Notas iniciais
Rá, hoje quem vai postar é a Smille.
Desculpem pela demora desses capítulos (10º e 11º), mas é que a Ma_ah ficou sem tempo e a preguiça não deixou também '-'
boa leitura :3

(narrado pelo Ian)

Quem são esses desgraçados?

Uma ânsia de vômito me dominava, a Maddie estava correndo um grande risco agora, por que ela fez aquilo? Eles poderiam matá-la por causa daquilo. Mas eles não fariam isso, fariam? Por que eles ainda não pediram o resgate?... Chega! Eu tenho que fazer alguma coisa.

Com algum custo consegui me mexer, me levantei e fui em direção ao novo telefone, vi de relance o Bill se levantar também, ele me encarava. Lágrimas corriam pelos meus olhos. Eu vou te tirar daí Maddie, nem que essa seja a última coisa que eu faça. Coloquei uma da minha mão no telefone e o levei até a orelha, quando ouvi o Tom gritando para mim e tirando e telefone da minha mão.

– O que você acha que vai fazer? — Ele disse, raiva saia do seu corpo como ondas de calor.

– Eu vou ligar para a polícia, o que você achou que eu fosse fazer? — Eu disse e ia pegar o telefone dele novamente. Antes que o Tom pudesse me responder, o Jared o fez, e tomou o telefone da mão do Tom.

– Claro! Para eles matarem ela de vez? — Ele disse completamente sarcástico, e exaltado.

– E o que você pretende fazer? Subir e chorar sozinho lá em cima? Uau, isso vai ajudar muito! — Logo que eu acabei de falar, me arrependi, eu não deveria ter falado isso. Todos me olhavam agora. Olhei para o Jared, arrependido. Mas ele pareceu não notar o meu arrependimento. Ele bateu o telefone no gancho ainda me olhando, ofegante.

– Você não vai ligar para lugar nenhum. — Ele disse sério.

– E quem vai me impedir? — Eu disse e fui em direção dele e ele na minha, quando alguém entrou no nosso meio, impedindo nossa passagem.

– Vocês não vão brigar agora. — Era a Carly, que parou entre nós, colocando as mãos em cada um. Ela falava decidida para quem estava chorando compulsivamente até momentos atrás. Tentei afastar a mão dela do meu peito, mas ela não se afastou, parei de tentar também. No momento que eu ia mandá-la sair do meio do caminho, senti algo vibrando em minha perna esquerda, era o meu celular. Procurei no meu bolso e peguei o celular, uma nova mensagem. Mordi um dos lábios, eu tinha medo do que poderia ter naquela mensagem, o número estava como confidencial. Antes mesmo que eu pudesse abrir a mensagem, todos os celulares começaram a tocar.

– Nova mensagem? — Perguntei para a Carly, ela encarava o celular, imóvel, minha voz falhava. Ela apenas acenou que positivamente com a cabeça. Engoli em seco.

– No celular de todo mundo é mensagem? — Perguntou o Tom, com uma voz mais autoritária do que apavorada. Todos responderam que sim.

– Está vendo o que você fez seu idiota? — O Jared gritava para mim novamente. Virei para ele com cara de indignado e nervoso, que era exatamente como eu me sentia.

– Do que você está falado seu condenado? — Eu não estava com paciência, nem emocionalmente controlado para ser educado.

– Lê a mensagem. — Ele disse e me encarou, seu olhar cheio de raiva, não que isso me afetasse. Desviei o olhar para o celular novamente, respirei fundo e abri a mensagem.

“Próxima vez que alguém tentar, ou sonhar,

em ligar para á policia ou para qualquer

outro estrupício, considere-as mortas.

D.K.D.”.

Senti um calafrio passar por todo o meu corpo. Respirei fundo novamente.

– Desculpa. — Foi tudo em que eu consegui pensar no momento. Meu cérebro estava entrando em curto-circuito.

– Desculpa? — Ele gritou. – Se acontecer alguma coisa com ela por conta desta sua idiotice... — Ele falou e ia partir para cima de mim novamente, eu não me movi.

– Vocês podem parar de brigar pelo amor de Deus? — Disse o Jeremy, se juntando a Carly entre nós. No meio de toda a confusão o Bill se afasta, andando próximas as paredes, como se procurasse algo nelas, todos pararam para ver o que ele estava fazendo.

– Bill? O que você está fazendo? – Perguntou o Tom, não entendo o que ele fazia.

– Vocês não entenderam ainda? — Ele respondeu, continuando a procurar alguma coisa.

– Entendeu o que Bill? Isso não é a melhor hora para charadinhas sabe.

– Como vocês acham que eles sabiam que o Ian ia ligar para a polícia? — Todos pararam por um momento para processar aquela informação, três segundos depois estávamos todos revirando a casa toda a procura das câmeras.

– Eles entraram aqui, pegaram as roupas delas e deixaram o bilhete. — Eu disse, ligando os pontos finalmente.

– Mas aquela era mesmo a letra da Maddie, disso eu tenho certeza. — Disse o Jared, parando no meio da escada.

– Quem garante que eles não a forçaram a escrever aquilo? — Disse o Jeremy, indo para a cozinha com a Carly.Antes de me virar para ir procurar na sala de jantar, vi o Jared cerrando os punhos antes acabar de subir as escadas.

– Achei uma! – Gritou o Bill da sala, após alguns minutos.

– Onde? — Perguntei, me aproximando dele.

– Aqui. — Ele apontou para o lustre.

– Eu não estou vendo nada Bill. — Eu realmente não via nada de anormal lá. Ele apenas se afastou e apagou a luz.

– Ali. — Agora eu podia ver uma microcâmara, com visão noturna, pois era possível ver a luz do infravermelho agora.

– Filhos da... — Eu não terminei a frase, corri e apaguei a luz dos outros cômodos, encontrando mais uma câmera em cada um. Depois de algum tempo nós já tínhamos retirado todas elas. Pelo menos as que nós encontramos. Todos se sentaram nos sofás, nos jogamos praticamente. Estávamos todos esgotados, já eram meio dia e meio e ninguém tinha dormido nada.Agora que a adrenalina no nosso corpo diminuía um pouco o cansaço começava a tomar conta. Mas de uma coisa eu tenho certeza... Ninguém vai conseguir descansar tão cedo!

Notas finais
Câmeras? alouk. O que mais vão inventar para fazer Jesus? Eu hein!
ENFIM, 11º capítulo está ai e esperamos que tenha gostado. E talvez, -não sei, quem sabe, só para a sua alegria- o 12º vai estar pronto logo, logo. Obrigado por ter lido, e mande um review com suas críticas, elogios, whatever. Ficariamos felizes. bjbj