Katon
5 Capitulo 5: feitiche por gatos
Capitulo 5: fetiche por gatos.
Eu e a Saya continuamos viajando, não teve novidades pelos próximos 6 meses, a Saya aprendeu a lutar usando facas e sempre me ajudava em missões.
Em uma cidade parecida com Tokio, estava circulando um boato de uma motoqueira da justiça, ninguém nunca viu o rosto dela, ela usa um capacete com a tela preta mesmo e o resto amarelo, e ainda tem umas orelhas de gato junto.
Ela também usa uma roupa toda preta colada e anda por ai de noite, é meio raro ver ela, todo mundo da cidade respeita e não se mete com ela, e já que eu não tenho por que ir atrás, nem me importo muito.
Nesse tempo que passou, eu perdi minha expressão seria e fiquei mais zueiro, eu ando sempre sorridente e engraçado, meu sorriso lembra muito o de um gato se for tocar no assunto.
Em uma noite em que eu estava passeando por ai sozinho, eu me deparei com uns malucos levando uma garota apagada pra dentro de uma van, eu estava com meu skate flutuante, então segui eles até um estacionamento.
Estava tudo deserto, eu não estava com a minha foice, eles esperaram um pouco e eu decidi aparecer, um dos caras viu e perguntou:
—ei, você é o comprador?
Eu respondi:
—nope, eu sou o cara que vai colocar vocês no cantinho.
Então aquela garota com a moto que eu falei mais cedo apareceu ali também, mais eu ignorei e avancei no primeiro, ele tentou me dar um soco certeiro no rosto, eu abaixei como se fosse jogar aquele jogo de abaixar pra passar pela corda, então falei:
—olé
Ele tentou me dar outro soco, só que dessa vez na barriga, eu peguei a mão dele e usei de ponto de apoio pra dar uma voadora com os dois pé na cara do maluco, aquilo mandou ele pra dentro da van, eu andei na direção do próximo dizendo:
—você é o próximo né? A vala está te esperando.
A garota com o capacete já tinha acabado com o outro, só tinha sobrado aquele pra nós dois, então eu tomei uma atitude, dei meia volta e sai de cena dizendo:
—você cuida dele, mais se garante que ele não vai mais conseguir levantar.
Subi no skate e sai no maior estilo do mundo pela entrada do estacionamento e voltei pro hotel aonde eu e a Saya estávamos hospedados.
Quando eu cheguei, não vi a Saya nem as coisas dela, só um bilhete dizendo: Sora, obrigada por cuidar de mim todo esse tempo, agora eu vou partir em minha própria aventura, adeus.
Eu comecei a dar risada, quando parei, eu falei sozinho olhando pra janela:
—aquela garota... ela consegue se virar sem mim.
Joguei o bilhete pro lado, deitei na cama e dormi.
Quando eu acordei, fui tomar banho, depois que acabei, eu sai do quarto e fui tomar café da manha em um lugar qualquer ai.
Quando eu cheguei, peguei uma mesa e pedi um café com leite grande junto de um pão doce que tinha.
A mesa que eu tinha pego tinha uma parte que parecia um banco de ônibus, eu sentei ali e fui tomando o café esperando o tempo passar.
Isso durou até aquela garota com o capacete amarelo entrar lá na cafeteria, ela andou e sentou do meu lado, como eu disse antes, eu mudei e agora ando bem sorridente por ai, eu estava com meu sorriso que lembra o de um gato e falei:
—yo! Você é aquela garota de ontem né? Me conta, por que você veio aqui? Veio me dar um oi ou algo parecido?
Ela pegou um bloco de notas virtual e escreveu: eu te vi aqui e resolvi agradecer pela ajuda ontem.
Depois que eu li aquilo, eu olhei pra ela e perguntei:
—não esquenta com isso, você dava conta de certeza. E agora? Quer fazer alguma coisa já que estamos aqui? Eu estou entediado.
Ela esfregou o capacete na minha cabeça igual um gato mesmo, claro que eu fiz o mesmo.
Pra quem estava olhando, aquilo foi muito aleatório, uns ficaram com a boca aberta e até soltaram o que estava na mão, ela é um tipo de fantasma na cidade, aparecer lá do nada já deixou as pessoas surpresas, agora isso foi o fim da picada pra eles.
Eu sabia que eles tinham ficado assustados, eu olhei pra trás e quase dei risada de tanto nego que parecia que alguém tinha tirado a mandíbula deles pra fora do lugar, foi muito cômico, só vendo mesmo.
Se bem que eu fiquei me perguntando: por que ela fez isso?
Mais deixa de lado, tá bom então não vou botar pilha.
Depois disso eu levantei e disse:
—deve ter alguma coisa interessante pra fazer nessa cidade, não é possível que não tenha.
Ela também levantou, olhando melhor, ela é do meu tamanho. Eu paguei a conta e fomos embora, a moto dela estava estacionada na frente da cafeteria, ela subiu na moto e escreveu o seguinte no bloco de notas: me siga, conheço um lugar interessante pra ir.
