Kendall Bryce - Objetivo: SUCESSO!
1 Capítulo 1- Uma nova oportunidade me espera
Notas iniciais
Capítulo 1- Uma nova oportunidade me espera
Johnny Golden, a sensação musical. Seu sucesso começou desde pequeno, famoso pelo mundo todo. Tem a vida perfeita, dinheiro, fama, talento, fãs. E ele com toda certeza é... A PIOR PESSOA QUE EU TIVE O DESPRAZER DE CONHECER!
E eu posso falar isso pelo simples motivo: Nós estudamos juntos quando crianças. Sempre se achava o melhor, conseguia o queria na hora e tentava mandar em todos, era realmente um filhinho de papai mimado. Depois que ele foi embora da cidade para começar sua carreira, fiquei aliviado por não ter que aguentá-lo novamente... Engano meu. Anos se passaram e novamente estou preso com ele de novo. E tudo começou numa manhã tão calma...
–--KENDALL BRYCE OLIVE! Essa é a última vez que eu lhe chamo! Você vai acabar perdendo o seu vôo!
Aaah! Nada como um bom dia agradável como esse, mas minha mãe estava certa, se não me apressa-se iria me atrasar. Desci para a cozinha correndo para empacotar as últimas coisas que deixei para guardar de manhã. Era o primeiro dia de uma nova vida, iria para a Academia Aurea de Música, para me preparar para o meu único e tão desejado sonho de vida: me tornar um cantor famoso.
–--Já pegou tudo?
–--Sim mãe, não falta mais nada.
–--Lembrou de colocar seus cadernos?
–--Sim.
–--Suas roupas?
–--Remédio para asma?
–--Mãe! Eu tenho 18 anos, tem que parar de me tratar como uma criança!
–--Mas é que... Eu vou sentir saudade do meu pequeno cantor.
Como sempre, ela veio fazer drama. Mas, que mãe não é assim, não é? Abracei-a forte, e disse que daria tudo certo. Fui para o meu quarto para pegar minha mochila e dar uma última olhada naquele lugar... onde tudo começou. O lugar onde cantei pela primeira vez, a letra estava um pouco errada e eu nem lembro que idade eu tinha, mas eu sei que quando cantei pela primeira vez, sabia que queria trabalhar com isso o resto da minha vida.
Desci novamente para a sala e ouvi a campainha tocar.
–--Estávamos esperando alguém? --- Perguntei juntando as caixas e as malas.
–--Sim, é a Riley. Ela se ofereceu para te levar ao aeroporto.
–--A Riley vai me levar?!
Riley Miller, nossa vizinha. Uma garota um ano mais velha que eu, cabelos longos enrolados e ruivos, olhos castanhos e muito bonitos, uma menina bem legal na verdade, e também... A garota que estou apaixonado desde criança.
–--Bom dia senhora Olive. E aí Belos Olhos? Já tá pronto?
“Belos Olhos” era o apelido que eu havia ganhado na escola por conta da cor dos meus olhos que herdei de meu pai. Eram de cor azul bem clara, que faziam um contraste bonito com meu cabelo castanho.
–--S-Sim, já estou pronto. --- Peguei a bagagem e levei para o carro.
Entrei e da janela me despedi da minha mãe, que ainda enxugava as lágimas que desciam no seu rosto. Eu morava longe do aeroporto, então ainda tinha um tempinho para me despedir da Riley. Mal começamos o trajeto ela me pergunta:
–--Como foi mesmo que você entrou para essa escola? Ela não é muito cara?
–--É sim. Mas, a menos que você tenha um parente lá ou passe nos testes para conseguir uma bolsa você pode estudar de graça. O que foi o meu caso.
–--Oooh, e como você foi que você fez esse teste?
–--Você tem que fazer um vídeo de você fazendo alguma coisa na área que você tem interesse. Eu mandei um vídeo meu cantando.
–--Bom, do jeito que você canta, você deve ter sido aceito de primeira.
