Keep it a Secret
28 iStalked my Ex-Boyfriend
Notas iniciais
PDV — Sam
Pelo jeito terei que permanecer em Seattle por uns tempos... ou dias. Só poderei partir e ter descanso quando resolver os problemas envolvendo a Molly e a megera da Sra. Benson.
Ainda naquela noite, retornei para a minha antiga casa — a casa dos Pucketts -, onde reencontrei o Shet e o seu porco de estimação, o Roger.
– Por que voltou? — questionou Shet, dono da casa, alegre com a minha volta.
Antes de respondê-lo, me joguei no sofá, retirei os sapatos e arremessei a mochila num canto qualquer da sala.
– É uma longa história... — murmurei, exausta, enquanto cheirava os meus dedos. — Tão longa, mas tão longa, que já estou cansada só de pensar em contá-la para você.
Shet pegou a minha mochila do chão e levou para o meu antigo quarto, e quando voltou para a sala de estar, dei-lhe a notícia:
– Não vou ficar por muito tempo. Talvez eu volte para Los Angeles de qualquer forma, mas... tenho certeza de que 'amanhã' será um longo dia.
(***)
No dia seguinte, eu acordei muito cedo, mas não foi porque eu quis — afinal, odeio acordar cedo -, foi por conta da Molly, que trouxe o filho nos braços.
– Tudo bem com você? — perguntei, curiosa, após abrir a porta da minha casa.
– Não! — Ela entrou rapidamente na minha casa e se acomodou no sofá.
Corri para a cozinha, peguei um copo de água e voltei para a sala, entregando o copo à Molly.
– O que aconteceu? — perguntei.
– O Kelvin — disse ela, se referindo ao pai do filho dela. — Ele nos seguiu ontem a noite.
Arregalei os olhos, assustada.
– Como?
– Ele nos seguiu, Sam. — repetiu ela, desesperada. — Quando eu sai do apartamento do Freddie, ele apareceu na portaria e... quase levou o Júnior de mim.
– E você sabe onde ele está?
– Não sei — disse ela, meio pensativa. — Mas, sem querer, acabei contando que eu terminei o meu relacionamento.
– Você terminou com o Freddie? — perguntei, espantada. A notícia do rompimento dos dois realmente me surpreendeu.
Molly confirmou com a cabeça.
– Mas o Kelvin não acreditou que eu terminei com o Freddie — disse ela, quase chorando. — Tenho medo de que ele faça mal ao Freddie...
Revirei os olhos.
– Calma! — falei. — Tenho certeza de que o Freddie vai ficar bem. Com a 'Mãe-Mala' que ele tem, é bem provável que ele não se machuque.
Molly suspirou, me entregando o copo vazio.
– De qualquer forma, eu acho melhor você ir ver o Freddie.
Cruzei os braços.
– Eu!?
– Sim! — Ela se levantou, agarrada ao bebê. — Por favor, protege o Freddie! Eu tenho medo de que o Kelvin acabe com o garoto... — Molly continuou implorando a minha ajuda. Certo que eu prometi ajudá-la, mas... PROTEGER O SR. PATETA!? — ...O Freddie não merece isso...
Fechei os olhos, indignada por pensar em concordar com a ideia da Mols.
– Ok! — concordei. — Eu vou ficar de olho no Freddie...
Após ouvir a minha difícil decisão, Molly tentou esbanjar um sorriso de alegria.
– Vou pegar a minha meia de manteiga! — avisei, enquanto corria para o meu antigo quarto. Antes de sair atrás do Benson, fiz um único pedido a Molly: — Aja o que houver, não saia dessa casa. O perigo será maior se você for comigo. Então, se precisar de alguma coisa, peça para o Shet ou... o Roger...
– Boa sorte! — sussurrou ela.
PDV — Gibby
Eu estava de bobeira nos corredores do Ridgeway, ouvindo alguns alunos citarem que o "baile estava muito próximo" e outros citavam que "iriam tirar a nota máxima no Super Provão de Q.I."
Enfim, era mais um dia chato e sem sentido no Ridgeway. Bem, depois que a Sam foi expulsa do colégio, mais nada de legal aconteceu.
Cinco minutos antes do sinal bater, noto a vinda inesperada do Freddie, que parecia bastante deprimido.
– O que aconteceu, cara? — perguntei.
Ele me abraçou — no meio do pátio — e se segurou o máximo para não chorar.
– Molly terminou o namoro! — disse ele, num tom dramático, ainda me abraçando.