Eu subi no meu skate, ela achou que meu skate flutuante não daria conta, tanto é que escreveu coisa parecida, mais eu falei:
—não duvide muito desse skate.
Ela acelerou muito, mais eu não fiquei pra trás, eu estava do lado.
Nós chegamos em um lugar parecido com a favela sei lá, então eu perguntei:
—ei, o que viemos fazer aqui?
Ela respondeu pelo bloco de notas:
—você não queria ficar parado, aqui você não vai.
Andamos mais um pouco e eu vi uma briga de gangues organizada, claro que fomos lá, um pouco antes de chegarmos, eu disse:
—eu fico com os da esquerda e você com os da direita.
Quando eu vi, era uma quest acabar com aqueles dois grupos, a recompensa seria um orb clássico, ele te permite ganhar uma classe secundária.
Eu me meti lá no meio da negada, um tentou me dar um soco no rosto, eu coloquei a mão esquerda no chão e defendi com o skate, ele tentou me socar de novo, só que eu defendi mais uma vez.
Eu meio que estava dançando break com o skate, eu girava, defendia e atacava ao mesmo tempo até que eu tomei impulso com as mãos, me joguei pra cima, peguei a cabeça de um maluco e usei de apoio pra girar e acertar a bochecha de todo mundo com a prancha, sendo que ela ainda não tinha saído do meu pé.
Já a garota estava empinando com a moto e batendo nos caras com o pneu, depois ela desceu da moto e acelerou, deu rasteira em todo mundo.
Continuamos o quebra-quebra até acabar com todos, eu ganhei o premio da quest, fui pra perto da garota e falei:
—ei, ainda não sei seu nome, o meu é Sora.
Ela pegou o bloco de notas e escreveu: Celty.
Depois eu peguei meu skate na mão, dei um tchau pra Celty e disse:
—valeu por hoje Celty! Agora vou voltar a minha viagem, algum dia a gente se vê de novo, gostei de você.
Antes que eu saísse, vi que ela tinha juntado as mãos como se estivesse com vergonha, depois pegou um bloco de notas e escreveu: tem problema se a eu for com você?
Eu ainda estava sorrindo igual um gato, então respondi:
—“hey, you are free to come it me”
A tradução disso ela sabia, então continuei andando, subi no meu skate, olhei pra Celty e falei:
—amanha eu vou estar naquela cafeteria até as 8 horas da manha, se você quiser realmente vir comigo, te espero lá.
Então acelerei de volta pro hotel aonde eu estava hospedado, quando cheguei, eu disse:
—está na hora de usar meus itens.
Nos últimos meses, eu peguei um monte de itens, joguei tudo em cima da cama e usei todos, a classe secundária que eu peguei foi Gatuno, minha velocidade é extremamente alta e eu sou bem silencioso, fora que minha skill é deixar tudo em câmera lenta por 5 segundos, isso é muito bom.
O segundo elemento que eu ganhei foi o elemento do metal, eu ainda usei mais um monte de itens que mudariam o status permanentemente.
Quando eu acabei, fui dormir e só acordei as 7:00 da manha do outro dia, eu levantei, tomei banho, arrumei as coisas e desci as escadas, fui até a cafeteria, pedi o mesmo café de sempre e esperei, ainda eram 7:30.
Eu esperei, esperei, esperei e esperei até dar a hora, como ela não tinha aparecido, eu levantei, paguei minha conta e fui em direção a porta, mais quando eu fui puxar pra abrir, senti que alguém tinha empurrado, eu abri e advinha quem apareceu.
Eu não vou falar por que está muito obvio quem tinha aparecido, e se você achou que tinha sido a Celty, há! Errou! Tinha aparecido um maluco qualquer lá pra tomar café.
Depois ela apareceu, ela estava um pouco mais atrás da porta, então fomos seguir viagem até a próxima cidade, iria demorar alguns dias até chegar.
Na primeira noite, eu armei uma barraca em uma montanha, a Celty colocou a moto dela do lado, quando eu acabei, eu fiz algumas armadilhas pela área pros monstros não nos atacarem, ainda acendi uma fogueira.
Como ainda estava claro, eu peguei minha foice e fui andando até um lago onde tinham muitos peixes, eu subi em uma pedra e fiquei imóvel.
Isso durou até que eu pulei igual um tiro e cortei 5 peixes de uma vez, eletrocutar a água não era uma opção, ia ser um desperdício a níveis galácticos.
Eu lavei e voltei pro acampamento, quando eu cheguei, vi que a Celty estava arrumando umas coisas, então eu coloquei uma vareta atravessando os peixes e juntei um monte de coisas secas em cima da fogueira.
A Celty viu e me perguntou usando o bloco de notas:
—precisa de ajuda pra acender?
Eu respondi:
—nope.
Eu forrei a ponta do meu dedo médio e do meu dedão com ferro, então fiz um estalo e saiu faíscas deles, aquilo acendeu o fogo, eu tinha abaixado pra fazer isso, então levantei e falei:
—o elemento metal é mais útil do que eu pensei.
Fale com o autor