Notas iniciais
Hey * Hey little aliens *----*

A essência da vida está subindo mais alto durante a noite, a música deste medo um profundo silêncio entre as notas.

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Atmosfera dentro do Queen Mary era alegre e magnifica, pude notar que Abel e Kokoro tinham gostos estranhos- combinavam cores, os arranjos mostravam serem ousados e chamativos, tudo brilhava em um esplendor noturno- alguns poderiam considera-los loucos, mas era precisa te-los em sua frente e conversar com eles para se chegar a uma conclusão final.
Para um olhar mais atento era tudo muito grotesco- tudo contribuía para o brilho e beleza, havia de tudo, muito do belo, do terrível e da libertinagem. Decorações e pessoas trajando roupas fantásticas, crianção de louco. E todos pareciam se divertir como se num sonho, esquecida de absolutamente tudo. Era bem extravagante, para certos olhos aquilo tudo poderia causar receio, a multidão rodopiando sob o som da música, congelada num aspecto fantasmagórico dentro de um local que mais parecia ter saído do sonho de Edgar Allan Poe. Havia até mesmo grande janelas multi-coloridas, e cortinas de veludos que se balançavam na brisa noturna- era realmente a decoração de algum cabaré do inicio do século- pessoas dançavam, escondendo seus rostos por trás de máscaras elegantes.
– Esse lugar realmente existe -sussurrou Frankie com a boca aberta, ele estava analisando tudo-olhos brilhantes por trás da máscara de veludo azul, parecia perdido e ao mesmo tempo eu conseguia ver a felicidade em suas órbitas que refletiam a coloração das luzes e velas que banhavam o local.
– Estou estremecida diante da beleza -Sabrina parecia também muito surpresa- eu também estava, nunca pensei que faria parte desse elite de loucos- e por trás das máscaras cada pessoa era um segredo, nem conseguia imaginar que tipo de pessoas se atreviam a pisar nesse lugar. Bonnie estava rindo, rodopiando e fazendo do seu vestido apenas um vulto brilhante- tentei sair do estupor, quando senti pessoas esbarrando em mim e percebi que eles estavam querendo festejar.
Perto da entrada de um dos salões pintados de roxo com cortinas de veludo douradas, havia um palco- de madeira com um lustre brilhante acima da cabeça dos integrantes do Dark Carnival, os dando um aspecto quase sub-humano a eles- todos pareciam quase mais como bonecos de cera do que meros adolescentes, como se tivessem saído de algum poema épico e ao mesmo tempo sinistro- os acordes que produziam faziam as pessoas ao meu redor estremecerem, a voz de Jeremy era sinistra combinada ao ambiente em que estava, ele não piscava- apenas admirava seus subordinados com um sorriso nos lábios.

Você vagueia pela noite fria e solitária
Em busca do infinito.
Guiado pela ganância que cresce em você e
Irá destruir sua alma pedaço por pedaço

Ela diminui sua razão e sua mente,
Você vê o mundo somente em tons escuros.
Pra você, a caça começou aqui e agora
O sangue do destino gruda em suas mãos.

Me dê a mão, o nosso mundo irá queimar
A dor e o medo vão perecer no fogo
Me dê a mão, o nosso mundo está queimando
Nosso orgulho e nosso sangue ficarão unidos por toda a eternidade.

Você sente a força, sente a nova liberdade?
Nascida de um passado obscuro,
A memória da sua antiga vida,
Empalidece na sombra de um novo tempo.

Essa noite eles estavam mais clássicos, Julian estava no teclado- trajando um conjunto vermelho, os dedos finos agilmente criando melodias amedrontadoras, ele não parecia um garoto de 15 anos, mais sim como ser enigmático que já conheceu muito dessa terra e faz de suas dores notas musicais.

A música deste medo
Um profundo silêncio entre as notas
Me ensurdece com amor sem fim
Esse vagante amanhecer na terra

Chelsea tinha a voz encantadora, ela para cantar fechava seus olhos- para abri-los novamente, sendo cegada pela luz que batia diretamente em suas iris sonhadoras, talvez ela estivesse se imaginando no palco da Broadway, cercada pela luxuria exuberante que ela tanto gostava, sua voz mostrava o imenso desejo de se viver sob as luzes brilhantes.

