Notas iniciais
Bem esta fic é meia diferente na estrutura porque cada frase a negrito é como se fosse outro capítulo.
Porquê que eu não fiz uma fic com vários capítulos? Porque são muito pequenos e seria muito frustrante para vcs kkkkkk
Espero que gostem e que não deixem de comentar *-*
Inspirada em : http://www.vagalume.com.br/the-pierces/secret-traducao.html

Estivera pensando nela a tarde toda, martelando em sua cabeça sobre o que faria em relação à Sam. Ela tinha algo de curioso, havia chegado mês passado à cidade, não falava nas aulas, não tinha amigos, se vestia apenas de preto, como se estivesse em luto por algo (que ele não tinha a mínima ideia do que era).

Já havia tentado se aproximar, mas esta apenas o ignorou. Tentara encontrá-la em redes sociais na internet, mas não havia nem mesmo uma foto dela no Google, muito menos o site de pesquisas mais visitado no mundo, saber da existência dela.
“Talvez,” ele pensou “ela goste de ficar na dela”, mas Freddie sabia que não era nada disso, ela escondia algo, e ele estava determinado a saber seu segredo.

“Take this one to the grave”:

– Bom dia turma! – O professor entrou na sala. – Hoje iniciaremos um trabalho em duplas! Valerá 25% da nota de vocês, então sugiro que todos tenham ótimos desempenhos!
Quando montaram-se as duplas, o professor escolheu Freddie para ser o primeiro a falar quem seria seu companheiro(a):
– Sam! – Falou prontamente.
– Sério? – O professor perguntou, surpreso com a escolha.
– Sim!
– E eu Benson? – Seu amigo, Brad, perguntou.
Brad era adotado, ficava irritado por sua mãe o ter rejeitado, Freddie sabia que este era rancoroso, por isso evitava o assunto sobre sua família. No final eram bons amigos.
– Você se vira! – O garoto respondeu, arrancando risadas disfarçadas dos colegas de classe.
Sam considerou reclamar, mas sabia que teria que falar, então tentou de calar tanto os pensamentos que diziam para protestar, quanto sua curiosidade de descobrir o que passava na cabeça de seu novo companheiro para que ele tentasse incansavelmente descobrir sobre ela.
– Oi. – Ele cumprimentou-a simpaticamente, vindo até sua carteira e dando um grande sorriso.
Ela apenas o olhou com desinteresse e voltou a focar algo em sua frente.
“Ótimo, terei que fazer o trabalho sozinho” Freddie reclamou.
Sam suspirou, ela não poderia dar-se o luxo de não ter 25% de sua nota.
– Eu tenho todos os dias da semana livres, precisaremos um pouco mais de pesquisa e nesse fim de semana irei para outra cidade, posso pesquisar um pouco mais lá.
Benson surpreendeu-se com a voz da garota e depois sorriu.
Ele conquistou o que queria, mas não deveria ter desejado isso nunca.

“Look into my eyes”:

– Não te quero em minha casa. – A garota de fios dourados falou.
– Mas precisamos terminar o trabalho! – Freddie estava mentindo, ele sabia que aquela era uma desculpa.
– Olha aqui garoto, – Sam não era, nem de longe, uma garota amigável – só porque somos uma dupla, não significa que seremos um time, entendeu? Sei que você tem uma casa, pois não é nenhum mendigo para dormir na esquina.
– Meus pais não me deixarão te levar.
– Por que sou uma desconhecida?
– Não, porque você é a filha sinistra do casal misterioso que toda cidade fala. – Ele falou o que a cidade inteira comentava a seu respeito, esta determinado a conhecer sua moradia.
– E você não gostará de conhecer a casa dela. – Ela falou isso olhando para ele, como se ele realmente não gostaria de descobrir os segredos por trás dos olhos azuis que Sam possuía, como se estes fossem tão horríveis que nem ela gostaria de tê-los visto.
– Vamos logo.
– Em menos de uma hora, te quero fora da minha casa. – Ela bufou, colocou a mochila nas costas e saiu da sala.

