King of Pain
8 Capítulo 7
Notas iniciais
Uma semana se passou desde o jantar com Hermione. E meu prazo estava se esgotando.
Maldita hora em que Lucius escrevera aquelas cláusulas absurdas. Com isso, minha cabeça estava cheia, e por alguns instantes me ocorreu o pensamento de que Lucius outrora se casara com Narcisa também para preservar a linhagem. Claro, era isso! Eles se casaram sem amor, somente para unir as tradicionais famílias Black e Malfoy, e consequentemente, aumentar a fortuna de ambas as famílias. Mas, era possível observar que Mamãe, com o tempo, aprendeu a amar Lucius, mesmo sabendo se sua infidelidade. Acredito que ele também poderia gostar dela.
Não a amar.
Amor?! Faça-me rir. Lucius era um homem que não amava ninguém, somente o status e o poder. Ele não era capaz de sentir amor. E eu estava ficando exatamente igual a ele. Até hoje, ninguém foi capaz de me fazer acreditar no amor. Amor...isso não existe em meu universo. exceto por... Exceto por nada.
Tinha que me concentrar em encontrar alguém para me casar. Uma palavra demasiadamente pequena, mas que me causava repulsa. Nojo. Casamento queria dizer o fim de minha liberdade. O fim das coisas boas da vida. Adeus noitadas regadas à mulheres, bebidas, sexo e domínio. Ou não.
Um plano começou a se passar em minha cabeça. Eu poderia me casar, sim. Mas não largaria minha vida boêmia, não largaria os prazeres da vida. Se de um lado eu queria ser assim, por outro lado eu não queria ser como Lucius fora um dia com minha mãe.
Estava em meu apartamento. Graças a uma Poção do Sono, eu havia conseguido dormir por mais de 8 horas seguidas, o que era ótimo, considerando o fato de que eu estava dormindo por pouco mais de 2 horas. Absorto em meus pensamentos, acompanhado de uma dose de Whisky de Fogo (sim, trouxe do mundo bruxo; que bruxo consegue ficar sem Whisky de Fogo?!), e imaginando: Quem iria querer se casar com Draco Malfoy? Tudo bem , eu era o 'Príncipe da Sonserina', mas quem iria mesmo querer se casar com um ex-comensal? Sim, todas queriam, mas queriam se casar com a fortuna de Draco Malfoy; com o poder de Draco Malfoy; com a beleza de Draco Malfoy. Mas não comigo, não com o verdadeiro Draco.
–Porra, o que estou fazendo? — Falei comigo mesmo, envolto em minha solidão, embriagado com meu sarcasmo e cego pelo meu orgulho.
***
Eu tinha um encontro com a Granger. Estávamos nos encontrando bastante. Ela me faz sentir bem, mas ela havia percebido que tinha algo erado em mim, tanto que havia partido dela o convite de sairmos nessa noite. Ela é uma boa companhia, conversa abertamente sobre tudo e me deixa sempre a vontade para falar sobre o que eu quiser... Lembra muito Minerva nos tempos de Hogwarts.
Estava me arrumando, pois Hermione ficou de ir me buscar. Sim, ideia extremamente ridícula, mas eu poderia fazer o que?! Ela havia insistido tanto que eu tive que concordar com essa insanidade. Sim, insanidade. E isso me surpreendeu muito. Coisa que não é fácil de acontecer. Geralmente, as garotas que eu saia sempre queriam que eu soubessem onde moravam, caso eu quisesse voltar para um sexo casual. Mas Hermione era diferente. Apesar do fato de eu já saber onde ela morava, ela me convidou e não disse onde iríamos. E veio com a conversa de ela viria me buscar.
Vesti uma roupa simples, e estava pronto na sala de casa, esperando ela chegar. Isso era ridículo! Eu sou um Malfoy!
