Keep it a Secret
21 iKing of Pranks
Notas iniciais
PDV — Gibby
Hoje aconteceu algo muito estranho quando acordei para ir à escola. Foi uma sensação para lá de estranha...
Então antes de tomar o meu banho especial, corri para o espelho do meu quarto e gritei com o resultado: "A minha peruca masculina foi substituída por uma outra: ruiva e longa."
Contei para minha mãe sobre as armações do Guppy, mas ela não acreditou em nada do que falei.
Sinceramente, eu estou cansado das pegadinhas estúpidas do Guppy e do Nick!
~ No corredor da escola ~
Avistei a Sam e o Freddie — sentados na escada -, fazendo algumas brincadeiras bobas que envolviam tapas e afins. Porém, deram uma pausa na "diversão" após a minha chegada.
Ela tentou segurar o riso ao máximo, enquanto ele não demonstrava nenhuma surpresa.
– Gibby, isso é uma peruca feminina! — comentou Sam. — Cadê aquela que nós compramos ontem?
– Eu não sei! — falei, choramingando. — Aquela duplinha do mal deve ter escondido a minha e colocado essa aqui. — Puxei várias vezes o meu novo cabelo artificial. — Não quer sair!
Sam sorriu.
– Não acredito que você caiu no velho truque da 'Peruca Colada'! — disse ela, entre gargalhadas. Eu nem se quer sabia desse truque.
– Não tem graça, Sam! — disse Freddie. — Essas pegadinhas estão ficando chatas.
– Pra vocês, né? — indagou ela, com orgulho nos olhos, quase chorando de emoção. — Essas crianças devem ter trabalhado duro na arte da traquinagem e estão fazendo muito bem para... Para os dois bócos tentarem por um limite!? Isso é uma injustiça!
Ela socou os degraus com muita força e seguiu para o banheiro feminino. Talvez fosse chorar ou sorrir da minha situação — Possivelmente rir.
Virei-me para o Benson.
– O que eu faço agora?!
– Calma, Gibs — disse Freddie, de forma sombria. — Eu sei quem pode nos ajudar.
– Nicki Minaj?
– Não! — gritou ele, na mesma hora. — Depois das aulas daremos uma passada no apartamento do Spencer.
~ Depois da aula ~
Fomos bater na porta dos Shays, porém, ninguém atendeu a porta. Mas ainda assim, pude ouvir a voz do Spencer e uma outra feminina.
– Ele deve estar ocupado com o clube do livro. — falei para o Freddie, que continuou a bater.
– Não, o clube do livro é só nas quintas-feiras.
– Como você sabe?
– Porque agora a minha mãe entrou para o clube e sempre me leva para ler uns livros infantis. — disse ele, emburrado.
Após tanta insistência, Spencer decidiu abrir a porta.
– Galera, não é uma boa hora...
Mas entramos mesmo assim.
E logo batemos olhares para uma morena elegante sentada na mesa da cozinha.
– Estamos atrapalhando? — perguntei para o Spencer.
– Sim, vocês estão. — disse ele, enquanto limpava a mancha de macarrão da camisa. Em seguida, voltou as atenções para nós. — Desculpem a minha educação, mas é que vocês... — Ele foi nos empurrando para o lado de fora.
– Spencer! — Freddie deu um basta nos empurrões. — Ela já foi embora!
– O quê!? — ele revirou rapidamente e a garota com quem estava saindo, sumiu. Talvez tenha saído pelos fundos. E ainda roubou os pratos com as comidas. — Ahhh! — berrou Spencer. — O que vocês querem!? Além de estragar os meus encontros!? — Troquei olhares com o Freddie.
Demos uma rápida explicação sobre os últimos acontecimentos e como aquela peruca ruiva & longa veio aparecer na minha cabeça.
– Não, eu não vou fazer isso!
– Spencer! — implorei de joelhos. — Por favor! Precisamos da sua ajuda. Eu não vou conseguir dormir direito até isso tudo acabar!
Ele sentou-se no velho sofá — melado de tinta, por conta das novas esculturas.
– Foi mal, pessoal. Mas eu prometi que nunca mais iria fazer pegadinhas. Vocês sabem que eu não tenho auto controle de mim mesmo! — E não tinha mesmo. — Se eu voltar a pregar peças nas pessoas terei que fazer terapia depois...
– Você não precisa praticar! Apenas nos dê dicas de como... Fazê-las. — pediu o Freddie. — Não podemos deixar a fofura do Guppy ir embora.
Ele pensou bem antes de dar a grande decisão:
– Está bem! — berrou ele — Vocês venceram!
(***)
Ainda naquela tarde, Spencer e Freddie foram até a minha casa para me ajudar na pegadinha. Antes de tudo verifiquei se havia alguém naquele momento.
– Tudo limpo. — certifiquei-os.
– Certo — disse Spencer. Ele começou a retirar objetos de dentro de uma pochete velha. Coisas bem desnecessárias, como: um batom (possivelmente da Carly), saches de ketchup e outras. — Vamos acabar logo com isso.
Olhei estranho para o Freddie, que retribui.
– Qual é o plano, Spencer? — perguntou ele.
– Nada de mais... — Ele começou a explicar o esquema de forma bem detalhada para que não houvesse erros. — De que horas o Guppy chega em casa?
– Acho que em uma hora... Ele deve estar na casa do Nick.
– Okay.
[1 hora depois]
– O Guppy está vindo! — avisou Freddie, após vê-lo da janela, da sala. E ele rapidamente correu para um esconderijo mais próximo, juntamente com o Spencer.
Assim que o Guppy chegou em casa, me atirei no chão e 'fingi' estar tendo umas convulsões sinistras no tapete.
– Gibby! — gritou ele ao ver meu estado. — O que houve!?
Ele se ajoelhou do meu lado, bastante preocupado.
– Guppy... — sussurrei em seu ouvido. Deixei cair um pouco de ketchup da minha boca. — Adoro esse gosto!
– O que disse!? — perguntou, confuso.
– Nada... — Mais uma vez fingi ter dor — Oh... Irmão...
– Diga!
– Está ficando escuro... — E estava mesmo. Alguém deve ter puxado as cortinas da sala de estar. — Promete para mim que... que vai parar de fazer pegadinhas?
Guppy fez uma pausa dramática, eu estava "literalmente" morrendo para saber aquela resposta.
– Mas é claro que não. — disse ele, sorridente, e de braços cruzados.
– Guppy!
Ele revirou os olhos e dessa vez estava mais sério.
– Está bem — disse ele. — Eu prometo.
E então Spencer e Freddie saíram da tocaia e abordaram-no pelas costas, despejando manteiga no pirralho.
– Olha só quem caiu na pegadinha! — fiquei de pé.
– Não teve graça! — exclamou Guppy.
PDV — Freddie
No Bushwell...
– Acho que agora o Guppy aprendeu a sua lição. — falou Spencer.
– É... — concordei.
Despedi-me do Spencer e entrei no meu apartamento. Logo de cara me deparei com a presença de um bebê nos braços de uma garota.
– Molly? — falei, surpreso e contente em vê-la na minha sala. — Não sabia que viria. Você nem me avisou que...
Minha mãe entrou na sala, já cortando o meu papo:
– Precisamos ter uma conversa, Freddie.
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