...

– Pronto, chegamos. – Ela falou, caminhando pelo jardim da frente da casa dos Puckett. – Nada mais que uma hora! – Ela destrancou a porta e adentrou o lugar.
Freddie estava indignado, com todo aquele dinheiro (provavelmente ganho com o pai da garota, que era médico), a família de Sam poderia comprar dois ou três bairros daquela mísera cidade. Por que não se mudar para uma das capitais do país? Com todo esse dinheiro, os Puckett poderiam comprar um luxuoso apartamento no melhor bairro de New York. Claro que, por fora, não se daria nada pelo lugar, mas, ao adentrar o local, poderia se descobrir artigos luxuosos, cheios de tecnologia.
O espaço era maior do que aparentava no exterior, uma sala grande, com um tapete que ele achava ser persa, mas não entendia de tapetes, um sofá branco, uma lareira e uma mesa de café ao centro.
– Quem é? – Benson olhou para a foto que estava em cima da lareira que mostrava Sam pequena, rindo, outra garotinha fazendo careta, um pouco mais velha que a garota ao seu lado, um homem e uma mulher brincando com as duas pequenas.
– Minha irmã. – Sam respondeu prontamente. – Por favor, não mexa.
– Claro, desculpe-me. – Ele colocou o porta-retratos no lugar.
Ela foi ajeitá-lo e sorriu quando segurou a foto, deixando uma lágrima escorrer, ele a limpou perguntando-se o que havia acontecido com a irmã dela. Sam surpreendeu-se com o toque e tratou de deixar o porta-retratos impecavelmente no lugar:
– Vamos fazer logo o trabalho, ok? – Ela pediu.
– Claro.

...

Quando passou uma hora desde sua chegada, Sam disse para Freddie retirar-se da casa, ele fez de bom gosto, não que ela havia sido chata, muito pelo contrário, ela era um doce, por mais que tenha falado palavras rudes para ele no começo, ela foi gentil e o tratou cordialmente.
– As coisas saíram melhores do que o planejado. – A garota sussurrou para si mesma, e depois ficou aflita. – Ou será que desse jeito foi pior?
– Não sei. – Ela se assustou com a voz. – Mas posso saber quem era ele?

“Why when we do our darkest deeds we tell?”:

Os dias passaram e logo, Sam e Freddie estavam falando-se como amigos até mesmo no intervalo das aulas na escola.
– Você está brincando, certo? – Ela riu.
– Não! – Ele sorriu ao ver os dentes da garota.
– Você realmente pagou esse mico?
– Sim!
– Ah meu Deus, isso é loucura! – Ela continuou contorcendo-se de tanto rir.
O professor entrou na sala e explicou como seriam as apresentações do trabalho, que aconteceriam na próxima aula.

...

– Sam, você não pode trazê-lo para casa!
– Mas...
– Sem mais!
– Esse segredo está muito bem guardado!
– Já cansei de viver entre segredos e segredos!
– Não importa!
– Claro que importa! Isso está consumindo a minha vida também!
– Isso envolve muito mais do que eu e você!
– Eu sei! Mas, já não basta a vida dela? Você precisa da minha também?
– Você sabe muito bem que se você conviver com mais pessoas, quem sairá prejudicada é você, certo?
– Mas não foi por querer!
Tudo é por querer!
– Não dessa vez!
– E a polícia acreditará?
– Eu sei que não! – As lágrimas escorriam pela bochecha da garota. – Mas as coisas precisam ser reveladas!
– Chega! Temos problemas demais!
– Por favor, só para ele!
– Não! Você jurou que nunca contaria!

...

