Keep it a Secret

24 iHire a Buldogue


Notas iniciais
FÉRIAS!!! Desculpem-me!! Caso o capítulo anterior tenha ficado muito sem sentido. Só espero que não tenha superado o episódio "iApril Fools" '-' Espero que gostem desse!! :)

PDV — Sam

Assim que cheguei no Ridgeway, notei uma multidão de pessoas no corredor principal.

Corri para ver o que havia acontecido e para a minha surpresa era apenas uma discussão de casal, no caso era apenas o Gibby e a Kim.

– Desculpa, Kim...

– Desculpa!? — gritou Kim, estressada. — Olha só o que seu irmão fez comigo!

A Kim estava irreconhecível. Seus cabelos negros e espetados estavam cobertos de chiclete.

– Argh! — Ela até tentou retirar a sujeira da cabeça. — Eu te odeio, Cornelius Gibson, pois tudo isso é culpa sua...

No meio da discussão, o sinal tocou.

– Até nunca mais! — disse a punk-nerd se despedindo.

A Srta. Briggs apareceu logo em seguida, ordenando que os alunos fossem para as salas de aula.

Mas, antes de ir, consegui parar o palerma do Gibby em um dos corredores.

– Você não podia deixar a Kim chateada! — reclamei. — Agora, mais do que nunca, você terá que voltar com aquela maluca!

– Eh... Não...

Gibby foi se afastando de mim.

– Não!? — questionei, indignada.

Gibby deu mais um passo a trás, ousando negar o meu pedido:

– Não, Sam — disse ele, assustado. — Você não manda mais em mim.

Me segurei para não atacar o pescoço do Gibson e levar uma detenção tripla da Srta. Briggs.

– Okay! Já entendi tudo... — estendi as mãos para o alto, num ato de rendimento. — Você está do lado do Benson, não é?

– Não, eu não estou do lado de ninguém! Eu só quero paz!

Pelo visto, não adiantava brigar com o Gibby. Ele já estava decidido de que não iria me ajudar em nada.

– Você vai desejar nunca ter dito 'não' para a mamãe aqui! — Após a discussão/ameaça de morte, sigo para a minha sala.

(***)

Quando voltei para a minha casa, fiz uma pequena reflexão das situações complicadas envolvendo as minhas amizades com o Freddie e o Gibby.

Em breve lançarei um livro de autoajuda sobre "Como perder três amigos em apenas uma semana", isso também inclui a Molly. Ela parou de atender as minhas ligações, graças ao plano maligno da Sra. Benson. Mas, um dia, irei descobrir a verdade.

Agora terei que bolar outra maneira de conquistar o primeiro lugar do Super Provão e vencer a aposta.

Se bem que eu já tinha uma outra ideia em mente, mas eu teria que jogar baixo/trapacear. Mas ficaria muito grata e aliviada se uma outra pessoa fizesse esse trabalho sujo no meu lugar...

Talvez eu pudesse "contratar" uma pessoa para roubar a prova original da diretora, a Sra. Grace.

– Mas quem seria? — pensei em voz alta.

Ninguém ao meu redor teria capacidade de realizar tal fato (roubar coisas). Somente um Puckett, embora não houvesse ninguém da minha família em 'liberdade provisória' — triste realidade.

Dou uma vasculhada na minha lista telefônica à procura de criminosos profissionais, mas também não encontro ninguém perigoso. Apenas números de restaurantes e dos meus amigos de Los Angeles.

– Jade! — exclamei ao ver o número dela.

Seria uma ótima escolha...

– Argh! — Caiu na caixa postal.

Eu estava quase desistindo quando sem querer ligo para o Goomer, o lutador 'mongol' de Los Angeles. E ele atendeu:

Goomer: SAM!

A voz dele era extremamente grossa, alta e... meio estranha também.

Eu: Ah... Oi, Goomer... Eu liguei sem querer... Foi mal...

Goomer: Então tá...

Estava prestes a desligar quando a minha mente doentia me lançou uma ideia surpreendente.

Eu: Espera! Não desliga ainda!

Goomer: Uh?

Eu: Eu estou precisando da sua ajuda! Tem como você vir para Seattle ainda nessa semana? É muito importante!

Torci para que a resposta fosse "sim".

Goomer: Ah... Tem sim!

