Killer
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Notas iniciais
Você vai perder a sua alma
Esta noite, esta noite
Oh, você vai perder o controle, esta noite
Acordo pela manhã e por fim
Coloco meus sonhos de lado
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Depois de contar meu “plano” para Julian ele arregalou os olhos, mas não contestou, enquanto caminhávamos até a residência dos Watson eu apenas ia imaginando que, sim eu realmente estava prestes a me tornar uma serial killer juvenil.
E não pretendia parar tão cedo, não quando o assunto era meu Oliver.
– Você entendeu –sussurrei enquanto meus olhos miravam a velha casa dos Watson, casa da qual nunca fiquei muito tempo, afinal Hanna sempre me achava uma “sombra ruim e do mal” é, agora talvez faça sentindo. Eles moravam apenas dois quarteirões de distância da minha casa, por isso eu contava com Julian.
O garoto nem se quer parecia nervoso.
– Sim, já participei de coisas parecidas com o Dark Carnival –ele abriu um sorrisinho ajeitando o moletom –Mas tem certeza de que esse garoto não vai gritar, quando um total estranho aparecer na janela? Não me dou bem com crianças, ainda mais crianças gritando.
– Só diga que é um amigo meu, ele confia em mim –sorri com esse pensamento, eu iria tira-lo daquele inferno –Leve para casa dos meus pais, diga para Oliver dizer a eles que estava com saudades e fugiu pela janela, ele já fez isso.
Julian assentiu, sem perguntar mais nada e com a agilidade de um gato cortou o gramado e sumiu das minhas vistas- eu nem conseguia acreditar que esse casal podre frequentavam tão assiduamente a igreja e depois cometiam adultério e espancavam o próprio filho, espero muito que Deus tenha piedade da alma deles, pois eu não terei.
Passou alguns minutos, até eu conseguir ver Julian como um vulto negro segurando a mão de Oliver, que usava um pijama azul cheio de pequenos desenhos de naves espaciais e um pequeno E.T de pelúcia em um dos braços, sei lá o que Julian falou pra ele, mas enquanto os dois corriam para fora do gramado, Oliver ria.
Isso era bom, porque agora –depois de discretamente Julian fazer sinal de positivo- era minha vez de rir.
**
Escalei com facilidade a jardineira que ficava logo abaixo da janela do Oliver, cai para dentro do quarto azul dele, e apenas sorri sentindo o cheiro familiar do meu garotinho –sem querer dar uma de nostálgica, abri com facilidade a passos e caminhei pelo corredor, descendo em passos silenciosos as escadas, o casal Watson estavam no meio de uma fervorosa discussão, contendo todo tipo de palavrão que se pode imaginar.
Isso me deixou com um pouquinho mais de raiva, que tipo de educação essas larvas querem dar a ele. Bufei, andando sem problema até a cozinha e observando o balcão, cantarolei enquanto abria o armário e do kit de primeiros socorros pegava uma fita, em seguida sorri olhando para aquela bela faca brilhante.
Isso teria que dar, pelo jeito meu veneno não seria usado hoje, mas sempre há outras vitimas.
Caminhei ainda cantarolando, até chegar na sala, eles nem se quer notaram minha presença, estavam quase se esmurrando, peguei o telefone e antes que eu passasse a faca no fio, houve silêncio, então Hanna esbravejou.
– O que faz aqui! O hospício te liberou mais cedo, saia da minha casa!
Apenas olhando na direção dos dois, passei a faca pelo fio e soltei uma risada escandalosa, caminhando em direção a janela e puxando as cortinas, eles estavam paralisados, pensando certamente “o que uma magrela pode fazer”, apenas abaixei a luz, brincando com a faca.
– O que eu faço aqui, eu sou o mal e vim fazer o serviço do diabo.
Daniel franziu o cenho, enquanto estava para caminhar até mim.
– Sua estúpida saia da minha casa.
