Killer
1 Capítulo 1
Sabe aquele dia que você acorda com vontade de voltar a dormir? Então, esse dia meu era hoje. Eu sou do tipo de pessoa que sabe como o meu dia vai ser só de levantar da cama. Levantei já batendo o meu dedinho na quina da cama. PORRA!! .Me equilibro e vou direto para o banheiro, tentar me livrar do bafo de leão matinal.
Depois de fazer minhas necessidades no banheiro volto para o quarto e começo a arrumar. Hoje é segunda, e como eu moro no Brasil, onde as escolas horrivelmente começam às 7 da manhã, tenho que me arrumar. Eles podiam adotar a ideia do EUA, escola a partir das 10 da matina ,sou super de acordo.
Desço pra cozinha e vejo a Sol. A Sol é uma menina muito especial. Quando eu tinha uns 8 anos, alguém deixou uma cesta na porta da minha casa, com um brinde. Imagine o que era!! Pois é, um bebê. Minha mãe sendo santa como sempre, acolheu o pacotinho e hoje estamos ai, Marisol com 9 anos e muito amor para dar. Eu amo ela, como se ela fosse a minha irmâzinha. Ela esta fazendo chocolate quente nesse puta calor. Ela tá doida? Quer fritar de dentro pra fora? Só pode. Vou direto pra cafeteira. Nada como um cafezinho de manhã pra firmar o pulso.
“Viu a mãe Sol ?” — Pergunto para ela, ela me olha como se eu tivesse 3 cabeças . Juro , mesmo sendo uma coisa magrinha de 9 anos, ela me da medo, com esse cabelo chanel castanho e esses olhos gigantes.
“No trabalho, foi faz uns 15 minutos, e disse que você tem que limpar a casa hoje e que nem adianta falar que tá com cólica porque ela deixou remédio na bancada.” — Ela me diz, dando risinhos. Poxa, eu tenho razão em inventar desculpas, limpar a casa é chato pra caralho, só não é chato com música. Eu resmungo e tomo meu café, imaginando como eu posso não limpar a casa hoje. Talvez um desmaio?
Quando vejo a hora já são 6:30, tenho meia hora pra chegar na escola que é 40 minutos da minha casa. Perfeito!! Já em plena segunda-feira vou escutar da Cida, ou como gosto de chamar senhorita dragão, a tpm dela dura o mês inteiro, então já viu né, é o diabo em pessoa. Termino meu café correndo, passo pela Sol, dou um beijo na testa dela, desejo boa aula, pego minha mochila e saio pra aula.
Quando saio pra fora, o sol bate bem na minha cara, como se tivesse rindo de mim. Odeio o calor, minha época preferida do ano é o inverno, ele é bom pra tudo, dormir, comer, até estudar fica atraente no inverno. Pego meu celular, ponho o fone de ouvido, coloco na minha música preferida do momento 'Truth Hurts', sério, não dá pra ficar desanimada com essa música. Depois de sentir que meu dia pode não ser tão ruim assim, eu começo a andar pra ir pra aula.
Quando chego à escola, 30 minutos depois, os portões estão quase fechando. Acabo tendo que implorar pra entrar na escola. Passo o portão e já dou de cara com uma comoção. Tem tipo, umas vinte garotas na porta da secretaria. O que aconteceu? Será que já teve briga? Não é de admirar, essas meninas parecem que fazem parte de uma gangue. Se você olhar pra elas, as garras aparecem, cabelos são perdidos e maquiagens estragadas. Dou de ombros e vou pra minh...
“Ana, a senhorita não acha que está tarde pra chegar na escola?”- Respiro fundo e me viro pra dar de cara com a senhorita dragão. Ela é baixinha, com cabelo Maria João.
“Só me atrasei porque aquelas garotas atrapalharam a minha passagem senhorita dragr...quer dizer, diretora Cida.” — Puta que pariu, quase soltei seu apelido carinhoso. Hoje definitivamente não é meu dia.
“Vai logo pra sala Ana, e que isso não se repita!” — Ela sai trotando e eu vou as pressas pra minha sala, não querendo cutucar a fera. Hoje vai ser um dia daqueles.
Fale com o autor