Notas iniciais
Hey * Hey ....Little aliens maravilhosos que tem o poder do unicórnio de algodão doce, estou muito feliz em ler os comentários malucos de vocês AHSUHEUSHEU ...muito happy em saber que continuam firme e forte na veia killer .... Agora ...capítulo sinistrão pra vocês ≧▽≦

Os portões do céu foram trancados
Os poços do inferno estavam todos lotados
E temo que eu não pertença aqui.Um mundo onde o ódio nos aguarda, nós somos os rebeldes. Eu sou o sorriso do diabo, miserável e divino.

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Eu conseguia observar o desenrolar de forma nítida na minha mente, como se eu tivesse mesmo vendo aquilo agora, ali na minha frente- de tudo, o pior- mamãe- ou Helena para os mais desconhecidos- Mantendo o rosto voltado para o chão, avançando para seu isolamento particular, olhos de girassol fixos na aflição de sua vida, na loucura que ela sabia que estava a caminho, na tristeza que a tempos tinha lhe abandonado voltar com força total- e a discussão que parecia não ter um fim. Ela estava farta. Tão cheia. Subiu os degraus que levavam até a cozinha, fechou a porta a suas costas e seguiu pelo corredor do térreo. Talvez, se meu pai não estivesse enrolado naquela discussão, ele teria escutado seus passos- talvez, passaram-se apenas trinta segundos então, eles escutaram o som úmido do seu corpo caindo sobre a cerca que rodeava a casa.
Primeiro se ouviria o som do vento, um ruído súbito- durou pouco, um corpo humano cai rápido. Não importava se o cérebro dela continuou funcionando ao longo do trajeto, se ela se arrependeu do que tinha feito, ou se teve tempo de se concentrar nas pontas da cerca se aproximando a toda velocidade. A mente dela já não existia- talvez ela até mesmo estivesse aberto um sorriso. O vento soprou uma única vez e em seguida a discussão se silenciou finalmente, foram sacudidos pelo baque úmido, o som de uma melancia se partindo ao meio.
Papai, Jane e Dr.Mcford subiram as escadas correndo- papai se agarrando ao corrimão, os outros dois paralisados em pânico- papai estava em transe, enquanto Jane e Dr.Mcford nada mais eram que fantoches sem importância. Ele correu até ela, segurando suas mãos, tentando ergue-la, da ponta que lhe tinha perfurado o seio esquerdo, atravessado aquele coração inexplicável, separado duas vértebras sem estilhaçá-las e então saído pelas costas, rasgando o vestido e reencontrando o ar. A ponta atravessou com tanta rapidez que nem ficou manchada de sangue. Estava perfeitamente limpa, e mamãe parecia meramente equilibrada sobre ela, como se fosse uma ginasta, papai insistia em tentar erguer mamãe com delicadeza, mas os três ali sabíamos que não adiantava mais, que os olhos abertos e a boca que se contraía como a de um peixe fora d´água eram apenas os nervos, e que ela havia conseguido, na segunda tentativa, lançar-se para fora do mundo.
Imagino a confusão, o total drama ...e porque a casa não estava interditada? Mamãe foi levada por fim, papai, Jane e Dr.Mcford voltaram a discustir ...mas dessa vez o único furioso era apenas meu pai, que tinha perdido uma filha para a loucura e sua mulher para morte- então, o que mais ele tinha nesse mundo? Eu realmente fiquei orgulhosa, quando ele rasgou o peito de Jane com uma faca de açougueiro e fez Dr.Mcford boiar na piscina. Em seguida ele se deitou na cama, que era compartilhada com minha mãe, e se dopou com soníferos.
E isso tudo já se faz alguns dias, eu me sinto mal. Oliver esteve se virando de alguma forma e isso me deixa ainda mais ...mal. Minha casa está a venda- agora que vi a placa, e isso me deixa também mal.
E assim, os patriarcas da família Sivan se foram- Oliver viu isso tudo acontecer, por isso quando chegou atormentado até Jeremy, meu killer fez questão de seguir o pobre garoto.
Eu queria apenas ir para meu quarto.
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Eu sabia o motivo pelo qual Jane e Dr.Mcford estavam ali aquela noite, era muito claro e tão óbvio quanto eu sou orfã, eles vieram encher meus pais sobre o assunto "Amanda é um caso perdido" mamãe tinha acabado de se recuperar de seus surtos depressivos ...eu me sentia de certa forma culpada pela tragédia toda, mas... um bilhete me fez sentir alivio em meio a toda devastação e caos. Como se prevendo que eu iria até lá, havia pregado no espelho do meu quarto, um pequeno papel laranja- desses que mamãe utilizava para pregar avisos na geladeira- nele as letras elegantes e cursivas do meu pai, diziam um claro;
"Acabe com todos eles e cuide do pequeno Oliver. Te amamos muito querida, até o paraíso. papai e mamãe"
Isso me deu forças, e apesar de não acreditar em um paraíso para loucos, eu sangraria anjos e deuses no céu, só para estar ao lado deles novamente.
