— Meu pai lhe deu minha mão? — Koré questionou. Aparecera de súbito no salão do trono. Aidoneus se assustou, mas disfarçou e assentiu. — Por que não me disseram?

Abaixou os olhos, ainda mais sombrio.

— Perdoe-me. — Sua voz soou mais grave que o normal.

Koré respirou fundo, vendo-o encará-la. Por fim, assentiu. Os ombros dele relaxaram apenas um pouco. Ergueu-se, imponente, e se aproximou silencioso como as sombras. Koré esperou que não visse seus arrepios.

— Por favor, venha comigo. Quero mostrar-lhe meu reino — disse, com voz de ilécebra, a mão estendida. Mesmo com coração palpitante, ela retribuiu o gesto e o acompanhou.