Kenome (HIATUS)
4 O Conselho dos Nove
Notas iniciais
POV's Narrador
Todos estavam extremamente alegres, principalmente naquela noite. A Ordem fora criada e então o conselho se reuniu para festejar.
A colina estava extremamente bonita, como se as ninfas, uma lenda antiga, tivessem se levantado e decidido que as fábricas das capitais não mereciam mais nenhum espaço. A pequena cabana estava iluminada e, à mesa, estavam sentados todos os nove. Naquela época, eram todos alegres, exceto alguns poucos que já haviam sido corrompidos pelo exército.
Ao adentrar a cabana, podiam-se ver pessoas alegres. Haiay flertava com Yūwaku, frequentemente indo até o tonel de vinho, sob o efeito da persuasão dela. Mondai e Kokoro, jogavam para testar a concentração de cada um e Masayoshi, que estava julgando a competição, ficara a ponto de empatar as duas. Era possível ver Buki dormindo em cima do prato e Suimin rindo como um louco, enquanto jogava azeitonas no grandalhão e o corpo dele se dividia para que elas passassem direto. Taças e pratos estavam espalhados pela mesa, pernis assados, cerveja e vinho. A festa do conselho era muita.
Lá fora, podiam-se avistar duas silhuetas femininas na colina. Kūki estava ereta como o exército a ensinara há tempos, e Raion deitada no colo dela olhava para o céu.
– Te garanto que agora será melhor — Kūki olhou nos olhos amarelados dela.
– Da última vez que disse isso, eu quase fui purificada por Kokoro — ela sorriu com o canto da boca.
– Eu te prometo — Kūki olhou para cima e depois para Raion de novo — Que se alguém tentar te mandar para o outro mundo, eu vou junto.
– Não me prometa ainda — ela olhou nos seus olhos.
– Eu prometo, por que eu vou cumprir — Kūki se abaixou encostou os lábios nos dela, e ao tirar, Raion passou os braços em seu pescoço e a puxou para a um beijo.
Haiay apareceu ao lado delas e sentou por lá também.
– E então meus anjos. Masayoshi — ele fez uma careta — quer formalizar a Ordem.
Todos os três se levantaram e se encaminharam para a cabana.
– Agora — Masayoshi levantou a mão quando todos entraram — Um brinde à Ordem! Um brinde ao conselho! Um brinde por Toritora!
– Por Toritora! — todos levantaram os copos, derramando cerveja e vinho na mesa.
– Agora, mais do que nunca — disse Buki levantando o rosto — temos que recrutar novos soldados.
– Calma docinho — Yūwaku se sentou ao lado dele — Hoje ainda não existe preocupação.
– Realmente — Kokoro abriu um sorriso para Haiay — Até eu concordo que não devemos ser formais hoje.
Mondai passou o braço em Raion e Kūki, dizendo: — Pois é, casal da vez. Ainda temos muito o que fazer.
Todos recomeçaram a bagunça e Yūwaku subiu no teto sem que ninguém percebesse.
– É papai — ela levantou a mão — Eu vou te vingar.
Ela abaixou a mão e olhou para ela desolada.
– Por que vingar ele? — Haiay estava sentado ao lado dela — Você nunca nos contou.
– Não entendo por que você é tão intrusivo — ela sorriu — Não conto nada, por que sei que não iram me querer.
– Ei — ele passou a mão nos ombros dela — Você faz parte do nosso grupo. Você faz parte do conselho.
– Algum dia talvez — Ela enrubesceu e tirou a mão dele — Como consegue ,ser tão mulherengo assim. Mesmo eu tendo o dom da sensualidade, não aguento tantos assim. Tomara que encontre a sua mulher.
– Eu já encontrei — então Yūwaku virou o rosto e Haiay beijou ela, descendo do telhado numa velocidade estonteante.
Ela riu e olhou mais uma vez para o céu — Eu vou sim te vingar papai.
A festa foi interrompida por um monstro que vivia na floresta, porém Mondai cuidou dele com um golpe. O mais impressionante nisso tudo, era que as espadas de ambas, Kukuro e Mondai, surgiam do nada. A de Kukuro, era uma katana de pura habilidade, que se materializava da simples imaginação dela e, enquanto em uso, tremeluzia, assim como ela e tudo o que ela materializava. Ela não possuia uma Ken e não era um Furu, porém era tão habilidosa quanto.
A de Mondai, era a sua Ken. Uma katana que simplesmente aparecia, sempre parecendo estar desarmada.
A festa durou ainda a noite toda e só acabou quando Buki caiu de sono.
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