Kill or die
2 Sobreviventes
a cidade agora pertencia aos mortos
estava tudo um caos, não dava pra acreditar. Ainda não tinha entendido o que estávamos fazendo lá mas tudo bem. Entramos em um hotel e coloquei minhas coisas em um quarto.
Meu pai havia saído para vigiar o perímetro, logo observamos uma horda de mordedores ou mortos vivos se aproximando. eram uns 30 deles, acho que foram atraídos pelo barulho. Ainda não peguei o ''jeito'' do extinto de sobrevivência mas minha mira é boa se o caso for atirar.
Minha mãe estava estranha, parecia que tinha um plano, ala nunca foi minha ''melhor amiga'' como de adolescentes normais de 14 anos como eu, sempre fui chegada mais ao meu pai, eu realmente acho que não faço o tipo de menina patricinha. Bem... minha mãe mandou eu chamar meu pai, rápido!
–Pai!!! vem logo, um bando está se aproximando!!
e ele não dava resposta. e pensei: ''puta que pariu, cadê meu pai?''
Eu não sou tonta de sair por aí nas ruas de Atlanta com boas intensões, então peguei uma arma Colt Python com tambor de 6 balas e uma faca para procurar meu pai.
O bando estava muito perto então resolvi entrar, minha mãe já tinha trancado as portas e eu fiquei gritando do lado de fora:
–Mãe!! abre a porta!!! o Papai sumiu!!! socorro!! — chutando e dando socos.
Resolvi tomar a melhor atitude da minha vida, CORRER.
Eu corri muito daqueles filhos da puta, peguei uma estrada de terra bem grande, parecia não ter fim. havia um vale do lado da estrada. e enquanto andava, estava pensando: ''e o meu pai? e a minha mãe? eles vão sobreviver? será que eles estão vivos?''. E sem perceber as lágrimas começaram rolar pelomeu rosto. Caminhei por horas até que resolvi sentar no meio da estrada com a cabeça no meio dos joelhos, pelo ao menos, se aparecesse alguma criatura eu iria ouvir. Em algum momento apontei a arma destravada para a minha cabeça, mas resolvi continuar lutando pra viver.
Avistei um carro se aproximando
–eu estou delirando...
o carro parou e um garoto com chapéu de cowboy desceu do banco de trás, haviam umas 5 ou 4 pessoas.
–Ei! Você!- disse ele apontando a arma pra mim
Fiquei quieta, em estado de choque. Ele se aproximou, viu minha arma, minha faca...
–Fique calma, qual o seu nome?- abaixou a arma
–Emily... Emily Allen
O garoto tinha cara de ser da minha idade, era um pouco mais alto que eu e tinha os olhos mais lindos que eu ja vi na minha vida, eram azuis.
–Vem. Entra no carro. -me ajudou a levantar e fomos. sentei no banco de trás onde havia uma mulher negra com dreads e o garoto, no banco da frente havia um cara segurando uma besta. O ''motorista'' logo foi questionando:
–Qual o seu nome?
–Emily Allen
–Okay Emily, vou te fazer 3 perguntas, você deve me responder com sinceridade. Quantos Walkers já matou?
–Walkers?- acho que ele se referiu a essas criaturas mordedoras, walkers...- por enquanto nenhum.
o cara da besta riu alto:
–não precisa mentir, todos nó já matamos pelo ao menos 1 na vida
–Acabei de sair de Nashville com os meus pais, não estou mentindo, há poucas semanas que a cidade foi atacada, acho que eles fugiram pra atlanta pensando que iria estar tudo bem.
Então ele continuou:
–2 pergunta. quantas pessoas já matou?
–nenhuma
–Por que?
–ainda não tive nehum motivo pra fazer isso com alguém- encostei a cabeça no vidro do carro.
A mulher dos dreads foi direto ao ponto:
–Onde estão seus pais?
–Tomamos um hotel como abrigo assim que chegamos em atlanta, um bando de walkers estavam se aproximando e já era.
–Eu sou Michonne, esse aqui é o Carl — disse apontando para o menino dos olhos azuis — o cara do volante é o Rick e o passageiro é Daryl.
–Muito obrigada, não sei como agradecer o que fizeram.-respondi com cara de alívio. O garoto não parava de me encarar.
#continua
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