Notas iniciais
OLA PESSOAS LINDAS DESSE BRASIL... E QUEM SABE PORTUGAL, PORQUE NÃO? É com muito carinho e emoção que eu trago para vocês o último capítulo de Keep moving slow. Meu coração está mega apertado e já estou morrendo de saudades. Vocês sabem que eu não costumo falar muito aqui em cima, então peço que leiam as notas finais... Aproveitem...

"You have to make it happen." — Denis Diderot

Gostava do verão. O sol, a brisa refrescante, as pessoas e animais passeando pelas ruas, a alta demanda turística. De longe aquela era sua época favorita do ano. Seu único desgosto com aquela época do ano poderia ser, talvez, as noites curtas. Afinal, quando seu trabalho depende da vida noturna, o verão deixa um pouco a desejar.

Já eram oito horas da noite, mas ainda havia resquícios do sol iluminando o céu de Paris. Da porta dos fundos do grande galpão, ajudava os funcionários a carregaram a nova remeça de bebidas para dentro. As caixas eram grandes e pesadas, o podre barmen não conseguiria dar conta de tudo aquilo sozinho.

— Essa foi a última caixa, Chefe. – O barmen colocou a última caixa no estoque.

— Está certo. Obrigado Thomas. – O loiro agradeceu e trancou a porta do estoque, mais um dia normal no trabalho.

Bom, dizem que não é trabalho quando se faz o que ama. Adrien concordava com isso. Aquele lugar era o contrário de trabalho, era o seu oásis. Ao olhar ao redor, tinha muito orgulho do que havia feito em tão pouco tempo como dono do clube que tanto amava.

Nesse tempo tanta coisa havia mudado em sua vida. Com vinte anos, tinha mais responsabilidades do que muitos jovens com a sua idade, mas ele arcava bem com todas elas, dividindo seu tempo como dono de um grande clube durante a noite e modelo durante o dia.

O contrato com a Nike havia rendido frutos além do que ele esperava. Quem diria que o filho do grande ex-bailarino Gabriel Agreste, se tornaria um modelo de roupas esportivas?

Falando em seu pai...

Quantas dores de cabeça não tivera. Brigas, discussões e desentendimentos. Em determinado momento, quando não conseguiam mais estar no mesmo ambiente sem brigarem, o loiro decidiu sair de casa, passou a morar em seu escritório no clube, ficando sem falar com pai por quase três meses.

Hoje, ele aceitava melhor o que o filho desejava fazer da vida. É claro que não era isso que Gabriel queria, investiu anos no filho para depois vê-lo largar tudo. De fato isso o deixou furioso. Mas depois de um tempo, sentir que o filho o odiava era um sentimento ainda pior do que a derrota.

— E ai Adrien... – O grito de alguém o chamando se espalhou pelo saguão principal. – Como é que vai cara?

— Nino... Você chegando cedo, o que foi que aconteceu, Alya te expulsou de casa? – O loiro brincou.

Desde que o amigo passou a dividir um apartamento com a namorada, a palavras “atraso” havia se tornado seu nome do meio. Então vê-lo chegar tão cedo no clube era uma grande surpresa.

— Quase isso cara. – O moreno riu. – Uma prima dela está chegando de viajem e vai passar um tempo lá em casa, até encontrar um apartamento na cidade.

— Bom, espero que ela tenha mais sorte do que eu tive. Achar o meu “canto” foi quase uma missão impossível. – O loiro bufou ao lembrar dos meses que passou desesperado procurando por pequeno apartamento no centro da cidade.

Hoje ele tinha sua pequena, mas amada casa. Um lugar onde podia descansar quando não estivesse trabalhando.

— Com o orçamento que você tinha, não me admirava a dificuldade. – Suspirou. – Até hoje não entendo porque não pegou uma grana com o seu pai. Não acho que ele fosse dizer “não”.

— Justamente por isso cara. A grana era dele. – Adrien falou, frisando bem a obviedade do motivo. – Independência, Nino. E isso inclui ficar longe das contas bancárias do Senhor Agreste.

Os dois deram de ombros e seguiram para o escritório do loiro.

— E a Alya, como é que tá? Faz tempo que ela não aparece por aqui. – Os dois entraram e Adrien seguiu para sua mesa, enquanto Nino se jogava no sofá.

— Você não é o único... – Suspirou. – Desde que as irmãzinhas dela nasceram, ela passa mais tempo com a mãe do que em casa. E eu achava que a gente tinha ido morar juntos para ficar mais próximo...

Adrien riu do desgosto do amigo.

— Vai ver é o instinto materno dela batendo... – Brincou.

— Você ta louco? – Nino arregalou os olhos. – Nem brinque com isso, sou novo de mais para ser pai.

— Do jeito que vocês são como dois coelhos... Mais de dois anos juntos e vocês ainda são que nem dois adolescentes. – O loiro provocava.

— A cara, só porque você ta na seca não vem encher o meu saco. – Retrucou.

— E quem disse que eu to na “”seca”?

— Pegou alguém por um acaso? – Nino perguntou mesmo já sabendo a resposta.

— Ah... Não... – Adrien admitiu com a voz baixa. Detestava quando Nino virava o jogo para o lado dele.

— Então sim, meu amigo. Você está na seca. – Riu sarcástico. – Se brincar, deve ter até voltado a ser um virgem.

— Ok, ok. Já chega. Também não precisa exagerar. – Suspirou frustrado.

Já fazia um bom tempo que não se relacionava com ninguém. Não depois dela. Era do trabalho para casa, e de casa para o clube. A desculpa dele para os amigos era que não tinha tempo para se relacionar com alguém, mas ele sabia que a verdade era outra.

Ele não tinha a esquecido. Achava que jamais iria.

— E como é que ela está? – O tom de voz do loiro mudou e Nino conhecia bem o que aquilo significava.

— Da última vez que Alya falou com ela, foi a umas duas semanas. – Suspirou e olhou para o amigo. – Ela estava em uma turnê de apresentações pela Irlanda e Escócia, mas depois ela voltaria para a Inglaterra.

— Entendo...

— Ei cara, já faz mais de uma e meio... Ela já deve ter te desculpado. Afinal ela não é do tipo de pessoa que guarda rancor.

— Mas isso não faz eu me sentir menos culpado ainda. – Adrien suspirou.

De vez em quando, ele a procurava nas redes sociais, vendo as fotos e lugares que ela estava visitando e os novos amigos que fez. Ela parecia feliz e mudada. O cabelo mais comprido, o corpo mais alto e o pescoço mais longo, mas ainda eram aqueles mesmos olhos azuis.

— Se te serve de consolo, Alya já te desculpou faz tempo. – Nino tentou aliviar a tensão, o que acabou funcionando já que o humor do loiro parecia ter melhorado e já estava rindo.

— É claro que ela iria... Afinal, não tem como ela ficar brava com o padrinho de casamento de vocês.

— Claro, claro... – Nino riu também. – Falando nisso, espero que você já tenha feito as malas e reservado o hotel.

— As malas eu não fiz, mas com relação ao hotel, o Senhor Agreste já deu um jeito nisso. Ou ao menos a nova assistente dele... – Suspirou. – Tenho só daquela mulher.

Os dois riram.

Nino havia pedido a namorada em casamento cerca de um mês depois dos dois irem morar juntos. De acordo com ele “Já estamos vivendo juntos... Casar é o mais fácil”. Por mais que tentasse se fazer de difícil, o cara era um romântico nato.

O casamento seria no próximo final de semana, em uma casa a beira mar em Étretat. Seria uma cerimonia simples, no gramado com vista para o mar. E esse era o outro motivo que estava enlouquecendo Alya e a tirando de casa a cada hora.

