Notas iniciais
Yo Minna o/ Essa é a primeira fic que eu escrevo, então qualquer erro ou coisa parecida, me perdoem D:. Espero que gostem!

Era uma manhã normal em Tamachi, os pássaros cantavam, as crianças corriam pelas calçadas e as copas das árvores balançavam com o vento, e como já era de se esperar, o silêncio pairava na casa da família Ichijouji. Ichijouji Ken, o ex gênio estava deitado em sua cama e havia acabado de acordar mas não fazia questão de sair dali. Estava pensativo naquele dia, pensativo até demais. Alguns meses após a batalha contra MaloMyotismon, os digiescolhidos já haviam parado de lutar contra digimons fazia um bom tempo, não tinham mais muitos assuntos para tratar, claro que esse não era o caso das crianças da segunda geração que sempre estiveram estudando no mesmo colégio, porém, isso era diferente para aquele rapaz por vários motivos, mas haviam quatro específicos que impediam ele de tentar conversar com seus amigos. Primeiro: Ele era muito tímido; Segundo: Ele morava longe; Terceiro: Ele já foi o Digimon Kaiser, o garoto que escravizou boa parte dos Digimons; E quarto: Seus sentimentos, espera, mas como assim ''Seus sentimentos''? Bem, grande parte da infância do ex gênio foi tentar dominar o Digital World, que mesmo falhando ainda teve que focar sua mente e lutar ao lado de seus amigos para restaurar aquele mundo, ele não tinha tempo para pensar em sentimentos, algo parecido com o amor que tinha com seus pais e com Wormmon, só que meio confuso. Um pequeno imprevisto havia acontecido, e era nesse imprevisto que Ichijouj Ken estava pensando.

–--------------------------------[]FLASH BACK[]-----------------------------

Lá estava ele, sentado em um chão gelado, e tentando acalmar a garota. Inoue Miyako estava em pânico, eles ficaram presos em uma caverna fazia uma hora e mais alguns minutos, Hawkmon segurava a mão dela e Ken fazia de tudo para que ela não ficasse daquele jeito. A menina abaixou a cabeça enquanto abraçava os joelhos, sua voz estava chorosa mas isso não impedia ela de gritar.

–É NISSO QUE DÁ SEGUIR OS CONSELHOS DE UM DIGIMON ESTRANHO! E TUDO ISSO É CULPA MINHA! VAMOS APODRECER NESSA CAVERNA PARA SEMPRE E NUNCA VÃO NOS ENCONTRAR! ISSO CLARO SE NÓS NÃO MORRERMOS DE FOME PRIMEIRO!

–Miyako-san...- Todos falaram em coro.

Naquele dia, Izumi disse que havia detectado com seu Digivice uma energia familiar vindo do Digital World, ele pediu para os digiescolhidos mais novos irem investigar porque Tentomon lhe mandou uma mensagem dizendo que nem ele e nem os demais digimons conseguiam digivolver, o sinal estava sendo visto de duas áreas bem distintas, mas um deles era bem fraco. Como Ichijouji era o único entre as seis crianças que não tinha um Digimental, ele decidiu mandar o moreno ir com mais alguém para o ponto mais fraco, Daisuke iria se oferecer para ajudar, mas quando percebeu que Hikari ficaria sozinha com Takeru, desistiu da ideia na mesma hora. Iori também iria se oferecer, mas o ruivo pediu para o garoto ficar com Takeru enquanto ele tentava se aproximar da mais nova dos Yagami, então a única pessoa que restou foi Miyako, que com toda sua energia e alegria levantou a mão no mesmo instante e disse sem mais e nem menos que faria dupla com ele, mas aquilo foi uma péssima ideia. Enquanto caminhavam até o local, Miyako abriu seu D-Terminal e ficou observando a tela, constantemente olhava ao redor como se estivesse tentando se localizar. Ichijouji olhou para a garota, ela parecia estar muito concentrada, e por sua cabeça estar abaixada, ajustava os óculos uma vez ou outra e puxava alguns fios de seu cabelo para trás da orelha, fazendo o rosto dele corar levemente, até que finalmente o silêncio foi quebrado. Eles esbarraram com um Impmon, que disse que o caminho no qual estavam era o errado, o pequeno digimon negro os guiou até uma caverna escura e sombria, não entenderam no começo, mas foram surpreendidos por ele, que desferiu um ataque nas crianças e em seus parceiros e em seguida o mesmo atirou uma pequena bola de fogo em uma rocha no topo da caverna, que cobriu a entrada com milhares de pedregulhos. E agora o portador do brasão da bondade estava se desesperando por dentro, ele não sabia como acalmá-la, e o drama que a garota estava fazendo não ajudava em nada, e a situação só piorou mais ainda quando ela começou a chorar, e agora era vez de Ken entrar em pânico.