– Ah não, agora que eu quero começar a diversão –apenas sorri, e rapidamente peguei o taco que estava atrás do sofá e com toda minha força acertei sua cabeça, o fazendo cuspir sangue e cair nos pés de Hanna, que antes que gritasse foi a próxima. Senti um jato de sangue espirrar em meu rosto, apenas fiz uma careta, passando a mão na minha bochecha, os encarando sentir absolutamente nada. Que Nojo.
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Demorou alguns minutos até que acordassem, quando finalmente abriram os olhos, eu estava deitada no sofá brincando com a faca entre os dedos, enquanto eles permaneciam amarrados um no outro, com a fita servindo de mordaça.
– Waw, finalmente acordarem, pensei que já tinham morrido –bocejei, amarrando o cabelo em um coque –Seria muito sem graça, afinal nem me diverti.
Eles tentaram gritar, mas ainda estavam atordoados, seus pares de olhos me encaravam com raiva e mais do que tudo medo, isso me deixou ainda mais esperta. Fiquei rapidamente de pé, andando na frente deles.
....-Então vocês gostam de bater em criancinhas, tsk coisa feia –com a mão livre acertei um tapa no rosto de Hanna, em seguida peguei a faca e tracei um rasgo ali, fazendo a mesma lacrimejar enquanto batia os pés –Sua vadia, e você seu velho porco –enquanto Hanna choramingava, cheguei perto de Daniel, pisando com força nos seus países baixos, em seguida fazendo o mesmo processo em seu rosto, mas colocando a ponta da faca na sua garganta e apertando –Awwn, como o resmungos de vocês me deixa eufórica.
Gostaria de continuar com uma tortura mais longa, mas não queria que eles morressem rapidamente –depois de fazer rasgos em toda parte do corpo deles, brinquei com seus dedos, os arrancando para fora e chutando para longe- cada lagrima me fazia querer sorrir, por fim puxei o cabelo de Daniel para cima enquanto lentamente passava a faca na sua garganta e sentia cada nervo, cada veia se esticar até o ponto de sua cabeça tombar de lado. Hanna gritou, apenas fiz o mesmo, apenas peguei a faca e afundei em seu abdómen a fazendo me encarar com os olhos vidrados, fiz uma careta, ardia a mão cada vez que a faca acertava o osso.
Por fim fiquei de pé, analisando minha obra de arte pintada com tinta humana, tinha dado um bom resultado. Peguei a faca, e apenas sorri, dando um chute em cada um e passando por eles, dando uma última olhada para trás.
– A sua reserva no inferno foi feita com sucesso, tenham uma boa noite.
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Abri os olhos e pensei que tudo aquilo foi um sonho, então percebi minha jaqueta manchada de sangue e um pequeno bilhete dobrado cuidadosamente colocado acima do meu criado mudo, fiz uma careta sorrindo para o sol que se infiltrava por entre as cortinas pálidas e batia em meu rosto.
Me espreguicei, wow ótima noite.
– Outch sua vaca voadora! Porque trancou o quarto –resmungou Sabrina, enquanto dava batidas insistentes na porta, sorri me voltando a deitar.
– Para você não entrar, pensei que isso era meio óbvio drama queen.
– Ain, isso dói ...sorte que gosto de você –ela riu, então ouvi seus passos sumirem, apenas me sentei novamente pegando o pequeno bilhete e me lembrando de ontem, quando me encontrei com Julian, e ele me abriu um sorrisinho perverso.
– Caramba, esse garoto é mesmo muito esperto –então me entregou o bilhete, e o que estava escrito ali simplesmente me deixou de boca aberta, era a letra cursiva de Oliver, que apesar de ter 9 anos, tinha a letra mais bonita que a minha;
Faça um bom trabalho Am, quem sabe logo poderemos ser irmãos de verdade.
Isso me pegou totalmente de surpresa, afinal ...Oliver não era assim tão inocente ou tão fraco como sempre pensei.
