Kill For Love
2 Old Friend
Acordo, minha visão ainda é confusa, estou deitada em uma cama aparentemente velha, pelo ranger ao me mexer, com um colchão de solteiro duro, a manta que cobre o meu corpo é vermelha, vermelho, sangue, lembro da noite passada, será que era passada? Por quanto tempo eu dormia? As lembranças me causam um choque, sento-me no objetivo de descobrir onde estou. Um homem, de aparentemente 50 anos entra no quarto.
— Belo trabalho ontem, sorte a sua que eu estava voltando de viagem e a encontrei no meio da estrada.
O olho confusa, o que ele quis dizer com “Bom trabalho”? Presto atenção em cada detalhe do seu rosto, é o meu amo, mas a quanto tempo eu não o via, cinco, talvez seis anos, ele ainda parecia velho como eu me lembrava, com aquele olhar doce e ao mesmo tempo maligno. Lembro da dor que senti quando ele partiu, mas logo aprendi a viver com a solidão.
— Matthew? – Pergunto
— Você sabe que pode me chamar de Matt.
— É...hm... – Gaguejo
— Eu sei o que você fez ontem com o ex-sócio do seu pai.
— Eu...Eu... – Continuo gaguejando.
— Sei muito bem os seus motivos, minha querida. – Ele senta ao meu lado e acaricia meus cabelos, como fazia quando era pequena e ficava triste. – E é por isso que estou aqui para ajudá-la. Sempre disse que você tem uma habilidade linda para matar, lembra disso?
Fico confusa, é claro que me lembro, lembro-me de todas as histórias que ele me contava quando pequena, que para muitas crianças poderiam ser horríveis, mas para mim eram lindas, sangue, morte, gosto estranho, seria mais uma característica do meu caráter infeliz? Mas o que ele queira dizer em me ajudar? Desde que levantara eu não havia dito uma palavra, apenas sílabas perdidas em pensamentos, precisava me recompor.
— Você se vai em um dos momentos mais infelizes da minha vida e reaparece em um pior ainda, certo? – Indago e ele apenas concorda com a cabeça – Coincidência isso?
— Não, pequena. Destino – Diz ele, usando o tom paternal de sempre.
— Não sou mais pequena, não sei se percebeu isso. – Sorrio sarcasticamente – Agora me explique que palhaçada é essa de me ajudar.
— Sim, vejo que não é mais pequena, mas será sempre a filha que eu não tive.
— Me responda o que realmente interessa, por favor – Peço friamente.
— Igualzinha ao seu pai. Vejo que a maçã não cai muito longe da árvore – Continuo o olhando, esperando a resposta para minha indagação e ele finalmente cede – A tal “palhaçada” é simples. Vingança. Você sabe o que ele e os outros fizeram aos seus pais, e sucessivamente a você, e eu me importo. Quando parti, foi para planejar o que faríamos, estava esperando que você estivesse pronta, e agora vejo que está.
— Quer dizer que partiu para me ajudar?
— Podemos dizer que sim.
— Você continua louco.
— E você agora é uma assassina, e é só o começo da carreira.
— Você quer que eu mate todos eles.
— Simples, não é?
— E se eu não quiser?
— Já era, menina. – Até sendo “grosso” ele continuava maternal – Matou um, agora é procurada, melhor terminar a sua vingança do que ser presa não é?
— O que quer dizer com isso?
— Que a polícia chega aqui em cinco minutos, e se você não correr para chegar na casa da lagoa, você será presa. Eles sabem que foi você que matou o Sr.Anders e já estão a caminho daqui.
— Estamos na antiga casa dos meus pais. – Afirmo, e lembranças envolveram minha mente – Quem disse que eu estava aqui? – Pergunto alarmada.
— Eu – Ele sorri – Me encontre lá – Ele continua sorrindo. Ouço de longe a sirene do carro da polícia.
— Seu... – Tento xingá-lo, revoltada.
— Olhe a boca, pequena.
— EU TE MATO! – Prometo
Desço as escadas correndo, passo pela porta dos fundos até a garagem, pego o carro velho do velho e morto vovô Will, não está no nome da família Smith, então não desconfiarão, piso no acelerador e vou de encontro à casa do lago cortando caminho apenas confiando nas lembranças da infância.
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