17 de Novembro de 2014

New York-Estados Unidos

—Linda...-a voz de Damon preencheu o quarto em um sussurro baixo e preguiçoso-Meu amor...-cutucou novamente Elena, que se remexeu com vontade de matar Damon por ter a acordado do sonho maravilhoso que tivera lembrando de como foi bom ter matado seu estuprador.
—Que é Damon!-resmungou jogando o travesseiro em cima da cama e se cobrindo mais.
—Vem linda, acorda, abre os olhos-sussurrou tirando o travesseiro de cima de seu rosto e alisando os cabelos dela, em seguida dando um beijo neles.
Elena queria sentir raiva, mas amava demais aquele homem e seus gestos para não conseguir sorrir e fazer o que ele havia pedido, logo abrindo os olhos.
—Você fica ridiculamente lindo nesse terno-falou mordendo o lábio encarando o marido vestindo um terno Armani junto a uma gravata cinza. Elena realmente achava que o Damon de terno era o Damon mais lindo, e ela nunca cansava de vê-lo daquele jeito.
Damon sorriu de lado com o comentário de sua morena.
—Porque você ta de terno? Ai meu Deus Damon, que horas são?! PUTA QUE PARIU DAMON! DE NOVO?-gritou Elena olhando para o relógio de cabeceira e saindo correndo da cama.
Ela odiava quando Damon fazia isso, começou a se arrumar correndo enquanto Damon a seguia segurando com uma xícara de café quentinha com umma expression extremamente calma, Damon tomava seu café tão calmo que Elena jurou que se o mundo acabasse naquele exato momento ele não se importaria e continuaria a tomar seu café tão calmo quanto antes.
—POR QUE DAMON? POR QUE DE NOVO?-falou esfregando seu corpo no chuveiro correndo-POR QUE VOCÊ NÃO ACORDOU?!
—Você tava muito linda dormindo, não podia acordar você-falou sorrindo apaixonado-E aliás eu sabia muito bem que teria essa reação-riu bebendo outro gole de seu café.
—LINDA O CACETE! Você sempre faz isso-disse se enrolando na toalha-não consegue me acordar, ai eu chego atrasada no trabalho e você fica de bem ai porque você é dono de sua própria empresa, você pode se atrasar, agora eu SOU FUNCIONÁRIA! Eu tenho hora pra chegar seu imbecil. E é claro que eu ia ter essa reação-disse empurrando o café que ele tomava contra ele fazendo ele tossir e derrubar todo o café no chão e boa parte em sua gravata cinza-Ops, parece que o Sr.Christian Grey vai ter que se trocar de novo-olhou pra ele com sarcasmo correndo de Damon para a bancada da pia ligando o secador.
—Elena...-Falou Damon raivoso colocando a xícara na pia e tirando o secador da tomada.
—PORRA DAMON!-falou pondo novamente na tomada-E a propósito o que levou você a usar essa gravata?-bufou voltando a secar o cabelo e a encarar o belo de um Damon trocando de camisa enquanto bufava de raiva.
—Porque eu quis-falou abrindo a camisa mostrando seu peitoral perfeito, que fez com que Elena mordesse o lábio com desejo porém logo virando a cara se lembrando de que estava com "raiva" dele.
—Prefiro quando você põem azul marinho-resmungou tentando não olhar pro reflexo dele no espelho.
—Eu sei-disse colocando uma gravata azul marinho sorrindo de lado-Você é tão difícil-falou parando de se vestir-Porque não pode simplesmente acordar com um sorriso e dizer que me ama?
—Porque essa ai é uma mulher que você fantasiou, e eu não sou essa mulher, eu sou a mulher que acorda mal humorada e ama você do meu jeito, você sabia muito bem disso quando casou comigo-falou irônica desligando o secador, e pegando a blusa vermelha de cetim pendurada perto da pia-Me passa aquela minha langerie vermelha que você adora-pediu finalmente encontrando seus olhos azuis no espelho.
Damon obedeceu, e observou sentindo seu pau ficar duro em sua calça ao ver Elena deixando a toalha cair sobre seus pés e encarar Damon desfrutando seu reflexo.
—Você é horrível-Damon comentou fazendo o nó em sua gravata.
—Terrível-corrigiu tentando não rir.
Vestiu sua saia de cintura alta que marcava sua cintura e refletia suas curvas perfeitas, e coxas grossas. Abotou a blusa decotada que dava um visão generosa de seus lindos seios que ficavam ainda mais bonitos pela cor intensa do vermelho.
—A pior de todas-Damon falou pegando Elena de surpresa quando a colocou em cima do balcão do banheiro, e a beijou com intensidade-Me mata saber que aquele imbecil do Martin ver você desse jeito-Damon disse colocando a cabeça entre os seios de Elena que começou a alisar seus cabelos.
—Ainda tem ciúme dele, meu amor?-perguntou Elena esquecendo de seu atraso.
