Killer Queen
14 Bônus – Runaway and... Happy Ending?
Notas iniciais
Brass está sentado em sua cadeira bebendo um café enquanto joga paciência no computador. Um som parecido com uma campainha faz com que ele feche o jogo rapidamente. Assustado, ele olha ao redor da sua sala, mas não vê ninguém. O capitão suspira aliviado e bebe mais um gole de seu café preto. Em seguida, ele olha para o computador e no canto da tela vê o aviso de uma nova mensagem. “Então foi esse o barulho”, suspira aliviado. Brass olha com mais atenção e vê o nome Gilbert Grissom.
O capitão abre a mensagem e lê atentamente o pedido de demissão escrito pelo supervisor. Sem acreditar, lê mais duas vezes. Ele se levanta da cadeira, ainda incrédulo, e manda uma mensagem para todos da equipe.
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– Então – falou –, não vai me contar como enganou a todos que estava morta, senhorita? – perguntou olhando para a loira que estava sentada ao seu lado e observava o céu azul pela janela redonda do avião.
– Quer mesmo saber Gil? – perguntou se virando para olha-lo.
– Ainda pergunta? – sorriu segurando sua mão.
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[Um ano atrás...]
Catherine caminhava pelo asfalto sozinha. Ao seu lado um alto rochedo a acompanhava pelo caminho tortuoso.
– Catherine – a voz que ela conhecia a chama por trás.
– Charles? – ela se vira. – Veio se deleitar com o meu fim?
– Não – disse determinado. – Vim lhe ajudar – sorriu.
– Ajudar com o que? – se aproximou. Seus olhos queimavam em ódio. – A matar o homem que eu amo?
– Vim te ajudar a fugir. Comigo.
– O que? – perguntou sem entender.
– Tive notícias do laboratório – disse –, eles tem provas contra você.
– Isso é impossível. Que tipo de provas?
– Seu sangue – disse encarando o braço direito de Catherine.
Instantaneamente a loira leva a mão até o braço direito, se lembrando do tiro de raspão que havia levado.
– E qual o seu plano? – perguntou fria.
– Vista isso – disse lhe entregando um colete a prova de balas.
Catherine o pega e faz menção de falar. Mas Charles a interrompe rapidamente.
– Apenas escute – disse. – No lado esquerdo contém uma pequena bolsa de sangue. Grissom está procurando por você. Eles já sabem que você é uma serial killer. Eu irei atirar em você – mostrou o revólver para a loira –, na frente dele. Grissom irá achar que você está morta, assim como todo o resto do departamento – sorriu. – Quando você estiver sendo levada para o necrotério, alguns de meus homens irão roubar seus corpo. Já está tudo resolvido.
– Não entendo – disse pensativa. – Por que ter todo esse trabalho comigo Charles? Por que não me deixar matar Grissom?
– Você está cercada Catherine – disse tranquilo. – Você não vai poder fugir. Fecharam os aeroportos, a fronteira... E – continuou –, apesar de tudo eu não quero perder você – se aproximou da loira.
Ele a observou por alguns instantes. Ela não reagiu.
– Quando levar o tiro, beba isso – lhe entregou um pequeno frasco de vidro com um líquido vermelho dentro.
– O que é isso? – perguntou analisando desconfiada o frasco.
– Isso – apontou para o objeto –, fará seus sinais vitais diminuírem consideravelmente, fazendo todos acreditarem que está morta. O efeito passa em doze horas, não se preocupe. Quando acordar estará na nossa cabana no interior da cidade, onde ninguém nos encontrará. Não esqueça Catherine – disse após um tempo pensando –, é crucial que Grissom acredite que você está morta. Você precisa convencer à todos – deu ênfase na última palavra – de que está morta, sem deixar resquícios de dúvida.
– Esse plano é muito arriscado – ponderou o observando –, além de ser muita bondade da sua parte querer me ajudar e fugir comigo.
– Eu já disse que não quero te perder – sorriu. – Aceita ou não?
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Algumas horas depois, o corpo de Catherine era ensacado e colocado na van para ser levado para o necrotério. Durante o percurso, quatro homens conseguem parar o veículo. Enquanto um apontava uma arma para a cabeça de David, outro vigiava a estrada e os outros dois abriam a porta de trás e tiravam o corpo de Catherine de dentro.
