Kinda Outta Luck

1 I was so confused as a little child...


Notas iniciais
Bem, ficou um pouquinho maior do que eu esperava mais tudo bem!
Boa Leitura :3

Ser filha de um dos homens mais ricos da Inglaterra não era nada fácil, ainda por cima, ter que lidar com o assédio das pessoas na rua e ainda as ameaças quês meus pais recebiam constantemente, minha vida nunca foi completamente normal, sempre tive que andar com seguranças por perto, mais em termos de carinho e atenção nunca tive do que reclamar, pois por ser filha única, meus pais sempre faziam de tudo para me ver feliz, acho q minha felicidade e educação eram a recompensa de todos os seus esforços no trabalho. Meu pai por ser empresário tinha muitos amigos, e também muitos inimigos, mais com seu jeito rígido de ser ele realmente só considerava uma pessoa como seu amigo confiável, o Senhor Robert Salvatore, nada mais nada menos o segundo homem mais rico da Inglaterra, ele e meu pai tinham muito incomuns, era uma amizade única e verdadeira, e pra mim isso era muito bonito.

Bem, toda a, digamos “complicação” na minha vida começou há exatamente um ano, com um trato idiota. Pois é, meu pai e o senhor Robert decidiram fazer esse trato para assegurarem seus bens empresariais, sendo os homens de maior patrimônio do país decidiram selar essa irmandade com um “trato”, ou seja, o meu casamento com o filho mais velho do Salvatore, o Damon.

Pra mim isso foi como se meu mundo estivesse desabando e eu não podia recorrer a nada, a decisão do meu pai já estava firme e eu não tinha chances que ele voltasse atrás com essa loucura. Eu conhecia o Damon desde pequeno, ele é um homem muito atraente, até demais posso dizer inteligente, educado, mais também é um poço de arrogância. Nunca fomos muito amigos por que ele não se abria para amizades, sempre fui mais chegada ao Stefan, a princípio quando meu pai falou, eu pensei que me casaria com Stefan, mais a vida foi injusto o suficiente a colocar Damon no meu caminho, eu sentia, tinha certeza que nosso casamento não daria certo, nos éramos completamente diferentes. Eu não via como darmos certo, e isso acabava comigo, por tempos eu tentei escapar desse casamento até chegar à conclusão que seria inevitável, isso acabava comigo, pois sempre sonhei com o dia do meu casamento e nunca imaginei que seria assim, arranjado. Nunca fui de sonhar com príncipes encantados e tal, mais para mim o amor tinha que emanar entre o casal, só isso bastava, e é claro que isso não acontecia entre Damon e eu. Era claro que ele não queria aquilo tanto quanto eu, mais eu tinha que admitir que ele estava tentando a máximo fazer isso direito, e algo no meu consciente dizia que eu devia tentar fazer o mesmo.

Os dias não estavam mais passando, estavam era correndo e logo mais no sábado seria meu casamento, eu estava completamente assustada não nego, por estar em cima da data eu estava uma pilha de nervos com todo aquele clima de festa, vestidos, bolos e alegria, que não tinha nenhuma nem em mim que dirá em Damon, mais em uma das nossas poucas conversas antes do casamento ele pediu para que pelo menos tentássemos demonstrar alegria, ele disse que tentaria ser aproximar de mim, para que pudéssemos ser pelo menos amigos, e bem, era isso que ele estava fazendo. Nesse pouco tempo que resolvemos nos aproximar ele me mostrou o verdadeiro Damon, um cara lindo, educado, gentil e um perfeito cavalheiro quando quer. Isso de fato diminuiu um pouco do meu medo no momento.

O casamento seria realizado na Mansão Salvatore, e bem hoje era sábado, em todos por lá estavam completamente empenhados em suas tarefas, a minha e a Damon seria então a de relaxar e arrumar-se para o casamento. Ainda era bem cedo e minha arrumação só começaria a tarde, fiquei em um quarto arrumando algumas coisas, já que teria que mudar completamente pro quarto de Damon. Sentei-me na varanda e fiquei a olhar as pessoas trabalhando no jardim, totalmente absorta em meus pensamentos, voltei a mim sentido uma mão gelada em meu ombro, virei bruscamente devido ao susto, o assustando também.

-Desculpe, não era minha intenção te assustar!- Lá estava ele, lindo como sempre com um leve sorriso no rosto, ele parecia bem descontraído.

-Não, eu só estava distraída- Não consegui encarar seus olhos azuis, mais eu tinha certeza que teria um sorriso sereno em seus lábios.

-Você ta nervosa né?- Balancei a cabeça afirmando, sentindo minhas bochechas ganharem cor — O que acha de dar uma volta comigo aqui pela propriedade? – franzi o cenho e ele percebeu minha falta de interesse – Tem um belo lugar que queria te mostrar, acho você iria gostar?- Apelou, sabendo que eu iria movida pela curiosidade.