A essência da vida
Está subindo mais alto durante a noite

Eles eram um conjunto de sonhos, medo ...a mistura da beleza com o que é grotesco, era essa talvez a essência do Dark Carnival- um conjunto de malicia, loucura e libertinagem. Era realmente genial poder estar viva para contemplar tal coisa, por isso me deixei levar quando alguém pegou em minhas mãos e sob risos levianos, me juntei a multidão dos sonhos-rodopiando e rodopiando, em um redemoinho insaciavel.
Então houve um som estranho, como uma batida de coração muito alta- o coro de passos se silênciaram, as cores que se misturavam a decoração paralisaram, Dark Carnival abaixaram os olhos, sua música antes levando as pessoas a um estado elevado de delirio, em conjunto deixaram o local todo em silêncio- parados um ao lado do outro, eles tinham os olhos fechados em fendas, apenas observando o desenrolar de algo. Tudo se mobilizou- eu conseguia ouvir a minha própria respiração acelerada, enquanto as pessoas por trás de suas máscaras olhavam umas para as outras sem se mexer.
O que estavam esperando?
O que estava para acontecer?
Sim ...algo estava para acontecer.
– Corra das trevas! — a voz de Kokoro parecia ser o único som, Abel gargalhou paralisado ao seu lado, eles estavam acima do palco ...um pouco mais abaixo de onde Dark Carnival estavam paralisados, com as mãos dadas os dois irmãos sorriram -Ela alimenta-se dos caminhos desfeitos, vamos nos alimentar!
Como um clique, as pessoas voltaram a dançar- a música voltou a ser tocada, pessoas me rodopiavam de um lado para o outro, mas então percebi algo de estranho, eles não estavam dançando ...estavam ...se matando? Mas o que? Olhei para os lados, onde uma mulher de cabelos loiros soltou um grito, quando uma faca foi atravessada em seu peito, ela caiu sob meus pés, com um fio de sangue escapando de seus lábios pintados de vermelho- me sentia perdida, passei por baixo das pessoas, que se esmurravam e se batiam com o que encontravam pela frente- Kokoro e Abel admiravam aquilo tudo com um olhar sonhador, pareciam gostar do que viam.
Um pingo de sangue foi espirrado no rosto impacavel de Abel, que puxou delicadamente um lenço de seu casaco e passou por sob a pele- ele olhou para mim, acenando. Apenas rolei os olhos, por sorte me virei e consegui abaixar, antes que uma cadeira voasse para minha cabeça.
Que desgraçado!
– Acho que está na hora de sumirmos daqui -Bonnie surgiu praticame do além, puxando-me antes que eu tivesse a chance de fazer da taça em meus pés um instrumento mortal. Frankie e Sabrina estavam ali também, Sabrina com o vestido manchado de sangue e Frankie com apenas uma parte da máscara inteira.
– Alguém pode me explicar que diabos é isso! -gritou ele, mas jamais que sua voz seria ouvida, ele saltou para o lado, puxando Sabrina consigo quando duas pessoas se batiam com uma barra de ferro -Acho que realmente fiquei maluco das idéias -ele riu -E eu achando que a situação na minha cabeça não podia piorar.
Bonnie com as sobrancelha arcadas abriu caminho, dando bicudas em que entrava em nossa frente, eu fazia o mesmo, torcendo o cabelo de quem tentasse enfiar algo em mim- chegamos perto do palco, e subimos com uma certa dificuldade, a mesma puxou o cachecol de Jeremy, que apenas lhe fez um biquinho, resmungando de dor.
Bonnie parecia furiosa se querem saber.
– Seu rato musical ...pode nos dizer que droga é essa aqui! -ela estava histérica, em comparação a calmaria de Jeremy e o resto de sua banda, dei uma olhada periférica e realmente parecia um espetáculo de bestas, muitas pessoas estavam ao chão e havia sangue espirrado na parede, manchando o que antes eram elegantes pinturas.
– Queen Mary é um local para aventureiros -sorriu ele, então se soltando de Bonnie e caminhando até mim -Fico feliz por estar inteira.
Abri um bocejo, queria ir embora ...queria ver se Oliver estava bem- essa noite já tinha chegado ao seu limite de esquizóide. Rolei meus olhos, sentindo meu espirito sarcástico criar vida.
