Kidnapped
17 Followed.
Notas iniciais
Me desculpem pessoal. Eu não me esqueci da fic, mas é que teve bastante altos e baixos nesses últimos meses e não dava tempo nem pra pensar direito. ;_;
Antes de ontem eu entrei no Nyah! e bateu uma saudade, então eu resolvi rescrever o 17º capítulo e postar pra vocês lálálá
Tá ai, boa leitura :3
(narrado pelo Jeremy)
Desliguei o celular atônito. O que será que aconteceu agora? Eu tinha muito medo da resposta desta pergunta. Peguei minhas coisas e deixei junto à porta, que estava trancada e fui fechar as janelas.
Logo me sentei encostado na parede ao lado da porta, apenas com a luz do corredor acesa. De repente começo a ouvir o som da chuva batendo na janela, a cada segundo ficava mais forte e eu não conseguia parar de comparar aquele momento com um filme de terror. A chuva começa, tudo trancado...Um som de batida na porta...Reprimi o pensamento, não era uma boa hora para se lembrar disso.
Eu começava a me arrepender de ter dado tanta inspiração para a minha mente. Estava suando frio.
Porque o Jared está demorando tanto? Olhei no relógio do celular, fazia exato 7 minutos que ele havia ligado. Ainda com o celular na mão tentei me acalmar encostando a cabeça na parede.
Ouço uma batida forte na janela, levanto a cabeça em alerta. Não, só pode ser coisa da minha cabeça. Outra batida mais forte e o vidro se quebra.
– Maldito filme de terror! — levantei correndo desesperado, tentava encaixar a chave na fechadura, mas a tremedeira era tanta que a chave caiu no chão e tive que pegá-la. Quando finalmente encaixei a chave ouço duas buzinadas rápidas e abro a porta. — Graças a Deus! — pego as coisas, tranco a porta e saio correndo no meio da chuva, entro no carro um pouco encharcado e bato a porta. — Corre! — eu disse ofegante.
– Sem dúvidas meu amigo! — Jared me respondeu e acelera com tudo, em poucos segundos estávamos voando entre o asfalto molhado. Mal se via um palmo à frente mas para minha sorte Jared era um ótimo motorista, pois ele estava à... 140km/h!
Meu coração já tinha enfartado há muito tempo atrás.
– Ah, merda! — ele disse e bateu no volante.
– Que foi?
– Nós estamos sendo seguidos.
– Você só pode tá brincando né?
– Olha para trás. — eu olhei, apesar de não conseguir ver muita coisa, pude ver a luz dos dois faróis não muito longe.
– Ai meu Deus. — eu me afundei no banco.
– Põe o cinto, agora! — o Jared disse acabando de colocar o dele, sua expressão dava medo.
– Mas...
– Põe a porra do cinto! — coloquei o cinto correndo depois desse grito.
– Jared, o que você...
– Agora você tá fodido, seu desgraçado. — ele disse e se estreitou mais no banco, eu podia sentir o carro indo cada vez mais rápido. Minhas unhas estavam praticamente entrando no banco de couro.
Ele começou a virar em todas as esquinas possíveis e imagináveis. Depois de algum tempo ele para bruscamente no meio de um beco, eu não fazia ideia de onde estávamos. O Jared se virou pra ver se alguém ainda estava atrás de nós, eu queria me virar também mas meu corpo não acompanhava meu cérebro.
– Não tem ninguém atrás de nós. — ele disse e se encostou no banco, tentando relaxar.
Eu me virei para olhá-lo, em câmera lenta, com o coração ainda acelerado.
– Dá próxima vez que você tentar nos matar, avisa antes.
– Pelo menos eu me livrei dele, ou deles. — ele deu de ombros e ligou o carro. Com um reflexo involuntário, eu voei para cima do volante e o segurei, ele se assustou.
– O que você pensa que vai fazer? — eu disse ofegante.
– Vou para casa das meninas, onde mais?
– Ha-ha, pode deixar que eu levo o carro.
– Sonha. Você vai querer estar dirigindo se eles aparecerem de novo? — eu fiquei em silêncio e tirei as mãos do volante. É ele tinha razão. — Foi o que eu pensei.
Minutos depois e nenhum sinal de movimento na rua, até porque era 6:15 da manhã e uma chuva desgraçada. Pelo menos agora nós não corríamos tanto.
– Tá vendo alguma coisa lá atrás? — ele perguntou. Quando eu ia me virar para conferir ele grita. — Merda! Se segura. — sim, estávamos sendo seguidos novamente. — Quase chegando.
– Quase chegando no céu, só se for! — ele ignorou o meu grito e manteve a velocidade, eu quase não conseguia ver nada pelo vidro, mas pude reconhecer que nós estávamos próximo ao edifício das garotas.
– Pega o controle. — ele disse apressado sem desviar o olhar da rua.
– Controle?
– A porrinha que abre o portão da garagem!
– Atá. — comecei a revirar o porta-luva.
– Não criatura, no console! — ele soltou umas das mãos do volante e pegou o controle no console, jogando-o no meu colo.
– Mantenha suas mãos no volante, ok? — ele não me respondeu.
– Quando eu mandar, você aperta o verde.
– Verde? — eu não conseguia processar mais as coisas.
– Sim Jeremy! Droga, eles estão se aproximando, quando eu gritar você aperta o botão. — eu apenas acenei com a cabeça, ele deve ter visto pois não falou mais nada, só continuou acelerando. Não aguentei e olhei no velocímetro, estávamos um pouco acima de 200km/h, eu nunca tinha visto o Jared tão concentrado antes. — Agora! — logo que ele falou eu apontei o controle em direção do vidro e apertei o botão, mesmo com a baixa visibilidade, pude ouvir o som do portão eletrônico se abrindo. Em poucos segundos nós estávamos dentro da garagem subterrânea. — Fecha rápido!
Apertei o botão e o portão fechou e nenhum sinal do carro que nos seguia. Nós dois paramos imóveis durante um tempo, nos recuperando, quando de repente ouvimos um som de motor acelerando na rua.
– É melhor a gente subir. — eu disse soltando o cinto e pegando as minhas coisas ao mesmo tempo.
– Também acho. — ele respondeu já fora do carro e batendo a porta. Eu fiz o mesmo e corremos para o térreo, o som do motor parecendo ficar cada vez mais alto.
Subimos os três lances de escadas correndo, demos de cara com a porta, fazendo um estrondo enorme e como se não bastasse começamos a bater na porta desesperadamente, depois de uns segundos alguém começou a destrancar a porta. Era o Tom.
– Qual de vocês foi o retardado... — Jared não deixou ele acabar a frase e foi logo o empurrando e entrando, eu entrei em seguida e tranquei a porta com todas as trancas.
– Vocês podem explicar o que está acontecendo, por favor? — o Tom perguntou, aos berros.
– É... Uma longa... História. — o Jared disse entre cada expiração que dava. Eu me sentei, encostando na porta e querendo que tudo acabasse logo.
Notas finais
Esperamos que tenham gostado, obrigado por tudo e bjbj aliens! ♥
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