Comemorei com uma das dancinhas malucas do velho Spencer.

Eu: Okay! Te passo o endereço depois! Tchau, Goomer!

E desliguei.

[2 Dias depois]

Assim que a campainha tocou, eu corri para atender a porta, pois sabia muito bem quem era.

Por essa razão, não fiquei surpresa ao ver o Dice, o meu ex-vizinho de L.A., e o Goomer, o cara com quem falei no telefone, na minha porta.

– Como vão garotos? — cumprimentei-os. — Entrem, por favor!

O Dice era bem mais estiloso que o Goomer e cobria os cabelos encaracolados com um chapéu. Já o Goomer era bem mais alto e mais velho.

– Alguma notícia da Cat?

– Sim, ela ainda está completando seus últimos meses na cadeia, mas ela mandou um recado para você... — disse Dice me entregando um pedaço de papel amaçado.

– Pra mim?

No papelzinho estava escrito:

"Oooooooi, Sam!!!!

Quero dizer que estou bem na cadeia. Aqui é muito legal!! Até fiz amizade com uma tal de Honda. No início, ela me pediu para ajudá-la a fugir da prisão, mas o nosso plano falhou e agora estou numa cela especial hahaha...

P.S.: Você sabia que na cadeia não tem lápis de cor?!

Tchauuuu! :D"

– Oh, Cat... — lamentei. Pelo menos ela estava feliz na tal 'cela especial'.

Dice mudou de assunto:

– Por qual razão nos chamou a Seattle?

– Algo simples. Eu estava precisando de um pateta, digo, um amigo para fazer um trabalho arriscado no meu lugar. — Ambos trocaram olhares. — Eu já tinha um pateta em mente, mas ele não está mais do lado. — Refiro-me ao Gibby.

– Quem será o novo pateta? — perguntou Goomer, assustado. Dice e eu sorrimos, como se fosse algo tão óbvio.

– Você! — falei, tranquilamente.

– Ah, então tá... — disse Goomer, contente. — Eu sou o novo pateta!

Dice era o mais novo e mais esperto, tanto que se tornou o empresário do lutador. Logo quis saber do meu plano.

– Haverá um provão de Q.I. na minha escola e eu preciso tirar a nota máxima para vencer uma aposta estúpida. Essa semana eu fiquei sabendo que a diretora de lá, a Sra. Grace, recebeu a prova original com todas as respostas. Eu quero que o Goomer arranje um jeito de pegar a prova original no meu lugar.

– Você quer que eu pegue a sua diretora? — perguntou Goomer, confuso.

– Não, Goomer! — exclamei, quase batendo no grandalhão. Eu já estava cansada de incompetentes, que não entendem os meus pedidos, como o Gibby. — Eu quero que você pegue a prova! Somente a prova!

– Certo. — disse Goomer.

Estávamos quase entrando num acordo quando o Dice decidiu se intrometer no meu plano.

– Sam, isso não é perigoso? — perguntou Dice, preocupado. — Como empresário do Goomer, eu não poderei permitir que ele faça algo tão arriscado assim.

Suspirei fundo.

– Fica calmo, Dice. Ele só vai roubar uma prova.

– Só!? — berrou ele. — E se ele for pego pelo FBI?

Revirei os olhos.

– O Goomer estará fantasiado. Ninguém da minha escola irá saber quem ele é de verdade. Nem mesmo o FBI.

Dice estava começando a aceitar a ideia.

– Fantasiado de quê? — questionou o garoto.

– De buldogue! — falei, sorridente. Mas ele estranhou a ideia. — Sim, o buldogue é o símbolo/mascote do Ridgeway. E há dois anos atrás eu roubei a fantasia do grupo de basquete...

Nossas atenções se voltaram para a porta da minha residência. Quando o Shet entrou dentro de casa, o Goomer, rapidamente, pulou em cima dele.

– Peguei o ladrão! — gritou Goomer, enquanto Shet gemia de dor.

– Não, Goomer! — exclamei, exausta. — Esse cara mora aqui!

– "É, pelo visto vou ter bastante trabalho com o palerma do Goomer..." — pensei.

(***)

No dia seguinte tentei agir naturalmente, embora o Goomer enchesse a minha paciência com perguntas toscas.

