Enquanto o menino rabiscava, murmurando sobre lápis coloridos, a moça mexia no celular e por vezes lançava olhares preocupados à Ken.

Intrigou-se. Melhor ser direto:

"Conhecem um tal Max?"

A moça quase deu um grito.

"Jesus, você é de verdade? Achei que era ação publicitária."

Culpava a roupa colorida? Seu sorriso quase plástico? A ideia de que ela parecia temer mais que Ken fosse um homem real do que um boneco instalou-se sorrateira como algo numa domácia.

O menino interrompeu:

"Leva a gente para casa da vovó?"

Com razão, Ken conclui que não era o único fugindo.

"Posso ajudar."