Notas iniciais
Galera, espero do fundo do coração que vocês me desculpem pela demora e entendam minha situação. Estou sem tempo para escrever, fim do ano chegou e a Dona lá da escola disse que dessa vez, se não me essforçar e parar de faltar, ela não vai me passar de ano, ou seja, tempo livre acabou, provas chegando e eu não sei nada, estou metendo a cara nos livros e estou sem internet. Só to conseguindo postar esse capitulo porque eu ancorei o 3G do meu celular para meu not e peguei o carregador do not do meu irmão. To fazendo de tudo para atualizar para vocês. Beijos e desculpem por estar pequeno. Não desistam de mim. ♥

Ele me pegou no colo e desceu as escadas correndo. Me deitou no sofá e me olhava atentamente.

— Eu não sei o que fazer! — disse ele olhando para mim. — Pela primeira vez eu não sei o que fazer!

Ele parecia desesperado, mas é claro que ele não saberia o que fazer, não era médico. Ele deveria ligar para alguém!

— O que você tem? — perguntou.

Eu não conseguia responder, apenas abria e fechava a boca, a mesma estava seca.

Eu não sei o que iria acontecer comigo com um burro desses para cuidar de mim.

Eu já estava suando frio. Tremendo e rangendo os dentes. Meu último dia e não consegui nem me despedir de ninguém.

— Alo? Ryan? Ryan? — dizia ele no telefone — Ryan, preciso da sua ajuda, trás os caras pra cá. É urgente! — desligou e voltou até mim colocando a mão em minha testa. — Está gelada... — sussurrou.

Pensei em pedir doce, mas a essa altura do campeonato não iria adiantar mais de nada. A única coisa de que eu necessitava era da insulina. A pulseira em meu braço marcava apenas cinco. Era isso... Eu iria morrer. Estou correndo um grande risco de ter um AVC.

Ele foi até a cozinha e voltou com uma compressa quente e colocou em minha testa.

— A... A pulseira... — consegui dizer.

Ele olhou em meu braço e me encarou.

— Se chegar a zero você morre? — perguntou.

— Se pá até antes. — ri nasalado, falar assim na gíria me lembrou minhas amigas — Que... Fim trágico. — disse num fio de voz.

— Pare de falar... — disse ele preocupado. Agora ele não tirava os olhos do meu pulso.

Logo o barulho dos carros invade meus ouvidos e as portas sendo batidas. Bizzle se levanta e corre até a porta abrindo a mesma. Por ela passaram cinco caras.

— Ryan, ela tem diabete e tá sem insulina. — disse Bizzle rápido a um loiro dos olhos azuis.

— Ah, Kath. — veio Niall até mim. Ele colocou as mãos em meu rosto e retirou minha franja de meu rosto.

Bizzle o olhou de canto de olhos.

Peguei sua mão e a coloquei longe de mim. Ele me enganou e enganou à minhas amigas.

— Mas ela não disse que tinha isso? — perguntou um garoto com uma pinta ao lado da boca.

— Disse, mas eu não acreditei... — respondeu o irresponsável.

— Quer matar a garota Dude? — disse um outro garoto meio loirinho.

— Aí Drew, de que vale ela morta? Vacilou cara! — disse o tal Ryan.

Quantos apelidos esse garoto tem? Bizzle, Dude, Drew...

Enquanto eles debatem se eu valho mais viva ou morta, estou aqui definhando... Olhei minha pulseira e estava no três.

— Abaixou para o três... — sussurrei.

— O que?! — disse o Bizzle se aproximando e pegando em meu pulso. — Droga!

— O que vamos fazer? Onde vende isso?

— Deixa de ser burro Chaz, insulina não se vende em qualquer lugar não... Nem em hospital eles não dão... — disse o da pintinha.

— Então onde vamos achar Chris? — respondeu o tal Chaz.

— Ela deve ter no apartamento onde ela estava hospedada. — disse o tal Ryan. Pelo jeito sabem muito bem sobre minha vida...

— Você tem? — me perguntou o tal Chris. Assenti.

— Então fechou, vai o Za — disse apontando para um moreno — e o Niall. Niall chega e distrai as meninas e Za entra lá e pega a insulina.

— Onde você guarda? — perguntou o tal Za.