–Miyako-san, não chore por favor! Nós vamos sair daqui...- O moreno falou, na sua direita estava Wormmon e Holsmon, que tentavam retirar as rochas da entrada da caverna, mas eram muitas.

–Não Ken-kun...- Ela falava agora um pouco mais calma, mas ainda chorava.-Nós não vamos sair daqui... Olhe para eles...- Ela estava falando dos digimons.

''Droga, o que é que eu faço?'' pensou Ichijouji. Ele não era bom com essas coisas, mas reuniu toda a coragem que possuía, respirou fundo e segurou os dois braços da garota.

–Essa não é você Miyako-san! Você é alegre, energética, confiante e nunca desiste! E não se preocupe, eu vou tirar a gente daqui. Por isso, confie em mim, por favor.

Aquela foi a coisa mais corajosa que Ichijouji Ken já havia feito. No mesmo instante Miyako parou de chorar, levantou a cabeça devagar, retirou os óculos e olhou fundo nos olhos do garoto, seus olhos castanhos estavam cobertos por lágrimas e seu rosto estava completamente vermelho.

–Ken...

O rapaz corou violentamente, ele nunca havia percebido o quão bonita ela ficava sem os óculos, ela não era feia, mas sem os óculos... Sem os óculos era totalmente diferente, e ainda por cima foi chamado pelo primeiro nome sem o uso do honorífico. Sem que percebessem, os digimons conseguiram abrir o caminho e a luz de fora da caverna iluminou o local, ele respirou fundo novamente, se levantou e puxou a mão da garota.

–Vamos sair dessa caverna.- Ele fala confiante. A herdeira dos brasões do Amor e da Sinceridade havia torcido o tornozelo, então ele se ofereceu para ajudá-la a montar em seu parceiro digimon.

–O-Obrigada...- Ela enxugou os olhos e olhou confiante para o horizonte. -AGORA, VAMOS PROCURAR AQUELE DIGIMONZINHO MALDITO!!!- Ela grita alegre. Os dois saem do local e são surpreendidos por um raio azul.

–Blue Thunder!- Era Lightdramon, ele avançou veloz contra Impmon, em seguida eles viram os outros digiescolhidos correndo em direção a caverna.

–Onde vocês estavam? Achei que tinham se perdido.- Daisuke fala ofegante e se apoiando nos joelhos para descansar.

–Impmon nos atacou e ficamos presos nessa caverna.- Aquela frase retirou alguns olhares e sorrisos maliciosos dos amigos, mas foram incompreendidos por Ken e Miyako.

–Então, agora que estão bem, vamos para casa!- Takeru sorri.
Impmon já havia sido derrotado, descobriram mais tarde que ele estava usando a matriz de uma Torre Negra para controlar os digimons, mas foi destruída na mesma hora para evitar outra ''brincadeirinha'' como aquela.
–----------------------------- []FIM DE FLASH BACK[]-----------------------------

O que era aquela dor que ele sentia na boca de seu estomago? Ele não tinha certeza do que estava sentido, as únicas coisas que vieram em sua mente foram algumas lembranças que ele tinha com a garota, como no dia em que ele sorriu pela primeira vez na frente de seus amigos, alguns pensaram que era porque achou engraçado a briga dela com Daisuke, mas na verdade era porque achava que ela ficava fofa quando fazia aquilo, naquele momento o garoto pensou: ''Que bom que eles não souberam a verdade, passaria mais vergonha do que eu já estava passando'', lembrou também que no mesmo dia a garota disse que ele ficava mais bonito quando sorria, então pensou: ''Com certeza ela só falou aquilo porque o meu sorriso deve ser a única coisa 'bonita' em mim'', mas e da vez em que o parceiro dela conseguiu digivolver para o nível Seijukuki e os dois trabalharam como uma equipe pela primeira vez? E ainda mandou uma mensagem para ele dizendo que esperaria pelo dia em que ele se juntaria ao grupo e agradece pela ajuda, pensou novamente: ''Ela conseguir digivolver seu digimon para o nível Seijukuki foi só pura coincidência, eu acho... E aquela mensagem talvez tenha sido apenas para ser educada, afinal, por que ela gostaria de mim?''. Exato! Por que ela gostaria dele? Aquela frase ficou ecoando em sua mente várias e várias vezes, até que ele finalmente afirmou.

–Ela não gosta de mim, é melhor esquecer...

