Katie Rowell - Estudante de Hogwarts
47 Capítulo 47 – A Família Weasley
Notas iniciais
— Olhe mãe, é o Expresso Hogwarts! — Falou um menino ruivo que usava óculos para uma mulher ruiva baixa e gorducha.
— Finalmente chegaram. – Bufou a mulher. – Vamos chegar mais perto, não consigo ver onde está o Gui, nem o Carlinhos. – E a Srª Weasley se aproximou mais do lugar onde o trem iria parar, juntamente com seus filhos e seu marido, o Sr. Weasley.
— Parece um time de Quadribol. – Murmurou Rose a Gui, enquanto tentavam sair do trem, vendo numerosa família de ruivos.
— Gui meu filho, aqui! – Exclamou a Srª Weasley, acenando energicamente para seu filho mais velho.
— Acho que ele já viu você, mamãe. – Disse um menino ruivo com olhos castanhos.
— Só estou me assegurando disso, Jorge querido.
— Jorge? Eu sou o Fred, francamente mulher… — Dizia Fred, porém foi interrompido quando Carlinhos foi ao encontro de sua família.
— Carlinhos meu filho! — Disse a Srª Weasley abraçando o filho e entregando as malas deste para o Sr. Weasley.
— Mãe...apertado. — Disse o menino enquanto era sufocado pelo apertado abraço de sua mãe.
— Oh me desculpe querido...é a saudade. E onde está seu irmão? — Perguntou a Srª Weasley enquanto esticava o pescoço e observava ao seu redor, que estava bem movimento pela quantidade de alunos e pais que iam se encontrando e saindo da estação 9 ¾.
— Estou aqui mamãe! – Gritou Gui quando percebeu que sua mãe estava o procurando, indo em sua direção, sendo seguido por Katie e Rose.
Quando Gui se aproximou de sua família, foi recebido por um carinhoso abraço de sua mãe, depois por seu pai, que na mesma hora pegou das mãos de seu filho a mala que carregava. Katie e Rose observavam a grande família dos Weasley, todos eram ruivos e tinham sardas, e estampavam um enorme sorriso no rosto. Enquanto as duas ficavam quietas olhando, e cochichando uma para outra quais eram os nomes de cada filho para poderem se apresentar, a Srª Weasley então se aproximou delas, dando um abraço primeiro em Katie e depois em Rose.
— Você deve ser a Katie? – Perguntou a matriarca à Katie, que confirmou com um aceno de cabeça. – É claro… a semelhança de vocês é evidente, se parece muito com sua mãe nos tempos de escola.
— A...a senhora estudou com a minha mãe?
— Claro que estamos juntas... quero dize, quase juntas, pois ela é um ano mais nova. Mas mesmo assim, não perdi oportunidade de vê-la em ação em uma partida de Quadribol. – Disse a mulher ruiva com um gentil sorriso. – E você, – Ela virou o rosto para Rose. – é Rosemary Mbore, eu lamento por seu pai...era realmente um homem corajoso e digno.
Ouvindo isso, os olhos de Rose começaram a encher de lágrimas, mas não de tristeza, e sim de orgulho, pois seu pai era realmente um homem que ela considerava um grande herói.
— Molly querida, melhor conversarmos mais tarde, as crianças devem estar querendo descansar. – Disse o Sr. Weasley a sua esposa, que concordou com o que o mesmo disse. – Vamos então, meninos – Ele encarou os gêmeos. — Façam a gentileza com as nossas hóspedes e levem as malas.
— Claro papai. – Respondeu os dois garotos, que imediatamente pegaram das mãos de Katie e Rose suas pequenas malas.
— Nossa, mas que peso! Trouxe sua mudança? – Perguntou Jorge disfarçando o riso para Katie.
— Deve ter trago a biblioteca de Hogwarts inteira aí! Gui nos contou que você ama ficar lá. – Retrucou Fred, tentando do mesmo jeito que o irmão disfarçar o riso enquanto era encarado por Katie.
— Parem de amolar vocês dois. – Disse Gui que pegou as duas malas das mãos dos gêmeos. – Não precisa se preocupar Katie, eles gostam de brincar. Sua mala nem está tão pesada assim.
— Olha só, Gui pagando de cavaleiro fortão! – Debochou Jorge, sendo encarado friamente por Gui.
