Keep it a Secret

16 iBabysitting... Again


Notas iniciais
Guess how's back again? Cá estou eu com mais um capítulo para vocês e... Espera! Mais uma recomendação!?!? ~Lendo até digerir a realidade '-'~ Agradeço a SophMoris (Same Girl) pela incrível recomendação. Estou honrado em saber que esta é a sua primeira recomendação ;) Pior que eu também fico rindo dessas besteiras e confusões. Por enquanto não tem uma confusão, mas eles estão tentando arrumar uma. Por que tretas dão tanta audiência? Enfim, vou dedicar esse capítulo a ela... Espero que gostem!! :D:D

PDV — Sam

Tarde da noite.

Eu poderia estar fazendo mil e quatro coisas interessantes e que trouxessem algum benefício para mim. Ao invés disso, eu estava montada na minha moto indo para bem longe de Seattle.

"Acho que é aqui." — pensei. Dei uma última olhada no endereço passado pelo Brad.

Apesar das luzes estarem acesas, cheguei a conclusão de que não havia ninguém naquela casa... Talvez eu tenha chegado tarde de mais ou a Molly tenha saído mais cedo. Decidi então tocar a campainha.

Silêncio.

Por via das dúvidas, toquei novamente a campainha e alguém atendeu a porta de forma imediata. Era a Molly.

Ela estava toda arrumada — por cima de um casaco cinza -, para o segundo encontro. Sua expressão facial mudou completamente quando me viu.

– Ah, você não é a... — Ela estralou os dedos, tentando lembrar o meu nome.

– Sam. — falei, sorridente.

– Sam! — repetiu ela, com os olhos bem arregalados. — Olha, Sam, eu estou bem atrasada para...

– Não vou demorar. — Entrei direto. Ela rapidamente seguiu os meus passos.

Parecia ter algo bem valioso dentro daquele espaço.

– Aconteceu alguma coisa com o Freddie para você vim até aqui? — perguntou. — Espera, como sabe onde eu moro!?

– Calma, não aconteceu nada com aquele mané... Não por enquanto. — Sorri. Ela continuou séria. Então pensei numa mentira bem elaborada: — Eu vim... visitar o meu primo ex-presidiário, que mora nessa mesma rua, mas parece que eu errei a casa e...- bufei. Podia não parecer, mas eu estava bem surpresa por ter inventado essa mentira em tão pouco tempo. — Aqui estou eu.

Sorrimos.

Por fim sentei-me no sofá, enquanto ela permanecia de pé, observando os meus olhares por toda a casa. De certa forma, esse meu ato a deixou mais nervosa ainda.

– Nossa, todas as casas dessa vizinhança são iguais — Puxei assunto. — E já reparou como esse mundo é pequeno?

– Eu entendo, Sam — disse ela, pegando uma bolsa na estante. — Mas eu não tenho tempo para isso. Até peço para me desculpar. O meu táxi já deve está chegando... Por que não marcamos para um outro dia?

Não iria rolar. A Molly sempre fugia dos meus assuntos. E assim a minha difícil missão de retirar uma grande quantidade de informações pessoais da Molly foi para o espaço.

– Tudo bem. — levanto do sofá. Ela me acompanha até a saída.

Quando estava prestes a me despedir, ouvi uns ruídos de choro. E essa zoada vinha de um berço no fundo da sala de estar — muito bem escondido, por sinal.

– Esse som é... — Ela concorda com a cabeça, desapontada. — Espera, você não estava pensando em deixar esse bebê sozinho para encontrar o Freddie? — Aproximei-me um pouco mais. — Estava?

– É...

Uau. Finalmente encontrei algo que poderia causar um ataque duplo na Sra. Benson. Por outro lado era bem injusto, ela era tão jovem.

– Molly...

– É que eu não achei ninguém disponível para cuidar do meu filho e o Freddie estava bem animado para a estreia do filme e... E eu não pude dizer não!

– E o pai da criança!?

– É complicado, Sam...