Não demorou muito para que a hora de abrir o clube chegasse. Por mais que fosse uma quarta-feira, o lugar nunca ficava vazio, com as universidades de férias então, nem se falava. Se o Miraculous ficasse aberto 24h por dia, ainda sim teria gente lá. Então, uma hora depois que a música começou a tocar, o lugar já estava completamente lotado.

— Sabe, tem dias que eu acho que to ficando meio velho para essa coisa de máscara e fantasia... – Bulleur teve que gritar para que seu amigo de orelhas pretas o escutasse.

— Você está brincando, não? – Chat Noir olhou para ele indignado. – E desde quando 20 anos é ser velho?

— Sei lá cara, daqui a uma semana eu vou estar casado, então... – Deu de ombros.

— Oh não. Meu melhor amigo está sendo afetado pela crise pré-casamento. – O loiro começou a fazer a interpretação de falso drama mais exagerada que conseguia.

— Não encher! – Bufou o moreno. – Eu estou falando sério.

O loiro riu.

— Eu também, amigão. – Sorriu. – Você só vai casar, e não virar um cara com 40 anos de idade e um emprego chato. Relaxa.

O moreno sorriu para o amigo.

Na pista de dança, as pessoas pareciam estar se divertindo e curtindo a música, enquanto os dois amigos aproveitavam a vista de cima.

— Se divertindo sem mim? – Alguém estava subindo as escadas atrás do palco.

— Olha só quem está viva! – Chat sorriu. – Achei que só te veria de novo no dia do teu casamento.

— Estou tirando uma folga hoje. – A avermelhada sorriu e foi em direção ao seu então noivo. – Tudo certo por aqui? – Ela perguntou lhe dando um beijo no pescoço, o que deixou o moreno arrepiado.

— Melhor agora. – Nino sorriu e virou a cabeça para alcançar os lábios da amada.

— Então... Se vocês quiserem tem um quarto ali trás... – O loiro apontou para os fundo, tentando deixar os dois amigos constrangidos.

— Eu até aceitaria, coisa loira. Mas a minha cama em casa é maior. – Alya piscou para ele.

E o tiro saiu pela culatra, pois a resposta deixou o loiro com vergonha. Coçando a nuca constrangido, o gatuno resolveu mudar de assunto.

— Nino me disse que você foi buscar uma prima sua hoje. Você não deveria estar com ela?

— Bom... Ela está em algum lugar pelo clube. – Alya deu de ombros.

— Mas que péssima anfitriã é você. – Chat Noir alfinetou.

Alya revirou os olhos e lhe mostrou a língua, o que acabou por arrancar um suspiro frustrado do moreno. Realmente, sua noite e seu melhor amigo jamais iriam mudar.

— Ok, crianças... Já chega disso. – Nino interveio. – Acho que já está na sua hora não é? – Ele falava diretamente para o gatuno.

— Ok, ok. Eu entendi o recado. – Levantou as mãos para cima em rendição. – Estou indo...

Com o microfone em mãos, o loiro foi para frente do palco, fazer o que ele fazia de melhor: Animar o público. Vendo a pista cheia, o loiro colocou um grande sorriso nos lábios.

— Estão todos se divertindo? – O loiro gritou animado.

— SIMMMM. – A resposta veio alta e forte, o que alargou ainda mais o sorriso do gatuno.

— É assim que eu gosto! E como é tradição aqui no clube, hoje é dia de duelo! — A agitação na pista foi ainda maior. Se tinha uma coisa que tornava o Miraculous único, eram os seus tradicionais duelos de dança. – Mas eu vou deixar as apresentações de hoje para o nosso conhecido DJ Bulleur. É contigo cara...

Da cabine, o moreno acenava animado. Aquela noite prometia.

— Boa noite pessoal. – Gritou alegre. – Eu não sei vocês, mas eu acho que nossa majestade, anda muito preguiçosa ultimamente... – Ele apontou para Chat Noir e todos riram. – Então eu quero saber de você, alguém tem coragem para desafiar o nosso campeão?

O loiro olhou para o amigo com um ar de indignação, enquanto o público começou a gritar e assobiar. Todos muito agitados. Chat revirou os olhos, mas resolveu entrar na brincadeira.

— Vamos pessoal, não tenham medo. – Sorriu. – Eu não mordo... Talvez só arranhe um pouco. – Riu presunçoso. Olhou para o amigo e deu de ombros, como se já esperasse que ninguém fosse aceitar.

— Eu desafio! – Alguém gritou e o público ferveu de animação, já abrindo um circulo no meio da pista.

— De um passo a frente e me diga qual é o teu nome! – O moreno perguntou, enquanto o gatuno já se virava para encarar o seu desafiante.

— Pode me chamar de Ladybug.

Olhando-a de cima a baixo, o loiro não conseguia acreditar no que estava bem a sua frente. Era ela? Era realmente ela? Marinette?

De fato ela estava um pouco mais alta, os cabelos azulados agora mais longos, estavam soltos escorrendo por seus ombros e colo; os lábios estavam mais cheio e avermelhados e os olhos marcador pelos cílios escuros e curvados. Mas ainda sim, eram os mesmos olhos que ele tanto conhecia.

O mesmo brilho e azul profundo como o oceano.

— E então gatinho... Vai ficar ai só olhando? – Ela o provou sorrindo.

O público foi a êxtase com a provocação da mestiça. O loiro em compensação sorriu e chacoalhou a cabeça.

— É claro que não... – Sorriu para ela. Aquele sorriso que ela sabia de cor. – Primeiro as dama...

Ela deu um passo para frente e aquela foi a deixa que o DJ precisava para soltar a música. A batida era rápida e a azulada logo tratou de levar o corpo para o centro da pista e colocar o movimentos em ação.

Mantendo os olhos presos nele, ela mexia os quadris ao mesmo tempo em que esticava os braços e o chamava com as mãos. Uma provocação mais que clara. Quando ele se aproximou, ela jogou os cabelos para trás quase atingindo o loiro, que tentou pegar sua cintura; porem ela foi mais rápida e o contornou passando as mãos pelas suas costas e o empurrando para longe, mas com o sorriso sempre preso nos lábios.

É claro que ela iria brincar com ele. Chat voltou-se para ela rapidamente, aproveitou que ela estava de costas para ele e puxou para sim, virando o seu corpo e deixando seus rostos um de frente para o outro.

Brincando com ele, a joaninha movia os quadris no ritmo da música; até que ele a segurou firme pela cintura e a inclinou para trás, agarrando sua coxa com firmeza.

O loiro a trouxe para cima novamente, mas sem tirar os olhos dela. O rosto corado com a tinta vermelha que escorria por causa do suor. Era mesmo ela, depois de tanto tempo longe e estava ali, ao alcance de suas mãos.

A música terminou e uma chuva de assobios, gritos e palmas encheram o lugar. Os dois ainda mantinham os olhos presos um no outro, como imãs.

— Se todo mundo concordar, acho que podemos considerar isso um empate. – Bulleur falou ao microfone e todos pareceram concordar.

A mestiça então afastou-se dele, baixando o olhar, para logo em seguida ser atacada pela antiga melhor amiga.

— Como eu estava morrendo de saudades disso! – A avermelhada estava agarrada ao pescoço da joaninha, as duas rindo e sorrindo. – Venha, comigo. Nino está com saudades de você também.

Alya nem a deixou responder e já arrastava a garota em direção a cabine do DJ, deixando para trás um gato ligeiramente atordoado. Foi somente por causa dos cumprimentos e parabenizações de algumas pessoas que ele despertou e correu atrás das duas garotas.

