanso merecido.

— Estou de acordo. – Dizia com a voz ainda fraca, fingida, é claro. – Nós vamos descansar de toda essa confusão, Amigo. – Ela enfatizou essa palavra de maneira docemente falsa. A varinha fora levantada na direção das costas de Rodrick, e quando este atingira o topo da escadaria e parecia virar, a mulher foi rápida. – Avada Kedavra!

O lampejo verde acertou o homem, que tombara ao chão sem demorar. Magnolia trotou até o topo da escadaria, e encontrou o corpo ao chão. Os olhos de Rodrick estavam paralisados, cada parte do seu corpo, imóvel. A queda fizera com que ele soltasse sua varinha ao chão. Sem cerimônias, a mulher de vestes negras e rasgadas pegou o objeto e o admirou:

— Pode começar o seu descanso primeiro, Traidor. Ainda tenho algumas poucas coisas para resolver. Obrigado pela varinha. – Ela analisou a Varinha. – Muitos agora vão se reprimir, eu não. Lorde Voldemort foi um líder. Líderes morrem, não suas ideias. Os Comensais da Morte ainda vivem, e eu vou garantir isso. O tempo será meu maior amigo, caro Rodrick Sangue – Puro.

Então a mulher olhou uma vez mais para os aspectos da Mansão e sua imagem se desfez, quando assim aparatou dali. As sombras negras não apareceram pela última vez, isso ela tinha certeza.

Notas finais
Espero que tenham gostado. Também espero que estejam aqui para o próximo capítulo, onde a estória realmente terá seu início. Muitos personagens vão mexer com vocês. E guardem o nome: Magnolia.
Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.