-Vamos- Sorriu abertamente, era impossível não sorrir também, te todas as vezes que saímos ele nunca pareceu tão calmo como agora, e eu não sabia se isso eram bom ou ruim.

Ele me arrastou dentro da mansão até a porta dos fundos, a mansão estava cheia de funcionários trabalhando em cada cômodo da casa, então foi fácil passarmos despercebidos até o jardim de trás da casa. Damon continuava a me arrastar pelo jardim adentrando a uma pequena floresta, o calor de sua mão entrelaçada a minha provocava um formigamento gostoso, e meu deus de onde ta saindo isso, foco Elena.

Caminhos por um rota da qual eu desconhecia, o vento suave batia contra nossos rostos bagunçado nossos cabelos, era um sensação incrivelmente boa, era como estar livre de todo aquele pesadelo de casamento. Eu estava totalmente entorpecida com aquela livre sensação, até que Damon soltou minha mão.

-Feche seus olhos- Instantaneamente os fechei, ele voltou a segurar minha mão e novamente me arrastou para algum lugar –Permanece de olhos fechados- apertei os olhos sorrindo, ate que parou de me arrastar –Agora pode abrir- disse no pé do meu ouvido, fazendo todos os pelos do meu corpo eriçarem. Permaneci mais uns segundos de olhos fechados apenas escutando o som da água jorrando e a brisa úmida do local.

Abri os o olhos completamente fascinada com a paisagem, como estávamos na caída da cachoeira dava pra ver perfeita a cascata descendo, era incrível, logo acima um lindo arco-íris se formava me fazendo sorrir encantada, percebi que Damon me olhava, então o encarei, seus olhos brilhavam devia ser apenas o reflexo dos meus, sorri timidamente e ele retribuiu.

-Eu sabia que você ia gostar- sorriu – Eu sempre venho aqui quando quero pensar e... – mexi a cabeça o incentivado a continuar, ele olhou encarou o chão e voltar a falar -Bem, você estava tão nervosa, érrr... Eu pensei que te trazendo aqui podia te ajudar a relaxar- disse por fim, fiquei um pouco surpresa com sua afirmação.

-Aqui é tudo simplesmente lindo- ele sorriu –Obrigada por me trazer aqui, mesmo, eu acho que entraria em pânico se eu ficasse o dia todo lá – Admiti, ele me olhou meio preocupado mais depois ficou sério.

-Ah Elena, você não precisa ficar assim- seu tom de voz aveludado me fez o encarar –Olha, eu sei que você não quer isso, acredite eu também não mais, é o que nos resta – seu tom de voz foi diminuindo mostrando que ele também não estava tão à vontade com a situação.

-Eu estou com tanto medo- admiti sentindo as lágrimas escorrerem por meu rosto.

-Vamos tentar ok? Se não der certo todos vão perceber isso e agente separa- baixei a cabeça ainda chorando, ele levantou meu queixo me fazendo o encarar pela primeira vez – Ei, não chora, prometo que vou ser o melhor marido/amigo do mundo- não pude deixar de rir, ainda secando minhas lágrimas com a barra da camisa. Sorri.

-E então, o que acha de um mergulho?- sorriu sugestivo, encarando a cachoeira.

-Não! Pode ir, eu não quero me molhar e depois ta muito frio- eu realmente não estava nem um pouco afim de me molhar ainda mais com Damon, mais confesso que estava torcendo para ver ele mergulhar, aquele corpo. Oh meu deus.

-Que isso Leninha, só um mergulho e a água nem ta tão fria assim- sorriu sacana se aproximando lentamente de mim, eu já sabia quais as suas intenções, então a cada passo que dava em minha direção eu recuava dois.

-Nem pense em fazer isso Salvatore!- Tentei usar da moral, mais acho que só piorou pois ele sorriu e em questão de segundos avançou sobre mim me pegando nos braços –Me põe chão agora- gritei tentando me desvencilhar de seus braços, ele começou a rir

-Tudo bem, foi você quem pediu- apenas senti a força da água contra minhas costas, e ele me soltando, afundei um bocado na água, subi tremendo de raiva.

-Seu idiota!- Gritei, eu tremia de tanta raiva – Porque fez isso? Eu disse que não queria me molhar- agora eu o estapeava e ele apenas ria descaradamente, quando ia acertar um soco em seu peito ele segura minha mão.