— Dentro... Dentro da minha mala... Estão dentro de uma maletinha verde... Tem sete lá dentro... — respirei fundo.

— Deixa que eu vou com o Niall. Eu entro lá e pego! — disse Bizzle e nenhum garoto contestou.

— Aí cara, toma cuidado J... — disse o tal Ryan.

Ele apenas assentiu. Vou guardar todos esses apelidos. Esse J deve ser do verdadeiro nome dele... Bizzle, Dude, Drew, J... Qual mais?

Olhei novamente para a pulseira.

— Dois... — disse eu começando a me preocupar de verdade.

Bizzle veio até mim e olhou a pulseira.

— Vamos ter que levá-la. Até voltarmos ela já vai estar morta...

— Está louco Bieber? — perguntou o tal Ryan. E mais um apelido para a minha lista.

— Ela vai fugir para onde assim cabaço? A mina não consegue nem falar direito. De que vale ela morta, não é?!

Bizzle me pegou no colo e me levou para fora e entrou num Audi A3 comigo atrás. Deitei em seu colo e o mesmo me olhou surpreso, mas eu não aguentava nem ficar sentada. Ryan no volante e Niall no passageiro.

Ele praticamente voava com o carro. Parecia estar numa corrida.

Bizzle a toda hora me olhava e afagava meus cabelos com as mãos. Sorri involuntariamente com seu carinho e o mesmo percebeu logo fechando a cara.

— Por que parou? — perguntei baixinho. Apenas ele conseguiu ouvir. Ele me encarou e logo olhou para frente. Não passou muito tempo e ele voltou a mexer em meus cabelos. Era uma sensação única.

Soube que chegamos quando o carro parou bruscamente. Justin me colocou com jeito no banco de trás deitada e desceu do carro acompanhado de Niall.

Fiquei no carro com Ryan que toda hora me olhava preocupado.

— Sua pulseira está quanto? — perguntou depois de um tempo. Olhei para meu pulso e acabará de baixar para um. Já era!

— Um... — sussurrei.

Acabou... Todos os sonhos. Todas as amizades, festas, nem dezoito eu fiz ainda é já chegou meu fim da linha. Sentia meu corpo muito fraco e resolvi me entregar para o sono que rodeava. Fechei os olhos e vaguei. Meu corpo parecia flutuar.

Logo ouço o barulho das portas sendo abertas e Justin e Niall entraram no carro.

Ele me colocou de volta em seu colo e pegou a maletinha verde.

— E agora? — me perguntou.

— Coloca na minha veia... — estiquei o braço e o mesmo caiu de volta. Não conseguia sustenta-lo no ar. Ele ergueu meu braço e pegou uma injeção.

— Niall segura o braço dela. — mandou e Niall segurou.

Ele retirou a tampinha e já iria colocá-la em minha veia.

— Não... — o parei e ele me olhou confuso. — Tira o ar de dentro da seringa... — dizia e minha garganta ardia por fazer esforço para falar.

Ele nada disse, virou a seringa de ponta cabeça e bateu com o dedo na mesma e apertou fazendo o ar sair e um pouco do líquido sair junto.

— Agora pode? — perguntou e eu assenti.

Ele enfiou a agulha em meu braço e apertou devagar até todo o líquido ter acabado, retirou a seringa e passou o dedo limpando o pouquinho de sangue que saiu.

Ainda não estava sentindo a melhora chegar, espero que não tenha sido tarde demais.

Ryan ligou o carro e fomos embora dali. Justin novamente afagava meus cabelos, e eu tentando relutar, cai no sono profundo que me rondava.

Notas finais
Galera, espero do fundo do coração que vocês me desculpem pela demora e entendam minha situação. Estou sem tempo para escrever, fim do ano chegou e a Dona lá da escola disse que dessa vez, se não me essforçar e parar de faltar, ela não vai me passar de ano, ou seja, tempo livre acabou, provas chegando e eu não sei nada, estou metendo a cara nos livros e estou sem internet. Só to conseguindo postar esse capitulo porque eu ancorei o 3G do meu celular para meu not e peguei o carregador do not do meu irmão. To fazendo de tudo para atualizar para vocês. Beijos e desculpem por estar pequeno. Não desistam de mim. ♥