Killer Cookie
1 Capítulo 1 - Killer + Cookie
- Despedida. — Murmurou a gerente velha e gorda.
- Uh. — Respondi, desanimada. Ah, o que é isso? Anime-se, sua idiota! Amanhã você tenta de novo! Ou melhor, amanhã você vai ser forçada a tentar de novo, de qualquer forma... Tirei o avental , me vesti com as minhas roupas e caí fora daquela loja. Hm... O pneu da minha bicicleta está muito vazio. Isso será um problema logo. Posso até ouvir o som dor ar saindo. Terei que acelerar meu ritmo caso queira chegar em casa antes do limite do velho estourar. Sim, por mais que meu pai seja um cientista maluco, ele também é pai. Ou melhor, ele é a pior parte do que os pais são. Mesada? Jamais. Agora... Limite de horário para chegar em casa? Desde que eu me tomo como gente tenho um horário para chegar em casa. Ou fico sem meus mangás. E convenhamos, o que é pior que ficar sem meus preciosos mangás? Provavelmente é ficar sem Internet, mas segundo o velho, essa já é uma punição grande demais para qualquer ser humano. Nem preciso dizer que concordo fortemente. Hm... Talvez eu deva arrumar um emprego como modelo. Não... Modelos tem que ter peitos tamanho G, ou no mínimo, M. Nunca aceitariam alguém como eu, cujos peitos são tão pequenos que o número do sutiã é negativo. Enquanto pedalava rapidamente nas conhecidas ruas até minha casa, acabei encontrando alguns adolescentes chutando e xingando um garoto que devia ter 8, ou 9 anos.
— Inútil! Nós queremos nosso dinheiro!
— Tive uma ideia, vamos arrancar o dedo da mão dele! — Disse um deles. Ei, espera aí... Eles estão falando sério?! Isso é mutilação! Eles podem ser presos por isso! Não... Eles não podem estar falando sério. O líder deles, magro, alto e cheio de espinhas, com uma barbicha escura e despenteada presa no queixo, tirou do bolso uma pequena faca de cozinha.
— Ei, vocês! — Gritei, descendo da bicicleta. Vou me atrasar por isso, mas como diria meu pai. ''Que se dane o mundo, estou prestes a criar a cura para unha encravada!'' Valeu a pena parar de irritar ele. Nunca mais tive uma dolorosa e mortal unha encravada. — Larguem o pirralho.
— Quem é essa vadia? Segurem ela! — Gritou o líder.
— Eu disse para soltar o pirralho, seus otários! Ou preferem que eu quebre 50% dos ossos de vocês? — Perguntei, já sabendo a resposta, e preparando o meus punhos para o impacto.
— Hãã? Peguem ela!
O ajudante número 1, um gordo patético, e o outro, um alto magricela, ajudante número 2, partiram para cima de mim. Bem, eu sei que prometi para o papai que não bateria em ninguém, principalmente porque desde que eu nasci, e minha mãe morreu, eu tenho sido o principal objeto de teste do papai. Isso inclui muitas experiencias que deram certo.
Sou um monstro.
Puxei o cabelo do Ajudante número 1, e a perna do 2, e então girei a ambos até ganharmos força, então com um movimento brusco, parei de girar e os atirei. Ambos foram para cima dos outros dois ajudantes. Então, só restou o líder. Ele não parecia ter se intimidado. Aproximei-me dele, feroz. Então...
...dei um soquinho no braço dele, e ele congelou de medo. Em seguida desmaiou. O pirralho já tinha fugido faz um tempo, então só o que fiz foi voltar para a minha bicicleta, e pedalar como se eu estivesse sendo perseguida por uma trupe de demônios. Mas, ainda assim, não cheguei em casa a tempo. Tive a sorte do velho estar produzindo algum tipo de poção para curar dedinhos recém batidos em quinas de cama. O jantar foi minha especialidade. Lé Mióje Con Lá Temperé de Frángo I Lá Suco de Laranjá.
Ainda bem que hoje é domin... Espera aí. Hoje é Domingo! Então amanhã é segunda! Amanhã, é, oficialmente, um dia da desgraça. Toda segunda é. Eu sempre fico de péssimo humor em dias da desgraça. Mas não afeta ninguém mesmo.
Pois não tenho amigos.
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