A loira é levada até um esconderijo de Charles.
Após algumas horas, Catherine abre os olhos e se encontra deitada em uma cama. Olha ao redor e reconhece a cabana que Charles falara. A loira começa a lembrar da noite em que recebera o tiro por Grissom e lembra que Charles iria atirar nele. Por sorte, ela vira quando a polícia chegou, impedindo que tentasse atirar no supervisor novamente e só então bebeu o líquido que Charles lhe dera.
Catherine olha para o bidê ao lado e encontra documentos com nomes falsos e fotos dos dois.
A loira sente seu sangue ferver de ódio. Se levanta calmamente da cama e vai à procura de Charles. O homem estava sentado de frente para uma lareira e percebe quando ela entra na sala. Ele se levanta e caminha na direção de Catherine com um sorriso no rosto.
– Agora finalmente podemos ser felizes juntos – ele se aproxima e beija suavemente seus lábios.
– Claro meu amor – ela se aproxima ainda mais grudando seus corpos.
Ela passa a mão pelo seu peito e a desce até o cós da sua calça. Em um movimento rápido, Catherine pega a arma que estava na cintura de Charles e, antes que o homem pudesse reagir, ela aponta o revólver para sua cabeça.
– Catherine – diz se afastando lentamente.
– Você mentiu pra mim Charles – fala calmamente. – Me traiu. Você iria matar o Grissom se eu não intervisse. E depois que eu estava no chão iria atirar novamente para atingi-lo. Se Nick não chegasse você teria o matado – seu rosto exprimia cólera e Charles voltou a temê-la.
– Eu não iria mata-lo Cath – mentiu enquanto tremia.
– Você sabia que eu não teria coragem de mata-lo, por isso inventou esse plano maluco. Mas – sorriu diabolicamente –, o que você não previra, Charles querido, era que desde o momento que me contou sobre o plano eu já planejei esse momento. Eu soube o tempo todo que você não deixaria Grissom viver e eu te mataria antes, mas a polícia estragou meus planos. Mas agora – se aproximou mais enquanto Charles recuava –, seu fim chegou. Tem um último pedido para fazer? – Charles abriu a boca, mas ele estava mudo de horror. – Não? Que pena – disse ironicamente.
Charles percebeu-se encurralado quando sentiu a parede gelada atrás de si.
– Adeus Charles.
Catherine puxou o gatilho e um tiro certeiro fez a bala parar no meio da testa do homem à sua frente.
Um sorriso se desenhou em seus lábios.
A loira guardou a arma e pegou os documentos falsos. Catherine conseguiu esconder o seu corpo, enterrando-o no terreno atrás da cabana onde estavam.
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– Como sumiu? – Grissom perguntou atordoado.
– Roubaram o corpo enquanto o transportávamos para o necrotério – David disse cabisbaixo.
– Charles! Charles fez isso para me atingir – sussurrou.
– Ela era uma assassina Gil – Nick se pronunciou apoiando a mão no ombro do supervisor.
– Eu amava ela Nick – disse com os olhos úmidos.
– Eu sinto muito – se aproximou para abraçar o amigo.
Grissom se afastou.
– Ela merece um túmulo Nick, um enterro decente – disse se virando de costas para o rapaz. – E é isso que vou fazer.
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[Um ano depois...]
Durante um ano inteiro, desde que foi dada como morta, Catherine vigiou Grissom. Ela descobriu que ele fizera um túmulo em sua homenagem e, que toda semana, ele lhe levava rosas vermelhas e chorava sobre a lápide.
Ela planejara durante todo aquele tempo, o dia em que se reencontrariam. Reviu diversas vezes as imagens na sua cabeça, até achar uma forma de tornar o momento perfeito.
Exatamente no mesmo dia da sua morte, Catherine estava sentada no banco de um parque de Vegas enquanto escrevia algo em um papel. Um convite, para Grissom ir até seu túmulo no cemitério.
–----
Grissom está sentado em sua mesa revisando alguns relatórios do caso em que estava trabalhando. Um rapaz alto e magro, vestindo um uniforme azul, bate de leve na porta. Grissom desvia o olhar dos papéis para olha-lo.
– Correspondência para Gilbert Grissom – disse mostrando o envelope que tinha em mãos.