A campainha soou me tirando de meus devaneios. Olhei ao relógio, e constatei que já estava na hora em que ela ficou de chegar, e lembrei que não devia descontar minhas frustrações nela, mas isso não queria dizer que eu estava calmo. Estava nervoso, muito nervoso por não estar no controle da situação, tanto nesse maldito encontro quanto em minha própria vida.
Abri a porta, e a raiva que eu poderia estar sentindo havia passado na hora. Ela estava linda. E muito, muito sexy. Não um sexy vulgar, estava perfeita. Tão perfeita que meu membro se manifestou e minha voz saiu rouca:
–Você está linda Granger... — Aquela roupa estava perfeita nela, valorizando seus seios e suas curvas, deixando suas pernas longas e delineadas à mostra. E era uma roupa simples: uma saia drapeada da cor azul, que ia até pouco acima dos seus joelhos, uma blusa prateada, justa, mas com um decote generoso, o que moldava perfeitamente seus seios. Seus cabelos estavam soltos, e somente as pontas estavam onduladas, dando um volume que combinava perfeitamente com ela. Calçava um sapato de saltos altos, pretos, com alguns poucos detalhes prateados. Usava pouca maquiagem, e um batom rosa claro que destacava seus lábios finos.
Ela me olhou, analisando minha roupa. E fechou a cara instantaneamente.
–Onde você pensa que vai com essa roupa Malfoy?
–Você não me disse onde íamos, lembra-se?! — Eu estava usando uma camisa branca, calça jeans e um blaser por cima. Com essa roupa, eu poderia ir a qualquer lugar, por isso a escolhi. E quem ela pensa que é para dar palpite em que eu visto? Grifinória metida! Também, sendo amiguinha do Santo Potter e do Weasley Pobretão, eu não esperava menos.
–Okay, podemos perder uns minutos escolhendo sua roupa. Onde fica seu quarto? — Ela perguntou.
–Eu sabia....espertinha você hein Granger?! Você só queria uma desculpa para me levar para o quarto... — Falei, sorrindo irônico.
Ela me mostrou o dedo do meio e saiu andando pelo meu apartamento, procurando meu quarto. Sorri, indo atrás dela. Quando a alcancei, peguei em sua cintura e disse ao seu ouvido:
–Por aqui Granger. — E senti seu corpo estremecer.
Ela revirou meu guarda roupas inteiro e saiu de lá com uma blusa verde esmeralda de botões, um par de sapatos sociais pretos, um chapéu branco com uma faixa preta e um suspensório branco. Só faltava ela me trazer um relógio e correntes de ouro para eu ficar parecido com um cafetão!
–Granger, tenho coisas mais legais para se fazer em um quarto... — Falei, sorrindo de canto.
–Cale-se e vista essa roupa Draco. Quero ver como ficará.
Entrei no closet e vesti "aquilo". Me olhei no espelho, e fiz uma nota mental 'Você me paga Granger'. Saí, mortificado com aquela roupa ridícula, e vi a Granger sorrindo.
–Ficou perfeito Draco, mas precisa de pequenas mudanças. — Dizendo isso, ela retirou a varinha de suas vestes e com um aceno, a cor verde mudou para o azul. O mesmo azul de sua saia.
–Não basta eu já estar ridículo, minha roupa ainda tem que combinar com a sua?
–Ah Draco, pare de reclamar e aproveite a noite ! — Ela disse, sorrindo. Hermione era uma garota doce, mas ao mesmo tempo determinada. Era dona de seu nariz, uma mulher fascinante. E inteligente. Inteligência era uma qualidade que eu prezava muito nas pessoas. Tenho que conquistá-la, meu tempo está acabando.
Estava me sentindo um cafetão dos anos 80 com essa roupa. Já me acostumei a usar preto e branco (além do verde) e isso não combinava comigo. Não mesmo.
Descemos no elevador privativo, e percebi que Hermione havia apertado o botão do térreo. Que intimidade é essa?!