—Claro que tenho, aquele homem é obcecado por você, você nunca percebeu o jeito que ele te come com os olhos? E aliás não ajuda em nada o fato de você nunca expressar que me ama, eu fico achando que você irá me trocar-brincou Damon, e Elena soltou uma risada.
—Não, nunca percebi-mentiu-Ta bem, eu vou ser boazinha só essa vez está bem? Não se acostume que eu não vou repetir isso, eu só fiz isso no nosso casamento, e demorei 5 anos para fazer de novo então a próxima vez vai ser em 10 ok?-falou seria e Damon assentiu sem conseguir esconder a animação que tomou conta dele-Eu te amo Damon Salvatore, amo você mais que tudo nessa vida, ficar sem você é horrível, acordar com você todas as manhãs, beijar você, estar com você é a coisa que mais me faz feliz no mundo-Elena falou alisando os cabelos dele.
Era verdade, Elena poderia amar matar, trocaria Damon pelo emprego, isso era verdade, mas Elena ficaria vazia, perdida, ela poderia continuar a matar e perder-lo porém ela ficaria sem chão, imaginar uma vida sem ele seria algo que ela não conseguiria mais. Não vê-lo de manhã, beijá-lo, ver seu sorriso ou ouvir sua risada era algo que a deixaria arrasada-Eu te amo, de verdade, mesmo que não expresse, amo muito, muito mesmo-ela alisou seus cabelos.
—Amo você também Elena-beijou ela é então os dois sorriram-Mas nós estamos atrasados
—PUTA MERDA DAMON, COMO VOCÊ ME FEZ ESQUECER!-gritou Elena descendo da bancada e correndo junto a Damon que pegou sua mão e correu junto com ela.
—Toma minha ferrari você vai chegar mais rápido com ela-puxou o braço da morena e entregou a ela a chave logo à dando um beijo-Eu te amo
—Também te amo-sorriu Elena que pegou a chave e correu em direção ao carro dele.
Entrou no carro com um sorriso imbecil, acelerando no máximo aproveitando que ninguém poderia muta-la devido às circunstâncias e a pessoa que ela era.
Batucou o volante ao ritmo da música, e sorriu ao inalar o cheiro de Damon que o carro tinha. Era impressionante como e Elena sempre conseguiam sair do Ódio pro Amor, andando sempre nessa linha fina.
Era incrível o modo que ele conseguia fazer a morena sorrir e esquecer totalmente das coisas as quais irritavam, ela realmente o amava.
Perdida em pensamentos quase não percebeu quando a assassina de aluguel parou em frente ao enorme prédio onde chamava de trabalho.
Saltou da Ferrari do marido, pegando sua bolça Chanel e batendo seus saltos agulha pela recepção de entrada do enorme prédio, pessoas se afastavam a medida que Elena passava, nunca deveria estar no caminho de Elena Salvatore, literalmente.
Quando as portas do elevador se abriram as pessoas saíram rapidamente tentando ao máximo não tocar em Elena, e as que o esperavam antes da chegada dela ficaram de fora esperando que o próximo chegasse.
Assim que as portas se abriram o escritório inteiro passou a se calar, homens que esperavam por semanas e mais semanas deixaram tudo que seguravam cair.
Elena nunca aparecia no escritório, e quando aparecia ela era sempre o foco principal.
Poucas pessoas a odiavam, ela poderia ser uma serial Killer cruel, mas todos que a conheciam ou pelo menos trocaram mais de duas palavras com a mulher sábia que não era mal educada e conseguia manter um bom papo mesmo com seu modo rude e sarcástico. Porém algumas pessoas odiavam o que fizera no passado, enquanto muitas mulheres a odiavam pelo simples fato dela sempre ganhar no quesito "homens".
Claro que como em todas as histórias as quais lemos Elena seria tão linda quanta todas elas:
A morena era dona de uma beleza devastadora, seus longos cabelos castanhos esconsavam perfeição com suas mechas mais claras nas pontas. Seus olhos castanhos tinham um brilho sádico indescritível, um olhar perigoso e selvagem que fazia qualquer um parar. Além disso a morena sempre usava roupas elegantes, sempre acompanhada de saia lápis de davam a sua cintura uma curva única, sem falar em suas incríveis coxas grossas que qualquer um tinha vontade de empurrá-la contra parede e beijar os lábios vermelhos e carnudos da morena enquanto apertava a mesma. E suas blusas sempre era o fator que fazia o ponto de sanidade masculina ir para o brejo, suas blusas de sera sociais sempre com dois botões abertos dava uma visão generosa de seus belos seios a qualquer um que a olhasse.
Era sempre assim, o mundo inteiro sempre parava para ver a Serial Killer mais linda do mundo, quebrando xícaras, derrubando livros, folhas, canetas, óculos...
Todos tinham medo dela, mesmo apaixonados, excitados, ou cheios de ódio todos morriam de medo da mulher, menos Martin.
—O que deu em você?-Martin gritou com ela assim que se aproximou dele.