— Eu também estava com saudades. – A mestiça sorria ao abraçar o velho amigo. Sentia como se não o visse a décadas. – E cansada, sua namorada louca, me arrastou do aeroporto direto para cá!

— Minha noiva. – Ele frisou.

— Claro, claro. – A joaninha riu.

— E como vai Londres? – A avermelhada estava empolgada, queria saber de todas as novidades da amiga.

— Fria e chuvosa... – A joaninha riu. – Mesmo sendo verão, aquela cidade parece ter um clima permanente. Eu já estava sentindo falta do calor.

— E as outras cidades que você esteve? Da última vez, você me falou que estava na Escócia. Não assim tão longe daqui.

— Bom, o tempo lá eram bom. Muitos castelos e cidades lindas. Mas não é como se eu tivesse muito tempo para dar uma de turista. – Falou chateada.

As duas amigas continuaram conversando animadas. Já encostado no fundo da cabine, o loiro observava e escutava atentamente a conversa. Ela realmente estava conhecendo o mundo como sempre quis.

— Por mais que saiba que você gosta de farrear, eu acho que você deve estar cansada da viajem. Podemos ir embora, se quiser... – Alya propôs.

— Eu já disse que te amo hoje? – A mestiça brincou. — O fuso horário realmente está me matando aos poucos... Obrigada.

— Está certo. Eu vou pegar uma bebida e já chamo um taxi... Te encontro lá em cima, pode ser?

— Estou logo atrás de você. – A joaninha concordou.

A avermelhada se despediu de seu amado futuro marido e saiu mais que rapidamente do local indo em direção ao bar.

— Bom, eu sugiro que você durma bastante. Por que tenho certeza que ela vai te acordar cedo para você a ajudar com as coisas do casamento. – O moreno alertou.

— Acho que no fundo do meu ser eu já esperava por isso. – Ela riu. – Até mais, Nino.

— Ei mocinha, aqui é Bulleur. Já esqueceu as regras? – Brincou.

— Ah, como eu pude cometer um crime desses? – Os dois riam agora. – Tchau!

Ela já descia as escadas e caminho da saída do lugar. O moreno encarou o amigo que ainda estava parado encostado na parede.

— Sabe, eu acho que a parede não vai cair hoje... Você pode ir atrás dela. – Provocou.

— Eu não... É que... – O loiro coçava a nuca sem jeito.

— Vai logo, antes que eu te chute daqui. – Sorriu e apontou para a escada.

O gatuno sorriu para o amigo e saiu em dispara já procurando a mestiça no mar de pessoas. Para sua sorte, seu olhar era treinado para encontra-la. Ela caminhava entre as pessoas na pista de dança, andando em direção as escadas que levavam a saída. O loiro correu atrás dela e rapidamente a alcançou.

— Então... Quer dizer que você está de volta... – Ele falou próximo a sua orelha, o que acabou assustando a garota um pouco.

— Que tipo de amiga e madrinha eu seria se faltasse o casamento da minha melhor amiga...

— Claro... O casamento... – No fundo ele se sentia um pouco frustrado. Mas porque mais ela estaria de volta a París? – E como vão as coisas na companhia de ballet?

— Vão bem... Muitas apresentações e algumas viagens. – Ela o respondia tranquilamente, entretanto nenhum dos dois realmente se olhava. – E o clube? Pelo que vejo tudo vai bem...

— Ah sim... Eu assumi a direção assim que Nichollas nasceu.

— Nichollas? – Ela finalmente olhou para ele.

— Ah, é verdade você não sabe... – Ele riu coçando a nuca constrangido. – É o filho do Plagg e da Tikki. Mas todo mundo chama ele de Nooru.

— É um menino então. – Ela sorriu. – Parece que você e o Plagg acertaram a aposta.

— É o que parece...

O silêncio e a falta de assunto nunca pareceram tão constrangedores. E por mais que o clima ao redor fosse de alegria e diversão, entre os dois dava para sentir uma tensão quase palpável.

— É... Eu vou indo então. – Ela virou-se para ele nos primeiros degraus da escada. – Nos vemos no casamento, eu acho...

— É... S-sim. Nos vemos lá. – Chat sentia a voz presa na garganta.

Ela lhe deu um sorriso fraco e começou a subir as escadas, deixando atrás de si, um garoto atordoado, que mal conseguia controlar as batidas do próprio coração.

Na porta principal, Alya já a espera com a porta do taxi aberta. As duas entraram e a avermelhada deu as instruções ao motorista que rapidamente partiu.

— E então...Se divertiu? – A amiga quis saber.

Mas tudo o que a azulada fez foi dar de ombros e tentar esconder com os cabelos escuros, o sorriso que se formava em seu rosto.

De fato Nino não estava brincando com ela quando disse que Alya a enlouqueceria até a data do casamento. Em menos de uma semana, Marinette sentia-se mais exausta do que durante toda a turnê que fez ao longo do último inverno. Ela não sabia dizer de onde a amiga tirava tanto fôlego.

Nesse tempo em que estava hospedada na cada dos amigos, ajudou a amiga com os preparativos, assim como aproveitou para visitar outros amigos que estavam pela cidade. Infelizmente, a única coisa que ainda não conseguira fazer, foi visitar os pais, mas assim que o casamento terminasse, compraria uma passagem para casa.

— Rosas ou Peônias? – Alya segurava dois arranjos de flores brancas. Faltava menos de dois dias e ela ainda não havia escolhido as flores.

— Peônias.

— Sério? Eu achava que as rosas... – A garota olhava em dúvida para os dois arranjos.

— Alya, pare com isso. – Marinette riu. – Se quer as rosas, escolha elas então!

— Não, não... Você tem razão, as Peônias são melhores.

Marinette ria da agitação da amiga. Ela sabia que Alya estava nervosa e ansiosa com o grande dia.

— Sabe, eu acho que você deveria ter contratado uma organizadora...

— O que? E deixar uma completa estranha cuidar da maior festa da minha vida? – Alya olhou indignada para a amiga. – Nem morta.

— Sua mãe então... – A mestiça sugeriu e Alya arregalou os olhos.

— Acho que prefiro a organizadora...

— Qual é... Sua mãe não pode ser tão ruim assim. – Ela tentou amenizar.

— E ela não era, até que as minhas irmãs nasceram. – Suspirou. – Minha mãe virou de ponta cabeça...

— Eu realmente não entendo. Suas irmãzinhas são tão fofas. – Marinette sorriu lembrando-se do dia em que conheceu as gêmeas. Duas meninas gordinhas e sorridentes.

— Isso quando não estão chorando e sujando tudo pela casa. – Alya revirou os olhos.

— Ok. Eu desisto. – Marinette riu. – Vamos voltar aos arranjos.

Apesar de toda a loucura que estava sendo, a azulada sentiu muito a falta de momentos como esse. Só ela e a melhor amiga, rindo e se divertido, “o dia das garotas” como Alya gostava de batizar.

Como a cerimônia aconteceria em poucos dias, e a própria noiva estava organizando tudo, as duas amigas partiriam para Étretat dois dias antes do casamento, para receberem toda a equipe que cuidaria de montar a tenda, além é claro, do buffet, iluminação, músicos e afins.

— Você já colocou as suas coisas na mala do carro? – Alya carregava caixas e bolsas de um lado para o outro.

— Já coloquei. – Marinette revirou os olhos. Aquela era terceira vez que a amiga fazia aquela pergunta.

— Ok. E as flores?

— Estão no banco de trás...

— Certo, certo... E as velas?

— Alya! Respira! – A azulada já estava ficando tonta.

— Desculpa, Mari. – Suspirou. – É que tudo tem que sair perfeito...

