"Não devia tê-la trazido com tamanha azáfama", Aidoneus pensou, calado. Koré fitava cada canto com olhos ágeis, os braços ao redor do corpo. Agora já estava feito. Tudo o que lhe restava era tentar remediar o ato.

— Por que me trouxe? — Ela perguntou de súbito. Ele engoliu em seco.

— Teu pai me deu tua mão…

Koré o encarou, confusa, vazia. Ele estremeceu por dentro.

— Ninguém lhe avisou?

Ela balançou a cabeça. Ele se arrepiou. Não tinha mais o que dizer. Deveria mesmo ter esperado. Umedeceu os lábios.

— Esses aposentos são teus. Ninguém a incomodará. — Não esperou pela resposta antes de sair.