Notas iniciais
Hey * Hey ~sem nada para se comentar aqui, enton ...seguiremos em frente ( ̄︶ ̄)>

Sou um adolescente esquizofrênico

Psicoterapia vou matar alguém, Sou um garoto no sanatório

Psicoterapia agora tenho olhos que brilham ( ◕‿◕ )

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Lobotomia
Essa palavra soava sinistra para mim, tudo que eu sabia sobre isso, era em pesquisas curiosas que eu fazia e tudo que eu li, não era nem um pouco legal. Retratando em palavras rápidas, era simplesmente a retirada de uma parte do cérebro, pelo que andei lendo esse tipo de "barbaridade" não pode ser mais realizada, mas antigamente era usado em casos de esquizofrenia.
Então, ainda estou em choque, em saber que eles simplesmente resolveram me pegar de cobaia para esse procedimento.
– Isso não pode ser feito! vocês estão loucos, isso é até mesmo crime! -eu estava gritando, ou melhor berrando desde da hora em que me tiraram do quarto de onde eu estava. Nesses enfermeiros, não reconheci Lucinda e isso deixou um frio horrível passar pela minha espinha- afinal, se eu fosse "lobotomizada" eu iria ficar "doente" de vez. Mas Dr.Mcford, apenas parecia pouco se importar com isso, ele me deu um sorriso curto, vazio, enquanto seus "ajudantes" me faziam sentar em uma cadeira inclinável, e amarravam meus pulsos com tirar de couro.
– Crime ...ora, senhorita Sivan, você não é a melhor pessoa para se falar nisso -ele riu consigo mesmo, analisando os objetos -que na minha opinião se pareciam mais para algum tipo de tortura-, ele caminhou até mim, eu simplesmente sem conseguir me mexer, cuspi em seu rosto.
– O único doente aqui é você! Me solte ...se alguém souber o que você faz com seus pacientes, você está ferrado -ele apenas rolou os olhos, limpando com uma gaze seu rosto e se voltando para mim.
– E você acha que eles vão acreditar em uma retardada -ele riu, eu aos poucos estava começando mesmo a me sentir em um manicômio. Engoli em seco, olhando ao redor da salinha pequena com cheiro de desinfetante, e senti náuseas só de pensar em quantas pessoas esse filha da puta tinha simplesmente "lobotizado"- eu estava fazendo o possível para conseguir me safar -Mas escute, tenho apoio do governo para fazer isso, até mesmo os policiais estão do nosso lado.
– Estão usando pessoas doentes para serem suas cobaias! -bufei, sem conseguir mexer meus pés -Isso é baixo, seu porco!
– A cale-se -ele disse por fim, se irritando e indo junto a uma enfermeira rechonchuda preparar alguma coisa verde dentro de uma seringa. Eu estava começando a soar frio, isso estava mesmo acontecendo?! Permite soltar uma gargalhada, que droga ...eu estava jurando que depois de sair daqui, se eu sair ...iria caçar um por um- esses nojentos estavam usando essas pessoas doentes para testarem nelas drogas realmente perigosas.
Eu não iria ser uma de suas cobaias- mas simplesmente não conseguia ver alguma escapatória.
Meus braços estavam ficando dormentes, e a cada minuto passado o monitor que contava as batidas do meu coração diminuía- não fazia ideia do que estava havendo, mas os movimentos de todos ao meu redor pareceram ficar mais letárgicos, pisquei, dizendo ao meu subconsciente para se manter acordado- mas minha cabeça parecia estar enevoado. Acho que estava delirando, porque de repente todos os olhos estavam sobre mim- eles cochicham uns com os outros, enquanto apalpavam meus braços, ou se debruçavam acima de mim, com seringas e sorrisos diabólicos.
Dr. Mcford tocou na seringa que continha um liquido cor engraçada e sorriu, dizendo alguma coisa a mulher cabeluda ao seu lado- que sorriu, enquanto apertava meus braços e eu sentia alguma coisa gelada correr por entre minhas veias. Alguém gritou, e eu me encolhi na cadeira, virando a cabeça, tentando escapar de suas mãos que agarravam meus cabelos e tentavam me manter parada.
Novamente um grito.
Então percebi que era eu quem estava berrando- me sentia agitada, ao mesmo tempo em que tudo parecia em câmera lenta- arregalei meus olhos ao sentir alguma coisa cutucar minha cabeça com algo afiado, senti uma dor terrível ...eu gritei novamente, então tudo parou.
Congelou, meu coração fazia batidas estranhas.
Nós somos o meio-termo, derrubados como filhos da guerra
Estamos entediados até a morte no céu
E sozinhos no inferno.
agora você encontra a si mesmo
Não temos para onde ir, ninguém pra nos desejar o bem.