Ao chegarmos, ela pegou as chaves em sua bolsa e destravou o alarme. Aquilo só poderia ser brincadeira. Não. Esfreguei meus olhos, não acreditando no que meus olhos me forçavam a enxergar. Ela estava portando uma motocicleta. Sim. Hermione Granger, a certinha, de moto. Fiquei embasbacado, o que causou um meio sorriso em seus lábios.
–Porque o susto Malfoy?
–Er...Granger...Você sabe como pilotar isso? — Perguntei, apontando para a Harley Davidson.
–Draco, Draco, Draco... Você não me conhece. — Depois de dito isso, ela pegou novamente sua varinha, e transfigurou seus saltos altos em um par de sapatos e sua saia em uma calça azul. — Pronto, estou confortavelmente pronta para pilotar. Vamos?!
Aquela sangue ruim estava tentando me matar do coração pilotando naquela velocidade. A todo momento eu achava que iriamos cair. Mas isso não ficaria assim. Eu poderia segurar no apoio de mãos atrás da moto, mas resolvi brincar com ela. Eu me agarrei em suas pernas e as apertei. Nesse momento, nós realmente quase caímos. Sorri vitorioso e subi minhas mãos, lentamente, em direção à sua cintura. Devo admitir, aquela visão do meu baixo ventre de encontro ao traseiro da Granger era tentadora. Não resisti, apertei sua cintura, massageando-a. Seu tremor foi gratificante, e por um momento eu achei que se tratava de um gemido.
Chegamos em frente a um bar muito bonito. Bar Salsa. 4 estrelas, ela me conhecia bem. Hermione estava com um sorriso sacana no rosto. Meu Merlin, ela me vestiu de cafetão para me trazer a um bar dançante! Porra, dessa vez a Granger me surpreendeu. Dei uma risada, uma verdadeira risada, coisa que a tempos eu não fazia.
–Que bom que te fiz sorrir de verdade. Mas não ache que estou brincando. Nós iremos dançar! — Ela falou mandona.
–Dançar? Não. Eu não irei dançar salsa Granger. Isso é ridículo! — Falei arrogante.
–Me fale isso depois das doses de tequila. — Ela me olhou com um olhar...safado?! Não creio nisso!
Depois de estacionar a motocicleta e transfigurar suas roupas e sapatos novamente, ela adentrou o bar toda rebolante, fazendo com que o segurança a secasse por completo. Me encostei nas costas dela, lançando um olhar mortificante ao segurança, que apesar de muito maior que eu, ficou com medo. Isso me fez gargalhar por dentro. Nos encaminhamos para nossa mesa, e o clima do bar era sensual e divertido com aquelas luzes verdes e vermelhas. Parecia que tinha sido preparado para a Grifina e o Sonserino aqui.
Ela pediu uma garrafa de tequila e começamos a beber. Nos desafiamos e já na quinta dose estávamos...soltinhos. A Granger estava soltinha até demais.
–Então Granger, o que te deu para me convidar para sair? — Perguntei.
–Ah, eu te senti meio triste da ultima vez que nos vimos e quis te levar para distrair. Falando nisso, vamos dançar Malfoy! — Ela me olhou sensualmente e me puxou. Me levantei, mas não me movi. Ela se encostou em mim, senti sua respiração em meu pescoço e apertei seu pulso. Isso a fez sorrir.
A musica acabou e eu sorri de volta.
–Ah, qual é Draco!? Não seja chato. — Nessa hora, começou a tocar outra música, e Hermione se transformou. Enlouqueceu ao som da batida inicial.
(Musica: Jennifer Lopez — Papi)
–Danza conmigo Papi!
