Kidnapped
5 Awake.
Notas iniciais
Boa leitura!!
(narrado pela Broke)
Meu cérebro voltava a funcionar aos poucos, mas eu não tinha forças nem para abrir os olhos, permaneci com eles fechados. Minha cabeça rodava e meu estômago gritava, eu só não sabia se era fome ou uma vontade incontrolável de vomitar que me acometera no momento.Enquanto eu tentava organizar o turbilhão de pensamentos que passavam pela minha mente, ou talvez eu só tentasse fazer com que ela parasse de girar.
Quando a tontura melhorou um pouco, resolvi tentar abrir os olhos devagar
Ao abri-los quase desmaiei novamente, tudo o que eu vira não fora um sonho, era real. Nós havíamos sido sequestradas. Isso não pode estar acontecendo. Agora meu corpo estava começando a reagir novamente, tentei me levantar, percebi que estava presa a uma cama, com as mãos atadas a cabeceira e os pés presos na parte de baixo do estrado da cama, olhei em volta tentando reconhecer o lugar onde estava. Era um quarto pequeno e mal iluminado, apenas uma lâmpada incandescente iluminava todo o cômodo, não havia janelas. As paredes eram todas mofadas e com inúmeras infiltrações, tornando todo o lugar mais sombrio e nojento. A cada movimento meu a cama velha rangia, o que definitivamente não me ajudava.
Maddie.
Levantei a cabeça de vagar para procurá-la. Encontrei-a ao meu lado, ainda desacordada e com um ferimento enorme na cabeça, com o sangue já coagulando no lugar do machucado, que por sinal estava com uma aparência horrível.
– Maddie, Maddie! Eu a chamei, aos sussurros. Ela não reagia. Encostei-me novamente na cama, minha boca tinha um gosto amargo, azedo na verdade.O que eles me deram?Há quanto tempo nós estamos aqui já? Isso tudo parecia um grande pesadelo sem fim.
– Brooke? Eu ouvi a voz rouca da Maddie me chamando ao meu lado.
– Maddie? Você tá bem?Eu respondi, aos sussurros, com medo de que alguém notasse que nós havíamos acordado.
– Minha cabeça dói. Ela disse simplesmente.
– Não é pra menos também.
– Porque você diz isso? Aonde a gente tá? Ela disse, olhando finalmente em volta.
– Se eu soubesse quem sabe eu poderia te responder. Ela me fitou com um olhar de nervosismo. Do nada a Maddie vira e fica exatamente na mesma posição em que se encontrava antes, no momento que eu ia perguntá-la o porquê daquilo, ela me respondeu como se tivesse lido meus pensamentos.
– Finge que está desmaiada ainda.Ela sussurrava.
– Mas...
– Agora! Eu obedeci.
Quando finalmente eu ouvi sons de passos, do outro lado da única porta de acesso ao quarto. Meu coração foi à boca ao reconhecer o som, suando frio, ainda abri os olhos a tempo de ver uma fresta da porta se abrindo e uma sombra entrando pelo quarto, fechei meus olhos correndo novamente, meio que prendendo a respiração, tentando disfarçar o nervosismo que parecia dominar cada célula do meu corpo.
Ouvi o ‘clique’ da porta ao fechar, os sons de passos continuavam em direção à cama, até que os sons cessaram. Eu tentava controlar minha respiração, que parecia ficar mais ofegante a cada segundo, a cada batida.
– Vocês realmente não acham que estão enganando alguém... Ou acham? Disse uma voz distorcida, completamente distorcida. Parecia uma voz masculina, mas era difícil de identificar por causa da distorção. – Vocês vão realmente insistir com isso? Abram os olhos antes que eu os abra por vocês. Eu respirei fundo e abri, olhando diretamente para a Maddie, que encava algo, ou alguém no caso, a sua frente, com um olhar petrificado. Olhei na mesma direção do que ela, e me deparei com uma pessoa toda vestida de preto, calças largas e botas de soldado, jaqueta de couro. Mas o que realmente me chamou a atenção foi seu rosto, a sua máscara na verdade, a pessoa usava uma máscara idêntica à máscara do personagem dos Jogas Mortais, eu odeio aquela máscara.
– Então, dormiram bem? Disse a voz, sarcástica.
– Perfeitamente bem e como você dormiu? Eu não aguentei e tive que responder no mesmo tom. Mesmo sabendo que isso podia custar a minha vida, não que eu tenha pensado muito nesse aspecto naquele momento. A Maddie me encarava com um olhar que dizia: “Tá querendo se matar sua louca?”.
– Aposto que dormi melhor do que vocês. A voz disse e deu uma risada.
– O que você quer com a gente? Disse a Maddie, com uma voz que transmitia exatamente todo o pânico que ela sentia. Eu tentava disfarçar pelo menos.
– Tenho a impressão de que eu vou ouvir muito isso ainda hoje.
– Do que você está falando? A Maddie perguntou novamente.
– Isso não é da sua conta.A voz respondeu ríspida.
– Não é da minha conta? Você sequestra a mim e a minha melhor amiga, eu não faço a mínima ideia do porque e você ainda vem me dizer que não é da minha conta? Ela finalmente explodiu. Eu podia imaginar o sorriso por trás daquela máscara ridícula.
– Ainda bem que você entendeu. Enfim, eu não vim aqui para bater papo com vocês, eu tenho mais o que fazer. Mas antes você tem que fazer uma coisa para mim Maddison.
– Eu não vou fazer porra nenhuma pra você. Agora sim, ela que ficou louca. Apesar de que eu faria exatamente a mesma coisa. Estranho.
