Killer

10 Doce Pesadelo


Notas iniciais
Sobre este capítulo... Nada a declarar rsrs quero que leiam e me digam depois o que acharam. Divirtam-se!

[Loren P.O.V.]

Não sei dizer se foi o susto ou se foi simplesmente o azul dos olhos dele que me fez o meu raciocínio ficar mais lento, mas eu me perdi observando-o e eu mal consegui ouvir o que ele havia dito.

– O que foi que disse? – perguntei depois de uns bons cinco segundos, sentindo-me uma grande pateta por não conseguir pensar rápido o bastante.

– Eu disse que me chamo Bryan. – ele repetiu, sorrindo – Qual é o seu nome?

– Loren.– respondi sentindo minhas mãos suarem – Eu me chamo Loren. E você?

Meio segundo depois dei um pequeno tapa em minha própria testa, amaldiçoando-me por ter perguntado aquilo, afinal, ele já havia me dito o nome dele. Duas vezes.

– Bryan. – ele disse novamente, parecendo se divertir com minha falta de atenção.

– Sim. Eu sei. Você já havia dito. Não sei por que perguntei de novo. – desviei os olhos dos dele e me virei para a porta de aço do quarto, encostando minha testa nela para ver se me concentrava melhor assim.

Eu nunca havia visto olhos tão bonitos quanto aqueles, muito menos acompanhados de um sorriso tão perfeito. Era difícil me concentrar com aquele garoto por perto e, por alguma razão, ele me deixava nervosa.

Respirei fundo algumas vezes e depois voltei a olhar para ele.

– Desculpe. – abri um sorriso tímido – Acho que o choque deixou o meu raciocínio mais lento.

– Machucaram você. – disse ele, e não era uma pergunta.

Ele olhava para as marcas vermelhas em meus pulsos quase como se pudesse sentir ele mesmo a dor daqueles ferimentos.

– Ah, isso? – passei os dedos sobre as marcas, sentindo como estavam ásperas – Não é nada demais.

Ele se aproximou de mim e segurou meus pulsos, analisando as marcas, mas logo depois seus olhos se voltaram para a lateral de meu pescoço e ele ergueu uma das mãos para o tocar o local, fazendo eu me encolher um pouco por causa do formigamento que ainda pairava por ali desde que Janete havia me atingido com o taser.

– Dói? – ele questionou, retirando a mão de meu pescoço e, estranhamente, eu senti falta do calor dos dedos dele em minha pele no mesmo instante em que ele os afastou.

– Na verdade, não dói. Só é... meio incômodo. – respondi em baixa.

O olhar dele se voltou novamente para os meus pulsos.

– Isso aí não parece ser “nada demais”. – ele concluiu – Não deveriam ter feito um curativo ou, quem sabe, te dado alguma pomada?

– Bem... Acho que sim, mas me disseram que essas marcas sumiriam em breve.

Ele riu.

Não sei dizer se foi um riso de deboche ou não, mas foi o que me pareceu.

– Em breve é algo muito relativo. – ele lançou um ultimo olhar para os meus pulsos e voltou para o seu canto da sala.

Ignorei seu comentário e escondi os pulsos atrás das costas. Eu realmente esperava que o “em breve” de Isaac fosse algo em curto prazo, tipo um dia ou dois, no máximo.

– E então, Bryan, que lugar é esse? – perguntei mudando de assunto e passando as mãos pela parede branca e fofa.

Ele repetiu meu gesto, pousando a mão direita sobre a parede branca e deixando-a escorregar lentamente por aquela superfície.

– Alguns chamam de sala de reabilitação, outros de quarto branco, outros de solitária. – ele deu de ombros – A maior parte prefere chamar de inferno, mas a escolha é sua.

– Ah. – eu disse apenas. Não há melhor que levar um choque e depois ser trancafiada em uma espécie de inferno do hospital psiquiátrico para alegrar o seu dia...

