Killers Lovers
7 Nai kirā...
Notas iniciais
18 de Novembro de 2014
Tokyo-Japão
Uma dor aguda percorreu seu corpo vindo de sua perna. Damon tentou abrir seus olhos porém algo o impediu e puxava suas pálpebras para baixo a cada tentativa que fazia, ele sabia muito bem que era uma venda que envolvia sua cabeça e cobria seus olhos.
Sentia suas mãos presas por trás da cadeira.
Não tinha idéia de onde estava, ou do que havia acontecido, se lembrava apenas de se despedir a Elena no telefone de depois no depósito...
"Claro, Elena"
O rapaz pensou ao perceber o quão bem dados e calculados os nós de suas mãos e pés eram.
Tinha que ser Elena, só ela poderia ser tão habilidosa daquela maneira, depois do show que a mulher havia dado ele vira que ela era capaz de tudo, até ser melhor que ele.
Damon deu um leve sorriso de lado quando pensou nisso, Elena era essa mulher extraordinária que ele havia se casado. Essa assassina brilhante e sanguinária que tinha um dom com armas e uma pontaria perfeita. Que ficava linda vestindo botas prestas e colocando os olhos na mira de uma arma, que ficava sexy até puxando um gatilho em sua direção.
Sabia que ela não o mataria, ele tinha certeza disso sabia que Elena jamais seria capaz de matá-lo, da mesma maneira que ele era, sabia que ela o amava tanto quanto ele, e estava seguro de sua decisão, e o tiro em sua perna era mais uma prova disso.
A venda foi tirada bruscamente e o rapaz abriu os olhos com cuidado preocupado com a iluminação mas não teve que se preocupar pois o quarto onde se encontrava era escuro.
Dava para se ver que estava em uma suite de luxo de um hotel, era noite Tokyo brilhava pela janela, e apenas a luz vinda dela e do pequeno abajur iluminava o quarto, mas a iluminação ruim não impediu Damon de ver Elena bem a sua frente com o corpo escorado na parede e os enormes olhos castanhos o encarando, braços cruzados, boca vermelha entre-aberta, roupão preto longo de cetim ao qual cobria apenas a langerie vermelha que usava, pés cruzados, descalços, cabelos soltos e um pouco bagunçados.
Damon sabia muito bem que os cabelos bagunçados daquela maneira era por conta de algum cochilo que Elena deve ter tirado, ele tinha costume de olhar ela cochilar no sofá, em um filme, ou enquanto estava numa mesa cheia de papéis, ele sempre carregava ela no colo e a colocava na cama, mas vezes que ela acordava, ela sorria para ele e passava a mão em seus cabelos mas logo voltava a fechar os olhos.
Mas vendo-a daquela maneira ele só conseguia pensar em te-lá, em arrancar aquele roupão dar uma boa olhada nela naquela langerie depois arranca-la com rapidez, debruça-la sobre a mesinha de centro e transar com ela lá mesmo, e só depois jogar a na cama de casal que o quarto abrigava em algum lugar por ele. Mas bem, ele não podia fazer isso, mas acho que ele não sabia disso.
–Boa noite linda-falou sorrindo malicioso de lado-Está muito quente com esse roupão...sexy–brincou ele num sussurro na palavra final.
Elena não conseguiu esconder um sorriso rápido, achando graça em suas palavras. Ela achava impressionante o fato dele ter levado um tiro na perna, estar preso numa cadeira em frente a sua esposa assassina e ainda fazer piadas todo descontraído.
–Gostou?-brincou de volta cínica-Que ótimo-falou fechando a cara no momento seguinte-Agora me diz pra quem você trabalha?
Damon olhou para os pés e entortou a cabeça.
–Sério linda? Isso tudo só pra isso?-falou sorrindo pra ela, achando realmente graça da situação.
Enquanto se estabelecia uma troca de olhares entre os dois Damon já era ajo com os dedos e desamarrava os nós feitos. Elena poderia ser muito melhor que Damon em muitas coisas, mas ninguém se metia com os nós de um Salvatore.
Mas não se engane, não era para matá-la ou coisa assim, Damon queria era prendê-la na parede e seduzi-la, descer os beijos pelo pescoço da morena e a consumi-la de todas as formas possíveis.
–Vamos Damon, eu não tenho tempo pra isso-disse sacando uma faca saindo de seu roupão.
–Acha mesmo que vai ter que me torturar para obter respostas?-levantou as sobrancelhas terminando de tirar os nós-Por que não vai.
–Por que? Você vai cooperar?-falou se aproximando e pondo a faca em seu pescoço.
–Nem nos seus sonhos mas perfeitos-disse desafiador.