– Puckett? – Ele a chamou, ambos na sala da casa dos Benson, um lugar completamente diferente do cômodo da casa dos Puckett.
– Sim? – Ela levantou a cabeça, desgrudando o olhar do cartaz para a apresentação do dia seguinte, colocando o cabelo atrás da orelha e sorrindo para ele.
– Como era a sua irmã? – Benson perguntou, lembrando-se da foto.
– Ela era perfeita! – Sam sorriu.
– E o que aconteceu? – Ele indagou curioso.
– Ela morreu. – A garota entristeceu-se, voltando a olhar para baixo.
– Oh, desculpe-me! – Arrependeu-se. – Meus pêsames.
– Não precisa! – Ela voltou a olhá-lo. – É como se ela ainda estivesse connosco, entende?
– Não...
– Eu gostaria de poder te mostrar o quadro que tem no quarto dela.
– Faz muito tempo que ela morreu? – Ele estranhou nunca ter visto a garota, sendo que Sam se mudara há pouco tempo para a cidade e ter um quarto para uma falecida na casa.
– Ah, faz alguns anos! Cerca de cinco.
– Por que ainda tem o quarto dela?
– Acho que é mais por consideração, não sei. – Ela suspirou. – Mas em seu quarto há um quadro que parece uma fotografia, Carly, minha irmã, tem cerca de sete anos no quadro e ela está na frente de nossa antiga casa.
– Uau. – Ele falou. – Parece que o quadro é realmente bom, para você falar assim dele!
– Você não faz ideia. – Ela sorriu sinistra. – Parece que ela está ao seu lado quando você o olha.

...

Freddie voltou sorrindo para casa, ficara encantado com a irmã de Sam, Carly. Ele achou que ela deveria ser legal, gostaria de poder falar com ela. Então se lembrou que ela estava morta e algo remexeu-se em seu coração.

“Now you’re telling lies, cause you’re the one to keep it”:

Ambos haviam tirado 10 na apresentação, mas continuaram se falando. Freddie adorava falar com Sam, até deixou um pouco Brad de lado, mas muito mais do que falar com Puckett, ele amava saber sobre a irmã de Sam.
Novamente, eles estavam na sala da garota.
– Carly. – Ele balbuciou. – E como era o apelido?
– Shay. – A garota sorriu.
– Shay e Puckett?
– É.
– E o que aconteceu? – Ele perguntou curioso.
– Ué, ela morreu! – Sam respondeu, como se Benson fosse retardado.
– Como?
– Freddie. – Ela suspirou, como se fosse doloroso contar-lhe a história.
– Por favor! – Ele implorou.
– Não posso. – Ela virou-se, pegou a Coca-Cola em cima da mesa e caminhou para outro cômodo da casa.
As coisas, no fundo, continuavam a mesma. Sam expulsava o amigo depois de um tempo e, por mais que estavam conversando há dias, os Puckett continuavam sendo misteriosos. Carly vinha à tona, porém, nada além de nome, idade, como era e situações que ela e a irmã mais nova vivenciaram. Ele nem ao menos sabia o nome dos pais da garota, e quando perguntara, “não posso te responder”. Muitas coisas ela não podia falar, e isso o irritava. Ele nem podia ir para outros cômodos além da sala de estar.
– Puckett! – Ele foi atrás dela.
– Benson, você sabe muito bem que não pode sair da sala de estar! – Ela esbravejou. – Já te disse! Não posso!
– Por que não?!
– Porque tudo foi um acidente, ok? – Ela virou-se bruscamente para o garoto, que não previu a ação dela e esbarrou na mesma, fazendo com que os copos caíssem.
– Desculpa. – Falou ele, baixinho. Não apenas referindo-se ao copo.
– Tudo bem. – Ela suspirou e se ajoelhou para limpar os cacos de vidro. – Acidentes acontecem. – Ela também não estava falando sobre o objeto, e ele reparou nisso.
– Deixe-me te ajudar. – Freddie também ficou agachado e percebeu que Sam tinha lágrimas nos olhos.
– Não, já está na sua hora. – Ela falou. – Suas coisas estão na sala.
Ele não discutiu, olhou rapidamente o cômodo em que estava; uma sala de jantar com um lustre e uma mesa retangular para 8 pessoas. Depois, caminhou para onde viera, pegou suas coisas e, antes de sair, observou a foto da família. “E se Carly estivesse viva, será que Puckett e Benson se encontrariam?”