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Meu quarto, mas do que nunca agora eu sentia como meu- resolvi não acender as luzes, para não chamar atenção dos vizinhos, mas as poucas luminárias espalhadas pelo comodo, davam um ar familiar e nostálgico. Olhava para janela , meu reflexo pálidos de olhos chorosos parecia me encarar com seriedade, perdidos- eu já tinha chorado o suficiente, e agora me sentia seca, contemplando o nada a minha frente. Suspirei ....e agora? Ouvi sons no andar de baixo e a risada de alguém, seguida da gargalhada infantil de Oliver. Caramba ...teria de passar meu baby em um psicólogo barra pesada.
– Sua casa tem cheiro de biscoito.
– Biscoito é para quem passa para o lado negro -sem me virar, apenas fechei os olhos, sentindo a presença de Jeremy -A porta estava trancada, como entrou?
Ele pegou minhas mãos, nem mesmo a dele estava quente -depositou na minha testa um beijo cálido e sorriu.
– Se pode tudo com um par de lâminas e uma mente inteligente.
Me encolhi em seu abraço desajeitado-era um abraço estranho, nenhum de nos dois era acostumado a essas "carícias e afetos" mas por mais desajeitado e estranho que fosse, era ótimo.
– A lâminas você tem ...mas e a mente inteligente?
Seus olhos pareciam feitos de alguma pedra preciosa, ele me abriu um sorriso curvado, me deitado sobre a cama e fazendo as pontas desfiadas de seus cabelos faziam cócegas em minhas bochechas.
– Você é a mente inteligente -sua voz nada mais era que um sussurro, que enviava arrepios a minha mente e alma, era a mesma sensação louca de se enfiar uma faca em alguém -Então sim, também tenho.
Arquei as sobrancelhas, na penumbra do quarto, puxando de "leve" sua franja para o lado e sorri.
– E quem disse que você me tem?
Ele fez um som como se estivesse indignado.
– Você não pode me negar.
– Ah é, e porque não?
Nesse momento ele me puxou para seu colo, me dando um abraço do qual eu me senti numa camisa de força, e eu ficaria para sempre nessa camisa de força deliciosa. Ele soltou um riso contido nos meus ouvidos, enquanto eu o apertava também. Era bom ...abraça-li e sentir seu coração, me fazia sentir uma estranha calmaria. Ele por fim disse tão baixo e musicalmente, quanto sua voz melodiosa permitia.
– Um que sou Jeremy ...encantador e totalmente irresistível e dois ...estou totalmente e maliciosamente louco por você.
Isso me fez encara-lo, e pela primeira vez eu vi um tom corado em seu rosto, virei a cabeça e fiz um bico.
– Que tipo de declaração foi essa?
Ele riu, beijando minha bochecha.
– Uma bem Jeremy ...agora é sua vez de dizer que está me querendo ...e de preferência vivo.
Eu ri com isso, mexendo em seus cabelos e sentindo o calor de seu corpo.
– É ...acho que gosto de você.
Agora quem fez um bico fofo fora ele, que apesar de na pouca luz parecer a própria encarnação de Jeff-the killer ...ele era meu e somente meu.
– Você acha? Puff ...você acabou de estragar o clima boneca.
Apenas rolei os olhos e lhe beijei, um beijo de verdade- ele logo entrou na dança, suas mãos explorando meu corpo e minha língua travando uma batalha épica com a sua. Seu beijo era gelado e tinha gosto de cinzas, era instigante e atordoante ...totalmente viciante. Me afastei, recuperando o folego e ele gargalhou, mordendo meu queixo de leve.
– Eu sabia ...você me ama -era verdade, muita alias, ele sorriu -Tudo bem Am, porque também te amo, até mesmo mais que a mim ...e uau, isso é extraordinário, fique feliz.
Sorri com a declaração nonsense, eu estava feliz, tão feliz nesse momento ...
– Somos psicopatas pelo que diz os "estudos", e não podemos amar.
Ele apenas me deu uma piscadela.
– Sempre existe uma exceção, e nós somos ela.
Eu poderia viver esse momento para sempre- Jeremy secou minhas lágrimas, beijou cada uma delas e fez das minhas feridas um distintivo de honra- ele me prometeu que nunca me deixaria sozinha, ele seria para sempre ou até eu chuta-lo, meu stalker e sombra protetora, um anjo caído killer que me amaria e protegeria. Ele me fascinou, mesmo escondido em sombras e segredos, com a beleza de um anjo quebrado- me ensinou a lutar, um pecado fatal, uma falha humana. Eu não estaria sozinha, e ele ...agora em diante também não. Seu coração e navalhas me pertenciam.
Em meio ao silêncio da madrugada, não havia sons ...eu suspirei, me sentando ao seu lado e olhando para a mesma direção que seus olhos miravam. Bufei.
– E agora, o que faremos?
Ele apenas ficou de pé, me puxando para cima e arcando as sobrancelhas, dando um sorriso profano.
– O que a gente faz de melhor -ele beijou minhas mãos e sorriu para a escuridão -Vamos aterrorizar o mundo, é uma promessa.
E eu acreditava.

Notas finais
Me mostre o seu pior Me mostre que você é amaldiçoado ... *Ideia do suicídio da mama killer retirada do livro/filme- the virgins suicides Owwin ...enton? O que acharam ...little aliens.