Keep calm and kneel
1 Mas compreendi que além de dois existem mais...
Notas iniciais
Já havia passado alguns anos em Asgard. A vida seguia lentamente, alguns recomeçando a viver, outros apenas seguindo adiante. Anos de paz finalmente pairavam novamente sobre aquele céu único nos nove reinos.
Loki e Aredhel ainda tinham um casamento feliz. Ele continuava se dedicando ao reino e a sua grande família que havia constituído ao lado de Aredhel. Ela se dedicava aos filhos e a sua eterna busca pelo conhecimento. E o casal continuava “fogoso” como sempre. Nem mesmo o tempo tinha diminuído o instinto insaciável daqueles dois.
Jamesestava viúvo e vivendo no palácio. Pelos filhos, e por si mesmo, decidira que era melhor continuar vivendo em Asgard. Sua carreira havia chegado ao fim na Terra e tanto ele quanto os filhos viveriam por volta de cinco mil anos, portanto jamais se encaixariam naquele mundo novamente. Ele havia montado sua própria companhia de teatro e vez ou outra viajava à reinos vizinhos encenando as mais variadas obras da literatura de Midgard. Mas suas peças preferidas ainda eram as de Shakespeare.
Aredhel e James continuavam com sua amizade inabalável. Ainda possuíam a mesma cumplicidade que tantas vezes despertara a ira da possessividade de Loki. Eternos confidentes, aquele relacionamento de “irmãos” teria continuado sendo o mesmo, se não fosse a interferência de Thanos em certa ocasião. Não saía da mente dos dois o que sentiram um pelo outro enquanto permaneceram sob o controle de Thanos. Os dois únicos beijos que os amigos trocaram ainda assombravam seus sonhos. “Como seria tê-la em meus braços?”, perguntava-se James. “Eles são iguais em tudo?”, ponderava Aredhel.
Era aniversário de Aredhel e diferentemente dos últimos anos, a comemoração se daria pela noite. Pela manhã foi feita um café da manhã especial para Narfi, que aniversariava junto com a mãe e foi marcada uma pequena festa para Aredhel para a noite. Loki passara o dia ocupado com alguns problemas em outros reinos, então guardara para aquela noite o que havia planejado para Aredhel. Como de costume, planejara desfrutar de todas as formas mais lascivas que podia a sua esposa.
Aredhel estava deslumbrante. Trajava um vestido verde escuro todo cheio de bordados dourados, de cintura bem marcada e um decote em “v” profundo que destacava seus grandes seios. A festa prosseguia animada. Todos comiam e bebiam hidromel à vontade. Cedo os mais novos e as crianças se retiraram, ficando apenas os mais velhos. Loki estava impaciente no início, queria que a festa terminasse logo, mas ao ver Aredhel tão feliz, foi se entregando a alegria e prazer que o hidromel lhe proporcionava.
Ao final da festa Aredhel foi para seu quarto, mas Loki continuou no salão. Ele conversava distraidamente com o rei de um dos reinos vizinhos. James viu Aredhel saindo e resolveu segui-la. Desejava entregar a ela o presente que havia pedido que confeccionassem.
Ele chegou à porta do quarto e bateu, pedindo permissão para entrar. Aredhel pediu que ele entrasse. Ela estava sentada na cama, retirando os sapatos. James se aproximou dela e abriu um largo sorriso.
– Aredhel.. Eu vim lhe entregar meu presente. — falou James pondo uma das mãos no bolso e puxando uma pequena caixa.
– Ah, Jimmy.. Não precisava.. — disse toda sem graça.
Ela abriu a caixinha e tinha um colar prateado com uma pedra azul clara.
– É lindo.. Eu adorei! — sorriu Aredhel – Poderia colocá-lo? — pediu.
James colocou o colar em Aredhel e depois deslizou com calma seus longos dedos pelo pescoço dela. Ele se lembrou da vez em que a beijou, que a teve brevemente em seus braço e o quanto a desejou possuí-la. Aredhel se sentiu arrepiar com o toque dele. Ela também não havia esquecido o que sentira quando esteve com James, mas para ela aquilo era errado. Ela era casada, amava Loki e James era seu melhor amigo, quase um irmão. “Quase irmãos, mas não são”, seu subconsciente a corrigia.
Ele percebeu a reação dela e aquilo lhe agradou muito. Mesmo achando errado, James ficou satisfeito em perceber o quanto mexia com ela. James se sentou ao lado dela e fitou-a nos olhos longamente.
– Você é tão bonita, Aredhel. Loki é um homem de sorte. — disse tocando o rosto dela.
– Ah.. Er.. Obrigada. — corou e o ficou encarando, perdida nos olhos de James.
James alternava seu olhar entre os olhos e boca de Aredhel. Desejava beijá-la mais uma vez e ir além, se pudesse. Não sabia se havia tomado hidromel em demasia, mas não conseguia afastar a ideia de desvendar todos os segredos do corpo de Aredhel. Não, ele queria mais. Queria que ela olhasse para ele como olhava para Loki. Desejava profundamente ouvi-la gemer seu nome em seu ouvido. James piscou, tentando controlar seus desejos.