-Para de ser chata Elena, apenas curta o momento- soltou-me e comecei a caminhar para fora do lago –Pra onde você vai? Volta aqui Elena!- Pediu, o ignorei e continuei andando encolhida devido o frio e a estar molhada, até que ele pega meu pulso, me virando bruscamente contra seu peito –Nossa você está muito gelada- não respondi, apenas sentia o formigamento gostoso de sua pele quente contra a minha mesmo ele tendo acabado de sair da água, continuava quente, um fato sobre Damon, ele era igual uma chama.

-Vem vamos, você precisa trocar de roupa antes que pegue um resfriado- voltou a pegar minha mão nos arrastando novamente até a mansão, o vento estava violento e durante todo o percurso permaneci andando encolhida, abraçando meu corpo. Damon percebeu minha situação e acho que por culpa, ele me pegou no colo fazendo-me agarrar a si pelo frio, e assim me levou até em casa.

Entramos pela porta dos fundos que dava na cozinha e encontramos uma Dona Edna aflita, ao nos ver ela relaxou.

-Por Deus meu filho, onde vocês estavam?- questionou Damon, e deu uma olhada de relance a mim, completamente encharcados – O que aconteceu com vocês?- Sorriu mais aliviada.

-Estávamos caminhando e Elena caiu no lago- o olhei torto totalmente incrédula com a mentira, pude ouvir Edna soltar um “Ahhh”, ele percebeu minha reação e começou a rir antes de começar a me defender Edna me interrompeu.

-Já passam de 13:00 da tarde, já estão todos se aprontando tratem de ir vocês também, ora onde já se viu ficar andando nos lagos em cima da hora do casamento, vão logo- Damon e eu rimos de sua agonia, então ela acabou rindo também.

Subimos cada um para seus quartos mais antes de Damon entrar no seu parou na porta.

-Então, te vejo no altar?- céus ele lidava tão bem com aquilo, ate fazia piadinhas, enquanto eu morria por dentro a cada hora mais perto de chegar à cerimônia.

-Eu acho que sim- senti um calafrio horrível, tentei sorrir mais acho que meu corpo não seguiu o comando, Damon entrou e fechou a porta então segui para o meu, assim que entrei vi meu vestido exposto em cima da cama, aquilo estava acabando comigo, senti as lágrimas invadindo meu rosto, sempre sonhei em me casar, mais nunca pensei que seria nessas circunstâncias ainda mais com um homem que não amo. Chorei mais um bocado, sentia que estava prestes a acabar com minha vida mais ai lembrei-me do que Damon disse “Prometo que vou ser o melhor marido/amigo do mundo”.

Tinha chegado o momento tão indesejável me encontrava agarrada ao braço de meu pai, tinha certeza que se ele me soltasse eu desabaria, tentei ao máximo segurar minhas lágrimas, então a marcha nupcial começou a tocar e meu pai me conduzia a entrada, lá na frente eu podia ver Damon todo lindo de smoking, belas mulheres em vestidos de gala e etc. A cada passo que dava sentia meu coração aperta-se, era como se a cada passo, eu estivesse me entregando a felicidade, reprimi as lágrimas que insistiam em cair.

A cerimônia seguia tranqüila, eu não conseguia me concentrar nas palavras que o padre dizia, minha mente martelava que eu tinha que sair daqui, eu tinha que acabar com isso, mais eu não era forte o suficiente para fazer isso com meus pais, ou com os Salvatore. Minha consciência voltou quando ele disse “SIM”, e agora era minha vez, eu sabia o que tinha que dizer mais eu não conseguia segundos ou minutos se passaram não sei, então já podia escutar os ruídos vindos das pessoas incômodas pela minha ausência de certeza, encarei Damon que estava com os olhos arregalados e suplicantes e por fim assinei minha sentença com a infelicidade, eu disse “SIM”.

Mais algumas coisas foram ditas que pra mim não tinham mais importância, eu tinha acabado com toda e qualquer chance de sair dessa. Senti Damon se aproximar de mim, eu já sabia o que aconteceria e eu realmente não queria aquilo, ele me olhou como se perguntasse: posso? Sentia os olhares de todos queimando em mim, apenas assenti. Seus lábios macios tocaram os meus e uma sensação estranha me percorreu, sua língua pedia passagem então sedi, ele explorou cada detalhe da minha boca, sua mão apertava minha cintura me levando mais perto, todos no local gritavam e aplaudiam o casal feliz, o ar nos faltou e paramos o beijo. Uau ele beija muito bem. Seguimos para os convidados que jogavam arroz na gente. Todos nos cumprimentaram com certeza nosso casamento teria sido o casamento do ano. Eu me encontrava em total pânico por dentro, tudo que eu tinha vontade era de chorar, tudo em mim estava quebrado, deixei uma lágrima escorrer, afinal todos ali pensariam que era de felicidades, mais mal sabem eles a verdade.

Notas finais
E ai? oq acharam? devo continuar? comentem prfvr