Molly fez questão de me explicar toda a história, enquanto eu dava suporte para ajeitar o berço do bebê. :

Antes de conhecer o Freddie, eu me envolvi com um outro cara da minha terra natal. Mas ele fugiu muito antes do bebê nascer e isso foi o bastante para os meus pais me expulsarem de casa.

Então pedi ajuda ao meu amigo de infância que se mudou para essa cidade próxima de Seattle. Só que esse meu amigo não para um segundo em casa.

E o Freddie foi muito amigo desde o início. Não quero que ele sinta pena por algo que ele não tenha a ver.

– Então o Benson não sabe do seu filho!?

– Não, não por enquanto. Mas contarei no momento certo. — esclareceu ela. Quando o bebê finalmente adormeceu: — Ainda não sei qual será a reação dele.

– Ah, ele vai pirar! — falei, ironicamente. Sinceramente, esta noite não poderia ser melhor.

Ela pousou a criança no berço — também com a minha humilde ajuda.

– Até que foi bom você ter vindo, Sam! — disse ela, pondo um sorriso no rosto. — Sabe... é um pouco abuso ter que pedir para fique cuidando do bebê, enquanto saio com o Freddie?

"Sim" — respondi, mentalmente. — "Quer dizer... Vai lá se divertir com o meu ex-namorado, enquanto eu fico aqui cuidando de uma criança irritante".

Tipo, por um tempo, fiquei de babá de algumas crianças no meu serviço com a Cat, se bem que era ela quem fazia todo o trabalho.

– Não seria nenhum incomodo cuidar dele. — menti.

Ela sorriu novamente. Ouvimos uma buzina na frente da casa dela.

– Deve ser o meu táxi! — disse ela, na saída. — Tudo bem. Na volta eu lhe dou uns trocados... Tchau!

– Tchau! — falei de volta, dando um sorrisinho. — Idiota.

Depois disso, corri para assaltar a geladeira alheia e, ao mesmo tempo, mexia no meu novo Pear Phone V.

Eu precisava de alguém que pudesse acobertar as minhas armações. Quem poderia fazer isso?

Eu: Gibby?

Minha boca estava cheia de ketchup.

Gibby: Fala, Sam... Eu estou um pouco ocupado.

Eu (*Terminei de mastigar nozes*): Quem liga para o que você faz, cara?!

Gibby: Minha mãe?

Revirei os olhos.

Eu: Olha, eu sabia que a Molly tinha alguma coisa de errado. Aquele jeitinho meigo não me engana!

Gibby: Como assim?... 'Ahssyxhhwysgtawttqoeueskc0'...

Não consegui decifrar o que Gibby tentava me dizer. Havia uma pequena possibilidade do meu celular ter vindo com erro de fabricação.

Além da ligação estar péssima, o bebê começou a chora.

Eu: Cala a boca, garoto! Não... Não é com você, Gibby... É com o... Deixa 'pra' lá! Eu quero que você venha aqui. Vou mandar o endereço por mensagem.

Desligo o meu aparelho celular e volto as minhas atenções para aquela criança que não parava de choramingar.

(****)

O panaca do Gibby só conseguiu chegar uma hora depois do meu telefonema.

– Você demorou muito! — reclamei ao entrar em seu carro. — Precisamos ir ao cinema!

– Para que? — perguntou ele, sem desviar atenção da estrada.

– Para avisar ao Freddie sobre a tal "Molly Paixão"! — falei. — Acredita que ela tem um filho de um outro relacionamento!? — Coloquei o cinto de segurança. — Aquela garota é muito irresponsável. Tive até que tomar conta do bebê para ela!

– Filho? Bebê? — perguntou o Gibby, surpreso. — Tá, mas, e daí que ela tem um filho? Cadê ele?

Senti fortes calafrios ao ver que não havia nenhum bebê do meu lado — logo eu quem julgou a Molly por abandono de incapaz.

