Notas iniciais
Mil perdões pela demora, mas eu realmente estava sem tempo e idéia.


Depois da ótima noite, e depois de seu mais novo namorado...? Ficante...? Casinho...? O que quer que seja, depois dele ter ido embora, a realidade voltou com tudo em cima da loira, junto com uma dor de cabeça daquelas.

— Bom dia... — Bateu continência ao entrar na sala.

— Nossa, tenente, você está horrível.

— Obrigada, o senhor continua ótimo como sempre — Disse rolando os olhos enquanto se sentava.

— Primeira-Tenente, você está doente? — Preocupou-se Fuery.

— É, doente, super doente, acho que pessoa mais doente que eu não existe, é, pois é.

— Então por que você não ficou em casa? — Disse Havoc como se fosse óbvio.

— Porque se não eu ia me sentir mais culpada...

— Culpada? — Roy levantou a sobrancelha.

— Gripada! Eu quis dizer gripada. — Seu riso nervoso só atrapalhava mais as coisas, com certeza ela era uma péssima mentirosa.

...
...
...

O dia inteiro Riza passou nervosa, achando que iam descobrir o que fez ontem, como se fosse um crime.

— "Não sei pra que eu me preocupo tanto, eu não fiz nada de errado. E também, não tem como ninguém aqui ficar sabendo." — Respirou aliviada

— Cambada! Olha quem está aqui! — Chegou Maes Hughes com seu bom humor habitual.

— Rebeca, querida, você não devia estar no trabalho? — Disse um Roy não muito satisfeito.

— Deveria, mas estava muito doente — Ela deu uma "discreta" piscadinha pra Riza, que "ninguém" percebeu.

— Mais uma doente, é?

— Essa coisa da Gripe Bovina.

— Bovina... — Repetiram.

— Ai, Roy, desse jeito até parece que você não queria me ver...

— Como? Na verdade eu estava pensando em você agora mesmo — Deu um de seus sorrisos, e Riza teve que se segurar para não suspirar alto

— Que bom! Então vem aqui, eu preciso falar com você e com você também, Riza.

Os três saíram da sala e foram para um lugar mais calmo para conversar. Riza não fazia idéia do que se tratava, e Roy, por outro lado, sabia que estava chegando perigo. Sem enrolação, Rebeca foi direto ao assunto.

— Sábado é dia dos namorados.

— ... Hum... e daí?

— E daí que eu tive uma idéia!

— Que... — Ia perguntar, mas foi interrompida.

— Não pergunta — Ele sussurrou o mais baixo que pode para a subordinada

— O que disse?

— Nada. — Respondeu Rebeca, achando que fosse com ela.

— Não pergunta! — Falou o homem tentando ser compreendido.

— Só um minuto. Coronel, depois o senhor fala, Ok? Então, Rebeca, qual a idéia?

— Ela perguntou!

— Então, sábado sendo o dia dos namorados, eu pensei em sairmos em duplas! Não é demais?

— Puxa, é uma idéia bem legal, mas eu não acho que seja uma boa, sabe...

— Ah, Riza, qual é? Vai ser demais! Nós quatro, juntos, nos conhecendo.

— Amor, a sua idéia é ótima, mas que eu saiba, a Riza não tem um namorado, a não ser que você esteja falando do Black Hayate.

— O que está tentando dizer, senhor? — Ela mal conseguiu conter o tom de frustração na voz. Por acaso ele não a acha boa o suficiente para arranjar um namorado?!

— Nada, só que você não tem um namorado, ou tem tenente? — O sarcasmo dele não era por maldade, ele só não conseguia imaginar Riza, sua Riza, com outro cara. Mas seu sorriso se desfez junto com a resposta dela.

— Na verdade, eu tenho sim. Tudo bem então, Rebeca, acho uma ótima idéia.

— Ótimo, então não esquece de avisar o Ricardo.

— Eu não vou esquecer.

— Ricardo? Quem é esse? — Quis saber o moreno.

— Era só isso. Roy, baby, eu preciso conversar com a Riza, será que ela podia ficar mais um pouco?

— Claro, só não demore muito, tenente. — Ele deu um rápido beijo em sua noiva, e voltou para a sala. Quando Rebeca se certificou que ele não poderia mais ouvir, voltou a falar.

— Sua idiota, porque você veio?

— Como? — Ela mal ouviu a pergunta, estava mentalmente socando Roy por sua imbecilidade.