“They burn in our brains, living in the hell, cause everybody tells”:

– Mãe, Pai, – ela pronunciou, e os talheres pararam de soar – posso chamar Freddie para jantar connosco?
– Sam... – O Sr. Puckett iniciou a frase.
– Claro, meu bem! – A mulher sorriu.
– Amanhã, às 8? – O rosto da garota se iluminou.
– Amanhã, às 8! – A Sra. confirmou.
– Não o quero em seu quarto!
A garota riu.
– Claro papai!

...

– Tem certeza Puckett?
– Claro que sim Freddie!
– E todos os “não posso”?
– Bom, é você que precisa dizer “posso”!
No dia seguinte ao jantar, a garota convidou o amigo para ir comer em sua casa. E o pedido foi no meio do pátio mesmo, sem se importar que os outros alunos a estranhavam.
– Então vamos lá!

...

– Mãe, Pai, esse é Freddie Benson. – Ela sorriu para o amigo. – Benson, esse é o meu pai e a minha mãe!
– Boa noite Sr. Puckett. – Ele apertou a mão do pai dela e Puckett amou aquela cena. – Sra. Puckett. – Ele beijou a bochecha da mulher e ela sorriu.
Aquela seria uma noite, no mínimo, interessante.

...

– E então Freddie, quais seus planos para o futuro?
Sam sorriu, aquilo parecia uma entrevista com um namorado.
– Pai, sério, outro assunto!
– Hm... – Benson pensou um assunto e soltou a primeira coisa que veio em mente, infelizmente. – Eu soube que a filha de vocês morreu, meus pêsames.
Os talheres bateram no prato, os dente se trincaram e a voz dos pais soaram em uníssono.
– Sam.

...

– Desculpa Benson.
– Eu que dei um fora, tudo bem Puckett.
– Tchau.
– Tchau.
A porta se fechou, mas ele permaneceu lá, imerso em seus pensamentos.
– Sam! – Ele ouviu o pai da garota trovejar dentro da casa.
– Desculpe! – Ela disse desesperada.
– Como assim desculpe?
– Papai, foi sem querer! – Benson ouviu coisas sendo quebradas.
– Sem querer Sam, sem querer? – A voz da mãe também foi ouvida.
Um grito agudo foi ouvido e mais algum objeto espatifado.
– Ele viu a foto em cima da lareira, não foi minha culpa!
– Você sabe que tudo o que fazemos é para esconder você e seus atos deploráveis! – O pai disse.
– Mas...
– Calada! – A mãe mandou. – Amor?
– Sim? – Senhor Puckett respondeu ao chamado.
– Devemos castigá-la.
Freddie poderia estar ali graças a sua curiosidade, mas também sabia a hora de dar um basta na mesma. Saiu correndo dali, voltou para a sua casa, seus pensamentos estavam a toda e sua mente trabalhava em um plano.

“Why do you smile like you have told a secret?”