Eu apenas parei de gritar porque essa voz era conhecida, eu estava um pouco confusa- a dor atrás da minha cabeça me impedia de ter pensamentos muito rápidos, mas consegui ver confusão no rosto de todos que estavam na pequena sala branca. Pisquei, querendo tomar foco do que estava havendo- porque a voz sinistra, que parecia fluir junto ao ar era atormentadora, e ao mesmo tempo parecia que estava tirando sarro com os médicos.
– O que está havendo? -se perguntou um enfermeiro, ele se virou para Mcford, que encarava com suspeita as paredes- como se dali algum monstro fosse brotar- segurava um bisturi como uma arma, o mesmo enfermeiro cochichou -Não seria melhor sairmos para ver o que é isso?
– Vamos continuar, acho que ...-ele não terminou de falar, nem mesmo houve tempo de ter uma última respiração- Mcford me encarou, seus olhos esbugalhados enquanto de sua boca saia um sangue visgoso, alguém gritou- ao mesmo tempo em que era visível ver uma barra de ferro atravessando o abdômen do médico monstro.
Esta é a mão que irá cegar seus olhos e romper sua espinha
Esta é a lâmina que irá conhecer sua carne e liberar o vinho
Você brinca com navalhas e isso dói, isso dói
Eu dei um salto da cadeira, quando um dos enfermeiros teve a garganta rasgada por uma lamina afiada e seu sangue espirrou em meu rosto. Uma verdadeira histeria começou dentro da sala, eu apenas observava aquilo, como se estivesse vendo um filme em câmera lenta- a porta estava trancada, e eu não conseguia virar minha cabeça para saber o quem estava fazendo aquilo.
Apesar de já desconfiar.
Mãos tamparam meus olhos, mãos gélidas com um leve cheiro de sangue- eu conhecia muito bem aqueles faixas, as mesmas que viviam manchadas de vermelho. Jeremy se debruçou sobre mim, susurrando com uma voz divertida no meu ouvindo.
– Então encare a escuridão e irei ensinar a você sobre o fogo numa piscada de olhos -e em um piscar de olhos, ele cortou as faixas de couro que me seguravam a cadeira, apertei meus pulsos, enquanto Jeremy me abria um sorriso brilhante e soltava um beijo nas minhas bochechas pálidas -Desculpe my killer, alguns imprevistos ao longo do caminho.
Sorri, me levantando e esticando minhas pernas- o vestido branco que eu usava estava todo manchado de sangue, meu pé deixando marcas vermelhas no chão branco antes impecável. Observei ao longe, Julian e Chelsea terminando o serviço em alguns dos enfermeiros.
– Tudo bem, agora vamos ...temos ainda de tirar Bonnie daqui -Jeremy sorriu, me oferecendo sua navalha- peguei de bom grado, e com um bocejo encarei a enfermeira encolhida perto da porta e passei a lamina em sua garganta- fazendo a mesma se retorcer e cair de lado, deixando uma mancha vermelha na parede.
Sorri, escondendo a navalha e com Jeremy ao meu lado abri a porta, sussurrando para mim mesma, uma antiga canção.
Deixe a escuridão fazer o que ela faz de melhor!
E francamente, nós sabemos o que fazer.
– Temos ume excelente plano para escaparmos daqui, e ao mesmo tempo dar ma lição, nessa cidadezinha que se acha tão "normal" -Chelsea sorria de forma muito suspeita, enquanto Julian compartilhava da atmosfera sinistra, observei que Stevan não estava por perto, Jeremy sorriu, limpando uma de suas navalhas na parede branca do corredor.
– Nosso amigo Stev está preparando a festa -isso me fez arcar as sobrancelhas, eu sentia o cheiro de confusão e histeria no ar.
E tinha um cheiro excelente. Me permeti sorrir, enquanto corriamos como os loucos que somos, pelo corredor ainda vazio.
E agora, que portões do manicômio se abram.

Notas finais
~*Psicoterapia agora tenho olhos que brilham ...tomem cuidado com os "olhinhos brilhantes", você pode pensar que é paixão, mas talvez seja só mais um killer a espreita ~~