– Sou eu – respondeu.
O rapaz se aproximou da mesa e largou o envelope na frente de Grissom. O supervisor agradeceu e observou o rapaz sair da sua sala. Em seguida, intrigado com a correspondência, abriu o envelope, onde encontrou uma foto de rosto de Catherine. Ela dava um sorriso discreto e seus olhos azuis brilhavam intensamente. Grissom sentiu seus olhos se umedecerem. Ele pensou que poderia ser algum tipo de brincadeira.
Enquanto segurava a foto, percebeu que havia algo atrás, passou os dedos e percebeu um tipo de relevo. Virou a foto rapidamente e encontrou uma mensagem.
“Se quiser saber o que realmente aconteceu com Catherine Willows, vá até seu túmulo essa tarde. P.S.: Leve flores.”
Grissom sentiu um arrepio percorrer seu corpo. “Como assim o que realmente aconteceu?”, perguntou a si mesmo. Ele viu exatamente o que aconteceu há um ano atrás. Mas algo no seu subconsciente fez com que ele se levantasse de sua cadeira e saísse do laboratório apressado. No caminho para o cemitério o supervisor compra um buquê de rosas vermelhas.
–----
– Eu estou sonhando? – perguntou a si mesmo enquanto esfregava os olhos.
– Não Gil – sua voz suave ecoou pelo cemitério vazio. – Sou eu. Em carne e osso.
– Não pode ser. Você morreu. Eu vi! – quase gritou.
– Gil – a loira se aproximou.
– Catherine!? É você mesmo? – ele se aproximou da loira e tocou com cuidado em seu braço.
Ele sentiu seu calor e com um enorme sorriso no rosto, a puxou para um abraço forte. Catherine retribuiu e sentiu as lágrimas escorrerem pelos seus olhos.
Grissom se afastou um pouco, a observou por alguns segundos e, segurando sua cintura fina, a beijou apaixonadamente.
– Vamos fugir – disse quando se afastaram. – Eu sempre quis conhecer Paris.
–----
[Presente...]
A loira estava de pé, escorada na varanda do luxuoso apartamento. Ela olhava para a vista maravilhosa à sua frente. Com uma visão privilegiada da majestosa Torre Eiffel, Catherine observava o pôr do sol na cidade luz.
A loira sente duas mãos fortes envolverem sua cintura e a abraçarem por trás.
– Boa noite – sussurrou e em seguida beijou seu pescoço.
A loira sentiu um arrepio percorrer seu corpo e se virou de frente para o homem.
– Boa noite, Gilbert – sussurrou de forma sensual.
Ele sorriu e a puxou para um beijo apaixonado.
Eles se afastam ofegantes e Grissom sorri para a loira. Em seguida à solta e se afasta entrando no apartamento. Gil volta para a varanda segurando duas taças de champanhe e oferece uma para a loira.
– Seu favorito – disse.
– Möet et Chandon – sorriu pegando a taça de sua mão.
– Vai soar clichê, eu sei – comenta erguendo a sua taça. A loira faz o mesmo. – Mas quero fazer um brinde, à nós – sorri.
– A nós – repetiu e devolveu o sorriso para Grissom.
Após brindarem, os dois bebem um gole do champanhe sem desviar o olhar um do outro. Grissom coloca sua taça em uma mesa próxima de si e se aproxima de Catherine, segurando sua mão. A loira também solta sua taça e segura a mão de Grissom.
– Eu preciso de pedir uma coisa, antes de seguirmos em frente com isso – disse sério.
A loira assentiu.
– Eu te amo Catherine, e eu sei que você também me ama, e que mudou depois que me conheceu – disse sorrindo e Catherine sorriu também. – Mas eu preciso que me prometa, que nunca mais, nunca mesmo – deu ênfase na última oração –, mate mais ninguém.
Ela apenas o observou calada.
– É importante pra mim – completou com um sorriso fraco.
– Então eu prometo – disse erguendo a mão direita, como se fizesse um juramento.
Ele sorriu e a puxou para um abraço carinhoso.
– Eu te amo – segredou no ouvido da loira.
– Eu também – sussurrou.
A loira apoiou seu queixo no ombro de Grissom e fechou os olhos. Um sorriso pretencioso se desenhou em seus lábios.
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