Com a cabeça cheia e ideias malucas, Freddie Benson estava furioso. Deitou-se em sua cama, sem ao menos falar com os pais ao chegar em sua casa.
– Freddie, querido? – Sua mãe bateu em sua porta.
– O que é agora? – Estava sem paciência.
– Como foi o jantar?
“Horrível.” Pensou em falar, então pensou em outro adjetivo “desastroso”.
– Legal. – Foi o que saiu de sua boca. – Mãe, estou com sono, pode me deixar, por favor?
– Claro filho.
Ele havia entendido. Entendido porquê os Benson eram tão reservados, fechados em seu próprio mundo; porquê eles eram tão restritos com a filha; porquê tanto luto em parte de Sam; a loira havia matado ela. Matado sua irmã, Carly, aquela que Freddie Benson achou que havia se apaixonado.
Se levantou, mexeu em seu criado e deu graças que seu canivete ainda estava ali, deu graças que sua mãe era paranoica o suficiente para dá-lo um objeto cortante por causa de um assassino de jovens que estava em algumas capas dos jornais há alguns meses (mesmo que este havia sido anunciado como localizado do outro lado do país).
Arquitetou seu plano com o básico que sabia sobre homicídios (o que havia adquirido com algumas séries de tv como C.S.I., Criminal Minds e algumas outras) ainda no caminho, sob o vento gelado e as luzes da rua, bateu na porta dos Puckett, deu a desculpa de ter esquecido o casaco quando a senhora atendeu a porta, quando encontrou Sam a caminho da sala de estar, aquele cômodo que havia passado 10 minutos antes do jantar e que gastara tanto tempo de sua vida com a garota, sorriu e mostrou seus dentes (o sorriso mais frio que havia dado na vida), ela ainda pensou que ele estava ali para ajuda-la, havia visto que o mesmo ouvira a bronca que o pai a dera mais cedo (afinal, Sam estava no ângulo exato que a pequena fresta da janela abria-se para mostra-lo, enquanto Sam mal viu a cortina aberta) e disse que o “esquecido” casaco estava em seu quarto. Ouviram a fala da mãe de Sam, que havia dito que os pais sairiam para ir ao supermercado. Ele seguiu a garota pelas escadas, adentrando o lugar, até agora, desconhecido.

“Better lock it in your pocket”:

Sam virou seu corpo, fazendo uma curva e entrou em seu quarto, deixou a luz apagada e a janela aberta, mostrando apenas a lua cheia, foi até o criado mudo ao lado da cama.
– Puckett, onde é o quarto de Shay?
– Ao lado do meu, você pode vê-lo depois. – Ela continuou a vasculhar a gaveta. – Ou talvez não! – Ela se virou para o garoto, sorrindo orgulhosa, apontando uma arma.
“O que seu canivete era perto de uma PT 609? Aliás, qualquer arma que tenha um calibre é melhor que o meu singelo canivete.” Ele se aterrorizou, mas manteve a voz firme “já eu vou morrer, que ela fique com um pouco de peso na consciência”. Na verdade, Freddie ainda era um adolescente, não dava muita importância a sua vida e enxergava apenas as desgraças ocorridas em sua curta vida.
– Foi assim que você matou sua irmã? – Benson a desafiou.
– O quê? – A garota surpreendeu-se.
– Você acha que eu não sei? Acha que sou tão burro? – Ele continuava provocando-a. – Eu te associei ao assassinato da sua irmã! – Ele sorriu, sínico.
– V-vo-você não entende! – Sam desmoronou em sua frente, deixando lágrimas escorrerem por todo o seu rosto. – Eu nem a odiava tanto assim, ela já havia me defendido de meus pais inúmeras vezes, eu já havia pedido conselhos para ela, tínhamos uma ligação de irmãs, mas naquela noite...
– Shay, está tudo bem? – Sam adentrou o quarto de sua irmã, havia ouvido ela chorando e não tinha mais ninguém na casa além delas duas.
– Oh Puckett, eu não quis! – A mais velha continuou chorando, com o corpo chacoalhando a cada soluço.
– Fale-me o que há de errado! – A primeira caminhou pelo quarto, sentou na cama da irmã e abraçou a mesma.
– E-e-eu estou grávida!
– Que lindo! – A mais nova sorriu.
– Nã-não Sam, não é lin-do!
– Por que não?
– Pa-pa-papai me matar-rá quando s-souber!
– Você tem um emprego, pode se virar! – Sam continuou sorrindo. – Eu te ajudarei! – Ela começou a pintar um futuro para as duas e sua irmã parou de soluçar. – Eu trabalharei também, você alugará um pequeno apartamento e eu poderei visitar minha sobrinha lindinha e enchê-la de presilhas rosas no cabelo, se for um garoto, levarei ele para o parque todos os dias e quando puder, meus filhos também brincarão com os primi...
– Seus filhos serão com o seu namorado?
– Claro que sim! – Puckett tinha os olhos brilhando. – Nessa época, Zac será meu marido e...
– Seus filhos não poderão brincar com o primo ou a prima.
– Oras Shay, é claro que poderão! – A garota soltou a irmã do seu abraço, mas ainda estava maravilhada com o fato de ter um(a) sobrinho(a) agora.
– Porque eles não serão primos de meu bebê e sim meio irmãos!
– O quê? – O sorriso no rosto de Sam morreu rapidamente.
– Zac é o pai desse nenê.
Antes que pudesse pensar no que estava fazendo, Sam correu para fora do quarto, ainda ouvia a irmã a chamando, mas mesmo assim atravessou o corredor, desceu as escadas, foi até a cozinha, abriu a gaveta e retirou uma faca de dentro dela.
– Sam, desculpe! – Sua irmã tocou seu ombro, sem ver o que a garota estava retirando da gaveta. – Foi ele que me beijou e... Bom, eu sei que ele é seu namorado, mas ele é muito gato e eu não resisti!
– NÃO! – Ela gritou, virou-se bruscamente. – Me deixa! – E desceu as escadas, saiu da grande casa branca, batendo a porta e deixando sua irmã lá, estática.