— E vai sair. Eu te garanto. – Sorriu buscando confortar a amiga. – Agora vamos pegar essas últimas caixas, trancar o apartamento e pegar a estrada, entendido?

— Ok, ok... Entendido. – Sorriu. – Acho que eu estaria perdida sem você aqui.

Marinette riu.

— Quanto exagero...

A maresia a atingiu com força assim que abriu a porta do carro. Era final de tarde, mas ainda dava para sentir na pele os resquícios do calor do sol, assim como o cheiro forte de sal e protetor. Era a mesma cidadezinha parada no tempo. As montanhas e cavernas emoldurando a praia, as pessoas simpáticas e sorridentes.

A nostalgia que aquela cidade trazia era enorme.

A casa onde aconteceria a cerimônia e o casamento ficava a poucos metros da praia, sendo também mais afastada do centro da cidade, dando a privacidade necessária para o evento. A casa era grande, dois andares, mas ainda sim mantendo o clima de simplicidade; nos fundos, aonde seria montada a tenda, era simplesmente gigantesco. O local pertencia à família de Nino, aquela era uma forma para a família voltar a cidade natal, mas sem deixar o conforto.

A cerimônia realmente seria cara da Alya e do Nino, simples e harmonioso, como aquele lugar. Um paraíso escondido, só esperando o grande dia chegar.

E esse não tardou a chegar.

— Eu não acredito que a minha menininha está se casando. Ai meu senhor. E agora?

— Senhora Césaire se acalme, por favor. – Marinette tentava colocar a mulher de volta ao seu lugar na fila. Ela havia prometido a amiga que manteria os olhos na mãe para que ela não surtasse.

O que infelizmente não estava funcionando muito bem.

— Minha filha está casando... Eu estou ficando velha... – A mulher andava de um lado para o outro desesperada.

— A senhora acabou de ter dois bebês... Jamais seria velha. – A mestiça já não sabia mais o que fazer.

— Bebês? Claro... Meus bebês... – Ela respirou fundo, parecia estar se acalmando. – Mas isso significa que logo Alya querer ter bebês também... Eu não estou preparada para ser avó!

Marinette deu um grande e alto suspiro, já cansada da situação.

— Pode ter certeza que Alya também não está preparada para isso. – Resmungou.

— Meu amor. Se acalme, por favor. – O Senhor Césaire resolveu interferir, já notando que a mestiça não sabia mais o que fazer. – Hoje é o dia da Alya. Então respire e venha aqui, ok.

Ele sorriu para ela e a abraçou. Ela pareceu se acalmar mais facilmente.

Marinette estava agradecendo mentalmente.

— Sabe, você daria uma boa organizadora de casamentos... – A voz veio de trás de si. Marinette virou-se já imaginando quem era.

Mas o que ela não podia imaginar era como o veria. O terno preto feito sob medida fazia questão de ressaltar seus ombros largos, assim como a gravata verde escura, alinhada perfeitamente com a camisa branca, destacavam ainda mais o brilho e a cor de seus olhos. Ela nunca o imaginou vestindo um terno, e agora, parando para pensar, sua imaginação provavelmente não teria feito jus.

— Não sei se estou preparada mentalmente para isso. – Ela riu e apontou para a Senhora Césaira, agora mais calma nos braços do marido.

— Bom... Dizem que se em um casamento alguém não chorar ou ficar bêbado é porque tem algo de errado. – Ele tentou brincar para amenizar o clima entre os dois.

Estava sendo assim entre eles desde o reencontro. Uma tensão palpável. Não sabiam como agir um com o outro. Eles eram amigos? Colegas talvez? Ex-namorados... Essa era a opção mais provável na opinião do loiro.

— Já temos o choro... Quem vai ser o bêbado? – Ela o respondeu entrando na brincadeira.

O que funcionou, porque ele riu e continuou.

— Eu vou apostar e dizer que vai ser o noivo. – Ele a empurrou com o ombro a provocando.

— Pois eu dobro e digo que vai ser a noiva. – Ela o empurrou de volta rindo.

Eles estavam rindo juntos de novo. Isso era possível?

— Pessoal, todos em posição, por favor. A noiva já está esperando lá trás. – A cerimonialista veio avisar. – Primeiro o noivo, seguido pelos pais dele e depois os pais da noiva. – A mulher organizava a fila de entrada. – Sr. Césaire depois dará a volta por fora da tenda e vai acompanhar a noiva até o altar, como ensaiamos ontem entendido?

Todos concordaram com a cabeça. Na tenda, todos os convidados já estavam sentados e esperando o inicio da cerimonia. Eram quase centro e cinquenta pessoas, entre família, parentes e amigos. Lá na frente, se preparando para entrar, Nino estava uma bola de nervos, batendo o pé e mexendo as mãos impacientemente.

Adrien olhou para a mestiça mais uma vez antes de lhe estender o braço para que ela o acompanhasse. A surpresa que o amigo não lhe contou, quando ele aceitou ser o padrinho de casamento dele, era que Marinette seria sua acompanhante. No fundo ele estava com receio que ela não aceitasse ou que não olhasse para ele.

Mas até o momento tudo estava normal.

Menos a palpitação em seu peito toda vez que olhava para ela.

Ele podia afirmar com todas as suas convicções que ela era a mulher mais bonita naquele lugar. Ela estava simples, mas elegante. O vestido azul escuro, estilo trompete, lhe acentuava as curvas e deixava às costas a mostra; uma terrível tortura na opinião do loiro.

Com todos em posição, a cerimonialista deu a ordem para que a música tocasse e o noivo entrasse na tenda em direção ao altar. Por mais modernos que os noivos fossem, o casamento tinha muitos detalhes tradicionais, pedido pelas mães de ambos os noivos. Casal em casal ia entrando e caminhando calmamente até o altar, todos muito bem posicionados, só a espera noiva.

Com Marinette segurando o seu braço, os dois também entraram na tenda e seguiam para o altar. Por um instante, Adrien deixou sua mente vagar para longe, deixando-se imaginar aquela mesma cena de uma maneira diferente. Os dois caminhando para o altar, para o casamento deles...

Um sonho distante.

Os dois se posicionaram ao lado do altar e agora só restava esperar pela entrada da noiva. Ao lado deles, Nino parecia ainda mais nervoso, ele mexia tão impaciente na barra do paletó que parecia que o tecido iria se desfazer. Depois de um instante de silêncio, uma nova música começou a tocar. Todos os convidados se colocaram de pé.

Do outro lado do longo tapete que se estendia pela tenda, estava Alya junto ao pai, vestida de branco e com um delicado buquê nas mãos. De longe dava para ver que ela estava se segurando para não chorar, coisa que o pai dela aparentemente já havia desistido de fazer.

Calmamente os dois caminhavam em direção ao altar, sorrindo para os convidados ao longo do percurso. Quando os dois finalmente pisaram no altar, Nino parecia que estava prestes a enfartar. O Sr. Césaire beijou a testa da filha e entregou sua mão para o moreno, que não conseguia tirar os olhos da mulher a sua frente.

Sr. Césaire se colocou ao lado da esposa e Alya entregou o buquê para Marinette, e então segurou a mão do moreno e ambos se viraram para o juiz a sua frente. O Homem falava tranquilamente, dando inicio a cerimonia e troca de votos dos noivos. Depois do tão aguardado “Eu aceito”, o homem sorriu para os noivos e falou a frase mais esperada do dia:

— Eu os declaro marido e mulher. – Gesticulou para os dois. – Já pode beijar a noiva.

Os recém-casados sorriram um para o outro. Nino passou os dedos delicadamente pelo rosto da avermelhada, limpando suas lágrimas, para em seguida inclinar-se e tomar seus lábios em um beijo delicado e cheio de amor e carinho.

