Keep it a Secret

9 iRescued the Gibby


Notas iniciais
Aqui estou eu novamente! Essa semana está sendo bem agitada :/ Enfim... Mais um capítulo :D

1 Mês depois...

*Restando apenas três meses para a Super Prova do Ridgeway.*

PDV — Sam

Era horrível ter que passar o final desse ano sem ter com quem conversar, além do Shet, Freddie e o Gibby. Era chato também não ter uma garota ruiva falando coisas aleatórias ou uma patricinha me dizendo o que era certo ou errado.

Mas pelo menos eu tinha a presença dos meus livros para me "distrair um pouco" — Estou pensando como a Melanie novamente.

O único local tranquilo e legal para "estudar" um pouco era no Vitamina da Hora, onde eu poderia pedir várias vitaminas para o T-Bo sem ter que pagar. Ainda mais na Quinta-Feira, os cupons garantiam 50% de desconto.

– Hey, Sam! — disse Gibby, sem parar de mexer no seu Pear Phone.

Ele acabara de sair do banheiro.

– Até que fim! — dei um pausa nos livros. — O que deu em você, em!? Deveria estar estudando. O dia da prova está chegando!

– Prova? Que prova?

Eu já estava pronta para fazê-lo lembrar da Super Prova com a Super Surra dos meus livros. Quem sabe ele acordava para a vida.

– Ah tá... Fica tranquila, "Samme"! — Ele estendeu os dois pés em cima da mesa e pousou aqueles seus sapatos sujos por cima dos meus copos — Eu tenho o meu método.

Método?

– Qual é o seu método?

– É... não tenho método ainda. Acho que vou filar da sua prova mesmo...

Ele deu mais um gole da sua Vitamina de laranja e lançou um sorriso torto.

Desde o momento em que chegamos na loja, o Gibby não parava de beber o mesmo sabor.

– De qualquer forma você deveria colocar o rosto nesses livros idiotas. Sabe o quanto isso é chato para...

Ele pôs as mãos na barriga, retirou os pés da mesa e se inclinou mais ainda na cadeira.

– Não vai dar! — interrompeu ele. Sua expressão mudou por completo. — Não estou me sentindo bem!

Reviro os olhos para ele, sem muita importância, e volto a minha leitura. Ouço um estrondo forte na mesa e gemidos do próprio Gibby.

– O que deu em você, cara? — pergunto, sorridente.

Não era nenhuma brincadeira.

Gibby caiu desacordado no chão. T-Bo e eu ficamos preocupados com a possibilidade dele estar morto. Mas não foi dessa vez... Ainda...

Fiz uma rápida ligação para a ambulância socorrer o garoto.

***

Gibby foi levado para um hospital local de Seattle. Só pude acompanhá-lo meia hora depois do ocorrido. Passei boa parte do meu tempo tentando arrumar um almoço ou algo do tipo.

Fiquei sabendo que as pessoas que doavam sangue conseguiam comida de graça. Isso explica a demora para visitar o velho Gibson.

Quando finalmente cheguei na sala em que o maluco estava internado, reparei uma enfermeira preparando a cama dele.

– Olá — cumprimentou ela, pegando uma almofada. — Você deve ser a namorada dele.

Olhei estranho.

– Se você não trabalhasse aqui, eu te estrangulava com essas almofadas.

A enfermeira virou para mim, sorridente.

– Como?

– Nada...

Acomodei-me numa cadeira ao lado de uma janela. Aproveitei o momento para encher alguns balões de festa, o Gibs gostava dessas besteiras de crianças. Desde que aquilo pudesse ajudasse na melhora de saúde.

– Qualquer problema é só avisar! — informou a enfermeira.

– Oks! — falei, prendendo os balões na maca.

Andei várias vezes pela sala para tentar me livrar do tédio e da indisposição. Também retomei as minhas ligações aos Benson, que no momento não estava me ajudando em nada.