–Quem não gosta de você Ken-chan? E o que é melhor esquecer?- Sem perceber o ex gênio pensou alto demais.

–W-Wormmon? A quanto tempo está ai?

–Acabei de acordar, mas no que estava pensando?

–B-Bem... Eu...

–Ken-chan, seu rosto está vermelho! Está doente?
Ele não sabia como contar, ele nem sabia direito como chamar aquilo que estava sentindo. Se levantou da sua cama e encarou o parceiro com um sorriso.

–Não é nada. Vamos tomar o café da manhã?

–Ken-chan, se tem uma coisa em que você é péssimo é em mentir, conte a verdade!- Um sorriso bem estranho até, estava suando e com o rosto vermelho como um tomate maduro.

–Bem, eu não sei explicar pra você... Será que podemos deixar de lado? Por favor.

–Está bem, mas se você quiser desabafar sabe com quem falar. Porque eu sou seu parceiro digimon Ken-chan, você pode confiar em mim.

–Eu sei, obrigado por entender.
Ele acariciou a cabeça do digimon inseto, que decidiu voltar a dormir. Ichijouji Ken realmente precisava desabafar, mas não com seu parceiro, ele não saberia responder suas perguntas e muito menos dar conselhos sobre aquele assunto, pensou em seus pais, mas era bem provável que eles fariam o garoto passar vergonha, ele pensou: ''Com quem eu devo falar?'', até que finalmente teve uma ideia, havia uma pessoa em quem ele confiava bastante, talvez essa pessoa não fosse a melhor mas era a única com quem ele não teria vergonha de falar sobre aquele assunto.

Após tomar seu café da manhã, o garoto se dirigiu até o telefone, discou, esperou chamar até que finalmente foi atendido.

–Alô? Aqui é o Ichijouji Ken, o Motomiya-kun está em casa?

–Ah. Oi Ken-kun, está sim, vou chamar ele!- Era Jun, a irmã do ruivo, que antes mesmo do garoto pensar em alguma coisa foi surpreendido por um enorme grito vindo do outro lado da linha.

–DAISUKE!!! ICHIJOUJI KEN QUER FALAR COM VOCÊ!!!- Ele tomou um susto tão grande que derrubou o telefone.

–NÃO PRECISA GRITAR IDIOTA! EU NÃO SOU SURDO SABE?

–MAS COM ESSA TELEVISÃO ALTA PARECE ATÉ QUE VOCÊ PERDEU O OUVIDO!

–Ah, vê se cala a boca beleza?... Alô, pode falar Ichijouji.- Ele falou com um tom irritado.

–B-Bom dia Motomiya-kun, está ocupado?- No outro lado da linha o ruivo olhou para o a televisão e a pilha de latas de refrigerante acompanhadas de pacotes de salgadinhos que estavam espalhados pela sala, deu um leve suspiro e falou em seguida com um tom sarcástico.

–Ocupado? Não, não estou ocupado, por quê?

–Será que eu posso ir na sua casa hoje de tarde?

O ruivo coçou a nuca e falou novamente com um tom sarcástico. -Claro, porque não?

–Obrigado, as quatro horas?

–Tá...

–Certo, até lá então.- O garoto desligou o telefone.

Já eram 16:13 da tarde, Ken precisou pegar um metrô para Odaiba pra chegar na casa do amigo, por que ele confiava nele? Talvez porque eles eram parceiros de Jogress, ele conhecia bem o coração do ruivo, e também porque ele foi o primeiro a acreditar nele quando as Sementes das Trevas foram expulsas de seu corpo, mas isso não importava mais, eles eram amigos não é mesmo? Amigos confiam um no outro. Chegando na casa da família Motomiya, Ken bateu na porta três vezes, mas ninguém veio, iria bater novamente mais foi interrompido por uma voz que ele não esperava estar ali, principalmente naquele lugar.

–Ah, boa tarde Ichijouji-san.

O ex gênio ficou perplexo, por que Takeru estava lá? Mas antes de tentar argumentar alguma coisa a porta foi aberta.

–Ah, finalmente chegaram, achei que não viriam mais.

–O que te custa esperar alguns minutos?- O loiro falou dando um leve sorriso como de costume.

–Ah, não enche Takeru! Entrem.

Ele abriu a porta e cedeu espaço para passarem, Ken continuou naquela posição olhando para Takeru com os olhos arregalados, balançou a cabeça para recobrar os sentidos, pediu licença e entrou junto com o loiro. Quando chegaram ao quarto de Daisuke, o mesmo fechou a porta e trancou-a, fez um sinal para se sentarem enquanto abria a gaveta de seu criado mudo jogando para cada um deles um joystick, em seguida colocou em seu videogame um jogo aleatório, conectou os controles e deu play.

