Notas iniciais
Palavra do dia: janota. O significado é basicamente "uma pessoa que se veste com esmero, elegância extrema" e claaaro que me lembrei do Giuseppe. Quem aqui está animada para o desfecho de amanhã? Euuu! Por outro lado, sentirei muita falta! PS: o avô de Sophie não sabe do ocorrido pois não estavam morando juntamente. Beijos e obrigada por ter chegado até aqui e pelo apoio. ♥

— Vovô? — o contentamento era notório em sua voz.

— Que saudade, pequena Sophie!

O senhor nem imaginava a labuta pela qual a garota havia passado recentemente. Suas malas estavam leves, pouco detinha além da obstinação que sempre geriu sua trajetória; entretanto, sua alma pesava com hodiernas cicatrizes.

— Como está?

— Melhor agora, vovô.

— Fiz aquele lanche que você adora! — tocou-lhe o nariz.

A casa não chegava aos pés do latíbulo de Don Giuseppe, mas a garota de cabelos acobreados estava grata por estar em casa. Um manuscrito fora entregue pelo chefe da Máfia da Dualidade, explanando justificativas dos recentes acontecimentos: ela, todavia, não apresentava azáfama em lê-la.

A madrugada caía e mais uma vez a insônia injuriava-a.

Recordava-se precisamente de seu primeiro homizio, do pavor que lhe dilatou as veias, de Dimitri, das pessoas agradáveis que conhecera e até mesmo da janota do senhor Giuseppe.

Sentia uma dualidade invulgar: uma parte havia ficado estranhamente para trás.

Susteve o celular.

Discou.

— Alô? — uma voz afável toou. — Quem é?

Desligou.

Lágrimas escorriam.

Levantou-se receosamente.

Os quadros na parede revelaram apenas uma garotinha e seu avô em um carro.

Um caderno atraiu-lhe.

Abriu-o.

Solevou-o.

Uma carta antiga caiu ao chão.

Lilian Basford era o remetente.