—Desculpe, era aniversário do Damon e ele queria muito que eu ficasse com ele-mentiu descaradamente fechando a porta logo atrás quando entrou na sala de seu chefe.
—Mentira Elena, Damon fez aniversário semana passada-Martin falou bravo se sentando em sua cadeira e observando a mulher ao qual era apaixonado a anos.
—Ai foda-se, não importa, eu sempre chego na hora certa não vai ser agora que você vai começar a latir feito um cachorro-revirou os olhos sentando na cadeira em frente à mesa e cruzando suas pernas fazendo os olhos de Martin pularem para as coxas da mulher o qual tanto desejava-Martin eu sou casada-Elena revirou os olhos ao lembrar do fator irritante de Martin ter essa obcecação nunca superada por ela-To morrendo de fome-disse pegando o café em cima da mesa dele e bebendo.
—Eu sei Elena, e você não pode mais deixar que o Sr.Salvatore lhe atrapalhe sabe que temos regras aqui Srta.Gilbert-falou ignorando o comentário anterior da morena e do recem café quente estar na boca dela , voltando ao tom formal ajeitando sua gravata.
—Salvatore-corrigiu pegando o donut que havia em cima da mesa.
—Que?-falou disperso.
—Deixei de ser Gilbert há cinco anos e você insiste em me chamar assim, e não é mais Senhorita, e Senhora! E Salvatore!
—Porque você faz tanta questão que eu chama você pelo sobrenome daquele imbecil?-falou enciumado.
—Não fala assim dele, você é muito mais patético não tem o menor direito de chamá-lo de imbecil, você Martin é um completo pedaço de mer...-Martin deveria ter controlado a boca antes sabia muito bem o que os comentários contra Damon causavam em Elena, ele achava impressionante como uma pessoa poderia amar matar e amar uma pessoa tanto assim, ao mesmo tempo, ele queria que ela o amasse.
—Elena...-repreendeu ele colocando o indicador para cima em sinal de silêncio.
—E eu coloquei o sobrenome dele porque eu gosto de saber que sou dele e porque ele também tem uma mania possessiva de querer dizer para todo mundo que eu sou dele então esse foi um modo dele calar a boca, e também porque eu perdi o cara o coroa depois do nosso casamento-riu sozinha olhando para o chão, estava sentindo falta dele mesmo que só fizesse uma hora que não o via.
—Ok, não me interessa-falou engolindo seco ao sentir a pontada de inveja percorrer pelo seu corpo-Vai para Tokyo, tem uns contrabandistas que precisamos que você mate-disse jogando as fichas dos rapazes em cima da mesa, fazendo Elena sorrir ao ver tantos futuros defuntos-Faça o que faz de melhor-Martin jogou para ela seus documentos falsos com sua nova identidade.
Elena se levantou animada, com seu sorriso perverso e diabólico no rosto louca para fazer cabeça rolares.
—Ah e Elena-a morena se virou abrindo a porta-Sem piedade.
—Pode deixar.
A mulher sorriu ao ouvir aquilo, há muito tempo que ela não tinha permissão de fazer o que quisesse com suas vítimas, e ela mal podia esperar.
Entrou em suas sala, e foi em direção à escultura de gato preto que havia em sua estante, passou o dedo no pescoço do gatinho fazendo sinal de morte, o gato captou suas digitais e então a estante te partiu ao meio revelando sua enorme coleção de armas e instrumentos de tortura, junto à bombas, claro.
Pagou uma de suas enormes bolças Dior ao qual guardava em sua sala e jogou de armas de calibre 38 a explosivos e gargantilhas.
Após fechar a bolça ouviu seu telefone tocar e logo deslizou o dedo pela tela atendendo a chamada de Damon.
—Oi amor-sorriu ela, estava mais bem humorada do que de costume.
—Oi minha vida-sorriu por trás do telefone ao ouvir a voz de sua amada-O que houve parece feliz?
—Salvamos uma paciente com câncer-mentiu.
—Ah, que bom! Então, desculpe estar ligando você na hora do trabalho, mas vou ter que fazer uma viagem para mais longe de costume e provavelmente chegarei bem tarde em casa-disse
—Ah tudo bem lindo, também vou, me solicitaram para fazer uma cirurgia em...-olhou para o mapa colado em sua parede-Denver-falou colocando mas uma arma na bolça.
—Boa sorte então meu amor-Damon falou limpando sua granada com cuidando enquanto Caroline imitava Damon com uma voz melosa, fazendo o irmão tomar cuidado para não rir.
Nesse mesmo momento Martin bateu na porta de Elena, a abrindo e logo fazendo sinal de tempo para ela.
—Damon, eu agora tenho que ir-falou colocando a bolça no ombro.
—Também tenho. Eu te amo-falou ante de desligar o telefone e foi surpreendido quando Elena disse.
—Também te amo-e desligou.
Elena saiu de sua sala e já conseguia sentir a sensação maravilhosa do sangue em suas mãos.