Ao redor, todos aplaudiam os noivos que sorriam alegres.

A festa seguia animada, os convidados dançavam e bebiam animados. Os noivos é claro, já estavam com um certo nível de alteração. O bolo foi cortado e o buquê jogado, e por mais que Alya estivesse mirando em sua amiga de azul, quem pegou foi a doce e pequena Rose.

Ao longo da madrugada, o número de convidados foi reduzindo, muitos já estavam cansados e resolveram voltar para os hotéis em que estavam hospedados. Depois de se despedir dos amigos e desejar-lhes felicidades e uma boa lua de mel, Marinette seguiu para a frente da casa tentando chamar um taxi.

— Mari? O que faz aqui sozinha? – Adrien se aproximava dela.

— Tentando conseguir um taxi, mas ao que parece, os taxis aqui não funcionam 24h. – Suspirou cansada.

— Bom, eu já estava voltando para a cidade. Posso te deixar no seu hotel. – Ofereceu.

— Eu não estou em nenhum hotel, na verdade. – Ela olhava para baixo, parecia constrangida aos ver do loiro. – Demorei muito para fazer a reserva, então Nino me cedeu o sobrado do centro...

— Entendo... – Ele coçava a nuca nervosamente. – Eu posso te deixar lá, de qualquer maneira. Só preciso pegar meu blazer e a chave do carro. Me espere aqui que eu já volto.

Ela concordou com a cabeça.

Adrien voltou para festa, procurando em na mesa seus pertences e em seguida indo se despedir de seus amigos.

— Eu vou indo cara. Diga para Alya que eu mandei um abraço e parabéns. – O loiro sorriu e abraçou o amigo.

— Mas já? T acendo ainda... – Dava para sentir na voz de Nino o quanto ele já estava alterado. – Quem vai cuidar da minha ressaca agora?

Adrien riu e sacudiu a cabeça.

— Agora você é casado irmão. Essa função não é mais minha. – Deu dois tapas nas costas do amigo e deixou a festa, indo de encontro com a azulada, que ainda o esperava no portão da frente.

Ela tinha os braços ao redor do corpo, procurando uma forma de se aquecer. Adrien se apressou em se aproximar dela e colocou o blazer em seus ombros. Com toda certeza ela estava com mais frio do que ele.

— Obrigada. – Ela agradeceu enquanto se cobria melhor.

Os dois seguiram em direção ao carro do loiro, que abriu a porta do carona para ela, já que o vestido longo não ajudava muito na movimentação.

O silêncio dentro do carro durante o percurso estava o deixando agoniado. Ele não sabia o que falar, ou melhor, se deveria falar algo. Ela não o destratou momento algum, mas quando estavam perto, sempre haviam pessoas a sua volta. Então agora, sozinho naquele carro, ele não sabia o que esperar.

Passando pela cidade, dava para sentir a simplicidade do lugar, com todas as casas dormindo e as ruas silenciosas. Não demoraria muito para o sol nascer e toda a cidade levantar com ele.

Adrien parou em frente ao sobrado, rapidamente deu a volta no carro e ajudou Marinette a descer, caminhando com ela até a porta. Ainda em silêncio, ela retirou a chave de dentro da pequena bolsa de mão que carregava e tentou abrir a porta, mas a mesma não estava querendo obedecer por maior que fosse a força que ela fizesse.

— Deixa que eu... Abro isso aqui. – Adrien se ofereceu, aproximando-se dela e forçando a porta abrir, até que conseguiu.

— Obrigada. – A voz dela era baixa.

— Bom... Está entregue. – Adrien tinha a mão preso a nuca, enrolando os cabelos entre os dedos nervosamente. – Boa noite.

Ele já se afastava da porta, de costas para ela.

— Adrien... – Ela o chamou com receio e quando ele se virou, a encontrou de cabeça baixa com o olhar para o chão. – Você não quer e-entrar? É que f-ficar sozinha nessa casa me assusta um p-pouco. – E lá estava ela gaguejando.

O loiro estava surpreso com o convite dela, e por mais que seu coração se incendiasse com a expectativa, sua cabeça tentava lhe controlar e dizer para não criar falsas esperanças.

— Tudo bem. – Respondeu baixo, já sentindo sua garganta secar. Ela deu espaço para que ele passasse pela porta antes dela fechar e acender as luzes.

A casa continuava exatamente a mesma. As cores das paredes, a mobília, escada, cada cômodo exatamente igual. Eram muitas lembranças invadindo a cabeça de Adrien.

— Eu vou subir e trocar de roupa. Fique a vontade. – Como resposta ele somente acenou com a cabeça em concordância, vendo Marinette subir as escadas.

Adrien olhava cada canto com cuidado, mergulhado em lembranças e com o coração apertado. Aquela casa um dia já esteve cheia de risadas, sorrisos, amizade e amor...

Muito amor.

E agora tudo o que existia eram dúvidas, remorso e um coração batendo apertado no peito.

O loiro nem notou quando subiu as escadas rumo ao segundo andar, para um lugar que ele conhecia bem. Abrindo aquela porta, ele se viu a dois anos atrás; o quarto ainda tinha a mesma cama, cortinas, as paredes claras, parecia ter até o mesmo cheiro. E isso lhe apertava tanto o peito que tinha vontade de chorar.

Caminhando pelo quarto, passou as mãos pela cama, sentindo a maciez do edredom e a textura das almofadas. A luz da rua ainda invadia as janelas da mesma maneira, trazendo aquela sensação de déjà vu.

— Sabe... Quando eu voltei aqui, o primeiro lugar que eu vim foi esse quarto. – Adrien olhou para trás surpreso, encontrando Marinette encostada no batente da porta. – São muitas lembranças, não é?

— E eu estraguei todas elas...

Ela desencostou e passou a andar pelo quarto, arrastando a barra do vestido pelo chão de madeira. Marinette parou de frente a ele, os dois sendo iluminados pela luz da rua, que entrava difusa pelas cortinas.

— Isso não é verdade. – A voz dela era baixa, mas seus olhos estavam grudados aos dele. – Você tomou algumas decisões estupidas, de fato, mas isso não é capaz de apagar tudo o que aconteceu...

— Sabe... Eu pensei que nunca mais veria você de novo. – Confessou. – Você parecia tão feliz em Londres, que eu pensei que jamais voltaria a pisar em Paris. E para falar a verdade, eu tinha medo de te ver de novo, e principalmente saber que ainda me odeia...

Ela levou as mãos ao rosto dele, prendendo-o ali para que ele não conseguisse desviar dos olhos delas.

— Eu nunca te odiei Adrien... Não acho que conseguiria. – Ela o olhava tão profundamente que ele sentia-se sendo engolido pelo mar revolto que eram seus olhos. – Eu fiquei brava, machucada e me sentia traída é claro... Mas ódio jamais.

— Mas deveria... Porque eu me odeio. – Ele fechou os olhos, sentindo uma lágrima lhe escorrer pela bochecha até os dedos dela.

— Adrien, não diga isso... Por favor...

— Sim, digo... – Suspirou. – Eu me odeio, porque eu consegui estragar tudo e perder a melhor coisa que já aconteceu na minha vida.

As lágrimas escorriam sem o menor controle agora, enquanto ele sentia o calor de suas mãos em seu rosto, o perfume de sua pele lhe inundando o olfato e entorpecendo a mente. Depois de tanto tempo longe, tê-la perto de si, era como um viciado próximo a uma recaída. E essa veio assim que ele sentiu o calor de seus lábios junto ao seu.

