Kidnapped

2 Where did they go?


Notas iniciais
Oii, sou eu denovo. Já avisei que duas pessoas vão postar os capítulos? Não? Então, a segunda pessoa é a Smille, ela vai postar o próximo capítulo.
Aqui está o segundo capítulo, e agora vocês vão ver o ponto de vista dos amigos das meninas!
Boa leitura.

(narrado pela Carly)

Eu estava inquieta, incomodada na verdade. Não conseguia parar quieta no sofá, estava deitada com a cabeça no colo do Jeremy, vendo a hora que ele ia me atirar no chão.

– Tá tudo bem Carly? Até que demorou pra ele perguntar.

– Tá... Acho que sim. Não sei, sabe quando você sente um pressentimento ruim, uma agonia... Que estranho. Eu não consegui expressar o que eu realmente sentia, mas era quase isso. Ele riu. – Do que você tá rindo Jeremy?

– Nada amor, você só está preocupada com o resultado das provas finais... Não é amanhã que vocês vão descobrir o resultado?

Eu não acredito que não me lembrava disso.

– Na verdade eu nem lembrava disso...

Ele riu novamente.

– É claro que você lembrava... Já te disse amor, você não tem com o que se preocupar, tenho certeza que as suas notas foram as melhores. Jeremy, sempre tão gentil. Eu decidi não argumentar mais.

– É, deve ser isso mesmo que está me incomodando. No fundo eu sabia que não era isso.

Ele me puxou para mais perto dele, aconchegando minha cabeça no seu colo, mexendo delicadamente no meu cabelo, só Deus sabe o quanto eu amava quando ele fazia isso. Acabei por me acalmar novamente. Estava quase pegando no sono quando o meu celular tocou, tomei um susto desgraçado, quase cai do colo do Jeremy.

– Mas que porcaria é...

– Xiiu!

Eu peguei o telefone e vi o identificador de chamadas. Era o Tom. Para variar. Provavelmente procurando a Brooke, que provavelmente esqueceu de atender o telefone.

– Não vai atender?

– Claro... Atendi ao telefone. Como eu imaginava, ele estava mesmo procurando a Brooke.

– Não... Não Tom, eu não estou com a Brooke... EU NÃO SEI TOM! Tá desculpa... Mas você não me escuta! Calma, ela não foi abduzida, calma. Ela só saiu para fazer compras com a Maddie... Você sabe como a Brooke é quando está fazendo compras... Principalmente com a Maddie. Ela... ELA SÓ ESQUECEU DE ATENDER A PORCARIA DO TELEFONE! Paro e dou um grande suspiro de desesperança. – Tom, você não combinou de encontrar com ela e o pessoal mais tarde, para ir ao boliche? Então, mais tarde você fala com ela, tenho certeza que ninguém vai morrer por conta disso tá? Eu sei que eu sou uma peste. Paro para dar risada do desespero desnecessário dele. – Tudo bem, mais tarde a gente se fala, se ela ligar eu peço para ela te ligar... Tá bom, já intendi. Beijo. Desligo o telefone.

– Pode me explicar agora o motivo de tanto estresse? Perguntou o Jeremy, que parecia realmente perplexo.

– O Tom é um descontrolado. Só isso. Falei irritada.

– Ah... Ótima explicação.

– Ai, desculpa amor, o Tom me estressa com essas crises de abstinência dele.

– Abstinência...?

– Abstinência da Brooke é claro. Só porque ele ligou umas duas ou três vezes e ela não atendeu, ele já entrou em desespero. As vezes ela faz de propósito, só para torturar ele um pouquinho.

– Por que isso?

– Amor... É da Brooke que nós estamos falando.

Ele riu novamente.

– Acho melhor nós irmos para minha casa logo. Daqui a pouco nós já íamos ter que ir mesmo. Enquanto eu falava, ele fez aquela cara de gato de botas que tanto me seduzia.– Amor... Não faz essa carinha de "puppy dog"... Daqui a pouco as meninas vão chegar, e a gente combinou de ir ao boliche hoje. Não adianta reclamar, a ideia foi sua. Sim, eu sei que foi golpe baixo. Ele desmanchou a cara de gato de botas e fez cara de indignado.