–Ok, diz sobre o que você quer conversar Ichijouji-san.- O loiro continuou sorrindo e escolheu um dos três personagens disponíveis no jogo

–O que eu quero conversar?- Ele disse fazendo o mesmo.

–É, você mente muito mal, da pra perceber pela sua voz. A partir do momento em que você disse será que eu posso ir na sua casa hoje a tarde, já tava mais que na cara que nesse angu tinha caroço.- Disse Daisuke rindo da cara do amigo.

–Eu sou tão ruim assim?

–Sim.- Eles falaram em coro.

–Nossa! Então...- Ele pigarreou. -Eu estou precisando desabafar. No começo era só com o Daisuke mas já que ele convidou o Takeru-san também...

–Desembucha Ichijouji, tá parecendo uma garotinha.- A frase foi acompanhada com um riso do loiro que estava do seu lado.

–Calma... Bem...- Ele suspirou corado. -Acho que estou começando a gostar de alguém.- Aquela frase fez os dois garotos trocaram olhares.

–Olha só, pelo jeito o menino gênio achou sua metade da laranja não é?- Disse Takeru com seu leve sorriso.

–É, você é o único cara que eu conheço que tem boa parte das meninas do Japão te idolatrando e mesmo assim não da bola pra nenhuma, que desperdício mano! Mas diz ai, quem é a garota ou garoto? Sei lá.- O ruivo pegou uma lata de refrigerante para si e um sanduíche para Takeru e ambos começaram a saborear o lanche feito pela Sra. Motomiya.

–Mas é claro que é uma garota Motomiya-kun, não sou esse tipo de pessoa.- O moreno fala irritado.

–Tá bom. Mas qual o nome dela?- Takeru fala de boca cheia.

–Acho que...- Ele abaixa a cabeça para esconder o rosto.-Acho que estou começando a gostar da Miyako-san.

No mesmo instante em que ele falou aquilo, Daisuke cuspiu todo o refrigerante que tinha em sua boca e ao seu lado estava Takaishi se engasgando com o sanduíche.

–Da Miyako-san!?- O loiro tossia.

–Takeru-san, Motomiya-kun, vocês estão bem?

–SE ESTAMOS BEM!? ICHIJOUJI, OLHA PRA VOCÊ! VOCÊ GOSTA DA- Mas antes que pudesse terminar a frase, foi impedido por Ken.

–Não fale tão alto!

–E é bom que alguém escute! Pra ver se você acorda! Não sei se começo a rir ou se começo a me assustar.

–Mas por que a Miyako-san?- Takeru limpa a boca.

–Algum problema?- Ichijouji questiona.

–MAS É CLARO QUE TEM! DE TANTAS FÃS GATAS QUE VOCÊ TEM, ESCOLHEU JUSTO A- Foi calado novamente.

–Eu não sei bem... Tudo isso começou depois que a gente ficou preso naquela caverna.- Ele abaixa a cabeça novamente e cora mais ainda.

–Gosta mesmo dela?- O ruivo pergunta um pouco mais calmo.

–Acho que sim...

–Mas acha que ela gosta de você?- Takeru também pergunta.

–Não sei....

–Do jeito que a Miyako é, com toda certeza ela deve amar você, não se lembra daquela vez no futebol?- Daisuke olha para o teto como se estivesse se lembrando.

–É, mas a Miyako-san é a herdeira do brasão do Amor e da Sinceridade, não acha que se ela realmente gostasse dele já teria contado como fez daquela vez com o Michael?

–Quem é Michael!?- Ken levanta a cabeça rapidamente.

–Ué, não vai me dizer que tá com ciúmes dele?- Os dois olham para ele com um sorriso malicioso, fazendo Ichijouji se encolher de vergonha.

–Relaxa, ele é só um amigo da Mimi-san que ela conheceu. Já deve ter esquecido isso, faz muito tempo.- Aquela frase acalmou ele que em seguida suspirou de felicidade

–Sabe, as férias já estão acabando e logo logo voltarão as aulas. Se realmente gostar dela, poderia pedir para os seus pais pra estudar aqui em Odaiba.- Takeru volta a comer seu sanduíche.

–Estudar em Odaiba?

–É, você até voltaria a andar com a gente!- O ruivo se referia aos digiescolhidos.

–Não sei se eles vão concordar...

–Não custa nada tentar não é mesmo?- O portador do brasão da esperança volta a dar seu clássico sorriso.

–Eu vou ver e consigo.