Ela falou de um jeito manso, arrastado, quase um gemido e eu não resisti. A apertei contra meus braços e fez com que ela se esfregasse contra mim. Fizemos uma dança perigosamente sensual, e ela sussurrava eu meus ouvidos palavras em espanhol, no ritmo da musica. Me chamava de Papi, se esfregava em mim, acariciava o próprio corpo e me comia com os olhos. Minha calça já não estava aguentando a pressão que meu membro exercia sobre ela, e estava a ponto de estourar. Eu a virava de costas para mim, segurava-a pelos cabelos e esfregava minha masculinidade em seu traseiro.
Estávamos totalmente entregue à luxúria, fugindo de nossa distante realidade. Então eu me toquei. Também ajudaria ela a esquecer seus problemas. Sempre achei que Hermione Granger tinha uma vida perfeita, mas acabei vendo que ela também não a tinha, e vou ajudá-la. Qual é a forma de se esquecer tudo?! Sim, prazer.
Ao final da dança, percebi ao nosso redor alguns homens secando a minha morena. Minha mesmo, e daí? Ela estava comigo, e o neandertal possessivo que havia dentro de mim estava aflorado, fazendo-me apertar os cabelos da nuca de Hermione, dando-lhe um beijo possessivo e cheio de desejo. Suguei todo o seu ar e o seu sabor. Estava me sentindo um dementador e imaginei o quanto prazeroso era, para eles, sugar a alma de alguém, porque eu estava me deleitando ao sentir Hermione derreter-se em meus braços e a frustração de todos os homens que olhavam para o que era meu.
Quando permiti que ela respirasse, ela me olhou com aquelas pupilas dilatadas e pigarreou para se controlar.
–Okay, vamos beber! — Ela falou com a voz ainda carregada. Apenas concordei, pegando em sua cintura possessivamente. Minha. Somente minha.
Ela me olhou e impus todo o meu poder de comando, a fazendo tremer e não dizer nada. Ah Granger, baixar a cabeça somente com um olhar meu me deixa muito excitado. Ela iria me enlouquecer com essa obediência. Ao sentarmos, ela tomou duas doses seguidas de tequila.
–Quer ficar mais bêbada Granger? Eu quero, na verdade, eu desejo que no final da noite você esteja bem consciente! — Falei, a fazendo corar. Como ela pode corar e ficar com aquele olhar de puro tesão?! Estou adorando isso na Granger.
–Para com isso Malfoy. Só estou querendo me divertir e esquecer um pouco dos problemas. pelo menos por hoje. — Ela falou triste.
–Também estou com um problema sério. É impressionante como Lucius, mesmo depois de morto, quer estragar minha vida. — Falei amargo, bebendo uma dose generosa de tequila.
–Minha mãe está com uma doença grave. Muito grave. E não sei mais o que fazer. O tratamento está cada vez mais fora de minhas condições... — Ela falou com a voz embargada.
–Eu tenho a solução para os nossos problemas Hermione. — Ela me olhou, um pouco desconfiada. — Mas estamos aqui para nos divertir e não para fazer negócios. Deixemos os negócios para depois e bridemos um novo futuro acordo! — Ela me olhou com uma expressão de "Ah, ele está de volta" e eu lhe sorri cafajeste.
Bebemos mais algumas doses e sorrimos. A convidei para dançar, o que ela prontamente aceitou,sorridente. Fiz uma nota mental: Sempre levar a Granger para beber tequila.
(Musica: Sean Paul: Give up to Me)
Estava tocando uma musica sensual e que dizia bem o que eu tinha vontade de fazer com essa sangue-ruim deliciosa. Dançávamos sensualmente e eu percebi que ela roçava-se em minha coxa.
–Está molhada Granger? — Perguntei, com minha voz rouca de tesão e ela arfou. — Responda! — Usei minha voz autoritária de comando e ela tremeu em meus braços.
–Vá se foder Malfoy! — Ela tinha a intenção de ser hostil, mas saiu mais como uma lamúria.
Mordisquei seu ouvido, sorrindo, e respondi:
–Você quis dizer: Vem me foder Malfoy.
Granger, você não me escapa.
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