Então fiz o 'aprendiz-de-pateta' parar o carro e voltar o caminho. Dessa vez tivemos que ser rápidos o bastante para conseguir pegar o bebê na casa da Molly e ir ao cinema, antes que o filme acabe.

Sei que o certo seria contar o ocorrido para a Sra. Benson, mas eu realmente estava disposta a contar a verdade, diretamente, para o Freddie.

Planejei também formas de bater na pilantra da Molly, caso ela tente fugir e negar a existência de um filho:

– Certo — falei, enquanto conferia objetos no carro do Gibson. — Temos uma meia de manteiga, um bastão de basebol e...

– E um molde de minha cabeça! — completou ele, ainda no volante.

– Você ainda tem essa coisa!?

– Por que a rejeição!? Pelo menos eu tenho duas cabeças!

– É! — concordei, mesmo ouvindo uma frase tão estranha. — Talvez o seu cérebro esteja preso nessa cabeça artificial!

(***)

Finalmente chegamos no cinema "The Premiere" em cima da hora.

– Segura o bebê! — falei, entregando a criança nos braços do Gibby.

Em seguida fomos até a fila do caixa para poder comprar os nossos ingressos.

– Ei, Sam! — disse Gibby, me catucando e apontando para um cara esquisito, de colete dourado, em uma outra área do cinema. — Aquele cara parece muito com o Spencer!

Olhei para o sujeito. E realmente um dos funcionários do cinema se parecia bastante com o Spencer, talvez fosse um irmão gêmeo, porém, mais maluco que o normal.

Ele tinha o cabelo mais baixo, quase 'raspado', diferente do irmão da Carly (que em algumas ocasiões parecia uma mulher).

– Como alguém pode contratar um cara desse para trabalhar aqui!? — perguntei a mim mesma, quase tão alto que todos na fila escultaram.

Após esperarmos meia hora na fila para conseguir nossos ingressos, perguntei um pouco mais sobre o tal maluco à atendente.

– Quem é aquele cara? — perguntei apontando para o mesmo maluco que usava o aspirador de pó na língua.

Tive esperanças de que fosse o Spencer.

– Aquele é o Steve Crazy. — disse ela, sem muita animação. — Não mantenham contato visual. Ele não está muito bem hoje...

Então fizemos a nossa solicitação de ingressos.

– Lamento — disse a atendente. -, não temos mais ingressos para 'Guerra nas Galáxias'.

Fizemos questão de esperar o filme terminar para poder ter uma conversa com o "casal".

O que eu não esperava era uma grande massa de pessoas num mesmo lugar. E ficou pior quando os artistas principais do filme se juntaram para a entrevista. Até então nenhum sinal do Frednerd com a Molly.

– Onde eles se meteram!? — perguntou o Gibby, segurando a criança.

– Eu vou procurar!

Nesse exato momento o bebê começou a chorar.

– Sam! — chamou o Gibby, balançando a criança. Tive que dar meia volta. — O bebê não pode ficar num ambiente como esses!

– Mas...

– Mas nada! — disse ele. — Talvez esse seja um sinal para você não contar nada ao Freddie.

– Sinal?

O bebê choramingou mais alto.

– Sim, reparou quantos imprevistos tivemos que passar para chegar aqui?

Bufei mais uma vez.

– Okay! — falei, olhando em volta. — Vamos embora.

O Gibby foi na frente, atropelando qualquer um a sua frente. Ainda fiquei mais uns segundos esperando um milagre acontecer.

Notas finais
*Terminado o segredo do Freddie, inicia-se o da Molly* O final foi um pouco corrido, pois o capítulo iria ficar longo demais. Além das partes dramáticas '-' Só digo uma coisa: O Freddie e a Molly sairam da sessão após a Sam ficar aqueles segundos finais. * Lembrando que "The Premiere" é o nome do cinema da série Drake & Josh!* A Sam não vai desistir!! (Ela tb é a melhor babá que existe kk). Então esperem o próximo capítulo, que terá o PDV do Freddie e MENOS DRAMA. Até o próximo.