Acho que eu me sentiria muito mais tranquila se ele tivesse dito apenas que não sabia onde estávamos, mas depois reparei que uma dos adjetivos que ele usou para descrever aquele lugar foi “solitária” e aquilo me deixou confusa.

– Ei, você disse que algumas pessoas chamam esse lugar de solitária, não é? – indaguei e ele assentiu – Isso não faz muito sentido, sabe? Se é para ser uma solitária, então porque nós dois estamos aqui?

Ele pensou por um instante.

– Acho que é porque os Cães de Guarda se esqueceram de que já havia alguém aqui.

– Eles fazem isso com muita frequência?

– Não. – ele riu – Acho que você deve ter enlouquecido todo mundo lá fora.

– Só um pouco. – respondi com uma expressão satisfeita e, só então, me ocorreu que eu estava no meio de uma conversa totalmente sã com alguém que deveria ser totalmente louco. Afinal, porque outro motivo aquele garoto teria sido mandado para o Saint Auguste. Ele podia ser algum tipo de psicopata.

Afastei-me alguns centímetros para longe e o observei com um pouco mais de atenção, medindo-o a distância.

– Porque está aqui, Bryan? – questionei tentando não deixar transparecer qualquer tipo de suspeita ou nervosismo em minha voz – O que você aprontou para ter vindo parar aqui no Saint Auguste?

Um pequeno sorriso surgiu no canto de seus lábios e ele se virou para mim lentamente.

– Você nunca vai saber. – foi tudo o que ele disse e aquele nervosismo dentro de mim aumentou.

– Porque não?

– Porque se eu te contasse teria que te matar.

Engoli em seco, sentindo um arrepio percorrer meu corpo. Bryan virou-se para a parede novamente e eu me sentei no chão fofo daquela sala, praticamente me encolhendo no canto mais afastado dele, enquanto me perguntava por quanto tempo eu ficaria presa ali. Só esperava que a resposta não fosse ruim.

Bobagem. Eu já devia saber que a resposta seria ruim.

Com o passar das horas, fui sentindo meu estômago protestar pela falta de alimento, e meu corpo doer por não consegui achar posições confortáveis. Bryan, ao contrário, parecia totalmente à vontade. Tudo o que havia feito no tempo em que ficamos naquela sala fora mudar de posição duas vezes e agora estava deitado de barriga para cima, com os braços cruzados atrás da cabeça, encarando o teto branco como alguém que se deita na relva para encarar o céu estrelado.

– Quanto tempo mais nós vamos ficar aqui? – perguntei, desabando no chão desconsolada – Faz horas que nos trancaram aqui. Eu estou faminta!

– Janete só vai voltar amanhã. – Bryan respondeu, tranquilamente – Acho melhor não ficar contando os segundos para sair ou comer.

Olhei para ele horrorizada.

– Como pode ficar tão tranquilo? Você não está com fome, nem nada? – perguntei, tentando não levar em conta outras necessidades como ir ao banheiro, por exemplo.

A sala não possuía nenhum sanitário e eu não acreditava que minha bexiga fosse ficar quieta até o dia seguinte.

Bryan começou a rir.

– Não sei por que você está aqui, Loren.

– Porque eu me recusei a tomar a medicação e fiz uma bagunça lá fora. – respondi, sem entender o porquê de tanto riso.

– Não estou falando do porque de estar nesta sala. Refiro-me a este lugar. – ele fez um gesto abrangente – Você não é louca. Não devia estar aqui.

– Bem, se serve de consolo, você também não parece ser louco. – observei, levando em conta que, até o momento, todas as atitudes dele pareciam bem normais para mim.

– Há quem discorde. – ele respondeu ainda encarando o teto.

– Os Cães de Guarda? – questionei usando a mesma expressão que ele havia usado antes para referir-se aos enfermeiros – Tenho quase certeza que eles não sabem de nada.

– Não falei deles. – Bryan me corrigiu.

Esperei que ele continuasse a falar, mas ele terminou a explicação por ali mesmo, deixando-me frustrada e curiosa.