— Pare com isso...F...Jorge. — Disse a Srª Weasley, que algumas vezes se atrapalhava em reconhecer com qual gêmeo ela falava, enquanto parava próxima a passagem da plataforma 9 ¾. – Agora vamos fazer o seguinte, – Ela fez uma pausa enquanto contava quantas pessoas estavam em sua companhia. — estamos em onze, então teremos cinco pessoas que irão em duplas, e uma ficará sozinha.
— Eu vou sozinho, querida. – Disse Arthur. – Deixe os mais velhos irem primeiro, Gui e Carlinhos, depois Katie e Rose, seguindo depois Percy e Gina, Jorge e Fred, e por fim você e Rony.
— Está bem. – Concordou Molly, levando seus filhos mais velhos a frente. – Já podem ir, e depois, – Ela se virou para Katie e Rose. – vocês duas esperem alguns segundos para poderem passar pela passagem.
As duas amigas concordaram e ficaram esperando, viram Gui e Carlinhos sumirem, e depois de alguns segundos foram autorizadas pela Srª Weasley, indo para junto deles. Depois de um certo tempo, todos já haviam passado, podendo então sair da estação de King’s Cross.
No estacionamento, a família parou próxima a um carro, um Ford Angila, que teve o porta-malas aberto pelo Sr. Weasley, podendo colocar as malas dos filhos e das duas visitantes, e depois abriu as portas, deixando Rose encabulada com o que via ao entrar lá dentro, pois de fora o espaço dentro do carro era menor do que se podia imaginar.
— Papai enfeitiçou esse carro. – Disse Gui a loira quando viu a cara de surpresa dela.
— Ah, claro...por isso que eu amo a magia. — Disse a menina, em um tom mais baixo.
E com todos já dentro do carro, e relembrados pelo Sr. Weasley do uso do cinto de segurança, “Esses trouxas, como um simples cinto pode dar alguma segurança? É cada uma que eles inventam.”, disse o patriarca, que depois deu a partida no carro, saindo do estacionamento e indo para casa.
— Ah! – Disse Gui depois de alguns segundos de silêncio que se fazia no carro. — Acho que eu esqueci de falar um pouco mais sobre a minha família para vocês. Bem, vocês já perceberam que os dois adultos são meus pais, – Rose e Katie assentiram. – Arthur e Molly Weasley, e também já sabem que os gêmeos se chamam Jorge, e outro Fred. Este que está do meu lado é o Percy, – Disse Gui olhando paro o irmão, que cumprimentou as meninas com um aceno de cabeça. – ele vai frequentar Hogwarts ano que vem. O que está do seu lado Katie é o Rony, – E o menino cumprimentou do mesmo jeito que Percy. – e a menina que está na frente com a mamãe é a Gina, a caçula da família.
— Já perceberam que somos uma grande família né? – Disse Fred – Mas não se preocupem, há espaço de sobra lá na Toca, vocês podem ficar no sótão, lá mora o nosso Ghoul de estimação.
— Fred. – Ralhou a senhora Weasley em um tom severo. – Pare já com isso. Fiquem tranquilas meninas, não deixarei vocês ficarem lá, vocês irão ficar no quarto da Gina.
— Não...não precisa se incomodar Srª Weasley. — Disse Katie. — Não vemos problemas em ficar no sótão
— É verdade, senhora. — Reforçou Rose.
— Deixem disso meninas, isso não é incômodo algum, Gina é a nossa única filha mulher, seria bom se lá em casa tivesse uma presença feminina além da minha esposa. — Respondeu o Sr. Weasley, que prestava atenção na conversa, quase batendo o carro.
— Cuidado Arthur! — Exclamou Molly quando vira que o carro quase batera em um ônibus. — Preste atenção nesse volante. Quer que os policias trouxas nos parem e fiquem fazendo um monte de perguntas do tipo como conseguimos por onze pessoas em um único carro?
— Desculpe-me querida. — Respondeu Arthur, que empurrou os óculos para mais perto dos olhos e ajeitava sua postura no banco do motorista. — Olhem crianças, já estamos na saída da cidade.
Depois de certo tempo que saíram da cidade, eles puderam ver alguns pastos e um largo rio, e indo mais adiante, uma casa velha, com vários andares e bem modesta: “A Toca”.
— Lá está ela – Disse Gui apontando para a construção – Lar, doce, lar.
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