Macio e salgado, assim as coisas eram. Ela ainda tinha seu rosto entre as mãos, enquanto puxava seu rosto para perto de si, mantendo os lábios pressionados aos dele. Os braços dele lhe rodearam a cintura, puxando-a para si o máximo que conseguia, desejando que seu calor e cheiro ficassem grudados em seu corpo para sempre.

Uma das mãos de Marinette desprendeu-se de seu rosto e caminhou lentamente até sua nuca, prendendo os dedos entre os fios dourados, enquanto lábios se separavam minimamente para deixar suas línguas se encontrarem no meio do caminho.

O corpo dela ia o empurrando para trás, até que suas pernas batessem na lateral da cama e ele fosse obrigado a se sentar, mas sem desgrudar-se dela momento algum. O beijo seguia intenso, o ar já se fazia necessário, mas nenhum dos dois parecia querer se separar.

Os dedos dele lhe percorriam a espinha através das costas nuas emolduradas pelo decote do vestido. Ele sentiu quando a pele dela se arrepiou e um gemido ficou preso na garganta.

— Mari... – O nome dela lhe saiu como um sussurro pelos lábios no instante em que se separaram. Mas ela logo tratou de cala-lo, voltando a unir suas bocas.

As mãos dele a puxaram com força, derrubando-a na cama, e girando de modo que agora o loiro tinha o corpo sobre o dela. Os fios azulados estavam espalhados pelo edredom, e quando ele afastou o rosto do dela, permitiu-se admirar as pupilas dilatas, bochechas coradas e os lábios vermelhos e inchados.

O peito dela subia graças a respiração forte e profunda, assim como coração martelava forte, de modo que ela conseguia escutar seus próprios batimentos agitados. Adrien não estava muito diferente dela. Seus olhos brilhavam forte, era o desejo, saudades, euforia, entre outras tantas que ele mal conseguia identificar.

Baixou a cabeça novamente, colando os lábios na curva do pescoço dela, sentindo o cheiro de seu perfume, deixando que o drogasse, enquanto as mãos passeavam por seu corpo, buscando memorizar a textura de sua pele e cada curva que ela tinha.

Marinette respirava pela boca, puxando para si o máximo de ar que podia. Sentia seu corpo todo formigar e o sangue pulsando rápido por suas veias. Com os dedos presos nos fios loiros, ela o puxava para si o máximo que podia.

Os lábios dele lhe mapeavam o pescoço até a gola do vestido, quando voltaram a subir, procurando novamente por sua boca. As mãos de Marinette lhe desenhavam os ombros até a gola da camisa. Ela terminou de soltar a gravata que já estava frouxa e a jogou em algum lugar da cama.

Os dedos ágeis passeavam pela camisa, soltando botão atrás de botão, até que seu peito estivesse exposto e ela conseguisse espalmar as mãos em seu peito, sentindo os batimentos cardíacos dele em seus dedos. Adrien separou-se dela bruscamente com os lábios inchados e a respiração irregular.

— Mari... É melhor nós pararmos... – Ele respirava fundo e com dificuldades. – Eu não quero ter que dizer adeus de novo...

— E quem falou em dizer “adeus”? – A respiração dela não estava em melhores condições do que as dele. Ela sentou-se de joelhos na cama, do melhor modo que o vestido permitia, fazendo com que ele fizesse o mesmo. Então ela contornou os braços ao redor do pescoço dele. – Eu não vou a lugar nenhum.

Aproximando o rosto do dele, ela o beijou novamente. Era delicado, macio e cheio de saudades. Ela passeava as mãos pelo corpo dele, livrando-se da camisa, queria sentir cada pedaço de pele sobre seus dedos.

Subindo os dedos delicadamente pelos braços dela, Adrien alcançou as alças do belo vestido e passou a puxar para baixo, descobrindo o corpo dele e ao deleite de seus olhos e toques. Passou e deita-la novamente na cama, ainda baixando o vestido até que esse ficasse preso em seu quadril.

Separou-se dela e deixou seus olhos varrerem o corpo abaixo do seu. O colo amostra, seguido pelos seios e barriga desnudos. Desceu os lábios até alcançar as clavículas, desferindo pequenos beijos a caminho dos seios; enquanto as mãos, uma estava lhe servindo de apoio, já a outra estava colada a cintura dela, sentindo a textura macia de sua pele.

Adrien conseguia escutar a respiração pesada de Marinette, enquanto seus lábios, colados ao vão entre seus peitos, sentia os batimentos de seu coração. Continuou a beijar-lhe o corpo, chegando até os seios. Quando beijou um de seus mamilos rosados, sentiu-a mexer inquieta e gemer seu nome:

— Adrien... – Era quase um sussurro, a voz ainda presa na garganta. Só Deus sabia como ele desejava ouvir seu nome sair da boca dela daquela forma novamente.

Ele continuou a agrada-la, a boca colada em um de seus peitos enquanto a mão livre massageava o outro. Enquanto isso, as mãos dela lhe massageavam o cabelo, uma caricia tão doce que ele poderia ronronar ali nos braços dela.

Os lábios dele continuaram a descer, beijando cada pedaço de pele que encontrava pelo caminho, até esbarar novamente com o tecido do vestido. Colocou-se de joelhos novamente e com ambas as mãos passou e descer o resto do vestido, passando pelas pernas claras até que o tecido azul encontrasse o chão.

De baixo de todo aquele tecido ela usava somente um calcinha, o que fez o loiro engolir em seco, ele não poderia desejar uma visão melhor do que aquela. Voltando a se deixar sobre ela, os lábios voltaram a caçar os delas enquanto a mão livre lhe explorava o corpo, dedilhando a pele da barriga lisa até esbarrar com a barra da calcinha.

Com os dedos, passou a toca-la por cima do tecido, sentindo gemer em seus lábios. E a cada movimento dela, o volume em sua calça ficava maior e a situação menos confortável.

Passando as mãos pelos braços definidos, Marinette foi guiando seus toques pelo peito e barriga do loiro, sentindo cada detalhe, cada músculo, até chegar ao cós da calça social preta que estava presa por um cinto. Sem se prolongar, passou a desatar o mesmo, seguido pelo botão e braguilha da calça.

Levou a mão para dentro, sentindo os contornos do membro do loiro através do tecido da cueca. Adrien gemeu alto assim que ela o tocou, separando seus lábios. Mexeu-se incomodado, buscando se livrar da calça que havia ficado presa em suas pernas, assim como as meias. Com as calças já no chão, Marinette o emburrou sentado na cama.

— Venha sentar aqui. – Ela indicava o tipo da cama com a cabeceira cercada de almofadas. Mas quando ele ia se mover, engatinhando até o local, ela o parou. – Mas antes vamos irar isso aqui...

Ela agarrou a borda da box e foi a descendo pelas pernas do loiro até seus pés e depois a jogando para fora da cama. Já sem a peça, ele continuou o caminho e sentou-se no topo da cama, as costas coladas confortavelmente na montanha de almofadas. Marinette se moveu até ele, colocando-se de joelhos a sua frente, com uma perna de cada lado de seu corpo, trajando somente a calcinha.

— Quer fazer as honras? – Ela olhava fundo em seus olhos, o desejo escrito em seus olhos.

— Como quiser, My Lady. – Ele levou as mãos a lateral de seu corpo, enquanto grudava os lábios na pele sobre se estomago, beijando-a, ao mesmo tempo em que enlaçava os dedos nas laterais da calcinha e a descia lentamente, passando por suas coxas, até os joelhos.

Apoiando as mãos nos ombros dele, a mestiça se colocou em pé na cama, deixando que ele finalizasse o trabalho, jogando o pedaço de tecido em qualquer lugar.

