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5 Capítulo 04 - Carnal
Quando chegaram à casa de Vincent, India colocou sua bolsa em cima do sofá. Ele tirou sua bata, revelando uma roupa como de qualquer outro homem. Camisa branca e calça marrom.
– Quer que eu faça algo pra comer? – Ela perguntou.
– Eu já fiz – Ele respondeu, colocando sua bata dobrada sobre uma cadeira – Não ficou muito bom, mas eu me viro.
– É estranho ver um padre usando roupas normais.
– Por quê? – Ele perguntou, sorrindo.
– Não é muito comum ver padres desfilando por aí de calça e camisa.
– Eu tenho uma vida normal como qualquer outro, só não pago impostos – Ele piscou um olho para ela e India sorriu.
– Você parece ser um cara legal, porque escolheu ser padre? – Ela brincou.
Ele achou engraçado.
– Você não conhece muitos padres, não?
– Quer dizer que todos são legais como você?
– Não mesmo.
Os dois sorriram.
– Ah, você vai precisar de lençóis – Ele disse, indo em direção ao quarto.
Quando voltou, trouxe um lençol branco e um travesseiro e colocou em cima do sofá.
– Sabe de uma coisa, acho melhor você dormir na minha cama.
– E isso não é contra as regras da igreja? – Ela brincou.
– Sozinha – Ele corrigiu e os dois caíram na gargalhada.
– Não, realmente não precisa.
– É muito frio aqui.
– Eu estou acostumada.
– Eu posso insistir a noite toda – Ele cruzou os braços.
Ela sorriu e balançou a cabeça em afirmação.
– Ok, mas só porque você está insistindo.
***
Já era madrugada, a casa estava mergulhada em um silêncio profundo e Vincent estava deitado no sofá, todo coberto, por causa do frio. A garotinha poderia estar em qualquer lugar. Poderia estar assassinando alguém naquele exato momento. Ele simplesmente não conseguiria dormir com aquele pensamento, ainda mais porque não poderia fazer nada para impedir.
– Ainda acordado? – Uma voz feminina perguntou. Era India. Ele não havia percebido que ela estava parada ali, observando-o.
– Oh, sim – Ele respondeu, desligando-se de seus pensamentos.
Sem acender a luz, apenas com a fraca luz do luar que entrava pela janela clareando a sala, ela se aproximou e sentou no sofá onde ele estava, perto de seus pés.
– Você está com medo? – Ele perguntou.
– Sim – Ela respondeu – Eu nunca me deparei com uma situação dessas.
– Não fique com medo, tudo vai se resolver, é só ter fé.
Ela sorriu, enquanto ele passava a mão sobre seus cabelos.
– Eu queria agradecer de verdade por me deixar ficar aqui.
– Eu sou um homem de Deus, é isso que homens de Deus fazem.
Ela levantou-se.
– Preciso beber água.
– Na cozinha – Ele disse – Tem copos na primeira prateleira.
– Obrigada.
India levantou-se e caminhou até a cozinha e Vincent percebeu que ela estava usando um vestido branco bem fino e com um pouco de transparência. O que estou fazendo? Ele se perguntou. Uma bela mulher com pouca roupa andando pela casa de um padre? Isso nunca seria permitido.
Quando ela voltou, parou e sorriu, olhando para ele.
– Eu vou voltar à dormir, boa noite... Ou o que resta dela.
– Você está com sono?
– Na verdade não.
– Fique aqui, vamos conversar, eu não consigo dormir.
– Claro – Ela sorriu, sentando no outro sofá, ao lado do dele.
– Então, India – Começou ele. Era a primeira vez que se referia à ela por esse nome e não Srta. Stark – Você tem filhos?
– Não – Ela respondeu, meio sem jeito – Eu não sou casada, mas e você, onde está sua família?
– Eu não tenho mais ninguém – O tom de sua voz era de tristeza – Sou filhos único e meus pais faleceram.
– Oh, sinto muito.
– Já faz muito tempo.
– Você nunca pensou em ter filhos e se casar?
– Na verdade, eu pensei, mas diante de tudo o que havia acontecido comigo, principalmente após a morte dos meus pais, percebi que o único caminho a seguir seria Deus.