Mas... Tá, tudo bem. Com uma condição. Você vai ter que esperar aqui enquanto eu me arrumo, depois nós vamos e eu já fico por lá mesmo.

– Tudo bem. Eu sorri para ele.

– Adoro seu sorriso sabia? Ele disse e começou a vir para cima de mim com a intenção de me beijar. Eu o impedi no meio do caminho.

– Na-não. Para o banho, agora!

– Estraga prazeres. Ele então, finalmente, se levantou e foi em direção do banheiro do quarto. – Você pode vir comigo se você quiser sabe...

– Vai logo Jeremy. Eu disse, fingindo estar nervosa, eu não conseguia ficar realmente nervosa com ele, não por muito tempo pelo menos.

– Tá bom... Fazer o que né? Ele disse e saiu, rindo.

– Esse Jeremy. Ah! Vou tentar ligar para as meninas. Peguei o telefone e digitei o número da Maddie na discagem rápida, vai que de repente ela atende a porcaria do telefone. Nada, só chamava. Mas o que aquelas duas estão aprontando? Nem quando eu ligo elas atendem. Estranho.

Acabei por tentar ligar mais umas... três ou quatro vezes. Sem sucesso.Acabei parando antes de atirar o celular na parede, nunca fui muito paciente para essas coisas.

Depois de alguns minutos, o Jeremy aparece, todo arrumado e perfumado. Para em frente da porta e pergunta — Que tal?

– Lindo amor! Eu disse, rindo.

– Você está rindo do que Carly?

– Nada... Nada não. É que depois não vem me falar que eu que demoro a me arrumar tá? Eu disse, rindo da aparecia surpresa dele.

– Ah, vai se fuder Carly. Ele respondeu, me parecendo realmente bravo.

– Desculpa amor, não resisti à piadinha infame. Dei o meu melhor sorriso na tentativa de conseguir melhorar a situação.

– Tá... Esquece. A gente tá parecendo àqueles casais que trocam de lugar sabe? Eu tenho medo disso, TPM mata sabia? Ele me respondeu, rindo agora.

– Quem tinha que ir se fuder mesmo Jeremy? Agora quem ficou nervosa fui eu que não gostei da piadinha infame dele.

– Tudo bem, parei. Prometo. Ele disse e pegou o seu casaco, abrindo a porta da sala e gesticulando para que eu saísse primeiro. – Primeiro as damas.

– Muito cavalheiro de sua parte.

Sai e entrei no carro dele, colocando o cinto de segurança. Aquela sensação ainda me incomodava. E por que as meninas não atentem a bosta do telefone? Ele entrou no carro e ficou me olhando, com uma expressão estranha no rosto.

– Você ainda está preocupada não é? Ele perguntou, com um rosto completamente gentil.

Eu suspiro e abaixo o rosto, eu não queria falar sobre aquilo novamente, eu mal sabia explicar o que eu tava sentindo. E de uma coisa eu tenho certeza, não era em relação as provas toda essa minha agonia. Ele levantou meu rosto com a sua mão e me olhou, meditando sobre o que dizer, eu imagino.

– Não fica assim, Carly, sendo o que for que esteja te incomodando, daqui a pouco passa essa sensação. Se for porque as meninas não atendem ao telefone, nós estamos indo pra casa de vocês, não é verdade? De repente elas já estão lá. E se for por causa das provas... Eu já te disse, vai dar tudo certo. Ele me beijou durante alguns instantes, alguns ótimos instantes, até que eu me afastei.

– É melhor a gente ir, você não quer se atrasar quer? Eu sorri para ela da mesma maneira que antes.

– Isso é golpe baixo sabia? Ele disse enquanto se ajeitava no banco do carro e ligava o motor.

– O que é golpe baixo? Amor, é sério. Eu te conheço se a gente começar a se beijar...

– Não é disso que eu estou falando Carly. Ele disse, com um meio sorriso nos lábios.

Então o que? Agora eu realmente não fazia idéia do que ele estava falando. Ele se virou e olhou para mim. Com aquele meio sorriso ainda nos seus lábios.

Esse seu sorriso, sempre que você sorri desse jeito... Você consegue o que você quiser com esse sorriso. Eu me levantei do meu bando e lhe dei um selinho, e sussurrei.

Bom saber! Eu disse rindo igual uma criançinha feliz.

Você não presta sabia? Ele respondeu rindo e dando a partida no carro.

