Kennen e a tormenta
2 2-3 : No olhar da tormenta
Notas iniciais
Passou-se mais um longo e sorturno dia no templo dos kinkou, os arendizes finalmente foram repousar, Shen voltou as suas pesquisas no escritório de seu falecido pai e Akali foi visitar Kennen, para sua surpresa acabou achando o quarto arrumado e nenhum Yordle.
Kennen parou logo após passar pelas primeiras árvores do bosque e olhou para trás, em meio ao crepúsculo o templo sumia nas sombras como um ninja, mas ao puxar seu antigo kimono, apertar sua faixa a cintura e se virar para ir acabou se deparando com uma névoa muito familiar — Akali, eu tenho de ir, aqui não é o meu lugar — ele disse olhando para a fumaça roxa, porém a resposta que teve foi inesperada.
— Não vim impedir, afinal ninjas trabalham sozinhos — Akali não estava na névoa e sim as costas do pequeno, assim que ele se virou, já não havia ninguém, apenas uma bolsa e as shurikens que ele havia deixado para trás.
Com um suspiro o Yoordle pegou a bolsa e partiu deixando as armas que o acompanhou por tanto tempo para trás.
Gostaria de descrever toda a longa viagem do pequeno Yordle por Valoran, o momento em que foi pego nas teias de uma aranha e como fugiu, de quando foi enganado por um palhaço sinistro e acabou indo parar muito longe do caminho que seguia, mas uma coisa de sua viagem eu preciso contar, foi quando adentrou numa profunda floresta cheia de espíritos errantes.
Kennen não conseguia ver quase nada além dos negros caules das finas árvores e da névoa azulada, alimentada pela lua, de onde surgiam figuras para atormenta-lo.
— Você os abandonou — murmurou uma voz masculina.
— Eles estão morrendo! — gritou uma mulher.
— Kennen! — a voz de Shen surgiu, seguido de um grito molhado, como se tivesse sido degolado. Kennan sentiu seu coração palpitar ferozmente, correu naquela direção, mas outra voz o fez suar.
— Onde está suas shurikens Yordle.
— Eu não preciso delas para te enfrentar Zed! — Kennen estava ofegante, o suor empapava seus trajes desgastados.
— Kennen! — a voz de Akali em um grito de dor o deixou desesperado. Mas antes que pudesse fazer algo ele viu sua silhueta ser decaptada.
— Isso não é real! — Kennen gritou.
— Sera mesmo? — a voz dd Zed molhou as orelhas do pequeno, levemente adocicada — você se acha muito esperto...
— Não! — Kennen caçou por todos os lados e finalmente viu a lua, correu para ela ouvindo as gargalhadas, os berros de horror, os saltos nos galhos, as lâminas, as risadas.
— Finalmente, água? — Kennen estava diante da lua, mas esta não se via no céu, pois o denso bosque bloqueava a visão, estava num lago, pequeno e brilhante, a unica fonte de luz naquela escuridão. Ao toca-lo, as ondas o fizeram piscar como um olhar mágico, com íris de estrelas e pupila de luar.
Foi quando o Yordle sentiu, do outro lado da água um branca raposa o viu. Kennen pxou sua mochila, devia haver algo para o ajudar, pois aquela raposa brilhava, e estava caminhando com nove caudas sobre o lago do luar.
— Roupas para o frio? — aquilo o fez questionar, para onde Akali pensou que ele estava indo — e isso, eu não acredito.
Facas Kunai, haviam algumas ali, mas era tarde para arremessar, os olhos da raposa estavam perto de mais, sua magia era forte e ele caiu em seu charme.
— Sua mente é como uma pilha de folhas, posso me perder ou brincar! — a voz da raposa era a mais doce que ele já tinha ouvido, não demorou a notar que todos os fantasmas eram ela fazendo seu mimetismo. Quando deu por si estava aprisionado, os braços da forma humana daquela raposa eram macios e seus seios sob os trajes pareciam travesseiros fofos para dormir.
— Eu não posso... — Kennen não tinha mais forças para continuar, não podia fugir, não queria lutar, sentia-se bem, se morresse ali ninguém iria notar, o que perderia? Finalmente poderia descançar...
— NÃO! — de onde veio isso? — eu não posso parar, meus irmãos Kinkou precisam de mim, eu preciso voltar!
— Não se faça de bobo, você não tem irmãos naquele lugar — a voz da raposa confundia Kennen como eu tentei agora. As palavras dela viravam seus pensamentos e tentavam o fazer acreditar que estava desistindo, que o templo Kinkou não era seu lar.
— Me largue sua bruxa! Você não vai me parar! — Kennen sacou sua Kunai e o sangue mágico se fez jorrar. De repente todo o bosque se assendeu, sendo finalmente lavado pelo luar, os fantasmas, a névoa, tudo se dissipou, exceto a raposa mancando que veio cabisbaixa se desculpar.
Só então Kennen percebeu estava com os trajes de inverno que Akali o deu, capuz branco sobre a indumentária escura, acolchoada, nas mãos as kunais, até ele guarda-las.
— Você não tem culpa de sua natureza, mas é culpada de não tentar mudar — o que era aquilo que Kennan estava falando? Nem ele mesmo sabia explicar, apenas deixou seu espírito continuar abaixando, acariciando a raposa, e ao vê-la de novo na forma humana beijou-a como nunca antes havia feito — obrigado, graças a você eu pude mudar.
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