Algumas pessoas da nossa sala, que passavam pelo corredor naquele momento, riam e tiravam fotos da nosso "afeto" amigável. Porém, o Freddie parecia não ligar para isso.
– Por que ela fez isso? — perguntei quando nos separamos.
– Por outros motivos... — ele bufou, cansado. — É complicado, sabe?
– Não sei... — Balancei a cabeça, negando.
Freddie relevou o meu último comentário e me seguiu para a sala de aula, afinal, faltava menos de dez segundos para que o sinal tocasse.
No caminho, observei algo extremamente estranho. Senti que alguém estava nos seguindo. A cada segundo, eu olhava para trás.
– Gibby! — Freddie chamou a minha atenção. — O que foi?
– Ah, não sei... — falei, coçando a cabe. — Eu acho... — sussurrei: — Acho que estão me seguindo!
Freddie sorriu, olhando para trás e realmente não havia mais ninguém no corredor.
– Não tem ninguém nos seguindo!
Estretei os olhos para o Freddie.
– Ok... E se forem os ETs invisíveis!? — exclamei. — O que eu faço!?
Freddie não me respondeu, apenas entrou na sala.
(***)
Na hora do intervalo, Freddie optou por permanecer na sala de aula e "sofrer" ainda mais pelo fim do relacionamento.
Já eu tive que ir para o banheiro o mais rápido o possível e, mais uma vez, tive a sensação de estar sendo perseguido por alguém — até mesmo dentro do banheiro!
Quando sai do local e segui para o corredor, a horrível sensação voltou e quando olhei, rapidamente, para trás, notei que o latão de lixo do Ridgeway se mexeu.
– Nossa! — exclamei, assustado.
Eu poderia gritar e correr, mas decidi investigar o caso. Fui lentamente para o latão de metal e reparei algumas mexas loiras transbordarem para fora do latão.
– ET são loiros!? — questionei, enquanto me aproximava, curioso.
Quando finalmente cheguei no latão, sou surpreendido por uma Puckett, que tentou me atacar com uma meia velha e fedorenta.
– Sam!?
Ela fez um sinal de silêncio.
– Não fala o meu nome, idiota! — pediu ela, gentilmente. — A direção não pode nem sonhar que eu estou aqui.
– E por que está aqui?
No início, ela hesitou em falar:
– Para proteger o... Freddie.
– Você... O quê?
Ela estava prestes a contar um pouco mais sobre a sua aparição no colégio, mas, no momento, fomos surpreendidos por um barulho irritante. Era o megafone da Srta. Briggs, que pedia 'a todos os alunos que se encaminhassem para o corredor principal do Ridgeway'.
– É melhor você ir! — disse Sam, voltando para o fundo do lixo de metal.
Bom, eu fui.
Quando cheguei ao corredor principal encontrei o Brad e o Freddie, além de um montão de alunos, que prestavam atenção na Srta. Briggs e a Sra. Grace (a diretora), que, por sua vez, carregava uma caixa de mudanças.
Aquilo tudo era apenas uma reunião dos alunos para se despedir da Sra. Grace. No entanto, haviam algumas dúvidas que precisavam ser justificadas:
– Por que a senhora vai embora? — questionou uma aluna qualquer.
– Por motivos pessoais — respondeu a ex-diretora, chateada, talvez por ser chamada de "senhora". — Mais alguma pergunta?
Quis saber qual seriam esses 'motivos pessoais', mas, levantei a mão para fazer uma pergunta importante:
– Quem será o novo diretor?
Todos olharam para mim.
– Será o Sr. Ted Franklin — respondeu ela, emburrada. — Ele irá reassumir o colégio a partir de amanhã...
Todo mundo abriu um sorriso quando soube que o diretor Franklin iria voltar a administrar o Ridgeway.
(***)
No outro dia, Freddie e eu (juntos) fomos para a escola e, novamente, senti que alguém — SAM — nos seguia.
E conforme a Sra. Grace havia informado, o Sr. Franklin reapareceu no colégio. Ele continuava com a mesma aparência de antes, mais gentil também.
– Gibby! Freddie! — exclamou ele quando nos viu no corredor.
Cumprimentamos o novo diretor e falamos sobre os últimos acontecimentos. A nossa conversa não durou muito tempo, pois o sinal tocou e fomos obrigados a ir para a sala de aula, porém, Freddie decidiu ir ver uma coisa no armário e eu fui atrás dele.
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