Eles passaram mais algumas horas apenas ali, apenas jogando e conversando sobre bobagens e coisas de garoto. Ichijouji Ken perguntava para si mesmo: ''O que será que vai acontecer quando eu chegar lá? Será que ela vai ficar feliz? Ah, do que eu tô falando? É bem mais provável que eu fuja de tanto medo.''. Ele tinha razão, estava tão nervoso e tão ansioso pelo fim das férias, nunca havia sentido aquele sentimento na sua vida, estava confuso porém feliz ao mesmo tempo, ele queria que Osamu estivesse ali para compartilhar sua alegria! Espera, será que Osamu já havia sentido aquilo? Será que tinha outra coisa além das bolhas de sabão que seu irmão, sua rocha e inspiração quando mais novo, não sabia fazer? Ficou refletindo sobre aquilo por alguns minutos até que um de seus amigos o chamou.

–Ken, já tá um pouco tarde, acho que seus pais vão ficar preocupados se você chegar atrasado.

–Hã? C-Claro! Então eu já vou, obrigado por me receber Motomiya-kun.- Se levantou e foi até a porta do quarto.

–Também já deu minha hora, hoje eu vou jantar na casa do meu pai e meu irmão vai cozinhar sabe? Se eu chegar atrasado ele vai ficar bem furioso.- O loiro ri.-Então até outro dia Daisuke-kun.- Ele fez o mesmo e Daisuke acompanhou os dois até a porta.

–É, tchau pra vocês dois, e você Ichijouji, espero que você estude com a gente!- O ruivo sorri.

–Eu espero o mesmo, bem até mais.- Ele desce as escadas, mas Takeru continua lá por mais alguns segundos.

–Foi só pra isso que você me chamou?

–Você sabe, eu não sou muito bom com conselhos.- Daisuke coça a nuca.

–É mentira! Você só tava com preguiça de pensar não é?

–E nós temos um ganhador! Boa noite!- Ele fecha a porta na cara do garoto.-E NEM PENSE EM PARAR PARA FALAR COM A MINHA HIKARI-CHAN NO MEIO DO CAMINHO TÁ? SE NÃO VOCÊ VAI ESTAR FRITO! OUVIU LOIRINHO? FRITO!- Gritou de trás da porta.

–Esse Daisuke... Não tem jeito mesmo.- Takeru ri e vai embora.

Mais tarde na casa da família Ichijouji, Ken estava jantando com seus pais, o silêncio, como de costume, era enorme. Mas isso não era o mais difícil de controlar, seu coração batia tão rápido como um tambor, estava nervoso, torcendo para que o Sr. e a Sra. Ichijouji não fizessem nenhum interrogatório.

–Mãe, Pai, podemos conversar?

–Mas é claro Ken-chan!- A Sra. Ichijouji sorri feliz para seu filho.

–As férias estão acabando, e eu queria saber se eu posso estudar em outro lugar.- Ele olha para baixo, sempre fazia isso quando estava nervoso ou envergonhado.

–Estudar em outro colégio? Não gosta do colégio que está estudando agora Ken?- O Sr. Ichijouji faz a primeira pergunta.

–Não é isso. É que...

–É que?- Eles continuam com o interrogatório.

–Eu... Eu... Eu queria estudar no colégio de Odaiba!- Os pais de Ken pausaram o jantar, ele estava cruzando os dedos para que eles não perguntassem o...

–Porque?- Voltaram ao normal como se nada tivesse acontecido.

–Por que?...- ''Porquê? É Ken! Pensa! Porquê?'', ele não sabe mentir, principalmente para seus pais. O que fazer?

–M-Meus amigos estudam lá!- Ele quase gritou de tanto nervosismo, enquanto seus pais olhavam para seu filho com uma expressão de dúvida no rosto.

–Por que não disse antes? Ficaremos felizes vendo você com seus amigos!- A Sra. Ichijouji sorri e volta a jantar.

–Mas não acha que ficaria um pouco longe pra você ir filho?- O Sr. Ichijouji fez o mesmo que sua esposa.

–E-Eu posso pegar um metrô.- Ken não sabia o que dizer. Será que finalmente conseguiu contar uma mentira decente? Talvez não, afinal, ele também queria voltar a ver seus amigos.

–Se está bem para você, está bem para nós!

–Obrigado.- Ele voltou a jantar.

Aquela noite foi tranquila para Ichijouji Ken, o ex gênio dormiu com um sorriso doce e meigo estampado em seu rosto apenas esperando o grande dia, ansioso para encontrar seus amigos, e claro, a garota de quem ele gostava.Espera, é mesmo! Inoue Miyako! O que será que ela está fazendo agora?