Kendall Bryce - Objetivo: SUCESSO!
3 Capítulo 3- Encontros e infelizmente Reencontros
Notas iniciais
A luz entrava no quarto e incomodava meus olhos, despertei lentamente e fui ver que horas eram, 6:30, tinha uma hora para me arrumar. Tomei um banho rápido e vesti meu uniforme, coloquei brincos simples, não muito chamativos, afinal essa é uma escola elegante e um monte piercings na orelha não se enquadra no padrão de alta sociedade do ambiente.
Desci as escadas e, quando cheguei às mesas ao ar livre, fiquei muito surpreso. Uma enorme quantidade de alunos estavam lá, ontem haviam apenas, no máximo, 20 pessoas pela escola... Agora deve ter umas 80! De onde brotou tanta gente? Me apressei para ir ao refeitório, talvez não sobrasse mesa (ou até mesmo comida) disponível.
Por sorte, consegui uma mesa, um pouco afastada das outras, mas tudo bem. Enquanto tomava o café pude escutar algumas meninas conversando.
–--Você ouviu? Ele vai voltar hoje!
–--Aaanh! Nem acredito! Mas você sabe em que quarto ele vai ficar?
–--Eu ouvi que vai ser no 301.
“Hm? Meu quarto? Bom, talvez meu colega seja famoso por aqui...” Pensei comigo esmo e sorri com esse pensamento.
Depois do café, me dirigi até a sala da primeira sala de aula: A de história da dança.
–--Sala A, Sala B, Sala... Ah! Essa aqui, Sala C!
Entrei e me sentei numa cadeira que era bem no meio da sala. Era uma sala enorme, haviam vários alunos, uns em pé, outros sentados. Deixei meu lápis cair sem querer, me abaixei para pegar e quando levantei... Só ouvi o barulho e senti a dor.
*PAM* Um estojo me atingiu bem na cabeça.
–--Aaai Meu Deus! Foi mal, cara!--- Levantei a cabeça e vi lindos olhos azuis escuros. Minha visão voltou ao normal e eu pude ver uma garota.
Cabelos curtos e loiros bem clarinhos, uma pele clara e um rosto bem bonito.
–--N-Não. Eu estou bem...
Ela sorriu e se virou para um garoto que estava na frente da sala.
–-- Viu o que que você fez, babaca?!--- O garoto saiu correndo e rindo.
–--Idiota...
–--Anh, s-seu estojo.---Entreguei-lhe o objeto que atiraram em mim.
–--Ah, obrigada!--- Ela se sentou na cadeira que estava na minha frente.--- Sou Jade. Jade Rocker.--- Falou estendendo a mão para mim.
–--Rocker?! Você é filha de Kevin Rocker? O famoso fabricante de instrumentos?!
–--Haha, sim sou eu. Já tocou algum instrumento da nossa empresa?
–--N-Não exatamente... Mas sou muito fã do trabalho de vocês, sou assinant do catálogo.
–--Hmm, então deve ter visto a última coleção juvenil não é?
–--Sim, por quê?
–--Ela foi o meu dever de casa nas férias.
–--Você que fez o design?! Nossa! Elas estão incríveis!
–--Haha, valeu cara.
–--A minha favorita é a Hawaii Blue Waves.
–-Ah, essa foi meu irmão que fez. Posso descolar uma facinho pra você.
–--Ah, obrigado, mas...eu não toco nenhum instrumento.--- Falei meio envergonhado.
–--Hãããnh? Nem violão?
–--Não.
–--Você é bolsista?
–--Sim.
–--Que estranho, mesmo com a bolsa, é necessário saber pelo menos tocar violão e alguns passos de ballet.
–--Sério? Eu não sei nenhum desses.
–--Como você entrou aqui então?--- Ela me encarou por um tempinho e depois falou mudando de assunto--- Ei, belos olhos!
–--Anh, o-obrigado. Esse era meu apelido na minha antiga cidade.
–--Hehe, você faz jus a esse apelido...
–--Ah, nem falei meu nome a você. Sou Kendall Bryce.
–--Muito prazer, Belos Olhos.--- Ela sorriu.
–--É melhor continuar essa conversa depois, o professor chegou.
Ela se virou e o professor se apresentou.
–--Bom dia classe, sou Charles Brand. Seu professor de história da dança.
Era um homem bem vestido, cabelos cacheados castanhos claro e olhos verdes.
–--Peguem seus cadernos e comecem a copiar.
Ele começou a escrever algo na lousa, percebi que havia esquecido meu caderno. Me virei para trás para pedir uma folha.
Enquanto estava virado, alguém abriu a porta da sala.
–--Opa!--- Deixei meu lápis cair novamente e me abaixei para procurá-lo. Enquanto estava abaixado, a o professor começou a dar bronca no visitante.
–--Posso saber por que chegou atrasado?
–--Oras, meu professor querido, uma pessoa bela tem que ter seu sono de beleza adequado.--- Espera, eu conhecia aquela voz. Mas ignorei e continuei procurando o lápis (que pelo visto, tinha parado em Nárnia).
–--*Suspiro* Certo então se sente, por favor.
–--Não vai me apresentar?
O professor havia ficado em silêncio, depois falou alto pra a sala.
–--E com vocês, Joseph Dylon Golden.
Me levantei rapidamente, não conseguia acreditar nos meus ouvidos. Era ele. Johnny Golden.
–--Oh, merda.--- Falei baixinho.
E ele, lá de longe, me reconheceu e gritou:
–--AH! Eu não acredito! Tortinha!
E todos os olhares se viraram para mim. Eu acho que preferia levar outra estojada.
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