King of Pain
35 Capítulo 34
Aquela noite seria definitiva para o meu casamento. Há muito tempo eu estava preparando aquela mudança sem que Hermione desconfiasse de nada. Convidei-a para jantar em um restaurante aqui por perto e depois ela se surpreenderia, com certeza.
– Bill, Draco Malfoy. As coisas saíram como planejamos?
– Perfeitamente, Sr. Malfoy. Como lhe adiantei, acabamos toda a reforma ontem mesmo, e a equipe de limpeza já organizou tudo por aqui. Colocamos os novos móveis como o senhor mandou, e estamos esperando apenas suas coordenadas agora. – Respondeu Bill, o homem responsável por toda a reforma que aconteceu em meu apartamento.
– Perfeito. Mandarei uma pessoa aí para dar os últimos retoques, tudo deve sair como planejei. Muito obrigado pelo serviço Bill, pode deixar o apartamento. O dinheiro já está na sua conta.
– Ok, senhor Malfoy. – despediu-se desligando o telefone.
Agora era somente ligar para a decoradora bruxa para dar os últimos retoques.
•••
– Anda rápido Hermione, não tenho todo o tempo do mundo! – Gritei enquanto minha querida esposa se arrumava.
Desde o dia em que ela viera conversar comigo, estávamos tentando não nos matar. As coisas pareciam estar se acertando, esperava que estivesse mesmo, pois eu até que gostava de conversar com aquela sangue-ruim, digo, Hermione.
– Não te entendo, Draco. – Disse ela saindo do quarto e descendo as escadas. Usava um vestido vermelho longo e um colar de diamante que eu havia lhe dado. Os cabelos curtos deixavam seu pescoço exposto, o que me deixava tentado a retirar tudo aquilo e fodê-la ali mesmo na escada. – Você inventa um jantar do nada no meio da nossa “lua-de-mel”. – Disse ela simulando aspas com os dedos.
– Ora, gatinha, desde que nos casamos não saímos para nada dessa mansão que mais parece um mausoléu. – “Muito menos transamos” pensei em dizer, mas deixei pra lá. – Está na hora de sairmos um pouco, respirar novos ares...
– Hm... Se eu não te conhecesse Draco Malfoy, diria que está tramando alguma coisa. Pode ir contando o que é. – Ela me acusou.
– Nossa! Não posso convidar a minha mulher para jantar que estou tramando algo. Poxa, pode apenas confiar em mim e me acompanhar em um jantar? – Me irritei. Hermione tinha o dom de fazer com que eu perdesse a porra da paciência em poucos minutos.
– Tudo bem. – Disse ela, passando por mim e deixando aquele rastro de perfume de baunilha.
Saímos da mansão Malfoy por volta das 8 da noite. Antes, deixei uma ordem aos elfos domésticos sem que Hermione visse. A reserva estava feita em um restaurante pequeno, mas requintado e casual, e o melhor, que ficava ali mesmo em Wiltshire. Aparatamos perto do restaurante e seguimos até que chegássemos lá.
•••
– Por que aparatamos de volta aqui no seu apartamento, Draco? – Perguntou uma Hermione com uma das sobrancelhas erguida. – Pensei que voltaríamos para a mansão Malfoy.
– Nosso apartamento Hermione. Agora é nosso, esqueceu? – Respondo calmamente. Estava tudo preparado e ela, aparentemente, não desconfiara de nada.
– Tem algo muito estranho acontecendo e eu descobrirei o que é! – Revidou, desconfiada.
– Hermione, Hermione. Não estamos em Hogwarts onde você, o cicatriz e o cenoura adoravam caçar alguma coisa para chamar a atenção. – Ponto pra ironia.
– Ora Malfoy...
Calei-a com um beijo. Elevadores têm esse poder, por que será? Eu ainda faria algo para enfeitiçar esse elevador e passaria mais alguns minutos com a sabe-tudo aqui...
Ao chegarmos ao apartamento, me surpreendi. Realmente Bill e sua equipe haviam feito um excelente trabalho. Estava tudo perfeito, não aparentava ser aquele apartamento de antes. Os tons se harmonizavam entre si, não precisava ser um decorador para saber disso. Hermione olhava tudo aquilo embasbacada, como se nunca tivesse visto um apartamento daquele padrão. Segurando em suas mãos, conduzi-a em direção à imponente escadaria, até a surpresa que eu tinha para ela.
– Draco, o que fizeram com aquele seu apartamento? Está incrível! – ela falou.
– Espere até ver o que preparei exclusivamente para ti, gatinha...