Eu o levei para minha escola e o deixei no banheiro feminino, pois quase ninguém ia ao banheiro da escola. Fato bem estranho...

– Sam! — exclamou o Goomer em uma cabine qualquer. — Essa fantasia tá muito apertada.

– Ah, é o que tem pra hoje...

Olhei em volta para saber se o local estava realmente seguro.

– Você já sabe o que vai fazer, né? — perguntei.

– Sim! Pegar a sua diretora!

– Não! — murmurei. — Pela última vez! Você. Vai. Pegar. A. Prova! — falei pausadamente. — Fui clara?

Goomer concordou.

– Pegar a prova...

Na sala de aula, troquei olhares raivosos com o Gibby e percebi que o mané do Freddie estava sentado na banca de trás. Isso significa que ele trocou de horário com a Kim.

Sentei-me no fundo.

– Ei, Sam! — chamou o Brad, antes da aula ter começado. — Preparada para o Super Provão?

Lancei-lhe um sorriso maligno.

– Claro — respondi.

No final das aulas, fui ao banheiro e peguei o Goomer — fantasiado de buldogue -, e levei-o para o corredor principal.

– Pronto? — perguntei.

– Pronto!

Me distanciei um pouco do Goomer, para não levantar suspeitas, e fiquei encarregada de observar o corredor. Naquele horário não tinha tanta movimentação assim, pois a maioria dos alunos foram almoçar.

– Aí vem ela! — exclamei baixinho para o Goomer

A diretora vinha na direção do Goomer. Ela andava calmamente, segurando uma bolsa feminina e uma pasta com o símbolo do Ridgeway. Eu não tinha dúvidas de que a prova original estava dentro daquela pasta.

– Licença! — pediu a Sra. Grace para o Goomer, que interrompia a passagem dela.

Nesse momento ele poderia pegar a pasta e correr, mas o maluco fantasiado de buldogue (Goomer) optou por raptar a Sra. Grace — não foi bem isso que eu mandei ele fazer.

Até tentei impedi-lo de continuar com aquela besteira, mas ele me empurrou e eu acabei caindo no chão.

– Sam! — alguém chamou o meu nome.

Era o Freddie.

Ele também me ajudou a ficar de pé e, por um momento, esquecemos da nossa briguinha boba.

– Você está bem?

Minhas pernas estavam bem doloridas.

– Claro que estou! — menti. Notei que ele ainda segurava os meus braços. — Eh... Já pode me soltar, Benson!

Ele murmurou algo, como: "mal agradecida", antes mesmo de largar os meus braços e ainda fingi não ter ouvido essa parte.

– Você viu o rosto do cara? — perguntou ele.

– Não, ele estava fantasiado de cachorro. Você não viu?

Ele confirmou com a cabeça e tentou sacar o aparelho celular do bolso.

– Vou ligar para a polícia!

– Não! — gritei. O Freddie olhou de forma estranha para mim. — Não podemos chamar a polícia. Deve ser mais um idiota querendo arrumar confusão.

– E o 'idiota' conseguiu! — Ele pós o aparelho próximo ao ouvido.

Eu não podia permitir que o Goomer fosse preso por minhas armações. O Dice nunca iria me perdoar.

Então, tive que bater na mão do Benson e fazer com que o Pear Phone dele caísse no chão.

– Ficou louca, Puckett!?

– Você que ficou louco! — falei. — Cara, em breve a Sra. Grace estará de volta a escola! Não precisa envolver a polícia nisso.

– Por que não?

Permaneci em silêncio.

Bem, essa minha atitude explicava muita coisa...

– Foi você, não foi!? — Ele bateu palmas, sorridente. — Que contratou aquele capanga para sequestrar a nossa diretora...

– E se for!? Você não tem nada a ver com isso, panaca.

Ele fechou a 'cara'.

– Não tenho mesmo. — Ele pegou o que restou do Pear Phone e foi embora sem se despedir de mim.

– Droga! — murmurei baixinho, emburrada.

Eu não estava chateada por ter falhado nas armações egoístas, mas por ter falhado com a confiança do Freddie, mais uma vez...

Notas finais
Então?? '-' O próximo capítulo terá o PDV do Freddie!! Tentarei postar o mais rápido possível.. E amanhã postarei uma outra fic sobre iCarly!! Até mais! ! :D:D