– É claro que você vai fazer. A voz disse, com a maior tranquilidade desse mundo. E começou a ir à direção da Maddie, o rosto dela ficou branco, completamente branco, mais do que o normal.
– Sai de perto dela! Eu gritei, inutilmente. Ele se aproximou da Maddie e soltou as cordas que prendiam seus pés e uma das cordas que prendia a mão direita dela na cabeceira da cama, enquanto sussurrava algo em seu ouvido, eu estava em estado de choque, e a Maddie também. Ele acabou de solta-la e de falar em seu ouvido, se virou e tirou um bloco de notas do bolso da calça, um bloco idêntico ao meu, que eu comprara a duas ou três semanas a trás para deixar recados na geladeira de casa.
Não era idêntico, era o meu bloco de notas. Eles entraram na nossa casa. Então, ele a entregou o bloco juntamente com uma caneta.
“Eles entraram na nossa casa.” Essa frase se repetia na minha mente, como essas músicas irritantes que ao ouvir pela primeira vez não saem mais na nossa cabeça.
Ela pegou o bloco da mão dele e colocou em seu colo com a mão disponível. Ela tremia incontrolavelmente. Em seguida ela pegou a caneta e parou, encarando o bloco de notas.
– O que você vai fazer Maddie? O que você falou para ela? Eu disse, quase gritando, querendo saber o que estava acontecendo.
– Cala boca antes que eu a cale para você. Ele disse e tirou uma faca, uma adaga na verdade, da cintura. Eu engoli em seco e resolvi me calar.
A Maddie me olhava assustada, como se me pedisse para não interferir, pelo meu próprio bem.
– Vamos garota, eu não tenho todo o tempo do mundo sabia?Ele disse, exaltando-se. A Maddie não reagia. – AGORA! Nós nos assustamos com o grito, por pouco eu não gritei. Mas finalmente a Maddie reagiu, lágrimas correram pelos seus olhos e ela começou a escrever algo, não consegui entender o que ela escrevia, por conta da sua mão tremula, sua letra estava saindo completamente ilegível. Ela acabou de escrever e lhe entregou o bloco. Ele analisou e parou para encará-la.
– Você só pode estar de brincadeira comigo certo? O que você acha que eu vou fazer com essa porcaria? Eu mal consigo ler o que está escrito! Faça direito se você pretende que eu cumpra minha parte do acordo. Ele gritou com aquela voz distorcida que eu tanto odiava, arrancou a folha que ela tinha escrito e simplesmente tacou a folha no seu rosto, junto com a caneta que caiu em seu colo. Ela chorava compulsivamente. Minha vontade era me soltar de alguma maneira e voar no pescoço daquele desgraçado, mas achei melhor não interferir novamente, acabaria piorando a situação.
Ela pegou a caneta novamente e ele lhe deu o bloco de notas, jogando o também em seu rosto. Ela o pegou e respirou fundo, e começou a escrever novamente, agora mais devagar e com uma letra igual a que ela escrevia geralmente. Inclinei-me devagar para ver o que ela escrevia:
“Amor, tive que ir para Seattle, minha tia teve que viajar de última hora a trabalho e não tinha com quem deixar o meu primo, Ben. Vou passar o final de semana lá cuidando dele, como eu não quis ir sozinha a Brooke tá indo comigo. Desculpa mesmo gente, eu sei que nós tínhamos marcado o boliche, mas eu tive que ir ajudar ela. E as drogas dos telefones estão sem bateria. Chegando lá nós ligamos para vocês. Nós amamos vocês. Maddie e B.”.
ERA ISSO O TEMPO TODO? ELES DIRAM QUE NÓS ESTAMOS VIAJANDO? POR QUANTO TEMPO ELES ACHAM QUE OS NOSSOS AMIGOS VÃO ACREDITAR NISSO?
Eu fervia de raiva internamente. Ela entregou o bloco a ele novamente, com um pouco mais de cautela agora. Ele pegou abruptamente o bloco de notas e o examinou, satisfeito agora.
Respirei fundo para não falar nada, eu não posso falar nada.
– É, ficou um pouco melhor agora. Ele disse e guardou o bilhete e a caneta.
De repente ouvimos três batidas na porta, ele andou em direção a mesma e abriu uma fresta, passando a sua cabeça escondida por aquela máscara horrível por ela, falando com alguém. Eu não consegui entender o que eles falavam. Virei-me para a Maddie, com receio que ele ainda prestasse atenção em nós, achei melhor não falar nada para não chamar a suaatenção, ela ainda chorava, mas não o mesmo choro de antes, sua expressão era vazia, mas ainda caiam lágrimas pelos seus olhos. Perguntei se ela estava bem, apenas movendo meus lábios, na esperança dela conseguir lê-los. Ela conseguiu, e assentiu com a cabeça positivamente. Eu suspirei.
Ele se virou em nossa direção, nós duas o encaramos.Ele pigarreou
– Tenho que resolver umas coisas agora, mas não se preocupem meninas. Eu volto mais tarde. Ele disse, deu uma risada e saiu, mas logo voltou. – Ah, quase me esqueci de você querida. Ele disse em tom sarcástico e voltou, deixando a porta aberta enquanto ele prendia a Maddie novamente á cama. Eu olhei através da porta aberta, a única coisa que eu pude ver através desta foi um espaço, semelhante a um corredor e outra porta de frente ao quarto onde nós estávamos. Com um número nela. Room 384.
Ele acabou de atá-la a cama e saiu, fechando e trancando a porta.
Notas finais
Mas relax, tem muita coisa ainda pra aconteceer. Próximo capítulo tá pronto, a Smille vai postar pra vocês.
Gostou? Mande review por favor. 3
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