–E posso saber o porque?-disse tocando com um pouco mais de força a faca em seu pescoço.
–Porque eu preciso saber-sussurrou enquanto massageava os pulsos por trás das costas, e assim que feito Damon pegou Elena de surpresa a empurrando contra a parede, fazendo a morena derrubar a faca e gemer ao sentir o impacto de suas costas-O que a senhora esconde debaixo desse roupão-falou olhando o corpo de Elena com desejo.
Elena estava ofegante, o empurrão de Damon já havia sido um susto danado, nunca imaginaria que o rapaz conseguiria se soltar. A dor do impacto intensificava sua respiração, os lábios de Damon tão próximos dos dela e agora ele sussurrando aquele tipo de coisa em sua boca intensificava tudo.
–Posso?-perguntou olhando para as mãos posicionadas no laço que amarrava o roupão.
Elena apenas assentiu sem fechar os lábios entreabertos incapaz de negar qualquer pedido dele.
Damon puxou a fita fazendo com que o laço se desmanchasse e delicadamente afastou o roupão dando para ver o corpo perfeito de Elena totalmente moldado naquela calcinha e naquele sutiã que espremia seus seios fazendo eles pularem para fora.
Ele lambeu os lábios ao imaginar sua língua circulando o corpo de sua morena. Elena mordeu o lábio incapaz de fazer qualquer outra coisa ao ver o olhar de Damon queimar por seu corpo com tanto desejo.
E sem ter mais a capacidade de seus sentidos ou de qualquer parte racional de seu cérebro seus lábios foram ao encontro dos Damon, agarrando o pescoço do moreno e vasculhando a língua pela boca dele que permitiu instantaneamente a entrada.
Damon segurou a cintura da morena a apertando de leve.
–Ah...-o gemido de Elena foi a chave para que Damon levantasse o corpo de Elena e segurasse sua bunda, fazendo-a envolver as pernas em sua cintura e por as mãos por dentro da blusa de a puxando para cima e jogando no chão.
–Apressadinha-riu ele
–Cala boca-falou correndo os lábios pelo pescoço dele e o chupando de modo intenso.
–Ah Elena...-gemeu ele apertando a bunda da morena que sorriu de lado contra o pescoço dele.
Damon não perdeu tempo em ir até a mesa de centro e levou a sua morena em direção a cama onde os dois caíram subitamente e tiraram a roupa um do outro de modo desesperado.
Damon tirou os lábios dos de Elena que se juntaram no meio do caminho e os desceu até seu pescoço depositando o mesmo chupão que Elena querendo exatamente ver como ela esconderia isso amanhã em seus trabalhos de matança.
–Você fica tão sexy assim perigosa-sussurrou enquanto descia os lábios para seus seios, fazendo Elena gemer ainda mais e correr os dedos pelos cabelos curtos de Damon, ele sabia muito bem que falar sacanagem no ouvido dela a deixava cada vez mais excitada-Tão gostosa com essa langerie, tive vontade de desbruca-la sobre a mesa quando vi você daquele jeito-falou descendo o beijo a seu umbigo-Geme mais Elena, geme meu nome, diz que me quer Elena-falou descendo os beijos até sua intimidade.
–Damon...-gemeu puxando com mais força os cabelos de Damon e mordendo o lábio quando sentiu a língua de Damon ser habilidosa nas sua parte mais prazerosa–Preciso de você-sussurrou olhando para ele, fazendo Damon sorrir ao sentir Elena chegar a um orgasmo de modo tão rápido-Dentro de mim.
Damon levou seus lábios até os dela onde a deu um beijo intenso, onde elevou seu corpo e tocou seu pênis na intimidade de Elena, fazendo-a gemer novamente em seus lábios.
Soltou seus lábios e então penetrou, olhando os olhos castanhos de Elena que se reviraram ao sentir o prazer de te-lo. Damon correu suas mãos as dela que entrelaçaram os dedos um dos outros.
O sexo feito ali era com movimentos intensos em cheios de paixão. Damon e Elena entregavam-se de corpo e alma a cada vez que faziam amor, a cada vez que se entregavam aquele sentimento e se deixavam levar pela noite.
A cada gemido soltou, era mais música para Damon, a cada toque era uma descoberta nova, a cada beijo uma sensação diferente.
Não importava quantas vezes fizessem sexo, ou trepassem, ou fodessem ou seja lá como o que faziam se chamava, era inexplicável. Damon gostava de senti-la, de sentir seu corpo dentro dela, seja de modo devagar ou rápido aquela sensação para ele era algo inesquecível, era a melhor sensação do mundo, e ele faria tudo, mas tudo para nunca perder aquela mulher até mesmo se tivesse que morrer por isso.
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