Abrindo a porta do quarto, me deparei com algo incrível. Com tons claros, o quarto de casal estava impecável, como eu queria. Hermione olhava tudo com extrema curiosidade, exceto o local que eu queria que ela olhasse mesmo. Mas ao vê-la caminhando justamente para o closet, parei e observei. E se ela não gostasse? Tinha ainda essa parte, e eu realmente não sabia qual seria a reação dela.
– Draco... Um closet para nós dois? Mas...
– Mas o que Hermione? – perguntei ainda parado na porta. Ela inda não vira que havia outra porta no lado oposto de onde ela estava. – Você tem muitas roupas, como fará para guardar todas?
– Feitiço indetectável de extensão gatinha. Sou um bruxo pra que? – Falei sorrindo de lado e indo até ela. – Gostou do nosso apartamento?
– Se gostei? Eu achei cada pedacinho perfeito, Draco! É tudo muito lindo, muito...
– Quero te mostrar a parte mais especial dele, que eu planejei pensando em você. — Abracei-a pela cintura, conduzindo-a em direção à porta. — Como os bruxos abrem portas mesmo? Ah, sim. Alohomora.
Ao abrir a porta, Hermione ficou estática. A decoradora bruxa fizera um ótimo trabalho naquele local. Era o pedacinho do mundo bruxo ali, no mundo trouxa. O teto era abobadado, que remetia à biblioteca de Hogwarts, e havia ali estantes e mais estantes e mais estantes com incontáveis livros. Havia uma escada que levava ao segundo piso da biblioteca. “Ah, feitiço indetectável de extensão era uma maravilha mesmo.”, pensei. Os olhos dela brilhavam ao observar a imensidão daquele lugar.
– D...Draco... Você fez isso tudo pra mim? – Perguntou com a voz trêmula.
– Sim, Hermione. Não queria ficar sem falar contigo pra sempre, e nem viver em pé de guerra. Pensei nisso enquanto estávamos na mansão Malfoy, e acertei todos os detalhes para que saísse tudo extremamente perfeito, acertei tudo com os elfos para que viessem aqui arrumar algumas coisas mais que faltavam e organizar todos os livros, tanto os mágicos quanto os trouxas, e...
Hermione me calou com um beijo. Há quanto tempo ela não me beijava assim? Era uma mistura de felicidade com algo mais, algo que eu não sabia como identificar.
– Obrigada, Draco! – Ela dizia em meio ao beijo. — Eu...eu... – E quando eu achava que ela iria falar mais alguma coisa, ela me beijou novamente.
•••
Depois de uma noite, digamos agradável ao lado de Hermione, estávamos os dois nus e agarrados em cima do tapete da biblioteca. Hermione com a cabeça no meu peito e as pernas entrelaçadas às minhas acariciava meu peito.
– Por um tempo achei que isso não fosse mais acontecer... – Comentei.
– Isso o que Draco? – Ela perguntou.
– Que faríamos as pazes, que me deixaria te tocar novamente...
– Também achei isso. – Hermione disse e desviou os olhos dos meus.
– É tudo culpa daquela trouxa imunda! – Rosnei.
– A culpa é de quem está por trás dela! – Ela se levantou e sentou olhando pra mim, meus olhos foram instintivamente para os seios dela. – Falando nisso, temos que encontrá-la e para de olhar pros meus peitos!
– Ah, amor eles são lindos, meus olhos vão sozinhos. – Falei sorrindo. – Mas como vamos encontrá-la, ela evaporou.
– Ela trabalhava aqui, tinha contato com você. Quem parecia saber tudo de nossas vidas de uns tempos para cá? – Perguntou-me ela.
– Skeeter. – Respondi. — Isso mesmo! Temos que dar um jeito de pega-la. – O som de um celular tocando nos tirou daquele momento, e Hermione levantou para atender o seu telefone, que estava em uma escrivaninha ali mesmo na biblioteca.
– É o Harry. – Disse antes de atender. – Oi, Harry. O que? Meu Merlim! Ok, já estamos indo.
– O que aconteceu com o Potter? – Perguntei.
– Com ele, nada. Gina que entrou em trabalho de parto e disse que se ele não me chamasse ela o matava. – Respondeu rindo.
– Mas que droga! Não gosto de hospitais, como essa criança resolve nascer numa hora dessas!? E ainda tem essa droga de leilão beneficente para ajudar as vítimas da guerra que... – resmungava enquanto andávamos pelos corredores em direção ao quarto da ruiva.
– É isso, Draco! O baile é a chave! Vamos pegar a puta da Skeeter aí, nesse baile.
•••
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