– Falou de quem então? – tentei incentivá-lo a continuar, mas ele não respondeu nada, então soltei um suspiro pesado – Se me contar terá que me matar?

– É.

Deixei que a conversa terminasse por ali, porque ele não parecia estar brincando quanto aquilo, mas a curiosidade fazia minha língua coçar com a necessidade de fazer mais perguntas. O que ele havia feito para ser trancafiado no Saint Auguste? Será que ele era algum tipo de psicopata condenado pela justiça? Será que tinha sido maltratado pelos pais e depois tinha surtado e decidido matar os dois? Será que ele havia assassinado um dos seus melhores amigos durante uma festa assim como eu? Bem, provavelmente essa última opção só se aplicava a mim.

Eu ainda estava perdida em pensamentos quando, de repente, todas as luzes se apagaram, deixando-nos na mais completa escuridão. Entrei em pânico no mesmo instante.

– O que está acontecendo? – perguntei pondo-me de pé e tateando a parede às cegas – O que vão fazer com a gente?

– São sete horas. – disse Bryan e sua voz era tão calma quanto antes.

– E daí que são sete horas? – perguntei ainda em pânico.

– As luzes se apagam às sete. – ele esclareceu e eu parei de tatear a parede, sentindo meu coração voltar ao ritmo normal gradativamente.

Janette havia me dito algo em relação a isso, mas depois de toda a confusão em que me meti, eu havia me esquecido completamente desse detalhe. Se Bryan não estivesse ali para me alertar, provavelmente eu ainda estaria desesperada, tateando a parede à procura uma forma de escapar daquela sala.

– Hora de dormir, Loren. – ouvi a voz de Bryan soar a distância e assentir, deitando-me no chão novamente.

Era estranho ter de dormir sem uma cama e um lençol, mas eu não precisei me preocupar com isso porque não consegui dormir. Podia ser a hora do toque de recolher no Saint Auguste, mas ainda havia atividade suficiente naquele lugar para me assustar a cada dois minutos. Era possível ouvir os passos dos enfermeiros e guardas ecoarem pelos corredores e o barulho que alguns dos pacientes mais hiperativos faziam em seus quartos. Sem falar dos ruídos de portas e grades rangendo e do vento forte que parecia açoitar as árvores lá fora.

Aquele lugar era como um daqueles hospícios assombrados dos filmes de terror e me fazia pensar que, a qualquer minuto, algum ser sombrio voaria sobre mim disposto a arrancar a minhas entranhas e pintar a parede de espumas brancas com o meu sangue. Era uma sensação assustadora e que parecia não se extinguir mesmo quando eu me encolhia por completo em meu canto.

– Bryan. – chamei, praticamente choramingando como uma criança assustada.

Depois de ele ter, de certo modo, ameaçado me matar, o mais correto era que eu mantivesse a maior distância possível entre nós naquela sala, mas entre um possível psicopata e o medo de que uma criatura sombria estivesse se preparando para me matar, eu preferia ficar com o possível psicopata.

– Diga. – disse ele, com sua voz calma de sempre.

– Não consigo dormir. – confessei – Estou com medo. Morrendo de medo.

– Está morrendo de medo de que?

– De tudo. – respondi exasperada – Medo do escuro. Medo dos barulhos infernais desse lugar. Medo de que uma criatura apareça e puxe o meu pé. Eu sei lá. Eu estou com medo de tudo aqui.

– Nenhuma criatura vai aparecer para puxar o seu pé.

– Eu sei, mas... Eu não consigo parar de pensar nisso. – reclamei e tenho certeza que eu estava fazendo um biquinho de choro.

Houve um segundo de silêncio, onde eu só conseguia ouvir o som pesado da minha própria respiração e depois ouvi passos leves se aproximarem de mim. Logo em seguida, senti o chão fofo ao meu lado se afundar um pouco sob o peso do corpo de Bryan.

Ele se deitou ao meu lado e eu quase arfei quando ele passou um braço ao redor de minha cintura e me puxou para perto.