– Atende logo! — gritei para meu Pear phone, talvez alto demais.

De certa forma o meu grito acordou o Gibby, porém ainda estava sonolento por conta dos medicamentos.

– Como está se sentindo, Gibby? — pergunto, me encostando nos balões.

Ele estava meio zonzo. Até tentou tocar em meu rosto, várias vezes.

Posso ter me sentindo dessa forma quando fui ao dentista com a Carly — mesmo não lembrando os acontecimentos daquele dia.

– Oi Freddieeeeee! — gritou ele, tocando em meu rosto. Seus olhos não estavam totalmente abertos.

– Gibby — falei, dando alguns tapas em sua mão. — Aqui é a Sam. O Freddie ainda não chegou...

Mesmo assim ele parecia não entender direito o recado.

– Tudo bem, Freddie Benson. O seu segredo está seguro comigo! — disse ele, sorridente. — A Sam nunca ficará sabendo!

"A Sam nunca ficará sabendo!"?

Segredo?

Fiquei bastante curiosa em saber do que ele estava falando. Ainda mais agora que os dois escondiam alguma coisa de mim. Talvez fosse mentira. Ele falava coisas estranhas e sem sentido — mas do que o normal.

Eu poderia arrancar o tal segredo do Gibby. Assim, estaria me aproveitando do seu momento doentio. Mas eu não quis. Gosto muito de fazer as coisas do meu jeito e com o cheiro de perigo nas minhas narinas.

Finalmente recebi uma ligação do Freddie.

Freddie: Recebi suas mensagens, Sam. Já estou a caminho!

Eu: Certo. Venha o mais rápido possível!

Ele estava a caminho mesmo. Minutos depois que desliguei o telefone, Freddie entrou na nossa sala.

– Cheguei! — disse ele, cansado. — O quê ele teve?

Não consegui falar nada. Apenas pensei no que o Freddie queria ou poderia esconder de mim.

Um estoque de Bacon? Acho que não...

– Sam! O qual o problema do Gibby?

– Ah! — Despertei dos meus pensamentos, mas continuei encarando o Gênio da Tecnologia. — Parece que ele teve um alto teor de vitamina C no sangue. Não foi nada muito grave.

Até agora não entendo o motivo dele ter desmaiado.

– Uau! — disse ele, surpreso e um pouco preocupado. — Como sabe de tudo isso?

– Não sei. Li isso na prancheta. — Sorri.- Por que demorou tanto?

Talvez a demora tenha a ver com o tal segredo, que ambos não querem me contar, ou estou ficando maluca com essa história.

– Eu... Eu estava resolvendo uns problemas.

Problemas?

Com certeza estava mentindo. O Patetão não pode ter tantos problemas a ponto de não poder atender as minhas ligações ou simplesmente responder minhas mensagens online.

– Sei... — Balancei minha cabeça, confirmando. — Bom... Eu preciso ir agora. Tenho que terminar o projeto de Química para amanhã. Mas antes, preciso me despedir do meu grande... grande amigo, Gibs.

Aproximei lentamente dele.

– Eu vou descobrir a verdade — sussurrei em seu ouvido. Em seguida, passei sorridente ao lado do Benson. — Tchau, 'Manérd'!

– Tchau... 'Sam-loi-ca'

Ele devia encontrar um apelido mais legal. Eu levo horas pensando em como xingá-lo.

Só que isso não chegava a ser tão importante quanto descobrir esse tal segredo dos dois.

Não muito longe dalí, fiz os meus contatos para por o meu novo plano em ordem.

Eu: Jade?

Jade: Quem é!?

Eu: Sam Puckett... Tenho um serviço especial para você.

Notas finais
Me enganei quando citei que esse estaria na lista dos quatro capítulos favoritos (serão os próximos kk) - Desculpa.. Esse foi apenas o início para o surgimento de uma "confusão". Vejo vcs em breve...