“Two can keep a secret, if one of them is dead”:

Sam andou pela cidade até de madrugada, voltou para casa e, passando pelo quarto de sua irmã, viu ela deitada em sua cama. Ainda tomada pelo ódio, a garota caminhou silenciosamente até seu próprio quarto, tentando não fazer muitos movimentos desnecessários com medo de que seus pais ouvissem, pegou seu travesseiro e andou até o cômodo de Carly, colocando o objeto sobre a sua boca, sufocando a mais velha.
– Sempre você! Carly daqui e de lá! Sempre é você que ganha os presentes mais caros, você que sempre se esforça mais, mesmo que seja eu que sempre estudo, enquanto fosse só cola nas provas!Você sempre é a queridinha, você que tem os melhores caras e quando eu finalmente arranjo alguém que não te ache melhor do que eu, você estraga tudo! Pois bem, agora sou eu que conseguirei tudo! – A cada palavra que Sam dava ênfase, ela apertava ainda mais o travesseiro contra a irmã, mesmo que há tempos não poderia estar viva.
Depois do homicídio, Puckett sentiu-se tão culpada que debruçou-se sob o corpo de Shay e desatou a chorar, começou a cantar uma música infantil para sua barriga, na esperança que o bebê, mesmo que mal formado ele estivesse, pudesse ouvir e entender que sua ira estava fora de controle.