–--É mas... Não foi tão fácil assim --- Falei meio sem jeito. --- Eu mandei o vídeo aos 16 anos, mas só recebi a admissão no dia do meu aniversário de 18.
–--Nossa, por que demorou tanto tempo?
–--É uma escola muito procurada, e a avaliação leva vários meses para ser feita, pois lá só admitem os melhores.
–--Você deve estar se sentindo honrado então.
–--Sim...
Depois de um tempo sem falar novamente, ela liga o rádio, que estava tocando nada mais nada menos... Do que uma música do Johnny Golden.
–--Aaaah, não! Muda de rádio por favor!
–--Haha, por quê? É o Johnny Golden, todo mundo gosta dele!
–--Todo mundo menos eu! Eu não suporto esse cara desde que a gente era criança.
–--Ah é, você estudou com ele no fundamental não é? Como ele era?
–--Metido, mimado, se achava muito...
–--Ah, mas eu não acredito nisso. Eu aposto que ele era meigo, gentil, carismático e (aiai) muito lindo...
Esse cara REALMENTE não tenta dar razões para eu não odiá-lo.
–--Hmf, eu realmente não sei o que você e as outras garotas vêem nele!
–--Ah, vai me dizer que você não acha pelo menos que ele tem estilo? O que você acha do cabelo dele?
–--Ridículo! Um undercut com um topete do lado, por favor né!
–--Acho muito estiloso e, além do cabelo, ele também tem olhos verdes muito lindos, um rostinho fofo, uma voz muito boa...
–--A letra inicial do sobrenome escrito na parte raspada da cabeça...
–--Ele tem isso?
–--Vi vários shows dele em que ele fez isso.
–--Olha, pra alguém que odeia ele, você tá sabendo demais! --- Fiquei meio envergonhado novamente.
–--E-ei! É que a minha irmã gosta dele e tem o DVD da turnê dele. --- Olhei para a janela. –-- Ele só se aproveitou do dinheiro do pai para o próprio sucesso.
Ela deu uma risadinha e depois continuamos o resto da viagem conversando sobre assuntos paralelos. Pelo menos, acabou o assunto “Johnny Golden”, o que me deixou aliviado, pois não conseguiria aturar a ideia de que a última conversa que tive com a Riley seria sobre ele.
Quase chegando ao nosso destino, me senti cansado e encostei a cabeça no vidro, não demorou muito para que eu pegasse no sono.
Comecei a ter um sonho incrível, eu no palco, todos vibrando e gritando o meu nome. Eu dançava, tocava vários instrumentos e cantava a minha música favorita. Quando terminei, pude ouvir todos gritando:
–-- KENDALL! KENDALL! KENDALL! ... Kendall! Já chegamos! Acorda!
Acordei atordoado, o que fez Riley rir um pouco. Saímos do carro e ela me ajudou com as malas, nos dirigimos até a área de check-in do aeroporto. Enquanto colocava minhas malas, Riley me perguntou:
–--No carro...você estava cantando enquanto dormia?
–--Hm, provavelmente sim. Tenho isso desde pequeno, e é por isso que eu digo que meu quarto foi o lugar que cantei pela primeira vez. Minha mãe ainda deve ter o vídeo, se quiser ver depois.
–--Eu adoraria... --- Ela deu um sorriso muito bonito. Eu iria sentir falta desse sorriso.
Ouvi a chamada do meu vôo e fui andando até a área de embarque. Antes de ir, Riley pegou minha mão e beijou meu rosto.
–--Só volte pra cá se for pra fazer uma turnê! --- Falou sorrindo.
–--P-P-P-P-P-Pode deixar! --- Gaguejei fazendo com que ela desse uma risada.
–--Até mais, Belos Olhos... --- Observei ela indo embora e depois continuei andando até o avião.
Da janela, vi-o levantar vôo. Respirei fundo. Uma nova oportunidade estava à minha espera. Fechei os olhos e pensei:
“A hora é agora! Meu objetivo: SUCESSO!”
Fale com o autor