Ela voltou a descer, sentando sobre o quadril do loiro, sentindo os contornos do membro com os seus próprios, arrancando assim um longo gemido de ambos. Com as mãos ainda apoiadas em nos ombros dele, ela passou a se movimentar lentamente, percorrendo o membro do loiro, o umedecendo com os sinais de excitação que já lhe escorriam pelas pernas.

Adrien escutava seus gemidos deixando a boca sem possuir nem um controle sobre eles. Com as mãos presas na cintura dela, ele a ajudava a se mover, rebolando em seu quadril, conseguindo enlouquecer aos dois.

— Mari... Eu quero você... – Ele pedia com a boca colada em seu pescoço. Sentia-se estar sendo levado ao limite. – Eu quero muito...

— Adrien... – Ela gemia mordendo os próprios lábios. Ela o queria tanto quanto.

Ajeitando melhor, ele encaixou o membro em sua entrada, deixando com que ela descesse devagar até estar completamente dentro, sentindo cada veio, cada curva dentro de si. Os dois respiravam com dificuldade, os corações batendo forte no peito.

Com as mãos presas em seu quadril, Adrien a ajudava a se movimentar, subindo e descendo seu corpo lentamente. Os dois deixando-se serem engolidos pelo prazer.

Quanto mais rápido ela se movia, mais altos eram os gemidos. Marinette tinha a cabeça apoiada no peito do loiro, enquanto continuava a mover o quadril, horas acompanhando a extensão do membro outra somente rebolando. Mas o que mais estava gostando era de ter os braços dele ao redor de si.

Aquilo não era só sexo e prazer. Não. Com certeza não era isso.

Era a saudades, pois a mágoa já havia ido embora a muito tempo.

E também um profundo amor que estava escondido no fundo do peito, só esperando para se apossar novamente de cada fibra e células de seus corpos.

Sentindo-se perto no limite, Adrien a abraçava com força, colando a boca em seu pescoço, deixando-se ser embriagado pelo cheiro, para finalmente deixar-se despejar dentro dela, o corpo tremendo pelo prazer, assim como ela; que assim que gozou, se deixou cair sobre seu peito, já cansada e o corpo suado.

Os dois respiravam com dificuldade. Com a cabeça colada em seu peito, Marinette conseguia escutar os batimentos de Adrien. Esses eram altos e fortes, era como se uma britadeira estivesse ali. Buscando acalmar seus corpos, os dois continuaram ali, encostados um no outro. Adrien passando os dedos pelas costas nuas dela, sentindo cada contorno de sua coluna.

— Cansada? – A voz dele era baixa, quase um sussurro.

— Um pouco... – A voz dela era tão baixa quanto a dele.

Com ela ainda junto a si, Adrien desencostou-se da cabeceira da cama e passou a se desfazer das almofadas que haviam ao redor, deixando somente dois travesseiros. Ele virou seus corpos, colocando-a deitada e finalmente saindo de dentro dela, o que arrancou um pequeno gemido dela.

Como o edredom já estava todo bagunçado e amontoado nos pés da cama, ele só o puxou para cima, cobrindo a ela e a si mesmo, que deitou a cabeça no travesseiro ao seu lado. Os dois tinham os olhos abertos, olhando um para o outro, os rostos corados e pupilas dilatadas.

— Por que está tão longe, gatinho? – Ela sinalizava para a distancia entre eles.

— Eu achava que ainda estaria brava comigo...

— Acho que depois disso, deu para perceber que eu não estou brava já faz muito tempo, não é mesmo... – Ela sorriu levemente, os olhos brilhando. Ele sorriu de volta e se aproximou dela, deixando com que ela se aconchegasse em seu peito. – Eu estava com saudades... Isso estava me matando por dentro. Você não imagina o quanto.

— Pode ter certeza que eu consigo imaginar. – Ele a abraçava, sentindo o cheio de seu cabelo. – Por que eu não estava muito melhor... – Suspirou. – E depois disso, em que pé nós estamos?

— Acho que podemos deixar para resolver isso depois... – Ela bocejou e ele riu.

— É... Podemos sim... – Adrien passou a acariciar suas costas nuas. – Mas e quando você tiver que voltar... – Sua voz denunciava o tom triste.

Nessa hora, Marinette levanta o corpo, buscando por seus olhos.

— Eu falei para você... Eu não vou a lugar nenhum. Estou de mudança para Paris. – Esclareceu.

— É sério isso? – Ele não estava acreditando. – Mas e a companhia? Você não pode simplesmente sair. Não posso deixar você fazer isso.

— Calma ai, apressadinho. – Ela riu. – Eu recebi uma proposta para ficar... Então só resolvi unir o útil ao agradável.

— E que união seria essa? – No fundo ele ficou um pouco magoado. Esperava que ele fosse um dos motivos para ela estar na cidade.

— Bem... Um dos motivos seria a proposta que recebi para me juntar a Paris Royal Ballet... – Ela sorriu.

— Isso é maravilhoso! – Adrien sorriu animado. Aquele era o sonho dela, sempre foi. – E o outro...

— Bom... Eu acabei perdendo gatinho preto quando fui ao clube, eu estava morrendo de saudades e queria tê-lo de volta. – Ela sorria mais ainda.

Adrien deu um grande e largo sorriso, mal conseguindo se conter de alegria.

— Bom... Quem sabe eu possa ajuda-la nessa buscam My Lady.

— Fico muito feliz em ouvir isso, senhor Agreste. – Ela sorriu para ele e depositou um leve beijo em seus lábios, para logo em seguida voltar a descansar a cabeça em seu peito.

Foi ouvindo as batidas do coração dele que ela pegou no sono, deixando seu corpo descansar e relaxar, enquanto do lado de fora o sol nascia para mais um dia, iluminando as montanhas, arvoreis e os telhados daquelas pequenas casinhas histórias.

Era só mais um dia de verão, mas o sol nunca brilhara tanto.

— Epílogo -

O apartamento estava completamente silencioso e escuro quando Adrien entrou, Marinette já deveria ter voltado para casa, ela não costumava demorar mais do que ele. Suspirando, o loiro deixou a bolsa e casaco no hall e caminhou até a sala de estar, acendendo as luzes no caminho.

— SURPRESA! – Ele quase pulou de susto.

Olhando para ao redor, encontrou seus amigos e é claro, Marinette; os tr6es sorrindo alegres e se divertindo com o susto do loiro.

— Vocês quase me mataram, sabia disso. – Ele riu se aproximando dos três.

Na parede da sala havia uma fileira de bandeirinhas escrevendo a frase “Feliz aniversário Adrien” e em cima da mesa havia um bolo com duas velas marcando sua nova idade: vinte e quatro anos.

— Você se assusta porque é a única pessoa do mundo que consegue esquecer o próprio aniversário. – Nino comentou e as duas amigas riram vendo o rapaz revirar os olhos. – Agora as assopre as velas... E não se esqueça do pedido.

Adrien se aproximou do bolo e logo apagou as duas vela.

— Parabéns, meu amor. – Marinette aproximou-se dele, depositando um prevê beijo em seus lábios.

— Obrigado. – Ele sorria.

— Então gente, vocês vão ficar ai ou nós já podemos comer o bolo? – Alya estava sentada no sofá, batendo o pé impaciente.

— Alya, que te vê assim consegue jurar que está gravida. – Adrien brincou e Nino empalideceu.

— Idiota. – A avermelhada respondeu. – É o bolo dos pais da Mari, é claro que eu estou ansiosa para comer...

Adrien olhou para a mestiça surpreso. Ele só conseguia comer os doces dos Dupain-Cheng uma vez ao ano, quando ele e Marinette iam visita-los, fosse no natal ou ano-novo.

— Seus pais mandaram um bolo?

— Bem... O que um correio express não faz? – Ela riu. – Eu vou pegar os pratos na cozinha e já volto.

Marinette voltou com uma pequena pilha de pratos na mão, colocando-os na mesa de centro. Aquela reunião não era algo que alguém chamaria de festa, mas o loiro não poderia desejar companhias melhores, seus melhores amigos e sua linda namorada. Todos estavam conversando animados, contando as novidades.

Marinette tinha voltado a pouco tempo de uma turnê de apresentações, ficou praticamente um mês fora, deixando o loiro sozinho. Ele entendia que aquele era o trabalho dela, assim como ele tinha o próprio, mas isso não tornava a saudades menor.

Depois que os amigos foram embora, Marinette logo tratou de levar os pratos sujos para a cozinha e lavar a louça, quando sentiu um par de braços ao redor dela e uma respiração forte contra seu pescoço.

— Está quase na hora de você ir para o clube... – Ela comentou tranquilamente, ainda se dedicando a finalizar a tarefa.

— Hoje não. – Ele comentou e beijou seu pescoço, causando um arrepio nela. – Eu quero aproveitar que você está em casa... O Nino pode cuidar das coisas por uma noite.

Ela terminou de lavar os pratos e pegou um pano para secar as mãos e se virou para ele sorrindo.

— Que bom. Porque eu estava morrendo de saudades. – Ela percorreu os braços ao redor do seu pescoço e o beijou.

Por mais que morassem juntos a mais de um ano, a agenda dos dois estava sempre entrando em conflito, o que tornava os momentos deles juntos, menor do que realmente gostariam. Então quando surgia a oportunidade, eles não se desgrudavam por nada. Não precisavam necessariamente estarem na cama; juntos no sofá assistindo a um filme ou um banho na banheiro costumava bastar.

— Vamos para sala... Eu tenho uma coisa para você. – Adrien sorriu e disse assim que suas bocas se separaram.

— Para mim? Que eu saiba o aniversário é seu... – Ela sorriu.

— Isso é relativo. – Segurando sua mão ele a guiando até o cômodo vizinho. Adrien a colocou sentada no sofá e colocou-se entre as pernas dela de joelhos. – Eu sei que eu estou um pouco atrasado, alías, acho que estou muito atrasado com isso... – Ele riu e pegou sua mão. – A muito tempo atrás, nesse mesmo dia, eu te fiz essa mesma pergunta. A situação era diferente e muitas coisas aconteceram, mas meu desejo ainda é o mesmo... Só que agora eu quero fazer isso do jeito certo.

— A-Adrien...

— Marinette Dupain-Cheng, você é a pessoa mais maravilhosa que já conheci na minha vida. É gentil, honesta, carinhosa, determinada e mesmo eu sendo um cara pra lá de teimoso, você é a pessoa mais paciente deste mundo e eu seria um completo idiota se não quisesse ter você para sempre na minha vida. – Ele falava cada palavra com cama, sem tirar os olhos dos dela. – Então, assim como eu pedi uma vez a cinco anos trás... Você aceita casar comigo?

Do bolso de trás, Adrien tirou uma pequena caixinha de veludo preta e a estendeu para ela. Com as mãos tremulas e os olhos lacrimejando, ela abriu a caixa e viu lá dentro uma delicada aliança com uma joia solitária no topo.

Ela voltou os olhos para ele, sorrindo entre as lágrimas.

— A-Aceito... Eu aceito. – A voz dela era chorosa, mas muito feliz.

Adrien sorriu e pegou o anel de dentro da caixa e colocou delicadamente eu sua mão esquerda. Ele segurou a mão tremula e a levou até os lábios, depositando um beijo caloroso ali, sem tirar os olhos dos dela um momento sequer.

— O melhor presente de aniversário do mundo. – Ele sorriu para ela e ergueu seu corpo, buscando colar os lábios nos dela.

Aquele foi um beijo macio, delicado e salgado. Mas muito feliz. Não poderia desejar beijo melhor, pois agora ele finalmente estava começando a construir a coisa mais importante de sua vida.

Uma família. A qual ele daria todo o seu amor.

Afinal, quem disse que você não pode se apaixonar em uma pista de dança?

Fim.

Notas finais
Essas nota final vai ser a maior de todas com certeza... Então vamos começar: Primeiro eu quero dizer do fundo do meu coração um muito obrigada. É clichê dizer que se não fosse você, essa fanfic não seria o que ela é hoje, mas é a verdade. Eu nunca imaginei tantos comentários maravilhoso, favoritos e visualizações. Esse fandom é pequeno, mas é muito forte e cheio de pessoas sensacionais. Então novamente, muito obrigada do fundo do meu coração. E como esse é o último capitulo, acho que eu posso pedir sim muitos comentários e recomendações! Depois de um ano juntos, acho que tenho esse direito, hahahaha! ~A chantagista~ Para a cena do reencontro, eu me inspirei em uma Fan art da Jen-iii que vi no Tumblr. Vou deixar o link aqui para vocês: http://jen-iii.tumblr.com/post/141005349111/she-then-proceeds-to-utterly-own-him-and-he-falls Música do capítulo: The Cinematic Orchestra - To Build a Home - https://www.youtube.com/watch?v=qkP6Tf79UrM AGORA É A VEZ DOS PRESENTINHOS! 1) Prometi uma playlist inspiradora para vocês e aqui está a minha. Aproveitem! — https://www.youtube.com/playlist?list=PLWYMHGOvU_3FsRusWNMAdYYLHnCbosCRd 2) Vamos as perguntinhas de vocês: — "Você pretende fazer outras fics de Miraculous? " Sim, eu já tenho outras duas em desenvolvimento e a ideia para uma terceira. Ainda não sei quando vou postar... Uma delas vai ser um short-fic então acho que não vai demorar muito, espero que até o final de julho esteja ai. Já as outras não sei dizer. São histórias mais complicadas, não necessariamente longas, mas uma delas aborda assuntos complicados e que para não sair preconceituoso ou errado, eu tenho que escrever com bastante cuidado. — "Vai ter segunda temporada?" Então... Não, não vai. Primeiro porque eu acho que KMS já se prolongou muito além do que eu pretendia inicialmente. E eu acho que não consigo espremer mais nada desse roteiro. Então eu acho que ela acabou inteira, com um começo, meio e fim. Fora que eu não sou fã de coisas com muitas temporadas, acho que isso cansa as pessoas. — "De onde surgiu a ideia pro plot da fic?" Sendo bem sincera eu não consigo lembrar direito... Mas assim que eu coloquei a Lila na história as coisas meio que tomaram vida, e como ela foi feita para ser aquela megera bem fdp, eu queria que ela virasse o relacionamento deles de ponta cabeça, mas sem o clichê de "viu o outro beijando ou foi pego na cama".... Eu queria algo mais sólido e que também obrigasse os personagens a amadurecerem, afinal eles eram muito ingênuos em diversos aspectos. — "Você é fã de algum anime e/ou mangá?" Simmmm! Eu amo animes e mangás. Acho que entre os meus favoritos estão: Naruto, Yuri on ice, kamisama Hajimemashita... E segue uma lista enorme. Hahahaha. Adoro shoujo, shonen e yaoi. Bom, acabamos aqui. É com lágrimas nos olhos que eu me despeço de você... Mas eu prometo que é temporário! Gostei muito de conversar e trocar ideias com todos ao longo desse tempo. Estarei sempre aqui, então se quiser é só me chamar, hehehe Então me diga o que acharam... E já estou morrendo de saudades. XO PS: Ainda não foi corrigido. Obrigada pela paciência :)
Você chegou ao fim do livro. Parabéns!