O silêncio prevaleceu por alguns segundos, até India quebrar o gelo com uma pergunta bem humorada.
– Então quer dizer que todos os padres são virgens?
– O que? – Ele perguntou, sorrindo.
– Quer dizer, o que você teve que renunciar para se tornar um padre?
– Bem, eu tive que renunciar várias coisas, principalmente o álcool e os prazeres da carne – Era perceptível que ele estava sem jeito ao falar sobre isso. Ela, ao perceber, disse:
– Desculpa perguntar sobre isso.
Os dois riram e Vincent olhou para ela, percebendo o quão bela ela era. Seu belo sorriso tímido. Seus olhos brilhantes. India era linda. Mas o que ele parecia querer era proibido. Não acreditava que estava pensando aquilo, era um desrespeito com o Senhor, com sua fé.
– Vincent? – Ela perguntou, estalando seus dedos na frente do rosto dele.
– Ah, oi, desculpa – Ele voltou a si e ficou sem jeito por ter pensando aquilo – Estava meio desligado.
Os dois ficaram se olhando e sorrindo por alguns segundos. O coração de Vincent batia rapidamente dentro de seu peito. Nunca sentiu tanto medo.
India se aproximou e sentou-se ao lado dele. Colocou a mão na nuca dele e esperou que ele rejeitasse, mas não foi o que aconteceu. Ele também queria.
Quando os lábios dele encontraram os dela, Vincent sentiu o doce sabor do pecado. Aquilo era errado, mas era tão bom.
– Você realmente quer fazer isso? – Perguntou India, mas ele não respondeu nada, apenas voltou a beijá-la ferozmente.
Ela parou de beijá-lo por um momento e levantou-se. Andou até a porta do quarto e o chamou com um gesto com a mão. Ele prontamente obedeceu.
Os dois continuavam a troca de caricias em pé, ao lado da cama, quando Vincent parou.
– O que houve? – Ela perguntou – Você não gostou?
– Não – Ele estava com a mão na testa – É que... Nós não deveríamos fazer isso.
– Já está feito.
Ela tirou seu fino vestido branco, revelando curvas esbeltas. Vincent enrolou os braços na cintura dela e ela começou a desabotoar sua camisa.
India vestia apenas calcinha e sutiã pretos. Jogou a camisa branca dele no chão e o empurrou, fazendo-o cair na cama. Depois ficou por cima dele, com as pernas enroladas em sua cintura. Beijou-lhe novamente, enquanto tirava-lhe o cinto.
Ele tirou o sutiã preto que ela vestia e jogou para fora da cama. Era a primeira vez e tocava os seios de uma mulher. A calça marrom e a cueca de Vincent foram jogadas no chão, assim como a calcinha preta de India. Os dois estavam completamente nus. India sobre Vincent, Vincent sob India.
– Eu nunca fiz isso – Ele disse, ofegante, enquanto ela beijava seu pescoço.
– Não se preocupe – Ela respondeu, enquanto sentia as mãos dele passearem pelo seu corpo.
India parou de beijar o pescoço e passou a beijar seu peito, desceu um pouco até a barriga, depois desceu um pouco mais.
Vincent sentia a boca dela, macia como um algodão, fazendo movimentos lentos. Fechou os olhos, o que sentia naquele momento era uma mistura de culpa e prazer. De repente, ele sabia o que fazer. Quando India deixou de lado as carícias que estava fazendo, ele rolou na cama, ficando por cima dela. Mordeu sua orelha e depois fez a mesma coisa que ela. Beijou seu pescoço e desceu lentamente, ouvindo ela gemer de prazer a cada movimento com a língua.
Segundos depois, quando Vincent, sem mais delongas, penetrou-a, India arranhou suas costas. Os dois gemiam, quase que em sincronia e ele podia sentir a ar quente que ela respirava em seu pescoço.
Minutos depois. Os dois estavam deitados um ao lado do outro. Ensopados de suor. As mãos dele descansavam sobre o belo corpo suado dela. Depois do que acontecera, tudo o que ele conseguia pensar era no quão fraco havia sido aquela noite. Mesmo assim não se arrependeu, apenas aproveitou um pouco mais a sua fraqueza.
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