– E foi assim que a matei. – Sam tinha olhos cheios de lágrimas. – Passei a noite debruçada sob seu corpo, já que meus pais haviam saído para um evento qualquer. Eu não estava pensando, estava cega pelo ódio. – Ela suspirou. – No final das contas, ela sempre fora melhor que eu. – Fechou os olhos, soltou a arma, deixando com que esta fizesse um barulho na queda, abriu as pálpebras e deitou se em sua cama.
Freddie estava abismado com as informações que havia recebido, tantas coisas haviam sido dadas à ele, tantas coisas, menos a sabedoria.
– Já que você quer conhecer tanto o quarto de Shay, vamos lá. – Ela levantou-se, pegou a mão de Freddie, deixando-o enojado com o ato. – Pronto. – Puckett acendeu a luz do lugar, revelando um cômodo espaçoso com uma cama de cabeceira branca com uma colcha lilás e verde e dois criados mudos na parede da direita, uma espécie de sofá perto da janela à sua frente, se olhasse para ao lado da porta, a leste, poder-se-ia ver um armário branco, sendo que na parede da esquerda havia um quadro.
Shay sentou se na cama virada para o armário enquanto Benson preferiu sentar-se no “sofá” na janela.
– Sabe, nunca encontraram o corpo de minha irmã, – ela se pronunciou – meus pais sabiam disso, eles são bons nisso. Eles também sabiam que eu traria você aqui para cima, – Freddie se levantou, retirou o canivete do bolso – para te matar, – ele se aproximou dela – mas não sabiam que eu não conseguiria atirar em você. – Ouviu-se um sorriso em sua voz. – Afinal, eu te amo. – Ela se virou e se arrependeu instantaneamente, pois viu o garoto com um sorriso assassino no rosto, deformando os traços tão bonitos.
– Eu não te amo, – ele disse, friamente – eu te odeio! Odeio por ter matado ela! – Ele apontou para o quadro.
– Freddie, por favor, não! – Lágrimas começaram a escorrer por suas bochechas enquanto recebia o primeiro golpe em sua lateral direita.
– Como você pode matar o amor da minha vida?! – Ele perguntou à ela, indignado e raivoso.
– Eu não sabia que ela era o amor de sua vida!
– Pois ela é! – Ele deu-lhe outro corte. – Você acabou com os sonhos dela, – ele puxou Sam, fazendo com que ela deitasse na cama – e com os meus também. – Ele mudou de posição, ficando de costas para o armário. – Você acabou com toda a nossa vida juntos! – Ele chorava também, só que suas lágrimas não saiam vermelhas como as de Sam, já que estas lavavam o rosto do sangue que os cortes na bochecha faziam escorrer.
A colcha antes lilás e verde tornava-se vermelha, os fios de cabelos loiros empapavam-se com o líquido humano, glóbulos vermelhos espalhavam-se pelas roupas pretas e a vida de Sam escorria juntamente com o sangue.
– Eu nunca poderia pensar que você, – Freddie parou de cortá-la, ofegante – meu amado, faria isso. – Ela balbuciou. – Mas agora que fez, – ela sorriu, infeliz e fraca – não posso deixar de te agradecer. – Sua voz quase não era ouvida e o garoto mal ouvia o som da mesma. – Eu te amo. – Os olhos dela não se fecharam, mas sua respiração parou.
Freddie saiu do quarto, ouvindo as gotas de sangue pingando, não deixou de olhar para o quadro e percebeu que havia outra garota na pintura, um pouco mais baixa que a outra que estava apontando para a janela no piso superior de uma casa grande e branca.

“Won’t tell what I said”:

– Agora revelaremos um estranho segredo que está guardado há mais de cinco anos. – A repórter disse. – Uma família; uma mãe; um homem; duas filhas; um segredo, o segredo.
Freddie reconheceu o senhor Puckett na tela e sentou-se na cama, ouvindo o que o moço tinha para falar:
– Eu matei minha filha! – Gritou, sendo algemado pelos policiais. – Eu a matei e sabem por quê? PORQUE ELA ESTAVA GRÁVIDA DE UM VAGABUNDO! – Ele riu. – Sorte que pude culpar a minha outra garota, de 13 anos, achando que ela que tivesse matado a irmã, mal sabia que antes eu havia dado uma injeção na mais velha. – Riu novamente. – E agora, com quase 18 anos, essa daí também morre! Quer saber? Não importa! Quero mais é que todos se ferrem.
A repórter continuou falando, mas no quadrado que ainda mostrava o vídeo da confissão, o garoto pode ver o homem entrar no carro e uma lágrima escorrer de sua bochecha.
Freddie se levantou de seu sofá, ninguém havia descoberto que era ele o culpado da morte de Sam. Tomou um banho e trocou de roupa.
Nos últimos dias ele apenas vagava por aí, sendo uma alma quase sem vida. E agora ele estava com raiva novamente, com um instinto assassino que apenas uma coisa apagaria: sangue.

Fim

Espero que tenham gostado *-*

Comentem por favor

Não se esqueçam de ler minhas outras fics (na parte onde diz ''Minhas histórias'' : http://fanfiction.com.br/u/144311/

Obrigada por lerem *-*

Ah eu reparei que muita gente ficou chocada kkkkkkk

MINHAS OUTRAS FICS TEM FINAIS FELIZES E NÃO SÃO ASSIM KKKKKKKKKKK

Xoxo,Letícia♥

Você chegou ao fim do livro. Parabéns!