É por isso que você me ama tanto, é por que a gente se parece.

Ele se virou com uma expressão indignada, forçada também. Ambos rimos da situação.

Depois e algum tempo no carro, finalmente chegamos à minha casa. Aquela sensação estranha tinha diminuído ou as palhaçadas do Jeremy amenizaram a impressão que eu sentia e que tanto me incomodava.Quando entramos a casa estava perfeitamente arrumada, o que com certeza que dizia que as meninas ainda não chegaram, se nãoa casa não estaria nessa mais perfeita ordem, muito menos após as compras. Teriam roupas espalhadas por cada metro quadrado da casa. Eu entrei o joguei minha bolsa no sofá, me sentando do lado dela.

É... Acho que elas ainda não chegaram.

Com certeza elas não chegaram se não já teriam roupas espalhadas pela casa toda. disse cruzando os braços.

– Tenho certeza que daqui a pouco elas chegam. Ele disse e se sentou ao meu lado no sofá. Olhando para o teto.

Vou subir e me arrumar, daqui a pouco eu volta tá? Eu disse e dei um beijo na testa dele, me levantando do sofá.

Eu te espero lá em cima, não tem problema. Ele disse, se levantando também.

Ahaa-ham... Nada disso, você fica aqui. Empurrei-o de volta para o sofá. Ele caiu, voltando ao seu lugar.

Mas... Mas... Como você está estraga prazeres hoje. Ele disse emburrado.

Ou você que está muito assanhadinho? Eu disse, rindo.

É... Talvez. Ele cruzou os braços. Eu ri da atitude infantil dele.

Essa coisa de cruzar os braços pra fazer birra é da Broke.

É, aprendi com ela. Ele disse, relaxando novamente e ligando a televisão.

Já volto.

Vou te esperar aqui.

Então eu subi e fui tomar banho. Depois de algum tempo, quando eu estava prestes a sair do chuveiro, ouvi o barulho da campainha. — Jeremy, atende, por favor! Eu gritei e desliguei o chuveiro. Ouvi atentamente para tentar descobrir quem acabara de chegar, com a esperança de que fossem as meninas, mas se fossem elas não tocariam a campainha. Era o Jared. Eu ouvi no momento que ele cumprimentou o Jeremy. Mas aonde elas se meteram dessa vez? Agora eu estava ficando realmente preocupada. Que horas são agora? Acho que já são umas sete e meia. Nós combinamos aqui as sete. Sim, eu sei, todo mundo se atrasa, mas... Quer saber, chega desse drama. Vou me arrumar e descer logo, daqui a pouco elas chegam e pronto. Assim fiz, me arrumei e desci para esperar por elas lá em baixo com o Jeremy e o Jared. Enquanto descia as escadas, ouvi o Jared ao telefone, deixando recado no telefone da Maddie.

Maddie, onde você e a Broke se meteram? Tá todo mundo preocupado com vocês já... Sério amor, você sabe que eu odeio quando você sai e não atende ao telefone... O Tom então tá surtando já por não conseguir falar com a Brooke... Se ouvir o recado me retorna tá? Te amo. Ele falava ao telefone andando de um lado para o outro na sala de jantar, desligou o telefone e sentou no sofá, com uma expressão preocupada. Eu desci a escada e me sentei no sofá também.

Elas ainda não chegaram e não atendem ao telefone? Perguntei, tentando prestar atenção na televisão.

Não, o Tom já ligou para saber se eu consegui falar com a Maddie, para saber onde elas estão. Ele está desesperado, como sempre. O Jared me respondeu, virando os olhos.

Não sei por que estão tão desesperados, sempre que elas vão fazer compras é a mesma coisa, a Brooke sempre desliga o celular, por que o Tom não para de ligar e a Maddie acaba desligando também por que o Tom não para de ligar querendo falar com a Brooke e por aí vai. O Jeremy disse, mexendo a mão como se fosse uma boca falando descontroladamente.

Deve ser isso mesmo, o Tom tem que parar com esses ataques dele, eu que acabo não conseguindo falar com a minha namorada por causa dos ataques de abstinência dele.

O Jeremy e eu rimos.

Notas finais
Está aí.
Review, recomendação.. Aceitamos tudo, esperamos que estejam gostando. (: