Keep moving slow
20 Mantenha a minha cabeça à tona
Notas iniciais
"Whatever words we utter should be chosen with care for people will hear them and be influenced by them for good or ill." – Buddha
O sol adentrava pelas cortinas do quarto sem convite, Adrien já estava cordado fazia alguns minutos. Ele ainda estava deitado na cama, com o cotovelo apoiado sobre o colchão, admirando a azulada dormindo tranquilamente ao seu lado.
Ela estava deitada de bruços, a cabeça virada, repousando tranquilamente sobre o travesseiro, os cabelos espalhados, as costas nuas e do quadril para baixo o lençol lhe cobria o corpo.
O loiro não sabia dizer a quanto tempo se encontrava assim, simplesmente olhando para ela, lembrando-se da noite anterior, quando finalmente a teve em seus braços. Um grande sorriso estava colado em seu rosto desde que acordara.
Com a ponta dos dedos, passou a traçar uma caricia leve pela espinha dela, seus dedos dedilhavam do pescoço, passando pelo dorso até a lombar, para depois subir novamente e repetir todo o processo, deixando a pele dela arrepiada.
Ela se mexeu inquieta na cama, fechando os olhos com força, não queria acordar ainda.
— Bom dia, dorminhoca. – O tom de alegria na voz do loiro era evidente.
— Não... Eu quero dormir. – Ela resmungou e virou o rosto para o outro lado, tentando evitar a luz.
— Vamos... Acorde, o dia está lindo lá fora. – Aproximou-se dela, passando a mão pela sua cintura.
— Só mais um pouquinho, por favor. – Ela bocejou. – Eu me sinto exausta.
Ele riu do comentário. Ao contrário da azulada, ele sentia-se cheio de energia, revigorado. Nunca acordara tão bem.
— Desse jeito você vai perder o dia... – Ele encostou o queixo no ombro denudo dela e depositou um beijo lá. – My Lady, por favor... – Ele praticamente ronronava em seu ouvido enquanto lhe beijava e mordiscava o ombro.
— Não faça isso comigo. – Ela virou o rosto novamente, agora na direção dele. Os cabelos estavam espalhados pelo rosto e travesseiro.
— Não estou fazendo nada. – Passou a trilhar um caminho de beijos molhados pelas costas dela, traçando a espinha até alcançar o lençol.
— Está sim. – Ela suspirou e o corpo todo se arrepiou.
— Estou não... – Subia os beijos até alcançar a nuca dela.
— Está me provocando.
— Não estou não. – Ele sorriu maroto e com agilidade fez o corpo dela se virar na cama, ficando com a barriga para cima, com a barriga e os seios expostos. Antes que ela pudesse cobri-los com as mãos, Adrien segurou seus pulsos, os prendendo acima da cabeça dela. Atacou-lhe o pescoço, desferindo beijos. – Agora eu estou provocando.
Ela fazia força, tentava soltar as mãos de qualquer maneira, queria toca-lo também, mas ele não a permitia, uma de suas mãos lhe segurava os pulsos com força, enquanto a outra explorava o seu corpo, apalpando a cintura e os seios.
Marinette se mexia inquieta no colchão, a respiração estava alterada, o coração disparado e o corpo quente. Ele lambia e mordia seu pescoço, descendo as caricias até chegar ao seio livre.
— Adrien... Me solta, por favor. – Ela suplicava. Pressionava os lábios tentando abafar os gemidos.
— Não mesmo. — Sorriu
— Por favor... – Ela o encarava com os olhos azuis cintilando, extasiada. Ele cedeu, e lhe soltou as mãos, voltando a sua atenção para os seios dela. A mestiça levou as mãos para os cabelos loiros do rapaz, afundando as mãos, bagunçando os fios.
Ele não resistia a ela, queria colar seus corpos novamente, a fazer suspirar, gemer, gritar, e saber que o grande causador disso tudo era ele.
Foi descendo os beijos pela barriga, deixando uma das mãos lhe apertando o peito, enquanto a outra ia em direção das coxas tornadas. A apertava sem dó, beijava seu corpo desesperado.
Ele a queria.
Ah, como queria.
Batidas foram desferidas contra a porta assustando os dois.
— Vocês pretendem ficar trancados ai o dia todo? – Era a voz de Nino do outro lado. Adrien suspirou frustrado, praticamente zangado.
— Sim. Algum problema com isso? – Exclamou bravo.
— Comigo não, mas se vocês não se lembram, nós íamos sair... Ordens da Alya.
— Vão vocês dois. – resmungou o loiro. – Estamos ocupados aqui. – Respondeu e voltou ao que estava fazendo, beijando toda extensão do abdômen da mestiça. Descendo cada vez mais, os dedos lhe apertando as coxas, enquanto distribuía pequenas mordidas pela parte interna.
Outra batida foi escutada.
— Nino vai à merda, por gentileza. – Adrien falou sarcástico.
— Não, muito obrigada. – Não era o moreno do outro lado da porta e sim Alya. – Agora, se já terminaram o que quer que estavam fazendo, desçam de uma vez... Ou eu abro essa porta a força...
— Você não teria coragem...
— Quer testar? – Ela o desafiou. O loiro bufou alto e com raiva. Ela cumpriria a promessa, ele sabia disso.
— Ok, estamos indo... – Suspirou derrotado e saiu de cima da azulada.
Ouviram os passos se afastando.
Marinette puxou o lençol, cobrindo o corpo desnudo. Adrien sentou-se na beirada da cama, sentia-se frustrado. Por que aqueles dois tinham sempre que atrapalhar.
O garoto estava distraído, não percebendo o olhar da azulada em suas costas, admirando, guardando cada detalhe na memoria, cada marca que ela havia deixado em seus ombros e costelas.
Ela levantou-se da cama, indo ate a cômoda, procurando por algo para vestir, arrastando o lençol pelo chão. Adrien notou a movimentação, virando a cabeça para olha-la. Ela a admirava ao mesmo tempo em que achava a reação engraçada.
Levantou-se rapidamente, e a passos longos chegou atrás dela, a abraçando de surpresa.
— Você fica uma graça assim, sabia? – Lhe beijou o ombro. – A pesar de eu preferir você sem isso aqui. – Colocou a mão sobre a dela, desatando o nó do lençol, fazendo com que o mesmo escorresse pelo corpo dela até chegar ao chão.
— A-Adrien. – Ela ficou extremamente vermelha. Na luz do dia, e ela tão exposta o deixava sem reação, estava muito envergonhada. – Temos q-que descer.
— Nós podemos demorar mais um pouquinho... – Ela a mantinha de costas para si, sussurrando em seu ouvido.
— Acho m-melhor não... Alya pode subir e-
— Ela não vai... – O loiro beijava seus ombros e passava as mãos pela barriga dela. Como adorava o cheiro dela. Era de perder os sentidos.
— Adrien, p-por favor... – Ela pedia para ele parar. Mas nem de longe a voz dela fez soar aquilo. Parecia mais um entrega, do que uma advertência.
— Você me enlouquece, Bugaboo. – Subia uma das mãos em direção ao seio dela, o apertando e mantendo o mamilo rígido entre os dedos.
Ela apoiava as duas mãos sobre a cômoda, como forma de apoio. Os olhos estavam fechados, e respirava pela boca. O loiro mantinha o abdômen colado nas costas dela. Seu membro já ganhava vida, ficando encaixado entre as nádegas dela, latejando de desejo.
A mantinha de costas para si, beijando-lhe o pescoço, enquanto a outra mão lhe descia até a intimidade úmida. As pernas dela estavam levemente separadas, buscando apoio, o que facilitou e muito o trabalho do loiro.
Ele penetrou um dedo e ela se mexeu inquieta, soltando um resmuno dolorido.
Ele parou.
— Tudo bem? – Estava com receio de tê-la machucado.
— Ardeu um p-pouco. – Confessou. Não queria preocupa-lo, mas aqui realmente a incomodou.
Ele subiu o dedo e passou a fazer movimentos circulares e leves sobre o seu clitóris. O corpo dela se arrepiou.
— Melhor assim? – Beijou-lhe o ombro.
— Uhum... – Ela jogou a cabeça para trás, encostando no ombro dele, o que deixou o pescoço dela livre e exposto.
Quanto mais ele movida os dedos, mais ela jogava a cabeça e o quadril para trás, o que fazia seu membro se acender ainda mais. Ela o sentia, colado a seu corpo, quente, latejando. Por puro instinto, passou a mover o quadril, rebolando levemente, sendo o pênis dele se encaixar em suas curvas.
— Mari. – Ele gemeu em seu ouvido e desceu a mão para o quadril dela, auxiliando nos movimentos.
Sentindo ela mais úmida do que antes, voltou a descer os dedos pela extensão de sua vulva, entrando com um dedo lentamente por seus lábios menores, penetrando a ponta.
Ela gemeu e suspirou.
Ah, como era bom ouvi-la gemer.
Era quase como um mantra. Lhe trazia paz e satisfação.
O loiro se esfregava nela, buscando por alivio também. Mas estava ficando complicado. Muito complicado.
— Mari, eu não estou aguentando mais... – A respiração saia pesadamente pela sua boca, enquanto ele dava pequenas mordidas por seu ombro. – Preciso muito de você...
— Eu t-também... Por favor. – Ela tentava controlar os gemidos que lhe escapavam pelos lábios.
Adrien colou mais o corpo ao dela e subiu um dos braços em direção a primeira gaveta da cômoda, onde ela se apoiava. A abriu e tirou de lá um pequeno pacote. O preservativo. A gaveta foi fechada com força.
Afastou o corpo do dela, resgando o pacote com a boca e tirando o conteúdo com pressa. Retirou as mãos do corpo dela e ajeitou a camisinha em seu membro. A mestiça mantinha as mãos apoiadas na cômoda a sua frente, aquele era seu único apoio no momento.
— Pronto. – Ele colocou ambas as mãos no quadril dela, segurando com força. – Se incline um pouco. – Ele pediu.
Ela aproximou o corpo do moveu, apoiando os braços sobre o mesmo, enquanto o quadril era colocado para trás, o que deixava as nádegas empinadas, ela certamente mais exposta.
— A-Assim? – Ela estava totalmente encabulada, mas o corpo agia por vontade própria aos pedidos dele.
— Isso. – Ele suspirava pesadamente. Aquela visão o tirava a concentração. As costas nuas e esticadas, a bunda empinada. Senhor, que visão.
Com o auxilio de uma das mãos, posicionou o membro e sua entrada e vou a penetrando lentamente. Ela era apertada, e como não ser? Mal havia o recebido pela primeira vez a poucas horas atrás.
Tinha que ir com cuidado, ela ainda deveria estar sensível.
Escorria o membro para dentro dela com calma, até a pele próprio quadril encostar-se a dela, estando totalmente dentro. Suspirou forte e abraçou-se a cintura dela, beijando-lhe os ombros. Movimentando-se lentamente para fora e dentro dela.
Ela se deixava levar pela sensação dele em seu interior, quente e pulsante. Ainda se sentia um pouco dolorida, mas a sensação era mínima agora com ele ali. Seu estomago formigava, levando todo o sangue do seu corpo para sabe Deus onde.
A fricção dele dentro de si, lhe arrepiava o corpo.
Mordia os lábios com força, tentando segurar os gemidos a todo custo. Sabia dos amigos no andar de baixo, e só de imaginar eles lhe ouvindo, causava tremores.
Por mais que quisesse ser calmo e delicado com ela, estava ficando complicado se segurar, então passou a aumentar o ritmo, a sentindo apertar seu membro. A mestiça era nova naquilo, então ela chegaria rápido ao ápice, foto que ele agradeceu, por que estava difícil se segurar.
Desceu uma das mãos em direção ao clitóris dela, voltando a fazer os movimentos circulares. O que fez com que um gritinho agudo escapasse da garganta da azulada.
Ela mal conseguia se manter em pé.
Inclinou mais o corpo e apoio todo deu peso no móvel a sua frente, ficando com as nádegas totalmente exposta.
Ele se desprendeu dela, mas mantendo a mão em via vulva, acelerando os movimentos assim como as estocadas. O loiro sentiu o corpo dela lhe apertar forte o membro, e as pernas começarem a amolecer. Ela chegara ao ápice.
Estocou forte mais algumas vezes e de despejou logo em seguida, a abraçando pela cintura e apoiando o queijo em seu ombro.
Ambos cansados.
Respirou fundo, buscando se acalmar e se retirou de dentro dela. E antes que ela fosse ao chão, devido as penas bambas, ela a pegou no colo de surpresa, e a depositou sobre a cama.
Retirou o preservativo, jogando-o no lixo junto ao outro, e foi deitar-se ao lado da azulada. Ambos com a respiração pesada.
Adrien sorriu e a puxou para si, fazendo com que ela apoiasse a cabeça em seu peito, escutando o batimento descompassado do garoto, que parecia praticamente um espelho do seu próprio.
— A Alya vai quere nos matar. – A voz dela era baixa.
— Talvez. Mas com ela eu me entendo depois. – Ele sorriu e lhe beijou os cabelos. – Tudo bem com você?
— Uhum. – Ela afirmou com a cabeça.
Bem era pouco. Ela sentia-se ótima.
Alya tinha razão. Não tinha por que ter medo. Estava com quem ela amava. E isso tornava a experiência ainda melhor.
Os quatro amigos passeavam pelo pequeno centro da cidade. O sol da tarde irradiava uma onda de calor forte, que só a brisa fresca vinda do mar conseguia aplacar.
As duas amigas andavam na frente, passando por algumas lojas a procura de algo que pudessem usar a noite no clube. Enquanto Adrien e Nino ficaram responsáveis de comprar as tintas e mascaras.
Já era terceira loja que entravam e nada as chamava a atenção.
— E ai, vai me contar como foi? – Alya provocava.
— Eu n-não tenho nada para contar...
— Para de mentir, por que você está me devendo uma... – Isso era verdade. Depois da conversa que teve com a amiga na noite anterior, a mesma prometeu lhe ajudar. Como fez isso? Ela e Nino foram dar um passeio pela praia, ficando bem longe da casa.
Então sim, ela estava devendo uma. Suspirou derrotada.
— Foi bom. – As bochechas rosavam. – Muito bom.
— Ah sabia. – Alya sorria e apertava a amiga em um abraço. – E tenho certeza que vocês repetiram a dose hoje de manhã não é mesmo mocinha. – A avermelhada tinha um sorriso travesso nos lábios.
— Alya! – Marinette exclamou, como se não tivesse como a situação ficar mais vergonhosa. Deu graças por ela e Nino, não terem feito nenhum comentário naquela manhã. Mas sabia que não conseguiria escapar das perguntas da amiga, por mais que quisesse.
— Nem me venha com uma de envergonhada agora. – Exclamou. – Agora me conta, o que fez?
— Eu não v-vou ficar t-te contando essas coisas... – Como queria que um buraco se abrisse no chão naquele momento.
— Marinette Dupan-Cheng, vai ficar com essa de puritana para cima de mim agora?
— Não é isso... É que é constrangedor...
— Não é constrangedor. É natural... As pessoas fazem sexo, todo mundo faz ou um dia vai fazer. Qual a novidade nisso. – Ela falava com a maior naturalidade do mundo.
A mestiça suspirou.
— Ok. – Respirou fundo, tentando conter a vergonha. – Ele foi carinhoso, por mais que tenha doido um pouco na hora.
— A dor faz parte... Mas ele foi bem nas preliminares?
— Alya!
— Sem essa, desembucha... Ela sabe te tocar bem e afins?
— Assim você me mata de vergonha sabia? – Marinette exclamou. – Sabe sim. Ele até me-
Ela não conseguia terminar a frase, estava vermelha até os últimos fios de cabelo.
— Ele até o que?
— Ficou com a boca lá em baixo. – Falou rápido e baixo.
— O que? – Alya não consegui escutar direito.
— Ele ficou com a boca l-lá em b-baixo. – Falou pausadamente, mas ainda assim baixo. Dessa vez a avermelhada escutara.
— Veja só... Não é que o loiro não é tão burro assim. – Ela ria, o que deixava a azulada ainda mais encabulada. – É bom não é?
— É... – Respondeu somente e a amiga riu ainda mais. – Você podia para de rir de mim por favor!
— Desculpa amiga, não dá... É muito fofo essa sua vergonha toda. – Colocava a mão sobre a barriga, que já estava dolorida de tanto rir. – Imagino sua vergonha quando fizer o mesmo nele...
— O QUE?
— Sem essa Mari... Vai me dizer que não sabe o que é um boquet-
— É c-claro que eu s-sei... – Ok. A situação tinha sim como ficar ainda pior. – Mas eu não s-sei o que fazer...
— Não tem segredo. – Alya falava naturalmente enquanto olhava algumas peças de roupa. – Sabe a história da banana? – Olhou para a amiga que concordou com a cabeça. – Esqueça ela, ok?
— Ok? Mas porque? – Olhava com duvida para a vermelhada.
— Não é tão mole assim, acho que você pode perceber não é? – Marinette somente concordou com a cabeça, estava com vergonha de mais para responder. – Eles são tão sensíveis quanto a gente, principalmente a cabeça. Então não tenha medo de lamber e chupar. Só não morda, isso machuca e também não aperte muito forte. Mas fora isso, não tem muito segredo – Deu de ombros. –. Se ficar com duvidas, peça ajuda para ele. Com certeza ele não vai se incomodar em te auxiliar.
— Está bem. Agora chega dessa conversa. Por favor. – Implorou.
— Tudo bem. – Alya riu. – Vou parar de te matar de vergonha. Daqui a pouco você não vai nem precisar de tinta vermelha.
— Engraçadinha. – Ambas riram.
No fim da tarde, voltaram para o sobrado com tudo o que iriam precisar. As meninas haviam comprado algumas peças de roupa, e acessórios que poderiam ser uteis. Mas sem grandes aquisições.
— Eu e a Mari vamos nos trocar na suíte e vocês no outro quarto. Sem enrolação, entenderam? – Alya apontou o dedo para os garotos.
— O que é isso? Dia de noiva, para precisar de tanto segredo? – Nino a olhou abismado.
— Não, mas mulheres se ajudam... Agora para cima os dois. Vamos, vamos... – Ela emburrava o moreno escada a cima.
Nino bufou e Adrien foi logo atrás dele rindo.
— Agora vamos nós. – As garotas pegaram as sacolas com as roupas e subiram rindo para a suíte, fechando a porta em seguida.
Adrien olhava para situação com diversão, era engraçado ver o amigo frustrado. Ainda mais quando ele sabia o motivo: Alya.
— O que foi? Tensão sexual? – O loiro provocou.
— Muito engraçado. Falou o cara que não foi para a cama com a namorada... – Nino o olhou e notou no rosto do amigo um sorriso de orelha a orelha. – Pera... foi?
— Quem sabe. – Adrien tentava segurar o sorriso, mas não conseguia.
— Cara. – Nino levou a mão aos cabelos. – Então foi por isso que a Alya quis passear ontem a noite.
— Como assim?
— A Alya me chamou para passear na praia. Eu estava acabado, mas ela não sossegou enquanto não saímos...
“Quem dizer que você planejou tudo, My Lady.” Pensou ele com um sorriso no rosto.
— Cara eu não to acreditando. E você nem para me atualizar...
— Atualizar o que? Ta maluco? – Exclamou. – Não vou ficar contando das minhas intimidades para você.
— Mas por que não? Eu achei que fossemos um casal... – Nino brincou se aproximando do loiro.
— Sai pra lá, Cara. Vou contar pra sua namorada que a sua fruta é outra. – E corria para o outro lado do quarto. Os dois riam.
Fazia quase trinta minutos que os garotos já estavam trocados e devidamente arrumados no andar de baixo.
Nino vestia um jeans, uma camiseta azul e o seu típico boné vermelho virado para trás.
Já Adrien, fico com o vestuário nas mãos das duas amigas. Resultado: uma calça preta de tecido maleável, uma camisa branca, com as mangas dobradas e um colete preto por cima. Um pouco formal de mais para o gosto dele.
Quando as meninas desceram, o loiro ficou pasmo.
Parecia que ela não cansava de surpreendê-lo.
Os cabelos azulados soltos, indo até pouco abaixo dos ombros, segundo por um vestido vermelho de alças finas, que lhe acentuava a cintura e descia solto pelo quadril, indo até o meio das coxas. Poderia ser simples, mas nela, criava um toque especial.
Pisou no ultimo degrau da escada e a azulada sorriu para ele.
O loiro estava maravilhoso, na opinião dela. Como sempre estava.
Adrien se aproximou dela, passando os braços pela cintura e colando suas textas.
— Você está linda, sabia...
— Você também. – Ela sorriu e roçou seus narizes.
— Será que o casal em lua de mel, poderia para com isso por um instante? – Alya os interrompeu. Fazendo com que a garota se afastasse um pouco dele, mas sorrindo mesmo assim. – Vamos aos toques finais?
— Vamos. – Mari olhou para amiga e as duas sorriram cumplices.
— Não gostei desses sorrisinhos... O que vocês estão aprontando? – Adrien as olhou desconfiado.
— Nada de mais... Agora senta aqui. – Marinette levou o namorado até o sofá e fez com que ele se sentasse. – Feche os olhos.
— Por que?
— Só feche, por favor. – Ela pediu delicada e ele cedeu.
O garoto sentia as mãos da namorada em seus cabelos, mexendo e bagunçando as mechas, chegando a prender algumas.
— Não acredito que vocês estão fazendo isso. – Nino exclamou. – Preciso tirar uma foto desse momento.
— Foto? Como assim? – O loiro estava assustado. O que aquelas duas estavam aprontando?
— Quase pronto. – Alya falou alegre.
— Voialá. Ficou ótimo. – Marinette sorria orgulhosa. – Pode abrir os olhos.
O loiro obedeceu, mas fazendo o ato com um pouco de receio.
Sentia algo em sua cabeça, mas não sabia dizer o que era. Levantou-se, indo em direção a um espelho na parede da sala e quase infartado quando viu se reflexo.
— É sério isso aqui? – Exclamou apontando para a própria cabeça, onde estava um par de orelhas de gato, presas com grampos em seu cabelo.
— O que seria de Chat Noir sem suas orelhas? – A mestiça segurava o riso.
— Sério isso Mari? E qual o próximo passo? Um rabo?
— A Alya bem que tentou. – Comentou já não conseguindo segurar mais a gargalhada.
— Eu vou tirar isso daqui...
— Não. – A mestiça correu até ele, segurando suas mãos. – Você está uma gracinha assim sabia.
— Me sinto ridículo. – Bufou e ela sorriu para ele, colocando as mãos ao redor do rosto do loiro.
— Meu ridículo então. – Lhe deu um selinho rápido. O rapaz suspirou vencido.
— O que eu não faço por você? – Sorriu de volta para ela.
— Bom agora vamos às tintas. – Alya interrompeu.
— Vamos dizer que o Nino e eu, encontramos algo melhor do que tintas. – O loiro foi até a mesa de centro e pegou uma sacola pequena, retirando de lá quatro mascaras. – Sem sujeira...
O garoto entregou um par para os amigos, sendo uma azul e outra roxa. Se aproximando da azulada com outras duas nas mãos.
— Especialmente para você, Bugaboo. – Lhe estendeu uma mascara vermelha com círculos pretos. Parecia que aquela mascara havia sido feita para sob medida para ela.
A garota pegou a mascara com um grande sorriso nos lábios, se aproximou do espelho e a colocou no rosto, deixando o material colar em sua pele.
— Como estou? – Virou-se alegre para o gatuno.
— Perrr-feita. – Ele a abraçou por trás, colando a boca em seu ouvido. – Me ajuda?
Estendeu uma mascara preta para ela, que o ajudou a colocar sobre o rosto, o que deixou os olhos verdes do rapaz extremamente vibrantes.
— E como é que eu estou? – Afastou-se dela, colocando as mãos nos bolsos da calça.
— Está lindo gatinho. – Sorriu carinhosa para ele.
— Se estamos todos prontos. Vamos? – Alya chamou.
— Vamos. – Os dois responderam junto.
Parecia que Ladybug e Chat Noir dariam o ar da sua graça naquela noite.
Fale com o autor