Aredhel, por sua vez, também lutava contra seus anseios nada corretos. James tinha a mesma aparência de seu marido, mas ela se perguntava se os dois seriam iguais na forma de amar. Loki sabia ser amável e carinhoso para com ela, mas era possessivo e um tanto agressivo. James era diferente, ele era doce, amigável e muito cavalheiro. Ela amava a ambos, mas de formas bem diferentes. Entretanto não podia negar que sentia uma forte atração física por James. “Seria apenas por ser idêntico ao meu marido?”, perguntava-se Aredhel.
Ela não cortou em nenhum momento o contato visual que os dois mantinham naquela silenciosa ebulição de desejos íntimos. James ergueu a mão para tocar o rosto de Aredhel e aproximou o seu do dela. Aredhel se mantinha paralisada. O coração dela batia de forma acelerada com a aproximação dele. “Isso não é certo, não é certo”, James repetia para si. Ele a tocou no rosto e sentiu quase um choque percorrer seu corpo. Já a tocara tantas vezes, mas nunca com tanta libido. James viu Aredhel abrir a boca lentamente, parecia que ia dizer algo. Durante aqueles segundos ele ficou olhando fixamente para aqueles lábios vermelhos entreabertos. Tudo o que ele desejava era poder senti-los novamente entre os seus. Queria mordê-los e sentir de novo o doce beijo de Aredhel.
– Jimmy.. — murmurou Aredhel rubra e confusa.
– Aredhel.. — ele falou de volta.
James continuou aproximando o rosto. Ambos sentiam a respiração entrecortada do outro sobre suas faces. Ele levou a outra mão até a cintura de Aredhel e deslizou seus dedos entre os cabelos escuros dela até alcançar sua nuca. Aredhel franziu o cenho em uma expressão de dúvida. Seu amigo nunca a havia tocado de tal forma e nem a olhado daquele jeito. Não, ela estava enganada. Ele a olhara daquela mesma forma no passado, nas duas vezes em que se beijaram.
Antes que ela pudesse pensar em algo, ela sentiu o hálito de James próximo a sua boca. Já era tarde demais para evitar. Ele cerrou os olhos e os lábios dele tocaram os dela forma suave. O calor dos lábios dele começou a percorrer o corpo dela por inteiro. James sentiu seu corpo entrar em erupção. Ele a puxou para perto de si pela nuca e cintura, colando o corpo de Aredhel ao dele. Ela rapidamente sentiu a boca e a língua dele pedir licença para invadir a dela. Foi nesse momento em que ela se rendeu aos encantos dele, correspondendo ao beijo. Ele sorriu internamente ao perceber isso.
A língua de James passeava na boca de Aredhel com calma, desfrutando lentamente do sabor do beijo dela. Enquanto a beijava, ele subia sua mão de sua cintura pelas costas dela, apertando-a cada vez mais contra si. A mente de Aredhel perdeu-se na confusão do anseio que tinha pelos lábios e pelo toque dele. James levou sua mão até o ombro dela e desceu seus longos dedos pelos braços dela até cruzá-los com os dela e agarrar a sua mão. Continuou naquele beijo sôfrego, curvando-se sobre ela até deitá-la na cama.
Ele separou seus lábios dos dela por um breve momento para recuperar o fôlego. Aredhel fitou assustada aqueles olhos azuis com pupilas dilatadas, que a encaravam com tanta cobiça. James voltou a beijá-la com maior voracidade, dando leves mordidas nos lábios inferiores dela. Ela levou uma das mãos até os cabelos dele e os passou por entre seus cachos loiros. Ele deixou escapar um sorriso entre os lábios dela ao perceber que ela cedera e também o desejava.
James desceu seus lábios pelo queixo a incendiando por dentro cada vez que a tocava. Ela deixou escapar um gemido quando sentiu os lábios e a barba curta dele tocar a pele de seu pescoço. Ele sentiu um calafrio percorrer seu corpo ao ouvi-la gemer. James passou o indicador e o polegar pelo rosto de Aredhel até a seus lábios, introduzindo seu polegar na boca dela, enquanto apertava seus dedos entre os dela na outra mão. Aredhel cerrou os lábios sobre o polegar dele e o sugou de leve. Ela não podia mais negar. Cada célula de seu ser ansiava por ele, assim como James por ela.
Os beijos dele desceram calidamente até o colo dela e pelo decote profundo. Passava os lábios e a língua sem pressa pela pele dela e o desejo de tomá-la só aumentava a cada gemido que ele a ouvia soltar. Aredhel puxava de leve os cachos dele e mordia os lábios tentando conter seus gemidos. Ele soltou a mão de Aredhel e levou à cintura dela, apertando-a contra seu corpo. Aredhel pôde sentir claramente a excitação dele em sua coxa.