– Melhor agora? – ele sussurrou em meu ouvido. E se antes eu não conseguia dormir por causa do medo, agora era por causa da eletricidade que percorria meu corpo.

Meu coração batia tão forte em meu peito que eu tinha certeza que, além de senti-lo, Bryan podia ouvi-lo também. Passei às costas da mão contra a testa, enxugando um pouco do suor que começava a brotar ali por causa do calor intenso que, de repente, me invadiu e inspirei profundamente.

Eu já não conseguia mais controlar direito a minha respiração e começava a me sentir sem fôlego, como se fosse uma claustrofóbica presa num elevador com defeito.

– Está tudo bem? – Bryan perguntou e o tom de sua voz sugeria que havia um pequeno sorriso estampado em seus lábios.

Droga!

Me desvencilhei dele e me afastei um pouco, sentando-me em seguida. Era simplesmente uma porcaria o fato de a única ventilação ali ficar a metros de altura acima de nós. Eu precisava de ar.

– Loren? – Bryan me chamou, cauteloso.

– O que foi? – perguntei desanimada.

– Algum problema? – ele pareceu realmente preocupado.

Sim, havia um problema. Um grande problema, aliás. Eu estava me sentindo atraída por ele de uma forma que nunca havia acontecido comigo antes. Era estranho e vergonhoso, mas eu queria agarrá-lo e sentir cada centímetro do corpo dele junto ao meu naquele momento. E isso era terrível!

Primeiro porque eu não o conhecia e, segundo, porque ele provavelmente era um psicopata. Um psicopata sedutor, de belos olhos azuis, sorriso perfeito e corpo atraente... Mas o que estava dizendo?! Eu não deveria estar pensando nisso.

– Loren? – ele me chamou de novo, dessa vez aproximando-se de mim e colocando a mão sobre a minha no chão.

Foi a gota d’água.

Já podiam assinar o meu atestado de doença mental incurável e colocar no meu prontuário que eu deveria tomar o dobro da medição, porque eu nem parei para pensar na loucura que estava fazendo. Apenas me inclinei em direção ao corpo de Bryan, de encontro aos seus lábios macios e o beijei profundamente.

Imaginei que ele se afastaria de mim um segundo depois – e depois ameaçaria me matar de novo –, mas ele apenas retribuiu ao meu beijo, retirando a mão de minha mão e acariciando meu rosto.

Sei lá o que diabos deu em mim ou que raios de atração maluca era aquela, mas eu simplesmente me inclinei para trás e me deitei no chão e puxando Bryan para cima de mim. Ele não ofereceu nenhuma resistência e senti seu corpo quente cobrir o meu como um cobertor.

Logo sua mão estava sob minha blusa, segurando minha cintura com firmeza e, assim como ele, deslizei minhas mãos para baixo de sua camiseta, arranhando carinhosamente suas costas. Foi o que bastou para ele intensificar nosso beijo e se atrever a guiar sua mão um pouco mais para cima de minha cintura, deixando que seus dedos roçassem nas laterais de meus seios.

Meu coração começou a bater ainda mais rápido e me arrepiei com aquele simples toque, mas antes que eu pudesse perder totalmente a cabeça, Bryan retirou as mãos de debaixo de minha blusa e praticamente voou para longe de mim.

– Eu não posso fazer isso. – ele disse parecendo realmente alarmado e, logo em seguida, a vergonha desceu sobre mim como um peso.

O que diabos eu estava fazendo?

Ajeitei minha camiseta e voltei a me encolher no meu canto, com a cabeça fervilhando de pensamentos.

Eu não o conhecia. Ele podia ser um psicopata. Talvez fosse um assassino de mulheres. Talvez tivesse matado os próprios pais e o bichinho de estimação! Meu Deus, eu devia estar mesmo louca. O que mais poderia explicar essa estranha atração que eu estava sentindo por aquele cara, sem falar naquela sensação esquisita e, diga-se de passagem, totalmente sem sentido de que eu já o tinha visto antes ou de que eu já o conhecia. Isso era uma loucura total.