— Porque você veio trabalhar? Devia ter fingido que estava doente demais.


— Errr... acho que eu não pensei nisso. Mas o que você queria dizer?

— E você ainda pergunta? Eu quero de-ta-lhes, Riza, o Ricardo é tão booom.

— Eu sei, ele é incrível, tão fofo...

— Fofo? Depois de tudo você diz que ele é fofo? Rizie,ele é delicioso.

— Meu Deus, fala baixo. — A loira começou a olhar culposamente para os lados.

— Então me conta o que aconteceu.

— Ok, ok

Depois de contar o que aconteceu, Riza voltou ao trabalho.

O dia ocorreu mais calmo que o normal, ela e Roy não falavam mais do que o necessário, o clima estava estranho entre eles. A primeira-tenente ainda estava estressada por ele achar que ela era uma encalhada, e ele estava... Com ciúmes. De novo. E ele desejou profundamente que ela só estivesse comprando mais um cachorro, mas sabia que não era isso.

...

— Argh, droga! No que eu fui me meter? — O cachorro olhava interrogativamente para a dona, enquanto ela passava os canais, sem realmente ver. — Eu não devia ter aceitado ir, droga, ele nem é meu namorado, apesar de querer que fosse... E eu nem sei se ele gosta mesmo de mim, se ele é mais um Mustang da vida, se ele vai me ligar, merda! Ah, Black, você me entende, né? — O cão pulou em seu colo, mas não durou muito tempo, porque a campainha tocou e ele foi latir para a porta.

— Oi... — Ela mal acreditou quando viu ele parado ali, totalmente lindo. Seu cabelo loiro um pouco bagunçado, e com um sorriso torto, parecendo um garoto.

— Eu estava com saudades, Riza.

— ...Ah, entra. — Por um momento ela esqueceu como se falava e ele deu uma risadinha pela surpresa dela.

— Espero que eu não tenha te atrapalhado, aparecendo assim, do nada, mas eu queria muito te ver, e percebi que não tenho seu telefone.

— Tudo bem, claro, você pode vir sempre que quiser. — A coerência que ela conseguiu juntar nesses segundos se foi quando ele a beijou, e as palavras de Beca ecoaram na sua cabeça “o Ricardo é tão booom". É, ela tinha razão. — Então, alguma coisa boa hoje?

— Hum... A melhor parte só chegou agora. — Disse matador.

Eles conversavam, namoravam, e Riza simplesmente decidiu que não ia falar sobre o encontro em duplas, amanhã ela desmarcaria com Rebeca e tudo ficaria bem, se não fosse por um detalhe.
O telefone tocava, mas os dois ignoraram, até que caiu na secretária eletrônica, depois do recado de Riza, a voz de Rebeca soou clara pela sala.

— Rizie, você já falou com o Ricardo sobre sábado? Anda logo, antes que ele fuja, porque ele é tão — Riza tirou o telefone do gancho antes que ela pudesse terminar a frase, e bateu de novo. Só uma palavra: Merda.

— O que tem no sábado? — Quis saber.

— Nada, nada, uma idéia boba da Rebeca, lembra dela?

— Lembro, ela é bem doidinha. Mas o que tem no sábado?

— Não é nada, besteira.

— Se é besteira, por que você não me conta?

— Ah, Ok. A Rebeca quer que ela, o noivo, você e eu , bem, que a gente saia no sábado, para comemorar o Dia dos namorados. — Ela observou a reação dele, e ele pareceu triste... — É, eu não devia ter te contado.

— Você não queria me contar porque não queria passar o Dia dos namorados comigo?

— O que? Não, não, é claro que não foi por isso. — O olhar dele continuava meio perdido, então ela resolveu contar a verdade. — Eu só não sabia se você ia lembrar de mim, e mesmo se lembrasse, eu não acho que você me veria de um jeito sério, como uma namorada, era isso.

— Riza — Ele se aproximou dela no sofá, e alisou seu rosto — Como você pode achar que eu não ia me lembrar, ou mesmo não te ver de um jeito sério? Eu te conheço a um dia, e já estou completamente apaixonado. Se você não se importar, eu queria ir com você no sábado, tudo bem? — Ela não sabia o que dizer, então o beijou, com todas as emoções.

Ela não pensou mais em Roy nesse dia.

Notas finais
Desculpe de novo pela demora para postar T.T A opinião sobre a história seria ótima, se alguém tiver alguma sugestão, pode falar KISUS S2