– Jimmy.. — gemeu Aredhel.
Foi a vez dele gemer entre os seios dela ao ouvir o seu nome. Ele inspirou profundamente, tentando controlar a própria respiração. James podia ouvir claramente os batimentos descompassados de Aredhel. Ele apoiou a outra mão sobre a cama e deslizou a outra mão pela coxa dela. Puxou cuidadosamente o tecido do vestido até sentir seus dedos tocarem a pele quente e macia de Aredhel. A pele dela era mais macia do que ele imaginara. Com seus dedos ele fazia movimentos circulares, como se desenhasse na pele dela. Aredhel já mal continha seus gemidos.
Ele ergueu o rosto e encarou os olhos escuros dela. Ambos respiravam pesadamente.
– Aredhel.. Eu.. — murmurou James com a voz entrecortada.
James desistiu de falar e mais uma vez tomou os lábios dela. Beijava-a com avidez. Dentro daquela torrente de desejos não havia espaço para palavras. Sua mão que antes acariciava com calma a coxa dela, agora subia afoitamente até a lateral de sua calcinha, enquanto ele movia o quadril contra a outra coxa dela. Ele passou os dedos por dentro da calcinha de Aredhel e levou-os até sua intimidade. Ela cravou as unhas nos ombros dele ao sentir o seu toque e seus dedos lhe invadirem o sexo. James pôde sentir que ela estava excitada. Ele passou os dedos pelo clitóris dela e iniciou movimentos com os dedos. Para a satisfação dele, Aredhel começou a gemer entre os seus lábios.
Ele se separou dos lábios dela e ficou observando, com a boca entreaberta e fascinado, a expressão de prazer de Aredhel enquanto ele a masturbava. Seu desejo de estar dentro dela latejava tanto quanto sua excitação junto à coxa de Aredhel. James acelerou os movimentos de seus dedos, fazendo Aredhel gozar gritando seu nome. Ela arfava extasiada e ao mesmo tempo incrédula de tê-lo deixado chegar tão longe. Mas isso ainda era pouco para ela. Seu corpo clamava por sentir James dentro de si.
Aredhel o encarou por um tempo e então foi a vez dela beijá-lo. Ela o beijou com cuidado e vergonha. Ao mesmo tempo em que o desejava, condenava-se pelo que estava fazendo. Sua mente e seu coração pediam para ela parar, mas seu corpo não obedecia. James, percebendo a inciativa dela, teve a certeza de que poderia ir adiante. Ele jamais faria algo contra sua vontade, por maior que fosse sua lascívia.
James subiu apressadamente por cima dela e ficou de joelhos na cama, com ela entre suas pernas. Aredhel levou suas mãos até a camisa dele e começou a abri-la. Resvalou carinhosamente seus delicados dedos pelo peito dele. Ele fechou os olhos com força e mordeu os lábios com o toque quente das mãos de Aredhel. James tirou de vez a camisa e levou as mãos até a alça do vestido dela e as desceu suavemente, passando seus dedos por sua pele sedosa, revelando os grandes seios de Aredhel. Ele levou seus lábios até um dos mamilos intumescidos e começou a sugá-los de forma branda. James passeava graciosamente sua língua sobre os mamilos, enquanto ela gemia despudoradamente.
Ele levantou o resto do vestido e beijou o ventre dela de forma airosa, até chegar a beira de sua calcinha. James escorregou seus dedos pelos quadris dela e foi baixando lentamente a peça íntima, enquanto roçava seus lábios por sua intimidade. Impaciente, ele não perdeu mais tempo e tomou em sua boca o sexo dela. Aredhel, ao sentir a língua dele lhe invadindo, agarrou com força os lençóis da cama e trancou os dentes tentando conter um grito de prazer. James sorvia e embriagava-se com o néctar dela, deliciando-se com gemidos que ela dava.
– Jim.. — gemeu alto Aredhel chegando ao seu segundo orgasmo.
James distribuiu beijos pelas coxas de Aredhel e foi subindo novamente pelo ventre dela até alcançar sua boca. Ele voltou a beijá-la nos lábios com mais calma, enquanto a abraçava carinhosamente. James se aprumou entre as pernas dela e abriu sua calça. Ele parou de beijá-la e a olhou nos olhos mais uma vez.
– Aredhel.. Eu te desejo há tanto tempo.. — disse James em quase um fio de voz – Eu quero estar dentro de você.. — disse com luxúria.
– Eu sabia! — falou Loki entrando no quarto – Eu sempre soube que você cobiçava minha esposa. — deu um sorriso cínico e virou o copo de bebida só de uma vez – Minha Aredhel! — rosnou.
– Loki?! — exclamaram Aredhel e James ao mesmo tempo.
– Eu sabia que um dia isso iria acontecer. — disse Loki os encarando seriamente e aproximando-se furiosamente da cama.
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