Fechei os olhos, completamente furiosa e decepcionada comigo mesma e me obriguei dormir. Agora pouco me importava se um monstro qualquer aparecesse e devorasse minhas entranhas. Qualquer coisa era melhor que a vergonha pela qual eu havia passado. Eu devia ter tomado a maldita medicação e me alimentado. Se tivesse apenas feito isso, agora eu estaria em meu quarto, sozinha, deitada numa cama nada confortável, mas pelo menos não estaria com fome e não teria beijado um completo desconhecido e psicopata em potencial.

Bryan continuou em silêncio em seu canto, tão quieto que era quase como se ele nem estivesse mais e não demorou até eu cair no sono depois disso.

Acordei com o barulho de uma porta de metal se movendo e abri os olhos, ainda sonolenta, vi Janete adentrar no quarto na companhia de Terry Steves, que segurava uma bandeja com comida.

– Espero que esteja mais calma agora, pois estou sem paciência para suas gracinhas e posso deixá-la aqui por mais três dias sem comida ou água, caso seja necessário. – disse Janete com seu tom mau humorado.

Sentei-me devagar e senti meu estômago e minha garganta doerem. Eu sabia perfeitamente que Janete seria capaz de fazer o que havia dito e, mais três dias sem comida ou água, eu não aguentaria. Nenhum ser humano aguentaria.

– Não vou tentar nada. Eu juro. – assegurei, sentindo meu estômago revirar por causa da fome.

– Ótimo. – ela abriu um sorrisinho malvado – Tome a medicação antes.

Mais uma vez, ela pegou o copinho descartável com as pílulas amarela e vermelha e um copo d’água e os estendeu para mim.

Dessa vez, eu os segurei e engoli as pílulas sem objeção. Elas desceram rasgando por minha garganta e pude senti-las caindo em meu estômago vazio. Fiz uma careta e estendi o copo d’água para Janete.

Foi Steves quem o pegou e Janete se aproximou de mim com uma pequena lanterna, segurando meu queixo sem nenhuma delicadeza e fazendo-me abrir a boca para examiná-la.

– Muito bem. – ela disse, satisfeita – Agora pode comer.

Steves depositou a bandeja perto de mim e, rapidamente, ataquei o sanduíche e o suco que havia nela. Não saciei completamente minha fome, mas me sentia melhor e aquilo bastava, por hora.

– Ela precisa de um banho. – disse Steves e eu me cheirei discretamente para ver se meu cheiro estava assim tão ruim.

– Vou levá-la para o chuveiro e depois para a recreação. Ela precisa esticar as pernas um pouco.

Steves assentiu, recolheu a bandeja e se retirou dali rapidamente. Janete, por sua vez, me estendeu uma daquelas algemas que pareciam lacres de plástico.

– Venha! – disse ela – E não tente nenhuma gracinha.

Suspirei e, devagar, andei até ela, virando-me de costas para que ela pudesse me algemar. Só então, olhei para o quarto e percebi que estava vazio. Bryan não estava mais ali.

– Já retiraram o garoto daqui? – perguntei.

Janete terminou de me algemar e olhou para dentro do quarto vazio, vistoriando cada canto dele.

– Que garoto? – ela perguntou franzindo o cenho.

– Aquele que estava aqui comigo ontem à noite. – expliquei – Você sabe quem é. O que cara que estava nesse quarto antes de me trazerem para cá.

– Não havia ninguém nesse quarto além de você.

Eu a encarei descrente.

– Claro que havia.

Janete me olhou com curiosidade por um instante e depois abriu um sorriso macabro.

– Ah, sim, claro que havia. O nome dele era Peter Pan. – disse ela ironicamente e depois fechou a cara para mim – Agora vamos.

Notas finais
E então, o que têm a dizer? Gostaram? Odiaram? Querem me matar? rsrs espero reviews. Beijos e até o próximo.