– Oh você está feliz, eu também estou ...sabe, muito legal da sua parte jogar a gente aqui nesse buraco suicida sem nem mesmo um aviso -lhe toquei na bochecha, as apertando com uma certa força desnecessária -Um amor da sua parte.
Ele apenas riu, passando seu cachecol sobre meus braços desnudos- o qual em algum momento, algum idiota rasgou meu vestido- em seguida me deu um beijo delicado.
– Eu sei que você vai ficar bem, que não precisa dos meus olhos o tempo todo -apenas sorri, era verdade ...-Mas como já disse, essa é a reputação do Queen Mary, as pessoas veem aqui ...apenas algumas delas sabe o que acontece depois da zero hora, Abel e Kokoro ganham dinheiro eliminando pessoas inadequadas e nós -ele deu um sorriso brilhante mostrando sua banda- Ganhamos para toca e distrair a todos, em quando as portas são fechadas.
Houve um minuto de silêncio- quero dizer, se você conseguir esquecer dos gritos- então Frankie balbuciou alguma coisa.
– Realmente ...você deveriam estar em alguma prisão de segurança extrema.
Chelsea gargalhou.
– E quem disse que já não estávamos.
**
O relógio de ébano acima da mesa de Abel marcava exatamente 5:30 da madrugada- ele e Kokoro estavam inteiros, sem nem mesmo um amassado em suas roupas elegantes e esquisitas- estavam pagando Dark Carnival, pelo "ótimo serviço".
– Espero podermos nos juntar novamente em alguma outra ocasião -sorriu Kokoro para todos nós, ela se abandou com um leque azul e piscou -Sentia saudade dessa aura juvenil sinistra, fazia anos desde que tive uma madrugada tão excelente.
Sabrina que estava com o rosto colado a janela de vidros coloridos fez um bico, tinha os olhos curiosos.
– E o que vocês fazem com todos os corpos? -perguntou com um fio de voz, Abel olhou para suas unhas, então passou o dedo sobre sua mesa, analisando e admirando como estava limpa.
– Temos os "serviçais da morte", pessoas que não tem onde cair mortos, oh seres sujos e desprezíveis -ele riu consigo mesmo, batendo as palmas -Para não morreram tão sem dignidade , eu lhes dou uns trocados para que sumam com esses corpos fétidos do meu estabelecimento.
– Sem mais perguntas! -cortou Kokoro rapidamente antes que qualquer um de nós abrissemos a boca, ela suspirou, nos apontando sua unha demasiadamente grande e pintada de vermelho -São negócios restritos da família O´Hara, mas confiamos em vocês, porque sabemos que são tão sujos quanto um inferninho particular.
Realmente nem falamos mais nada, afinal ela estava ...certa. Enquanto seguíamos para fora, sentindo seus olhos perfurarem nossas costas, todos ali pareciam animados, um futuro novo parecia nascer para cada um de nós- a aurora estava chegando, assim como um novo caminho estava se abrindo. Descemos as escadas em formato realmente bizarro, eles pareciam felizes realmente.
Mais eu não, enquanto eles andavam na minha frente, apertei com força o cachecol de Jeremy em volta do meu pescoço. Havia um frio sinistro percorrendo meu corpo, eu sabia que a felicidade não é duradoura, ela é apenas um passo cada vez mais perto de um grande desastre.
Um grande e eminente desastre.
– Amanda -olhei para cima, piscando com sono, Jeremy me encarava com curiosidade, balançando-se sobre seus pés como uma criança curiosa -O que passa com você?
Eu nunca temi perder alguém, na verdade eu odiava criar laços por esse mesmo motivo, pensei que iria para Marshaw e ficaria tranquila curtindo minha solidão, mas deu tudo errado ... amigos ...amigos ...eles são bons, mais são pesos que lhe distraem de seus objetivos, se você cria um laço com alguém ...ficará independente desse alguém para sempre.
Eu não queria perder mais ninguém ...suspirei e segui até onde Jeremy estava.
– Nada não, tudo ok ...vamos embora daqui, esse lugar é estranho demais até pra mim.
Mas na verdade, nada estava ok.

Notas finais
Little aliens ...lembram-se da Nikola? Uuuuun~~ to afim de encarnar George R. R. Martin que tem um amor imenso por seus personagens AHSUHEUSHEUS ....então ...