King of Pain
4 Capítulo 3
Notas iniciais
Desculpe...eu...
Porra, eu pedindo desculpas a uma sangue ruim. O que deu em mim?! A Granger havia mudado, mudado muito. A começar por suas roupas, estava usando peças mais sexys, e que realçava seu corpo. Merlin, e que corpo. Na época de Hogwarts ela não tinha essas pernas torneadas e nem seios fartos. Ela estava linda, confesso.
E por um minuto, a imagem da Granger a mercê de minhas vontades passou pela minha cabeça. Imaginei ela usando uma cinta liga preta, lingerie verde escura, quase preta, com tachinhas prateadas. Sonserina.
Imaginei-a ajoelhada, com as mãos presas em suas costas. A mercê de todas as minhas vontades, literalmente.
Percebi que eu estava a encarando, e pior, fiquei excitado só de imaginar. Para uma sangue ruim, a Granger está...sedutora. Pronto. Eu a queria. Queria sentir seu cheiro, provar seu sabor. Vê-la se contorcendo de tesão e gozando. Gozando pra mim.
O elevador parou de repente, causando um solavanco, e começou a subir. Sem querer, esbarrei na Granger, e reparei que ela se arrepiou.
Gostei disso, era um bom sinal.
Logo que o elevador chegou ao departamento de Execução das Leis da Magia, ela saiu, e me lançou um olhar frio.
***
Entrei na sala de reuniões do Ministério, estavam me esperando para o que seria uma reunião tediosa. Cumprimentei os homens que estavam a minha espera e as duas secretárias que estavam acompanhando dois deles. Fui informado de que ainda faltava uma pessoa para completar a mesa de reuniões, e quando a porta se abriu, fiquei boquiaberto. Ela era a pessoa que esperavam. Hermione Granger.
–Desculpe o atraso senhores, vamos...
Ela parou de falar quando colocou os olhos em mim, ficando estática. Lancei a ela um olhar sedutor, e percebi que ela ficou aérea por algum tempo, e ficou meio corada. É, acho que será fácil tê-la em minha cama. Parecendo que ela saiu de um transe, continuou a falar:
–Pois bem, vamos começar a reunião.
Foram duas exaustivas horas, nas quais discutimos sobre o andamento da empresa e sobre os novos lançamentos da Malfoy, e em que o Ministério nos apoiaria e em que seria beneficiado com tudo. Foram propostos alguns novos projetos, que seriam aprimorados e apresentados aos membros que compunham o Ministério, inclusive Kingsley Shacklebolt, Ministro da Magia.
Ao fim da reunião, fiquei por algum tempo na sala organizando alguns papéis, e quando acabei, ela ainda estava lá. A Granger parecia ler algum documento, e seu rosto tinha uma expressão de cansaço.
–Err...Granger...
–Fala, o que quer Malfoy?
–Nossa, não precisa falar assim.
Eu teria que criar algum argumento para chamá-la para sair, e estava pensando em algo que fosse convincente
–Desculpe, é que...
–Okay, precisa falar mais nada. Já errei muito com você, tem razão em me tratar com desprezo. Talvez eu até mereça isso.
E o troféu para melhor ator dramático vai para...
–Sim, você errou muito Malfoy, mas isso é passado.
–Pois bem, podemos ser amigos, ou quem sabe manter uma relação sem brigas. O que acha de um jantar?
–Não sei, realmente não acho que isso poderia dar certo. Sou uma sangue ruim, esqueceu?– Ela disse, sarcástica.
–Relaxa Granger, vai dar certo sim. Mande-me uma mensagem com seu endereço — eu disse, estendendo um cartão à ela. — Pego você as 8, okay?
–Draco Malfoy usando celular. As coisas realmente mudam, não?!
–Sim, algumas coisas trouxas são até que...uteis. Mas o convite, aceita?!
–Sim, pode ser. Até amanhã Malfoy.
–Até.
Peguei minha maleta e me despedi dela com um beijo na bochecha.
Sim, posso ser um ótimo ator quando quero algo. E eu quero ela. Hermione Granger, você não me escapa.
Minha cabeça estava fervilhando de pensamentos. Preciso descobrir o que a Granger fez durante esses anos que eu não tive contato com o mundo bruxo. Guardei mentalmente isso, depois procuraria um detetive de minha confiança para descobrir alguma coisa da vida da Granger, algo que eu poderia tirar algum proveito.
***
Sai do Ministério, e resolvi alguns problemas referentes a compra de ações no mundo trouxa e sobre o meu mais novo investimento: uma sociedade com o dono de uma rede de cassinos de luxo em Las Vegas, EUA.
Passei em uma de minhas empresas para inspecionar os projetos das novas vassouras, tarefa rápida e legal, afinal, eu amava quadribol.
Voltei ao meu apartamento, tomei um rápido banho e vesti um terno. Iria na 'reunião que era indispensável minha presença.'
Aparatei em meu escritório na Malfoy, o único lugar que não havia feitiços anti-aparatação. Meu escritório era um lugar amplo, com móveis feitos sob medida. Tinha uma mesa de madeira portuguesa, grande e com alguns objetos de decoração. Tinha uma porta, de qual somente eu tinha a chave. O que tinha lá dentro?! Segredo.
Saí do escritório, e fui em direção à sala de reuniões. Chegando lá, os diretores da empresa estavam todos reunidos a minha espera.
–Boa tarde senhores.
***
Depois de menos de uma hora, sai daquela sala de reuniões. Era um absurdo tudo aquilo o que me falaram, e eu não iria cumprir com aquela merda que Lucius havia escrito. Eu precisava de pensar, precisava de espairecer. E qual a melhor forma de se fazer isso?
Sexo. Dor. Tortura.
Fui ao meu escritório, e aparatei.
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