**
Encarava a maça, decidindo qual dos lados dela parecia mais apetitosa para se dar uma mordida, estava prestes e pregar os dentes ali, quando um beijo gelado na minha bochecha me pega desprevenida, arco as sobrancelhas para Jeremy, colocando um dedo em seu peito e o empurrando para longe.
– Você adora mesmo ser odiado, certo?
Ele ri, mordendo a minha maça e dando de ombros.
– Só faço meu trabalho minha cara -então ele arcou uma das sobrancelhas escuras, e deixou os olhos divertidos e gélidos passarem sobre mim –Mas você também faz seu trabalho muito bem.
Antes que eu falasse algo, um jornal caiu sobre minha cabeça, olhei na direção em que o Dark Carnival apareceu, cada um pegando uma cadeira para se sentar, Julian parecia de certa forma bem “leve” essa manhã, Stevan assoviou e apontou um dedo na minha direção.
– Você, caramba acho que tenho medo de você.
– E só agora você acha isso –sorri dando um tapa na mão de Jeremy e pegando minha maça de volta, Chelsea riu deitando a cabeça nos ombros de Julian, enquanto eu percebia que o caso “Watson já tinha virado manchete” ...e ainda de segunda página, puff.
– Eu sei, ou melhor nós sabemos o que você andou fazendo, e não Julian não disse nada – ela riu, enquanto o garoto de olhos fechados assentia –Mas você sabe, casal Watson + Oliver = Amanda, wow você foi tão cruel, fiquei com uma invejinha boa.
Apenas fiz uma careta.
– Eles estavam machucando Oliver, não aceito que ninguém coloque um dedo sujo nele –apenas sorri nessa última fala, fazendo todos sorrirem, até que Jeremy levou as mãos aos cabelos e soltou uma risada escandalosa, fazendo alguns olhares virarem em sua direção, ele só me assoprou um beijo.
– Acho que você é a segunda pessoa na minha lista de “ lembre-se de amar”
Rolei os olhos, enquanto jogava um pedaço de maça em sua direção.
– E quem seria a primeira?
– Não é óbvio, eu mesmo, eu sou tão apaixonante que olhar para meu próprio reflexo é meio que dolorido, porque não posso me auto pegar.
– Nossa, você é mesmo um anormal de primeira –Stevan argumentou, logo todos estavam numa discussão sobre a “gostosura” de Jeremy, coisa que eu realmente prefiro ficar de fora.
Estava viajando, quando vi Frank se aproximar, junto dele Sabrina e Bonnie, havia um misto de preocupação e divertimento em seus olhos tão diferentes, me coloquei de pé, assim que eles se aproximaram, Frank todo cordial sorriu.
– Esquisitos –cumprimentou ele com um aceno de cabeça, Jeremy sorriu e acenou.
– Garoto-hamster –Frank apenas rolou os olhos, Bonnie abriu um bocejo.
– Do que estavam falando, vocês todos reunidos deve ser um papo bem louco –comentou, Chelsea assentiu, fazendo mechas do seu cabelo laranja cair acima dos olhos.
– Sim, sobre o quanto Jeremy é estrupavel level hard, eu realmente pegaria só os olhos, mas vai saber, pessoas como Nikola gostam do corpo todo.
Sabrina fez uma careta, enquanto arcava as sobrancelhas, e ficava com as bochechas da cor dos cabelos rosados.
– Uuuu precisamos realmente responder isso.
– Ah pelo amor que isso –soltei por fim –eram apenas 7:15 de uma manhã de sábado, Jeremy e toda sua sexualidade fica pra depois- então olhei firmemente para os três –O que estão escondendo? Sinto cheiro de segredo e cheira a biscoito.
Frank pareceu se lembrar de algo.
– Ah sim, seus pais estão aqui e querem ter um papo com você.
Apenas abri um sorriso de canto, enquanto caminhava para longe. Seria um papo muito interessante, e eu quero Oliver como meu novo irmãozinho!
Afinal, não fiz isso tudo por nada.
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